The European Debt Crisis Visualized

Um vídeo interessante da Bloomberg que explica o principal problema da moeda única como sendo o resultado das tensões provocadas por uma política monetária central homogénea e de várias políticas fiscais descentralizadas e heterogéneas.

8 pensamentos sobre “The European Debt Crisis Visualized

  1. Concordo que seja indispensável uma Federação Europeia, onde exista uma politica monetária europeia. Um governo europeu que faça leis, uniformize impostos, estabeleça quotas de produção, sirva os interesses dos europeus com harmonia, de forma a permitir o crescimento económico e minimize as discrepâncias entre cidadãos.
    Estamos muito longe disso, atendendo às ideologias neoliberais. Desde logo, este documentário de ideologia neoliberal, enfatiza que o estagnamento económico na Europa se deve aos PIG’s, devido aos seus défices e falta de cumprimento para com os seus credores, ameaçando inclusive o mundo. Minimiza a origem do colapso do sistema financeiro com as praticas das sociedades financeiras americanas.
    Aos 7′ assume que as politicas económicas recessivas estão norteadas pelo sentido moral, punitivo e não do crescimento económico. Pior ainda, quando estereotipia os Gregos, e consecutivamente, os PIG’s, de mandriões em comparação com os demais.
    Seria bom explicar como os países do norte da Europa conseguiram desenvolver as suas economias após a segunda guerra mundial. Seria justo enumerar as regalias sociais dos países PIG’s e os demais. Seria interessante perceber porque os produtos e serviços que criam valor estão concentrados nos países que não fazem parte dos PIG’s que estão limitados pelas quotas impostas pelos países com maiores economias, extrapolando estas assimetrias.
    Seria necessário, definir em que medida o poder de compra de cada país contribui para o PIB, e em que medida a educação do tecido empresarial faz a diferença no sucesso destas empresas.
    Falando em moral, devemos ter em conta a responsabilidade e consciência do taberneiro que serve o cliente alcoolizado.
    Para ser isento, é insuficiente apontar a evasão fiscal dos cidadãos sem medir em comparação, o significado da lavagem de dinheiro promovida pela pelas indústria das offshores, centradas no mercado financeiro inglês, holandês, luxemburguês, etc., nos agentes económicos que beneficiam de tratamentos fiscais preferenciais, etc. Para haver moral, temos de considerar se os grandes encargos governamentais, onde os orçamentos desmerecem rigor, terão correlacionados com prémios de produtividade para os administradores destes agentes económicos e comissões para os seus rescisores. Se falarmos em moral, que atire a primeira pedra quem não tem telhados de vidro.
    O mais grave é estarmos inquinados por gente imoral, que na sua ideologia neoliberal coloca as pessoas ao serviço do lucro quando devia ser o seu oposto.

  2. Rodrigo

    João, não posso de todo concordar com o final deste video, que apresenta como solução mais plausível para resolver este embaraço em que estamos, a centralização das politicas fiscais na UE ! Acho que é absolutamente preferível o “or neither”.

  3. Olá Rodrigo. Eu sou sempre contra o centralismo e a concentração de poder. À partida seria suficiente que todos os países cumprissem as regras do Tratado de Maastricht de modo a garantir uma disciplina orçamental na zona euro. O facto é que há vários países que não cumprem essas regras, não existem mecanismos para os obrigar a seguir essas regras, e do ponto de vista de cada país individualmente existem incentivos para não se seguirem essas regras – basta ver o caso Português. Cumprimentos!

  4. António

    Se houver um sistema fiscal centralizado… a quem se destina a receita? A um governo também ele centralizado? Ou é simplesmente um mecanismo para cobrar impostos em nome de um governo? Mas se se pretende também impedir mais empréstimos para além de certo limite…há um governo central europeu a fiscalizar cada governo? Quem tem poder de governar é que tem poder de contrair empréstimos, independentemenet das receitas… E ficam os salários e pensões? POrque são totalmente diferentes na Grécia e na Alemanha!

    Um dos principios juridicos aplicaveis nesta area é a indiferenciaçao. Há uma colecta que se junta num bolo indistinto que depois é redistribuido (gasto)… Como ficaria? Os impostos são cobrados e logo consignados para os respectivos países?Os países passam a ser meras “Camaras municipais”, que recebem per capita, ou …porque critério? Ou ocntinuam a cobrar e gastar livremente parte dos impostos?

    Desculpem a ignorância. Talvez isto seja simples, mas não estou a ver como se faz!

  5. Olá António. Se eu compreendi bem a idea do vídeo é que seria criada uma entidade de supervisão do orçamento de cada país que seria responsável por aprovar os orçamentos de cada país – garantindo que não haveria indisciplina orçamental, mas as receitas continuariam a ser do país. Seria uma espécie de “troika permanente” mas ainda com poder legislativo.

  6. António

    Obrigado João.

    Se a proposta é essa, ainda que não me pareça eficaz (veja-se que nem POrtugal nem Grécia cumprem os ditames da troika, tendo sempre mais deficts e dividas, e menos reformas estruturais do que o pretendido) , talvez nem seja assim tão mau. Mas isto só funciona parcialmente agora que estamos à rasca e num mercado dificil. Se não fosse o caso, se o buraco não fosse tão grande e houvesse mais dinheiro para emprestar, desconfio que algum governo em POrtugal se aguentasse num plano austeritário, com troikas ou sem elas.

  7. Fernando S

    Portanto, como resume o João Cortez no comentario acima, tratata-se de encontrar e aplicar mecanismos de disciplina orçamental a todos os membros da Zona Euro. Este é o significado da “Fiscal Union” em ingles, diferente da homogeneização fiscal, que seria um enorme erro na actual fase da integração europeia.
    Como diz o Antonio, não é facil.
    Dito isto, vale a pena tentar.
    A alternativa, a desagregação da Zona Euro e o regresso a moedas nacionais ou regionais, representaria um retrocesso em termos do alargamento e do aprofundamento do mercado livre. O video, na sua primeira parte, refere acertadamente as vantagens nesta direcção em resultado da unificação monetaria.

  8. braveman

    As conclusões são diria no mínimo apressadas.. e da minha parte não obrigado.

    o que me parece inevitável e desejável é a criação de mecanismos que obriguem a cumprir as regras com que se comprometeram os países no tratado orçamental.. e que em última análise seria a expulsão do euro. se isso estivesse previsto, sem dramas e organizado não haveria a necessidade de uns estados unidos da Europa… desde logo uma impossibilidade. Os Americanos é que não conseguem conceber que estados diferentes possam cooperar.

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