Uma Início Auspicioso

Alexis Tsipras encerrou ontem o discurso de apresentação do programa de governo, afirmando que “irá reclamar a indemnização de danos causados pela Alemanha durante a segunda guerra mundial“.

A Grécia tem a obrigação moral para com o seu povo, para com a sua História e para com todos os povos europeus que lutaram e deram o seu sangue contra o nazismo“, afirmou Tsipras. O valor exigido, de 162 mil milhões de euros, representa cerca de metade da dívida pública da Grécia, estimada em 315 mil milhões de euros.

Boa Sorte lá com isso, Tsipras.

Leitura complementarCoisas sérias por decreto: a extinção da austeridade

39 pensamentos sobre “Uma Início Auspicioso

  1. JLeite

    A indemnização pedida será para compensar os povos subjugados por Alexandre, O Grande?
    Quem com ferro mata, com tungsténio morre.

  2. Luís

    Este louco além de lançar a Grécia na miséria ainda vai causar uma guerra civil no país e quem sabe uma guerra com a Turquia. Pelo caminho ainda agravará a tensão entre a Europa Ocidental e a Rússia.

  3. tina

    Nós temos de analisar o comportamento deste governo sob a perspetiva de uns meninos mimados, habituados a estarem no contra, sem qualquer experiência de vida, que julgam que os papás lhes vão fazer todas as vontades. Assim se compreende como se mostram tão impreparados e se revelem um absoluto desastre.

  4. Luís

    Quem sabe ainda acabarão por fazer um favor ao turismo português… estes e o Podemos.

    Espanha tem uma grande comunidade de reformados do Reino Unido ou da Alemanha, que escolheram o país como segunda residência.

    Veremos como reagirão à chegada dos comunistas ao poder. Quem sabe se como resultado não haverá um aumento da procura de moradias no Algarve e na Madeira.

  5. Pingback: Âncoras e Nefelibatas

  6. EMS

    “A indemnização pedida será para compensar os povos subjugados por Alexandre, O Grande?”
    Alexandre o Grande era Macedonio.

  7. Não vale a pena enterrar a cabeça na areia.
    O passo que o povo grego deu é irreversível.
    Por mais que isso custe aos adeptos do liberalismo selvagem, nunca mais o capital escravizará o social sem resistência efetiva.
    Foi o grito do Ipiranga!

  8. «Por mais que isso custe aos adeptos do liberalismo selvagem, nunca mais o capital escravizará o social sem resistência efetiva.»

    A chatice é que depois de resistirem ao capital, começam a fugir da resistência que fizaram ao capital quando as prateleiras se tornam vazias e a vida se torna um inferno.

    Caro João de Brito, já alguma vez foi a um país socialista (dos duros!) e viu com os seus olhos como lá se vivia? Nunca se perguntou porque é que os chineses fugiam para Macau ou Taiwan, os cubanos para os Estados Unidos e os alemães de leste inventaram o torpedo subaquático para impulsionar um mergulhador entre os esgotos da Berlim Oriental para a Ocidental?

  9. murphy

    Se o grupo de seguidores de Tsipras, se confinasse aos políticos da esquerda radical e seus adeptos, não viria grande mal ao mundo.

    O problema reside no facto de esses adeptos terem assento nas redações e na condução da agenda mediática (determinante para “doutrinação” de muitos cidadãos…).

    Veja-se o silêncio nos media nacionais sobre o escândalo Monedero no Podemos…

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2015/02/ole-podemos-desconfio-que-esta-sera.html

  10. FMC,
    bom dia!
    Essa é uma falsa questão.
    Por três motivos:
    1. a alternativa não é necessariamente qualquer um dos regimes que apontou;
    2. o facto de vivermos menos mal não significa que não possamos viver melhor;
    3. para além de uma opção de regime, o que está em causa é também uma questão de dignidade humana.

  11. HL

    Hummm isso da dignidade humana…
    Bom sem acesso aos mercados vivemos com dignidade, se o crescimento do produto e do produto potencial não forem variáveis decisivas… ok siga pelo caminho dos argentinos, caso contrário será melhor pensar em algo diferente e mais criativo, NEGOCIANDO com os nossos parceiros e apontando baterias a alguns parceiros novos…

  12. Mas é isso mesmo, HL!
    Já viu que a fatalidade do crescimento contínuo ad infinitum aliado à competitividade é necessariamente insustentável sem a progressiva escravização das pessoas?!
    Só há uma maneira de evitar isso.
    É o trabalho deixar de ser considerado fator (custo) de produção e passar a ser considerado beneficiário da mesma.
    É isso que tem de ser feito.
    Por outras palavras:
    – A economia tem de ser posta ao serviço das pessoas e não o contrário.
    É disso que se trata.
    É essa a dignidade humana!

  13. João de Britro,

    É mais digno ter papel higiénico do que folhetos do Partido. Pode ter sempre papel higiénico como este: http://www.npr.org/blogs/thetwo-way/2015/02/07/384522203/china-seizes-toilet-tissue-featuring-likeness-of-hong-kong-leader

    Lembra-me uma ANEDOTA SOVIÉTICA:

    — Iuri, porque é que os correios tiraram de circulação aquela série nova de selos com o camarada Estaline?

    — Por inadaptação, Misha.

    — Inadaptação?

    — Sim, as pessoas cuspiam sempre do lado errado.

  14. João de Brito,

    O trabalho é um factor de produção, e logo um custo. Não há nada de mal com isso. É um custo essencial, e não diminui quem o faz. Pelo contrário. A licença a um instituto público qualquer é que é um custo dispensável, e se querem começar, comecem por aí.

    A economia não está ao serviço das pessoas, assim como a Mãe Terra não está ao serviço da humanidade. A dita Mãe Terra é um calhau, vulgo um planeta, onde todos vivemos. Um planeta não tem alma, não tem consciência, e é apenas ligeiramente mais inteligente do que os novos governantes gregos. A Terra está povoada de seres humanos, muitos dos quais ostentam no espaço entre as orelhas uma coisa desfuncional que lhes dá o epíteto de calhaus. Estes votam à esquerda e e acham que dois mais dois é aquilo que o colectivo quiser.

    A economia nem está ao serviço das pessoas nem as pessoas ao serviço da economia: a economia é a aglomeração de todas as transações interpessoais de bens e de serviços. A economia não existe. É apenas um conceito. E é por isso que não pode ser legislado o crescimento da economia.

    Falemos antes no Estado. O Estado, uma entidade bem real que passou das marcas, colocou os idiotas dos cidadãos a serviço dos que comandam a besta. Assim, perpetuam-se estes políticos no poder, ganhando pitança e bastança à conta dos que querem trabalhar e justificando-se em todas as ingerências na nossa vida, mesmo nas minudências. O resultado é empresas que não se criam, trabalhos que não se faze, produtos que não chegam a ver a luz do dia e grandes empresas com maiores departamentos de lobbying e jurídicos do que de investigação e desenvolvimento protegidas (por legislação injusta mas sempre essencial) na sua eficiência.

  15. João de Brito,

    Eu sei que é democrata cristão, provavelmente terá lido como eu a Rerum Novarum e ter-se-á achado siderado com essas palavras. Já muitos anos depois eu deixei a mal pensada democracia cristã para ser um conservador capitalista.

    A história dos folhetos do partido em vez de papel higiénico não é um ataque a si, serve para que veja que não há verdadeiros caminhos alternativos à economia de mercado e ao estado mínimo na criação de riqueza e liberdade da sociedade.

    A democracia cristã é sobretudo um aglomerado de boas intenções de quem não se consegue rever nas boas intenções dos socialistas e dos comunistas. «Colocar a economia ao serviço das pessoas» é tão vago como «promover o crescimento através de medidas activas de empregabilidade.»

    Querem que Portugal seja uma nação próspera? Acabem com o Salário Mínimo Nacional e deixem que cada sindicato e patrão de cada sector o decida livremente. Deixe o mercado funcionar e verá que há muito que fazer para todos os homens e mulheres deste país.

  16. FMC!
    Agora foi ao assunto.
    Para si a vida tem um só objetivo: produzir e crescer.
    Repudia a natureza, as pessoas e o estado.
    Penso o contrário.
    A natureza somos nós.
    O homem é um microcosmos.
    E a medida de todas as coisas.
    Sem estado, é a anarquia.
    Ou a selva liberal.
    Isto é intuitivo, quase óbvio.
    E racionalmente defensável.
    Mas sobretudo faz-nos mais felizes.
    Que é o que interessa.
    Bom almoço!

  17. jose carlos

    e que tal declarar guerra à Alemanha e aos restantes países do euro que não querem sustentar mais a falida Grécia ?…talvez o Putin mande uma divisões de milícias para dar uma ajuda. Força Grécia vai-te a eles….

  18. Dervich

    “Este louco além de lançar a Grécia na miséria ainda vai causar uma guerra civil no país e quem sabe uma guerra com a Turquia. Pelo caminho ainda agravará a tensão entre a Europa Ocidental e a Rússia.”

    E você preocupado com isso Luís? Não vê que toda a Europa não está preocupada, preferindo conservar a ilusão de não perder 1% do seu PIB (porque vai perdê-lo à mesma) para impedir o colapso grego?

    Mas o que referiu é curioso: A crescente islamização da sociedade turca pode levá-la a juntar-se ao ISIS para despachar curdos e gregos de uma só penada.
    Nessa altura, quando os turcos estiverem às portas de Viena, como há 500 anos, os países da Europa Central irão então apoiar massivamente os povos “tampão”, gregos, bósnios, croatas, eslavos, romenos, etc.

  19. João de Brito,

    Uma diatribe semi-coerente, à la livro de Ben Sira, não coloca pitança na panela das famílias. O homem pode ser um microcosmos, mas nem eu nem ninguém mais tem o dever de acreditar nisso. O Estado não se deve meter em solidariedades. A Cáritas faz mais pela erradicação da pobreza que a Segurança Social, esta parecendo apostada em a manter.

    A economia de mercado livre tem trazido afluência e liberdade aos cidadãos, e estes por seu turno usam-nas para perseguirem a sua felicidade do modo que por bem lhes apraz. Alguns esfalfam-se para ganhar Mercedes, outros preferem trabalhar menos e pintar nos tempos livres. Verá rádio-amadores, programadores de fim-de-semana, pessoas que vão à igreja ou que gostam de piqueniques em família nos seus dias de descanso — proporcionados pela afluência crescente do capitalismo.

    A democracia cristã e apenas um aglomerado de boas intenções e plano nenhum que eu já, em tempos outros, na íntegra subscrevi. De boas intenções enchem-se os infernos, e de cantos de progresso os campos de trabalho. O caminho do Estado para melhorar as condições humanas é deixar o homem desenrascar-se e não apoiar a pobreza ‐ mas dar àqueles que apoiam os devidos benefícios fiscais.

    E se eu parafraseasse o livro de Ben Sira, diria que seis coisas detesta o Senhor e uma abomina: a indolência, a prepotência, a ignorância, a metedice, o esbulho, a indiferença e o voto no Partido Socialista.

  20. Kubo

    Alexis Tsipras afirmou que a Grécia “irá reclamar a indemnização de danos causados pela Alemanha durante a segunda guerra mundial“.

    Não é este Alexis que é adepto da “Renegociação da Dívida”? Que tal dar o exemplo e perdoar a putativa dívida alemã? …

  21. FMC!
    Vou colocar, de outra forma, a questão:
    – Diga-me, por favor, como é possível o crescimento e a competitividade eternos, sem graves consequências para a humanidade, diretas e indiretas.
    (Note-se que, no mundo dito desenvolvido, uma percentagem significativa dos bens produzidos já são supérfluos e/ou excedentários…)

  22. (Note-se que, no mundo dito desenvolvido, uma percentagem significativa dos bens produzidos já são supérfluos e/ou excedentários…)
    Note-se que no mundo dito desenvolvido, uma percentagem significativa dos bens já É SUPÉRFLUA E/OU EXCEDENTÁRIA…)

  23. Já agora…
    Não sou democrata cristão.
    Não sou da esquerda, nem do centro, nem da direita.
    Conto com todos os pontos cardeais, todos os sentido e todas as direções.
    Sou livre pensador.
    Tudo o que é humano me diz respeito.
    Sou HUMANISTA.

  24. João de Brito,

    Pensamento que não se articula flutua ao sabor do vendo, sendo levado pelo último flato mediático para uma e para outra parte. Não tenho medo em me considerar cristão, conservador e capitalista (embora prefira o termo defensor de economia de mercado em vez de capitalista).

    Se quer deixar de crescer, implante o socialismo. Depois não se queixe se o seu buraco anal ficar um pouco dorido pela fricção de papel menos aconselhável para o efeito.

    O socialismo é excelente a limitar o crescimento. De tal forma que até a putéfia que tinha a gestão do clima na ONU, uma tal de Cristiana Figueres, afirmou que o comunismo versão chinoca era o melhor para defender o ambiente e prevenir o aquecimento global. (Está a ver porque é que eu acho que devemos sair da ONU, salvo na adesão aos tratados técnicos?)

  25. M.Almeida

    Eu ainda gostava de saber porque é que há aí umas alminhas tão encantadas com este louco, o outro louco motoqueiro, e todos os loucos que lhe estão associados no governo grego
    Eu ainda gostava de perceber qual é o fascínio da media com a extrema esquerda que defende regimes que dizimaram milhões, puseram milhões a morrer à fome, confiscaram propriedades, proibiram a livre imprensa, proibiram o livre pensamento.
    Eu gostava mesmo de perceber que loucura é esta que atinge o mundo, onde se vê jornalistas idiotas lambendo botas ao novo estilo, assim fashion,dos novos membros do governo grego, sem que analisem a fundo as propostas que esta gente faz para a sociedade.e que se inspira em assassinos como Che Guevara ou Simão Bolivar.
    Eu ainda gostava de saber ao certo que fascínio tem um mundo de miséria e onde todos somos privados do principal bem: a liberdade.
    Há-de chegar o dia em que esta media e uma dúzia de fascinados com o precipcio vão provar o veneno que andaram a espalhar.
    Olhem para o Pablo Iglesias que afirma que a guilhotina é a mãe da democracia.

    Continuem a promover esta gentalha, sim porque o que está a dar mesmo, é enaltecer as virtudes de gente, tal como Hitler, atinge o poder para, logo que possam instaurar uma ditadura. Bom mesmo é negar informação sobre movimentos que vão defendendo uma sociedade normal. Isso sim há que negar a sua divulgação porque o perigo chega quando há movimentos que promovem a familia, o casamento, a natalidade, a vida, a livre iniciativa, a propriedade. Isso sim é um perigo e quanto menos soubermos da existência desses movimentos menos eles têm hipótese de singrar.
    O filme de terror segue dentro de momentos, ou para os gregos, ou para a europa.
    Depois esta escumalha que promove esta gente chorará porque se lhe acabou o maior bem: a liberdade.

  26. Francisco

    O pior é que estas ilógicas são como a peste. Transmitem-se com facilidade, principalmente à maltinha nova que não sabe o que é a vida e os sacrifícios que por vezes ela nos exige.
    Não precisamos de ir à Grécia. Basta ler alguns dos comentários anteriores…

  27. FMC!
    “Pensamento que não se articula flutua ao sabor do vendo, sendo levado pelo último flato mediático para uma e para outra parte.”
    Ser livre pensador não significa falta de pensamento articulado.
    Ser livre, neste contexto, significa analisar os regimes, as escolas, as correntes, estando fora deles.
    Se raciocinarmos por dentro de cada sistema, a sua lógica interna aprisionar-nos-á, numa espécie de curto circuito ou círculo vicioso.
    Ou seja, se aceitarmos os pressupostos de uma determinada doutrina, por mais que nos desafiemos a jusante, nunca mais dela sairemos.
    Esse distanciamento permitir-nos-á, por outro lado, incorporar aportações de diversos pensamentos, enriquecendo o nosso e sem entrar em contradição.
    Depois, o que articula, estrutura e ancora a nosso pensamento é raciocinar com lógica a partir de um pressuposto que elegemos como ponto de partida.
    E, para mim, esse ponto de partida primordial é o HOMEM.
    Por isso me considero HUMANISTA.
    Nota: A questão que coloquei lá atrás visa precisamente colocar em causa o pressuposto do regime de mercado. E não obtive resposta. Ora essa resposta que falta é que adiantaria ao assunto. Os gordos comentários que em sua vez vieram é que não adiantaram nada. Não passam de atos de fé, mais ou menos solenes.

  28. João de Brito,

    A minha defesa da economia de mercado é apenas esta: veja as condições de vida onde uma verdadeira economia de mercado não existe. Se nunca lá viveu, eu já, desde em estados falhados até aos ex-paraísos socialistas.

    Se uma excepção ao menos houvesse a esta regra, até poderia dizer que o socialismo funciona aqui e ali. Consegue?

    E as ditas terceiras vias? Foi dito que Milton Friedman se sentiria mais à vontade em Estocolmo que em Washington nos dias que correm. A terceira via é uma espécie de máquina de enriquecer socialistas e estatistas enquanto estes usam o Estado que tutelam para manter os socialistas e emperresários seus amigos protegidos por regulação blindada.

    Tente abrir uma farmácia. Terá de pedir à Associação Nacional de Farmácias. Idem para uma bomba de combustível. Para abrir um café precisa de 22 papéis, icenças e taxas (contei-os no quadro de licenças de um deles). Se quiser fazer um software inovador de gestão, prepare-se para um processo burrocrático exasperante para certificar o dito, e ter um ou dois advogados ou juristas em cima das minudências dos critérios, que mudam dia a dia.

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