Entretanto, em França…

… o dono de uma padaria, que até ganhou o prémio da melhor baguete tradicional de França em 2014, está a ser importunado pela justiça porque está aberto 7 dias por semana e uma decisão da prefeitura de 1999 impõe um dia de descanso obrigatório.

Stéphane Cazenave a reçu une convocation devant le tribunal, car sa boutique, ouverte depuis 3 ans à Saint-Paul-lès-Dax (Landes) est ouverte sept jours sur sept. Ses 22 salariés eux bénéficient bien de leurs deux jours de repos hebdomadaire

[…]

Sauf qu’un arrêté préfectoral datant du 25 mars 1999 impose en effet aux boulangeries du département des Landes de fermer au public au moins un jour par semaine

[…]

Devant les caméras de France 3, Stéphane Cazenave admet être «très en colère», et a l’impression d’être «pris comme un petit voyou, alors que je demande juste à travailler. Je pense que travailler ca n’est pas un délit en France». Selon lui, le jour de fermeture qui lui est imposé pourrait lui coûter autour de 250.000 euros, et l’obligerait à séparer de plusieurs salariés.

E assim se promove o trabalho.

10 pensamentos sobre “Entretanto, em França…

  1. Gil

    “Um dia de descanso obrigatório”, não obriga a fechar. Apenas obriga a que os trabalhadores tenham, obrigatoriamente, um dia de descanso. No entanto, também recordo que o encerramento obrigatório do comércio um dia por semana, é medida usada em vários países e não consta que tenham algum problema com isso.

  2. Gonçalinho

    Por acaso, se o meu francês não me engana, os trabalhadores têm o descanso devido, só não o têm todos no mesmo dia. É exactamente obrigar a fechar de que se trata.

  3. Gil

    Gonçalinho:
    Não me referia a este caso concreto, mas sim à medida que, por exemplo, é aplicada entre nós. Uma coisa diferente, é a obrigatoriedade do comércio (ou grande parte dele) encerrar um dia por semana.

  4. jo

    Promove-se sobretudo o trabalho escravo.
    Toda a gente tem direito ao trabalho e o dever de trabalhar, na perspetiva liberal. Já o direito ao descanso semanal e ao pagamento condigno depende do patrão.

  5. Luís Lavoura

    (1) Neste aspeto dos horários do comércio, Portugal é, desde há muitos anos, um dos países mais liberais da Europa. E nem por isso é dos mais desenvolvidos.
    (2) Países como a Alemanha, que têm (ou tiveram, tradicionalmente) fortes restrições aos horários do comércio, são dos mais desenvolvidos do mundo.
    A liberdade dos horários do comércio parece ter uma correlação negativa com o desenvolvimento económico.

  6. Luís Lavoura,

    Sendo eu cada vez mais defensor da limitação de horários de comércio, ainda assim aquiesço que essa correlação deverá contar com países como a Rússia, a Itália, a Espanha e o Reino Unido. Chegará à conclusão de haver correlação nenhuma.

    O ponto de discussão não pode ser posto nem utilitária nem moralmente. Será quando muito um caso de saúde mental, e o número de doidos neste país que gastam o Domingo no shó-pingue (sem andar à procura da rapariguinha nem tendo cheta para comprar a banha de uma cobra) prova-me certo.

  7. Atente-se que eu resolvi limitar o horário de comércio cá por casa: não fazemos compras ao Domingo. Se toda a gente que por aí anda a falar da dita limitação também procedesse assim, não seria preciso lei nenhuma para que eles fechassem. As lojas vazias seriam moto suficiente.

    Para ser claro, eu não quero leis sobre estas coisas. E não são em nada precisas.

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