O buraco negro

Alberto Gonçalves no Diário de Notícias

Entre as altíssimas figuras socialistas, a única que mostrou perceber em absoluto a contraditória complexidade dos novos senhores gregos foi, sem grande surpresa, o líder António Costa. Em dois ou três dias, esse vibrante indivíduo celebrou a firmeza do Syriza e a “involução” do Syriza, condenou a austeridade e a renegociação da dívida, defendeu o rigor e a irresponsabilidade, admitiu todas as soluções e comprometeu-se com nenhuma, desmontando de uma assentada as más línguas que o davam como o sucessor natural dos monumentos ao vazio que costumam mandar em nós. Nada disso: o génio do dr. Costa é um vazio de outra dimensão e gabarito, talvez só comparável a um buraco negro, uma metáfora e, se não tivermos juízo, um destino

4 pensamentos sobre “O buraco negro

  1. M.Almeida

    A realidade e a ficção
    Começa a ficar claro, à medida que o tempo passa, que António Costa mostra as suas fragilidades. O que o tempo nos mostra é que a ficção criada pela comunicação social, comentadores, jornalistas e vários lobbies da sociedade portuguuesa sobre o predistinado “D. Sebastião” de Lisboa, não passa de mais uma tentativa criativa de mascarar uma das pessoas que teve responsabilidades no passado no governo e no partido que nos conduziu à bancarrota, e não pode olhar-se para ele sem olhar os indicios de incompetência e corrupção dos governos socialistas que devastaram o dinheiro dos contribuintes e portanto o consequente colapso do estado.
    O que o tempo nos mostra é claramente que, se Portugal/várias gerações de portugueses foram conduzidos a anos de austeridade foi consequência das políticas socialistas e sociais-democratas do passado e não uma opção política deste governo como António Costa e os socialistas e alguns sociais-democratas tentam dar ideia.
    Depois a sua dose de oportunismo em todos os casos, desde o caso Sócrates, ao caso BES, ao caso PT, é claríssimo.
    Por isso os socialistas, comunicação social, jornalistas, comentadores e os rentistas do Estado ansiavam pela marcação de eleições antecipadas para que António Costa não mostrasse ao que vinha e que até aproveitasse a sua eleição para tirar dividendos dos bons sinais que já vai mostrando a economia portuguesa.
    Por isso não deixa de ser sintomático este artigo de Miguel Sousa Tavares, http://cadernosdalibania.blogspot.pt/2015/02/o-antonio-diga-qualquer-coisa-porra.html
    um dos que embarcou nessa tentativa de endeusamento de uma pessoa que, apesar de toda a austeridade do País, perdeu aprox. 10.000 votos na última eleição em Lisboa em relação à eleição anterior, apesar de ter conseguido uma MA ,graças claro aos níveis de abstenção.

    Enganaram-se e agora está à vista a inconsistência de mais uma criatura inventada, como fora outrora Sócrates, Lula da Silva, Obama e é hoje Tsipras ou Pablo Iglesias.

    Ainda haverá muita gentinha arrependida de ter ajudado a propagar imagem de predestinados que não existem, nem existiram. A realidade é bem mais forte do que a ficção.

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