#JeSuisAhmed

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Talvez seja, de facto, a maior herói dos massacres de Paris, o polícia francês de origem muçulmana que morreu às mãos dos terroristas, para defender o direito à liberdade de expressão daqueles que satirizavam com a sua cultura e o seu povo. Tenho dificuldade em encontrar um exemplo maior do que este, do cidadão comum que morre no exercício das suas funções de cidadania, às mãos de uma tão grande barbárie. Mostra ainda toda uma outra realidade, a dos emigrantes integrados, uma grande maioria, que querem viver os seus valores mas no quadro da tolerância ocidental, como também alvos – e vítimas – do ódio do fanatismo islâmico.

#JeSuisAhmed

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34 thoughts on “#JeSuisAhmed

  1. acortenaaldeia

    Estes são os “maiores alvos do fanatismo islâmico”? não sei se serão. Provavelmente os cristãos que são chacinados da Nigéria ao Iraque, os budistas assassinados na Tailândia e outros não serão da mesma opinião. Não deixa de ser relevante, de qualquer maneira, que quando estas coisas acontecem haja sempre a necessidade de se encontrar um exemplo de “integração”. Sim, o polícia podia ser de origem árabe. Mas seria muçulmano? a questão passa por aí. Às vezes falamos de “católicos praticantes e não-praticantes”. Nâo há católicos não-praticantes. Há católicos e pronto. Podem existir católicos que o sejam nominalmente, mas não o são de facto. O mesmo sucede com os muçulmanos e outras religiões, onde há indiferentes. Seria o caso do polícia em causa? não sei. O que sei e volto a dizer, é isto: o islamismo é incompatível com os valores ocidentais. O islamismo é um totalitarismo. Os ataques em Paris, como muitos outros, têm a ver com o islamismo. Quem disser o contrário que vá ler o Alcorão ou os textos de Sayyid Qutb, o grande doutrinador de muitos grupos islâmicos, da Irmandade à Al-Qaeda. Ou leia as reacções no facebook da Al Jazeera, o que escreveu a própria Al Jazeera e outras reacções de júbilo de pregadores. Entre eles uns quantos sediados em solo europeu.

  2. acortenaaldeia

    Não sei se a frase é infeliz, até porque na Síria, no Iraque, há muitos muçulmanos vítimas destes dementes. Nos últimos dois dias morreram mais de cinquenta muçulmanos no Iraque, Afeganistão e Iémene às mãos destes animais. Essa gente leva a sua vidinha descansada e quer estar sossegada. O problema é saber até que ponto são, de facto, muçulmanos. É como em Portugal: há 70 e tal por cento de católicos nominais. Reais serão quantos? no caso islâmico, idem. Esta gente, aos olhos dos suicidas e afins, não são muçulmanos. Pelo menos suficientemente (nem falo aqui das divisões entre sunitas e xiitas ). Porque os muçulmanos, de facto, são rapaziada perigosa. E nós, passo a passo, temos vindo a ceder-lhes. É a velha história: o Adolfo, quando lhe deram a mão, quis logo o braço. A coisa acabou como sabemos. Os muçulmanos são iguais. A sorte dos europeus de quarenta foi terem um Churchill e um Roosevelt. Nós hoje temos um Obama e um Cameron. Estamos lixados.

  3. carlos

    Pena que os Ahmed sejam uma minoria dentro da grande maioria de franceses ( nascidos ou não em França) muçulmanos, para quem a sharia tem prevalência sobre as leis da republica francesa. É só publicarem os vídeos com as manifs de dezenas de milhares de muçulmanos que nos últimos anos se manifestaram nas ruas contra o Charlie empunhando cartazes a apelar à violência contra aqueles que insultam o seu profeta.

  4. carlos

    é pena que todas as sondagens ( sobre a blasfemia contra o islão, liberdade expressão, adultério feminino, direitos mulheres, atentados suicidas, estado islamico etc )feitas anteriormente em França, em Inglaterra etc, junto da comunidade muçulmana, contradigam o RAF. Mas isso é só um pormenor sem importância.

  5. Marquês Barão

    Está tudo burro ou quê? Andei na guerra de guerrilha e este(s) atos terroristas assumem contornos muito semelhantes. É suposto que os perseguidos tenham rádio e oiçam noticiários como também terão meios para comunicar com eventuais cúmplices que se movimentem ainda á solta. Tal como um ouvinte ocasional terão ficado a saber que numa escola bem próxima há miúdos que estão por lá retidos, que num determinado local existe um grande aparato policial, e ainda que se irá realizar uma mega manifestação. Quando altos responsáveis deixam divulgar estas informações e tem o desplante de encher a boca com a palavra prevenção quando na prática estão a colaborar com os criminosos dando-lhes todas as dicas em vez de os manterem em isolamento longe do mundo estão simplesmente a facilitar. Ensinaram-me que no mato para tomar banho, nem pensar em usar sabão macaco e muito menos sabonete dado que esses cheiros deixavam pistas da nossa presença ao inimigo. Durante a noite para fumar um cigarro só debaixo de uma capa para o cacimbo, que o queimar de uma beata podia ser vista de muito longe. Vão-se fecundar mais o conceito de prevenção que tem metido na mona.

  6. acortenaaldeia

    Entretanto, no supermercado kosher, mais um que percebeu mal a mensagem de paz do profeta. Como é possível, se o Alcorão é um texto tão pacífico? não se percebe. Entretanto, milhões de muçulmanos têm saído às ruas, por todo o mundo, em condenação destes novos actos. Nós é que não os vemos porque as televisões estão dominadas pelos sionistas e não passam as imagens.

  7. acortenaaldeia

    E, já agora, só uma nota acerca do óbvio – mas que não se vê referido por aí: como é que o islão não há-de ser violento se o seu fundador o era? Jesus, Buda, Zoroastro, nenhum dos grandes profetas foi um apóstolo da violência. Se os seus seguidores o foram isso é outro assunto. Mas Maomé combate e chefia exércitos desde o início. Como é que os muçulmanos hão-de pregar a paz se o fundador combateu quem não era por ele? se serve de modelo para os muçulmanos como não hão-de eles usar de violência?

  8. Paulo Costa

    Ahmed era um agente policial que tinha sido destacado para este serviço de protecção a um edifício, como podia ter sido outro qualquer colega dele. Teve azar, pobre homem. A sua morte nada teve de heróica, foi abatido como um cão pelos assassinos antes de poder fazer fosse o que fosse. A sua morte foi portanto uma enorme tragédia pessoal, em circunstâncias que o transcendiam. De resto, como já foi notado acima, nada sabemos sobre ele, para além de que tinha um nome comum em países muçulmanos e que era um profissional da polícia. E que, muito provavelmente, de bom grado dispensaria a sua nova condição de herói morto.

  9. murphy

    Neste momento, é preciso expor, denunciar, estes fanáticos como criminosos, não como praticantes de uma religião.

    Supostamente, estes radicais responsáveis pelo atentado em França, exibem um profundo “respeito pelo Profeta” e observam um rigoroso cumprimento dos princípios do Islão.

    Se é mesmo assim, tinha curiosidade de saber quantos muçulmanos – e falo apenas dos fanáticos – em França se recusam a receber os apoios sociais por virem de um estado laico. Como poderão devotos tão fanáticos suportar o recebimento de “euros infiéis”?

    Dito isto, o “ataque à liberdade de expressão”, não deve monopolizar a reflexão sobre as verdadeiras origens do que está a suceder em França e na Europa…

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2015/01/o-ataque-liberdade-de-expressao-nao.html

  10. Luís Lavoura

    de origem muçulmana?!

    Ou se é muçulmano ou não se é. Agora “de origem muçulmana”. não sei o que seja.

  11. “Provavelmente os cristãos que são chacinados da Nigéria ao Iraque, os budistas assassinados na Tailândia e outros não serão da mesma opinião. ”

    Suponho que mais muçulmanos tenham sido mortos no Iraque pela Al-Qaeda e/ou pelo ISIS do que cristãos – tanto por uma razão demográfica (há mais muçulmanos para matar) como teológica (um cristão é um potencial dhimmi, que desde que pague o tributo e fique quietinho pode viver; já um muçulmano que, para um islamita, não seja um verdadeiro muçulmano, é um apóstata e portanto, pela sharia, deve ser executado)

  12. lucklucky

    No Iraque certamente muito mais muçulmanos foram mortos que cristãos.
    Aliás as centena de milhares de mortos do Bush como a Esquerda gosta de dizer foram a grande maioria obra da Al-Qaeda e afiliados.
    Aliás teria sido “giro” os milhares de Islamistas que foram para o Iraque combater o malvado Bush terem ao invés ido para outro lado…

  13. M.Almeida

    Aguarda-se uma rápida reacção dos movimentos “politicamente correctos” aos 3 reféns MORTOS num supermercado judaico hoje em Paris, bem como à MORTE de uma mulher polícia, ontém, igualmente morta pelos mesmos elementos: os islâmicos radicais. Ou só há ataque às liberdades quando se trata da morte de um grupo de jornalistas? Esperamos rapidamente ver vigilias, velinhas acesas, cartazes levantados e manif’s “espontâneas” (com cartazes todos iguais) condenando esta forma de ataque ao Ocidente. Não foi só a liberdade de expressão que foi atacada, foi o Ocidente e a forma de vida da sociedade ocidental que foram feridas tal como em 2001 em Nova Iorque. Foram vidas humanas que se perderam e que pelos vistos pouca gente dos movimentos “politicamente correctos” lamentam. Lamentam acima de tudo o ataque aos jornalistas esquecendo até, que dois agentes da polícia também foram mortos no ataque ao CH. Nestes movimentos “espontâneos” pouco se lamentou a perda de vidas humanas, lamentou-se acima de tudo o ataque à liberdade de expressão como se fosse só isso que estivesse em causa.

  14. É ler os livros de que aqui se fala. Não há muçulmanos radicais e muçulmanos moderados. A expansão do islão do séc. VII a 1453 fez-se sempre e só pela força das armas, pelo aniquilamento do inimigo, pela destruição de tudo o que fosse infiel. O resultado brilhante não foi essa mítica civilização árabe a quem tanto deveríamos. Isso é uma treta como muito têm provado (por exemplo Sylvain Gouguenheim). O resultado foi o desaparecimento completo da parte mais próspera e mais relevante do império romano, o norte de África que ainda podemos imaginar diante das ruínas de Volubilis (Marrocos), Timgad (Argélia), Cartago, Sbeitla, Bulla Regia, Ammaedara (Tunísia), Leptis Magna (Líbia), para não falar em Alexandria tomada pelos árabes de Omar em 641. A barbárie islâmica é velha como o islão. http://www.catholicworldreport.com/Item/3617/what_is_islam_revisited.aspx

  15. HajaPachorra,

    Soube do atentado de Dezembro de 2004 em Lisboa?

    ão soube? Agradeça à comunidade islâmica de Portugal não ter havido atentado. Uma excepção na Europa, concedo. E eu desejo que continue assim.

  16. A. R

    Não há islâmicos radicais e não islâmico é o que diz o Erdogam. Uns metralham e decapitam, os outros gostariam de o fazer e regozijam-se com o espectáculo.

  17. Fernando S

    “Não há muçulmanos radicais e muçulmanos moderados.”

    Não é verdade.
    A esmagadora maioria dos muçulmanos não comete nem apoia atentados terroristas. A esmagadora maioria dos muçulmanos em França condena os assassinatos cometidos em Paris nestes ultimos dias em nome do Islão. São muçulmanos mas uns são mais “radicais” e outros mais “moderados”.
    De resto, nem sequer todos os muçulmanos “radicais” (ou “islamistas”) utilizam a violencia. Uma parte é apenas integrista na sua pratica religiosa e no seu modo de vida, não interferindo com quem não tem as mesmas ideias e valores. Mas é certamente verdade que muitos simpatizam e apoiam aqueles que a utilizam e que são os verdadeiros “terroristas”.
    Relativamente aos “radicais”, e ainda mais relativamente aos terroristas, a maior parte dos muçulmanos, nos paises muçulmanos e em particular as comunidades instaladas em paises ocidentais, são efectivamente “moderados”. De resto, desde há muito que no mundo muçulmano existem modos de estar e praticas religiosas relativamente moderadas que se distinguem claramente das mais radicais. Tal como acontece noutras culturas e religiões. Inclusivé no Ocidente cristão.
    Dito isto, o que é “moderado” em termos dos valores e das praticas religiosas caracteristicas do mundo muçulmano não equivale exactamente ao que são os valores e as praticas religiosas dominantes nas sociedades ocidentais. Neste plano, é verdade que as sociedades ocidentais, tradicionalmente cristãs, teem valores e praticas que são em média e em geral mais abertas e mais respeitadoras da liberdade individual.
    Mas mesmo nas sociedades muçulmanas existe um sector, mais ou menos laico, que adere quase completamente aos principais valores ocidentais (por exemplo, o estatuto da mulher, a liberdade individual, a democracia, etc).
    No fim de contas, tal como aconteceu e acontece com outras religiões e culturas, as sociedades muçulmanas são realidades complexas e em evolução.
    Assim sendo, não existe nenhum impedimento de estrutural e intransponivel a que a religião muçulmana possa ser compativel com a democracia e com a liberdade de tipo ocidental.

  18. A. R

    “Agora “de origem muçulmana”. não sei o que seja” Deve ser o mesmo que Afro-americano (o inverso não existe vá lá saber-se qual a razão)

  19. acortenaaldeia

    Fernando S., o islamismo é incompatível com a democracia. sabe porquê? porque a lei islâmica é incompatível com a democracia. E, para o muçulmano, a lei islâmica está acima da democracia.

  20. Fernando S

    acortenaaldeia,
    Se formos pelas escrituras então também para o cristianismo “a lei do Senhor”, interpretada e reinterpretada pelos profetas e sucessivos padres das diferentes Igreja, estava acima da democracia. E para algumas correntes integristas e sectarias dos tempos presentes, ainda esta.
    Mas, obviamente, a interpretação dos preceitos biblicos originais foi evoluindo ao longo do tempo e sendo progressivamente adaptada. Até se tornar compativel com a democracia e com outros valores liberais e humanistas dominantes nas sociedades ocidentais. Pelo menos nas leituras mais “moderadas” (porque o cristianismo também tem uma longa lista de leituras mais ou menos “radicais”).
    A religião muçulmana não é excepção, também evoluiu e foi sendo ajustada aos novos tempos. Pelo menos e sobretudo pelas leituras e praticas mais “moderadas”. O modo como grande parte dos muçulmanos de hoje concebe e pratica a religião é muito diferente do que era a letra do Corão e do que são ainda hoje as interpretações mais “fundamentalistas” e “integristas”. O “islamismo” é precisamente a leitura “fundamentalista” e “integrista” dos preceitos do Corão. Mas não deve ser confundido com o “Islão”, com a religião muçulmana em geral, com outras leituras mais moderadas, mais tolerantes, mais ajustadas ao mundo moderno.
    A historia contemporanea tem exemplos de sociedades muçulmanas que tiveram e teem experiencias de natureza essencialmente e tendencialmente democraticas. Mesmo admitindo que estão ainda aquém do nivel que foi ja alcançado pelas sociedades ocidentais.

  21. Fernando S

    “Sim, o polícia podia ser de origem árabe. Mas seria muçulmano?”
    “Ou se é muçulmano ou não se é. Agora “de origem muçulmana”. não sei o que seja.”

    Toda a gente percebe o que se pretende dizer quando se diz que alguém é “de origem muçulmana”…
    Trata-se de uma referencia geral ao grupo étnico e cultural de onde se descende. Em particular em Franca, é uma expressão frequentemente usada relativamente a diferentes grupos “de origem estrangeira”.
    No caso concreto do policia assassinado, Ahmed Merabet, trata-se de um cidadão frances “de origem” arabe. Sabendo-se que as populações arabes são predominantemente de confissão muçulmana, e que o maior grupo étnico de confissão muçulmana em França é precisamente o arabe, muitas vezes o termo “muçulmano”, embora tenha em rigor um ambito mais alargado (existem também comunidades muçulmanas da Africa Negra e da Asia), substitui o termo “arabe”.
    Claro que uma pessoa pode ser “de origem muçulmana” e não ser de confissão muçulmana. Mas, no caso em questão, a imprensa francesa tem referido que os familiares e colegas de Ahmed Merabet confirmam que era de confissão muçulmana.

  22. Fernando S. como sabe que a “esmagadora maioria dos muçulmanos não apoia atentados terroristas”? Isso foi a votos? Houve sondagens? E não eram da eurosondagem? Não me diga que existem também comunidades muçulmanas na Ásia. A sério? Eu que pensava que a Indonésia era o maior país adventista do mundo… Homem, não fale do que não sabe. A história do islão não começou em 2001, nem sequer em 1954…

  23. acortenaaldeia

    Olhe, Fernando S., 80% dos jovens de origem turca na Holanda apoiam a jihad. 25% dos muçulmanos ingleses simpatiza com o EI, 17% dos franceses idem, etc, etc. Quanto ao cristianismo, que não podia faltar, digo-lhe o seguinte: era difícil os Padres da Igreja serem pela democracia, se tal coisa não existia à data, a não ser que pensemos na democracia grega, completamente diferente da actual. Quanto à interpretação dos textos, no caso cristão existe. E existe, entre outras razões, porque a esfera do político e do religioso se encontra separada desde o início, apesar de tentativas de sectores eclesiásticos em fazer a mistura. Mas na raiz, a separação existe. Tal não se encontra no islão, que mistura o secular e o religioso, sendo que basta o exemplo do fundador. Voltando à interpretação, a hermenêutica é algo natural aos textos bíblicos, até porque foram escritos por humanos e não ditados directamente por Deus. Quando muito haverá inspiração divina, o que é diferente. No Alcorão, como sabe, a coisa é diferente. Texto divino, não está sujeito a interpretação e quem tentou fazê-lo não se tem dado muito bem. De resto, as chamadas “portas da interpretação” estão fechadas há muito. Para terminar, é curioso que, quando estas coisas acontecem, venham com a conversa do costume: “-Ah, o cristianismo também…”. O que é que uma coisa tem a ver com outra? é a velha história: desde quando um homicida se desculpa com o facto do vizinho também ter morto alguém?

  24. Fernando S

    ==hajapachorra : “… como sabe que a “esmagadora maioria dos muçulmanos não apoia atentados terroristas”? Isso foi a votos? Houve sondagens?”

    E o hajapachorra conhece eleições e sondagens que mostram que a esmagadoria dos muçulmanos apoia atentados terroristas ?

    ==hajapachorra : “Não me diga que existem também comunidades muçulmanas na Ásia. A sério? Eu que pensava que a Indonésia era o maior país adventista do mundo…”

    Não percebo bem este seu comentario.
    Ou melhor, suspeito que o hajapachorra não leu bem o que eu escrevi e, por consequencia percebeu mal o que eu disse.
    Eu não fiz qualquer referencia a “comunidades muçulmanas na Asia”. Apenas falei na França, lembrei que “o maior grupo étnico de confissão muçulmana em França é (…) o arabe”, muito embora existam “também [em França] comunidades muçulmanas da Africa Negra e da Asia”. Ja agora, acrescento que a França tem poucas pessoas provenientes da Indonésia (na Europa, a Holanda, antiga potencia colonizadora, é o pais europeu com a maior comunidade de origem indonésia).
    Contesta isto ?

    ==hajapachorra : “Homem, não fale do que não sabe.”

    Eu tenho perfeita consciencia de que sei muito pouco de alguma coisa e não sei quase tudo de muita coisa …
    Mas cada um dá aquilo que tem e a mais não é obrigado !

  25. Fernando S

    ==acortenaaldeia : “… 80% dos jovens de origem turca na Holanda apoiam a jihad. 25% dos muçulmanos ingleses simpatiza com o EI, 17% dos franceses idem, etc, etc.”

    Mesmo admitindo a validade destes numeros, não se pode deduzir daqui que a maioria dos muçulmanos nestes paises apoiam o islamismo e, ainda menos, o terrorismo que se reclama do islamismo. Antes pelo contrário …

    ==acortenaaldeia : “Quanto ao cristianismo … digo-lhe o seguinte: era difícil os Padres da Igreja serem pela democracia, se tal coisa não existia à data”

    Exactamente. Portanto, pelas escrituras e preceitos originais, todas as principais religiões estão no mesmo pé relativamente à questão da democracia.

    ==acortenaaldeia : “Quanto à interpretação dos textos … [no cristianismo] a esfera do político e do religioso se encontra separada desde o início, apesar de tentativas de sectores eclesiásticos em fazer a mistura. (…) Tal não se encontra no islão, que mistura o secular e o religioso,..”.

    Não digo que não, há naturalmente diferenças. Mas, mesmo assim, por um lado, tal como o acortenaaldeia em parte reconhece, mesmo no cristianismo, essa separação nem sempre foi efectiva na realidade, e, por outro lado, historicamente, muitas sociedades muçulmanas concretas operaram alguma separação e, sobretudo em épocas mais recentes, aproximaram-se mais do conceito de liberdade individual e de democracia de tipo ocidental. Isto mostra pelo menos que as sociedades muçulmanas não estão eternamente condenadas a viver sem liberdade e democracia.

    ==acortenaaldeia : “Voltando à interpretação,… é algo natural aos textos bíblicos, até porque foram escritos por humanos e não ditados directamente por Deus. Quando muito haverá inspiração divina, o que é diferente. No Alcorão,…, a coisa é diferente. Texto divino, não está sujeito a interpretação e quem tentou fazê-lo não se tem dado muito bem.”

    Também aqui não contesto o que diz. Mas, na pratica, a interpretação (“humana” !…) do Corão tem sido muito diversificada ao longo do tempo, é-a no tempo presente, e, por consequencia, pode ainda evoluir no futuro. Nada disto impediu ou impede uma interpretação “moderada” e “moderna” da religião muçulmana.

  26. Fernando S

    ==acortenaaldeia : “… a conversa do costume: “-Ah, o cristianismo também…”. O que é que uma coisa tem a ver com outra? é a velha história: desde quando um homicida se desculpa com o facto do vizinho também ter morto alguém?”

    Desafio-o a dizer onde é que viu nos meus comentarios alguma “desculpa” relativamente ao terrorismo islamico !!…
    Eu defendo o chamado “Ocidente”, os seus valores de liberdade individual e democracia, e reconheço o papel importante do cristianismo na formação destes valores.
    Eu reconheço que as sociedades ditas “muçulmanas” teem um atraso historico neste plano, que tal também se deve às caracteristicas fundadoras da religião muçulmana e, sobretudo, ao modo como estas caracteristicas foram sendo interpretadas e aplicadas. Os extremismos islamicos contemporaneos são as formas mais retrogradas destas interpretações.
    Eu reconheço que o islamismo e o terrorismo que dele decorre são um mal maior que atinge as sociedades contemporaneas. As Ocidentais, evidentemente, mas também e principalmente, os paises onde a religião muçulmana é preponderante. As populações muçulmanas são as principais vitimas do islamismo.
    Eu considero que os governos dos paises ocidentais devem combater o terrorismo islamico de forma determinada e sem concessões. No interior e no exterior. No interior reprimindo as pessoas e as organizações que praticam ou são cumplices de actos violentos e terroristas. No exterior atacando os terroristas e os seus apoios sempre que tal se justifique.
    Eu considero que todas as pessoas das comunidades muçulmanas instaladas no Ocidente devem, tal como todos os outros cidadãos e residentes, respeitar as leis e os valores dos paises de acolhimento.
    Dito isto, eu sou também contra qualquer tipo de amálgama entre os extremistas e terroristas islamicos e a maioria da população muçulmana, que é moderada e pacifica.

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