Retratar o irretratável

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Existem bons e maus profissionais em todas as profissões, e a política não será excepção. O que torna a política peculiar é o microfone que lhes é posto à frente, assim amplificando alguns dos disparates que ficariam retidos, entre tremoços, numa qualquer mesa de café. E, no caso dos políticos mesmo incapazes, o microfone é acompanhado de um bilhete para o Parlamento Europeu — via TAP —, uma promoção a alto pontífice da irrelevância, em que a personagem incómoda é afastada, não obstante o alto rendimento que irá auferir. Também aqui a política é peculiar, premiando financeiramente os incómodos.

Este tratamento, que encontra aliás as suas origens na diáspora dos pilgrim fathers para os EUA, ou nos navios que zarparam rumo à Austrália para estabelecer uma colónia penal, tem apenas um senão, resultado da inexorável evolução tecnológica: a tecnologia. No passado, mensagens e cartas ficariam retidas, e as que chegavam, chegavam com meses de atraso. Hoje, redes sociais como o Twitter dissolvem estas barreiras, que tão úteis nos eram, como a eurodeputada Ana Gomes faz questão de nos recordar.

Na sequência do infeliz incidente ocorrido no jornal satírico Charlie Hebdo, Ana Gomes apressou-se a encontrar uma correlação com a austeridade. Tudo isto era, diz-nos a eurodeputada tornada socióloga Tang, bastando mexer, um produto da austeridade, através do intrincado raciocínio em que austeridade gera desemprego, desemprego gera pessoas desocupadas, e pessoas desocupadas pegam em AK-47s e vão assassinar editores de jornais.

Não é o aproveitamento político que me desperta particular interesse, ou o argumento rebuscado, que tal como a personagem, é até bastante simples. É a forma inimputável como pessoas que desempenham importantes cargos debitam profundos e ofensivos disparates.

A inevitável austeridade que adveio da consolidação de contas há muito por consolidar teve, com efeito, um impacto amplo e negativo. Pena que não tenha chegado a Bruxelas e, em particular, a Ana Gomes, em significativo défice de austeridade no histerismo, parcimónia no disparate, e seriedade nas palavras.

6 pensamentos sobre “Retratar o irretratável

  1. António Maria

    Uma pergunta extensiva à pedante Canavilhas, devidamente empacotada na gola de raposa “Made in China”:
    Os ataque do 11 de Setembro e os Madrid e Londres, também foram por causa das medidas de austeridade?
    Mas o que é que estas “Quarentaquatreieme’s” andam a beber ou a fumar?
    Cada vez que abrem a boca sai sempre asneira. Nem as moscas lá entram.
    Um apelo aos senhores jornalistas: Deixem-nas em paz e a nós também.

  2. JS

    Algum eleitor, alguma vez votou nessas “folcloricas” A.Gomes ou Canavilhas?.
    Presunção e àgua benta…

  3. tina

    Muito bem, MAL. Poderá parecer inimputável, mas a Peixeira Gomes acabou de se aniquilar a si própria, pois já ninguém mais a levará a sério. É o que acontece às pessoas sem nível, que julgam que podem destilar a sua bílis em público e dizer tudo o que lhes apetece, tal como o Bochechas, passam a tornar-se alvo de escárnio e chacota.

  4. António Ferreira Ramos

    Aquilo que essa sra. parece não querer ver é que tem a liberdade de exprimir as suas opiniões, mesmo as mais disparatadas e descabidas, algo que os terrorista que ela vitimiza, aos torná-los um produto da crise, nunca lhe permitiriam, pois a única liberdade de expressão que conhecem e permitem é a do religiosamente correcto. Temos pena que, perante a gravidade desta atentado às nossas liberdades, tenhamos uma portuguesa a passar a mão pelo lombo de terroristas, desculpabilizando os seus actos com a política de austeridade. Faz lembrar alguém que foi Presidente da República e dizia que era preciso dialogar com esta gente (terroristas)…

  5. JMS

    Alguém, por favor, explique a essa tralha/escumalha socialista (Canavilhas, Gomes e quejandos) que, a brutalidade perpretada ontem na redacção do Charlie Hebdo, em Paris, não tem nada a ver com austeridades, dificuldades económicas e governos ocidentais (sejam eles quais forem).

    Alguém, por favor, pergunte, a essa gente, acima referida, quanto é que os “assaltantes” roubaram.

    O que se passou ontem em Paris foi um ataque civilizacional, pura e simplesmente, mais um cobarde ataque à nossa maneira de estar, viver e pensar. Foi um declarado ataque ao Ocidente.

    Se essa gentalha quer voltar a rouba… ooops! governar Portugal, sejam, pelo menos, intelectualmente honestos (eu sei que é impossível, mas enfim…) durante o actual período de campanha eleitoral.

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