Esta podemos agradecer à crise

No Público

O projecto ferroviário português de alta velocidade cancelado em 2012, um investimento superior a 11.600 milhões de euros, não teria “viabilidade financeira”, de acordo com a auditoria do Tribunal de Contas (TdC).

“Os estudos preliminares demonstraram que o investimento na rede ferroviária de alta velocidade não apresentava viabilidade financeira. Os mesmos estudos demonstraram que o eixo Lisboa-Madrid, o primeiro que se previa vir a ser implementado, também seria financeiramente inviável”, lê-se na auditoria divulgada hoje sobre o projecto que se iniciou em 1988 e foi cancelado em 2012.

Passados mais de dois anos, o TdC chega a uma conclusão que vários foram defendendo desde o início do projectos e que lhes valeu todo o tipo de insultos. Verdade seja dita, antes das eleições até Passos Coelho (contra Manuela Ferreira Leite) defendia a construção do TGV. Felizmente, ainda que provavelmente devido à falta de recursos, mudou radicalmente de opiniões. Perderam-se uma largas dezenas de milhões mas pelo menos ficamos com menos um “elefante branco” para sustentar.

5 pensamentos sobre “Esta podemos agradecer à crise

  1. Miguel Alves

    Era aeroportos novos..
    Era TGV’s
    Era nova auto estrada Lisboa – Porto…

    mas depois penso que um dos decisores desta trampa toda foi um rapaz que era primeiro ministro e que depois disso foi viver para Paris às custas da mãe e do amigos…. isto na melhores das hipoteses.

  2. Fernanda Bettencourt

    Fiquei com a ideia de que foi o Álvaro quem meteu juízo na cabeça daquela gente. E que por essas e por outras do género é que lhe ofereceram um par de patins.

  3. Joaquim Amado Lopes

    2 anos para concluir que o TGV Lisboa-Madrid (cujos estudos diziam iria ter um número de passageiros equivalente a 1 TGV completamente cheio por hora, 24 horas por dia, em cada sentido e que o então Ministro das Obras Públicas dizia que iria transformar Lisboa na praia de Madrid, com uma viagem para cada lado – de casa à praia – de mais de 5 horas) não seria “economicamente viável”?!
    Não será melhor pedir uma segunda opinião?

  4. Joaquim Amado Lopes,

    O Joaquim sabe tão bem como eu que o projecto em curso era CONSTRUIR o TGV e não EXPLORAR o TGV. Quem vem depois fecha a porta e paga a conta.

    [Disseram-me que no dia em que assinaram o TGV, na Mota Engil encheram-se malas de dinheiro vivo. Isto foi-me relatado por um empregado de um construtor civil que tinha negócios com a Mota Engil (e relações familiares com empregados do escritório central). Vale o que vale, mas é completamente verosímil.]

  5. Joaquim Amado Lopes

    Francisco Miguel Colaço,
    “o projecto em curso era CONSTRUIR o TGV e não EXPLORAR o TGV”
    Quer-me parecer que foi precisamente isso que escrevi.

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