O socialismo real

10438251_10152944391007430_717367698918100480_n Raquel Varela e Isabel Moreira, duas distintas representantes da esquerda bem à esquerda, resolveram publicitar nas redes sociais o seu jantar no “100 maneiras”. Logo alguns comentadores notaram que aquele jantar terá custado o mesmo que o salário de uma semana de trabalho de um membro da classe trabalhadora que elas dizem defender. Obviamente não há nada de errado nisso: ganhando ambas o seu dinheiro de forma honesta, podem gastá-lo onde bem entenderem. Apesar do socialismo galopante, ainda vivemos numa sociedade onde o podem fazer sem recolher senhas de racionamento. Raquel Varela, no entanto, sentiu-se na obrigação de responder:

Perdi a conta, mas com sorrisos e sem nenhum mal estar, à quantidade de comentários de uma foto minha e da Isabel Moreira que falam do champanhe e do menu do restaurante. É o espírito do dançar não é produtivo, comprar livros é secundário e dou-te dinheiro para comer, para ir ao cinema…calma, que isso já é um privilégio. É um autêntico elogio salazarista da casa “pobrezinha mas com fartura de carinho”. É o espírito de Passos Coelho, com o seu fato de alfaiate de segunda, morador suburbano, que caiu sobre algumas almas, convencidas mesmo que “andaram a viver acima das possibilidades”. Socialismo é liberdade e abundância, se falta uma delas então não é socialismo, é outra coisa, e devia ter outro nome, que nomes e coisas andam de mãos dadas.

Para a Raquel Varela, socialismo é abundância. Na sociedade socialista de Raquel Varela todos poderiam viver como a elite a que ela pertence. Claro que esse socialismo não existe, nem nunca existiu. No mundo real, socialismo não é abundância, socialismo é isto:

Venezuela Is Running Out of Toilet Paper
Cuba’s condom shortage raises fears of imminent health crisis
Shortages to Continue in Cuban Stores
Venezuela food shortages: ‘No one can explain why a rich country has no food’
North Korea: fears of food shortages outside Pyongyang as distribution fails
Patients suffer from medicine shortages throughout EU

Se há uma coisa que a história demonstra repetidamente é que, apesar das ilusões que alguma elite gosta de criar, socialismo é escassez, socialismo é miséria.

41 pensamentos sobre “O socialismo real

  1. António Maria

    O comentário da senhora Varela é reles de mais. O seu preconceito de classe em relação ao Passos Coelho (tal como também já o foi em relação a Cavaco) diz tudo sobre esta “esquerda caviar” intelectual, urbana que se acha uma elite é do mais asqueroso que há.

  2. Marco Teixeira

    Num tom um pouco satírico, são ambas “meninas ricas e de bom berço” que se tornaram de esquerda para combater a pobreza e os desfavorecidos. São mulheres de causas e defendem os pontos de vista com grande tenacidade, louve-se isso. O problema de alguma esquerda mais intelectualóide como a da Raquel Varela é a arrogância com que falam dos outros, de quem escolhe pensar e viver diferente. O Coelho do alfaiate de segunda e que vive nos subúrbios? Comentário reles…. O Passos Coelho é Salazar? Seria óptimo que todos pudessem jantar fora e ir ao cinema muitas vezes, mas como o artigo dá a entender, será nos países com economias socialistas que existem restaurantes e cinemas em cada esquina? A Isabel Moreira é um corpo estranho, mesmo no PS de Costa. Quando o PS for governo e mandar conforme os espartilhos a que estará inevitavelmente submetido, será interessante verificar que posições terá na altura.

  3. Miguel Alves

    Hey lá..
    se é desse socialismo também quero… socialismo em abundância.. coitados é dos restaurantes que servem diárias.. para esses não havia socialismo..

  4. Desde que me apontaram o dedo e disseram que andei a viver acima das minhas possibilidades, que me cortaram 30% do vencimento e aumentaram as horas de trabalho, que me retiraram o subsídio de férias e de natal e que me acenam com a falta de esperança e de futuro para mim e a minha prole, desde que me fazem pagar os BPNs e BES BOM e Mau e mais sei lá o quê, que já lhes perdi a conta, desde aí faço os possíveis para consumir e não poupar nem um cêntimo.

    Afinal, os meus filhos vão ter de emigrar; os meus sobrinhos também. Apesar das engenharias todas, dos mestrados, dos dotoramentos e das investigações. Afinal parte da família está já na diáspora – expatriados- que é para não serem piegas e sairem da sua zona de conforto. Afinal, são todos entrepreneurs.

    Eu contribuo para a microeconomia, o que quer que isso seja.

    E, no Natal, é champanhe, aguardente e Porto do melhor.

    Cá em casa, desde que nos apontaram o dedo, é tudo do melhor!

    Bom Natal e Bom Ano 2015.

  5. Joaquim Amado Lopes

    Marco Teixeira,
    “São mulheres de causas e defendem os pontos de vista com grande tenacidade”
    Com grande tenacidade mas, infelizmente, também com muita demagogia e sem um pingo de inteligência ou de sentido da realidade.

  6. LV

    Esqueçamos (tanto quanto for possível) as pessoas em causa. Estas contradições são a estrutura fundacional da narrativa vigente. Estes graves disparates são pensados e ditos por estas ou outras pessoas, com ou sem responsabilidades de maior na política ou fora dela. E é assim há muito. Haverá quem, sem clubismos ou argumentos ad hominem, possa explorar estas contradições? Nas universidades? No discurso público? Nas conversas entre amigos, conhecidos ou simples “espectadores interessados”?
    Sem pessimismos de maior, estes disparates vão reconhecer-se pelo que são: as razões do Mal. E estas “meninas” ou outras como elas reconhecem-se pelo que são: patetas. Perigosos, mas ainda assim patetas.
    Saudações,
    LV

  7. Esta questão da hipocrisia da esquerda é sempre muito curiosa.
    Se alguma vez a direita quisesse vencer por argumentos a esquerda era só ir por esse caminho de gritar a toda a hora a hipocrisia da esquerda. Mas curiosamente aquilo que se assiste é uma tentativa de vencer a esquerda no seu próprio terreno. Erro estúpido.

    Para quem não sabe: A esquerda, ou a linha argumentativa da esquerda, sendo abstractamente muito certinha não passa por nódulos ou pathways neurológicos auto-referenciais. Ou seja não e aplica a si próprio. Porque pathways auto-referenciais, ou seja VMPFC (Ventromedial Prefrontal cortex ) e OFC (Orbifrontal cortex) não é mesmo a praia delas.

    O VMPFC agora também é conhecido por se o centro do cérebro que detecta quando um argumento “doesn´t feel quite right”…. Pois!

  8. JS

    Registo de interesse.
    Declaro solenemente que nunca votei PS pelo que não me sinto minimamente co-responsável pela nomeação da criatura “deputada”, seja lá do que for.

    Mais. Aguardo há 40 anos, por um Sistema Eleitoral uninominal. E pelo consequênte anfiteatro legislativo. Seria interessante ver quem então seria, e quem não seria mesmo, eleito Deputado.

    Até lá nada nos resta senão assistir ao triste espetáculo de ver estes partidecos a “brincar á política” e aos “políticos” arruinando, e re-arruinando, o País.

  9. hustler

    O comentário de Raquel Varela é mau demais! Mostra uma completa ignorância das doutrinas políticas e um desconhecimento dos mais elementares príncipios de economia. Junta-se a isto tudo, o facto de mostrar preconceitos de classe (na sua optica, Passos é pobre e suburbano, logo é um “desgraçadinho”, que fruto da sua condição de pobre, não tem intelecto para nos levar à prosperidade e abundância) e mostra bem o seu desprezo pela classe mais baixa! Mas mais grave que os disparates que a personagem debita, é o facto de ter havido alguém que a convidou para prestar “serviço público” num dos programas da RTP. É por demais evidente que a RTP não tem qualquer plano estratégico, os convites que endossa para a escolha dos seus comentadores, não têm qualquer critério, os comentadores não têm conhecimentos académicos, bem como conhecimentos de facto, nos assuntos que comentam. Isto é escárnio para com o contribuinte!

  10. Hugo chavez de Socrates Staline Castro

    Não há, desde o artigo aos comentários, um único argumento que refute o que a Raquel Varela disse. Dizer que a esquerda “intelectualoide” ou “bourgeois” é mimada ou arrogante não é argumento; linkar notícias de Cuba ou venezuela como se representassem o Socialismo, não é argumento;

    Pede-se a esta direita pedante que deixe de adoptar a linha da fox news e da ayn rand, não irão funcionar na Europa.

    Bem haja.

  11. maria

    Mas estas meninas não dizem nada de jeito! Então não é meritório que alguém estude e acabe um curso com 37 anos de idade? Até parece que os milhares de adultos não podem estudar para melhorar os seus conhecimentos. Afinal as Novas Oportunidades que apregoam não tem préstimos.
    Qual o direito que lhes assiste para falarem do íntimo das pessoas?
    Estas duas meninas são piores que as da Casa dos Segredos. Tão parvinhas! Tão ignorantes!

  12. Pingback: O socialismo real (2) | O Insurgente

  13. lucklucky

    “Obviamente não há nada de errado nisso: ganhando ambas o seu dinheiro de forma honesta, podem gastá-lo onde bem entenderem.”

    Não é verdade, quando se defende a igualdade como questão central obviamente não podem escolhe ter almoços num valor de ordenado minímo.

    Segundo a sua própria moral que elas defendem só deveriam poder fazê-lo quando todos tivessem a mesma possibilidade.

  14. oscar maximo

    Claro que noticias de Cuba ou Venezuela nunca serão argumento para alguém chamado Hugo Chavez Castro.

  15. Armando Ribeiro

    Vejo e sinto a demagogia e o ódio, em todos estes comentários direitistas e escolhidos a dedo.
    Como é possível, no final do 14º ano do século, ainda existir gente a pensar desta forma ???
    Sim, sou de esquerda. E pena tenho eu não poder partilhar o mesmo restaurante que as referidas deputadas, porque se elas o fazem é porque gente como vós lhes deram de bandeja essa benesse.
    Desde quando esteve um qualquer partido de esquerda (esquerda), com as competências de gerir o País ? Quem faz as leis, quem dita as normas, salários e benesses dos deputados ???
    Será sensato que, pelo facto de serem deste ou daquele partido, tenham que se submeter ao nível dos mais desfavorecidos ?
    E não me venham cá com exemplos de países deste ou daquele regime, porque além das pessoas de esquerda, serem e pensarem Portugal, falar a mesma linguagem que procurais pintar, de certeza que saíram mais fragilizados.
    Não comparem o incomparável e não se percam em discursos balofos e sem sentido.
    – Refugiem-se no vosso canto e não atirem pedras aos céus !!!!!!!

  16. Lembro que, se não estou enganado, a Raquel Varela é trotskista-morenista (ainda que de uma fação dissidente), logo em principio considerará que Cuba é um “estado operário degenerado” e que a Venezuela é um “regime nacionalista-burguês”; assim, não faz grande sentido vir buscar esses exemplos para a criticar (isto é, a opinião dela pode estar errada, mas não é logicamente contraditória)

  17. “Não é verdade, quando se defende a igualdade como questão central obviamente não podem escolhe ter almoços num valor de ordenado minímo.”

    Então o que deveria elas fazer com o dinheiro que gastaram nesse jantar?

    Gastar noutras coisas? Ia dar ao mesmo (embora talvez não se notasse)

    Poupar? Uma como marxista e outra como (suponho) keynesiana provavelmente acharão que estamos no meio de uma crise de superprodução/subconsumo, logo isso (poupar) seria quase um crime económico

    Dar aos pobres? Horror dos horrores – isso é “caridadezinha”

    Portanto, a partir do momento em que elas ganham mais do que a média, qualquer coisa que fizessem com esse dinheiro poderia ser criticado, logo gastar no jantar é uma opção tão válida (ou inválida) como outra qualquer.

    Atenção que acho que procurarem um emprego em que ganhem menos também não é solução – penso que isso seria um desvio socialista utópico, que procura a solução na abnegação individual e não na transformação da estrutura social.

  18. X

    post mesquinho.
    as pessoas jantam onde bem lhes apetece e fazem o que bem lhes apetece
    isto apenas confirma a minha teoria: os q se dizem “liberais” neste país são, na realidade,
    uns conservadores da treta.

  19. tina

    “as pessoas jantam onde bem lhes apetece e fazem o que bem lhes apetece
    isto apenas confirma a minha teoria: os q se dizem “liberais” neste país são, na”

    Jantam o que lhes apetece e nada dão aos pobres, porque, segundo a estúpida da Varela, essa é a função do Estado. Vivem em abundância e condenam obras de caridade. Gente mais execrável do que esta é difícil de encontrar.

  20. Miguel Alves

    No ano passado a mesma Raquel Varela era contra os voluntários que estavam a embrulhar presentes nas grandes superfícies pois, segundo ela, estavam a tirar postos de trabalho.

    Gostaria de questionar a Dra. Raquel Varela, se com o socialismo dela, esses trabalhadores que iriam supostamente embrulhar presentes, iriam ganhar o suficientes para jantaradas como as dela e se poderiam viver não na periferia como o Paços Coelho, mas num luxuoso T10 na Avenida da Liberdade..

    É que confesso que isto da abundância deixa-me com agua na boca… quão abundante é o socialismo dela? e quem paga tanta abundância?

  21. Pingback: Raquel Varela, Isabel Moreira e os padrões da esquerda snob | O Insurgente

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  23. X

    TINA

    não se responde á mesquinhez com mesquinhez.

    a mesquinhez deve ser ignorada, na minha op.

    concordo com o q escreve acerca do socialismo mas não se esqueça q n são poucos os países capitalistas onde a escassez e a miséria é cada vez mais comum…(não obstante as diferenças qualitativas > um desempregado em espanha vive melhor do que um empregado na Coreia do Norte)

    keep it objective!

    PS: a caridadezinha é feia sim senhor. é o estado q deve pugnar pelo bem estar dos necessitados. até Mill, um dos pais fundadores do liberalismo, reconhece isto.

    o q noto neste blog é um fanatismo que assenta na premissa errada e dogmática de que TODAS as formas de intervencionismo são indesejáveis ou ineficientes. não é verdade. todos os raciocinios absolutistas que presumem infalibilidade são inerentemente problemáticos. leia Popper e perceberá.

  24. X

    e a foto utilizada neste post é mega mega mesquinha.

    o que aconteceu á vossa defesa intransigente da liberdade?

    v exas são neo libs no domínio da economia mas são profundamente conservadores em termos de ética social. seria bom recordar q nem friedman nem hayeak eram conservadores….

    só falta considerar Burke um liberal. ah, bolas, já foi feito….

    se são liberais assumam-se como tal…plenamente.

  25. Rakesh Singh

    O vosso problema é: elas são bem mais inteligentes que vós. Isso dói-vos, eu sei.Tenham lá paciência. As betas de direita são banais, frívolas, ocas de cabeça e, quando envelhecem, transformam-se em camafeus medonhos. A Raquel e a Isabel são belas e inteligentes… e de esquerda. Essa é a vossa comichão. Vão coçando.

  26. tina

    X, percebe-se que está envergonhada/o com a Varela e amigas, por isso vá antes aplicar o seu histrionismo nelas e deixe os outros exprimirem-se livremente.

  27. Imagino que o socialismo é suficientemente definido por União das Repúblicas SOCIALISTAS Soviéticas ou pela República Socialista Bolivariana da Venezuela. O termo é DELES. O don da palavra define-a como quer.

    E lé não havia nem abundância nem liberdade. Havia miséria, grilheta.

  28. Paulo Rodrigues

    O ressabiamento dos reacionários que aqui escrevem é demais. Parece que não percebem que há muita gente de esquerda (a maioria da esquerda) que defende uma sociedade aberta, com liberdade, mas que defende que nessa sociedade se pode beber champanhe e comer em bons restaurantes e ao mesmo tempo se pode defender e aceitar com gosto que se faça justiça e se redistribua a favor dos mais pobres. É muito redutor fazer sempre de conta que a alternativa ao neoliberalismo tem de ser Cuba ou a Venezuela (onde Paulo Portas foi com tanto entusiasmo como Sócrates). Também existem países escandinavos e o modelo Europeu. É de um moralismo salazarista criticar qualquer gasto, divertimento, ou o que seja. Esse moralismo nunca serviu para melhorar a situação dos mais pobres, serviu apenas para os manter calados e impor uma moral puritana à classe média e fazer de Portugal um país triste e atrasado.

  29. Carlos Guimarães Pinto

    Tratei de colocar a negrito a parte do texto que muitos comentadores parecem ter saltado à frente. Agora não têm desculpa.

  30. Pingback: A natureza liberal das ovelhas humanas | O Insurgente

  31. Joaquim Amado Lopes

    Rakesh Singh,
    “A Raquel e a Isabel são belas e inteligentes”
    Se são (fisicamente) belas, então as fotografias não as favorecem nada.
    Se são inteligentes, então o que escrevem e defendem só pode ser a gozar.

  32. X

    Tina

    você não acerta uma que seja.

    eu estou a criticar V. Exa.

    incomodada com a minha crítica, diz V Exa que eu sou amigo delas, que me sinto envergonhado bla bla bla. Mais uma vez, um argumento mesquinho.

    não sou amigo delas, já as critiquei diversas vezes e os meus comentários já foram banidos da caixa de comentários do jugular n vezes….

    Tina, eu estou a impedir a Sra de se exprimir livremente??? para si a crítica parece ser uma interdição. não é, my dear.

    sou liberal & proud of it.

  33. Manuel

    Na terra onde pululam seres como a Raquel Varela, libertario-masturbadora Isabel Moreira (uma vergonha supranacional), o recluso 44 (uma banalidade americana), Carlos Abreu Amorim (o espelho da volubilidade eleitoral no mercado do Bolhão) e outros energúmenos proeminentes o que mais posso eu, avatar da insignificância fora do baralho?
    Venerai, crede, andai como todos os dias andais e não pareis, sobretudo que não pareis.
    O mundo depende de não parardes, para que ao cair, o meteoro da realidade vos leve a todos de uma só vez.
    Adoro a época, do solstício, o frio que deveria estar, o fecho de um ciclo parvo. Se soubesse odiar, odiaria cada eleitor que alguma vez contribuiu para o poderzinho dos grunhos que continuam a grassar.
    Feliz ano novo, putas do status quo.

  34. pjb

    Com todos estes comentários, em que são já comentários do comentários, penso que já todos se afastaram do essencial a retirar desta situação em particular.

    As raparigas podem ganhar o que ganham ou até mais, tem esse direito que não pode se questionado e o mesmo se passa quanto à forma como o gastam.

    GRAVE foi a resposta que deu. Revela uma forma de pensar, e sobretudo uma forma de ver os que estão abaixo na classe social, no MÍNIMO PREOCUPANTE. São estas pessoas que nos representam. Quem andamos nós a colocar lá?

    É sobre isto que deveremos pensar e o que faremos nos próximos tempos. Espero que ninguém pense que vem aí D. Sebastião e com isso colocar pessoas com esta forma de pensar.

    Obviamente que as há em todos os quadrantes. Mas nuns mais que noutros.

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