Legislação cosmética

A promiscuidade entre os funcionários do estado ou políticos e as empresas nasce da capacidade que os primeiros têm para alterar ou condicionar os proveitos das segundas. Nasce dos poderes arbitrário e interventivo do estado na economia. Quanto maior forem estes, maior o potêncial para que se estabeleçam este tipo de relações. Pretender que isto se resolve com produção legislativa é, no mínimo, ingénuo.

3 pensamentos sobre “Legislação cosmética

  1. Quanto mais leis, mais corrupção. Quanto mais a economia é refém dos caprichos do legislador ou do burocrata, mais corrupção.

    Corrupção significa produtos e serviços mais caros, menos eficiência da economia e a manutenção de uma oligarquia. Afinal, a corrupção protege os incumbentes dos ímpetos dos insurgentes. Sempre foi assim.

  2. jo

    E supõe-se que as mesmas pessoas de trabalhassem numa multinacional privada ou num banco de nível nacional não fariam fraudes nem crimes económicos.
    Vejamos os grandes casos em Portugal ultimamente: BPN, BPP, GES e BES, etc., não nasceram em empresas públicas e não foram levados a cabo por funcionários públicos. A corrupção no Estado prejudica os contribuintes e isso é mau, já se prejudicasse clientes e empregados de empresas privadas não seria tão mau. Acontece que os prejudicados são sempre os mesmos, só mudam de estatuto.
    Essa dicotomia público mau / privado virtuoso já provou à saciedade que é falsa.

  3. Miguel Noronha

    “E supõe-se que as mesmas pessoas de trabalhassem numa multinacional privada ou num banco de nível nacional não fariam fraudes nem crimes económico”
    Por acaso não se supõe nada disso. Aqui fala-se de corrupção que envolve agentes do estado e privados.

    “Vejamos os grandes casos em Portugal ultimamente: BPN, BPP, GES e BES, etc., não nasceram em empresas públicas e não foram levados a cabo por funcionários públicos”
    Parece-me que vê mal. Em muitos destes casos várias fraudes contaram com a conivência e participação de políticos ou agentes do estado. Por exemplo, erá preciso lembrar-lhe os inumeros negócios entre o univeros GES e o estado?

    “Essa dicotomia público mau / privado virtuoso já provou à saciedade que é falsa”
    O post (e a noticia linkada) são acerca da “promiscuidade” entre os dois. Parece-me que está a comentar o post errado.

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