Mais Trilião, Menos Trilião

A divida pública americana ultrapassou no final do mês de Novembro o valor de 18 triliões de dólares ($18,000,000,000,000). Só durante a presidência de Barack Obama, a dívida pública americana já aumentou em cerca 8 triliões de dólares.

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14 pensamentos sobre “Mais Trilião, Menos Trilião

  1. Lucas Galuxo

    A cotação do dólar, o emprego, a taxa de juro dos títulos de tesouro, as bolsas, o PIB, estão todos muito preocupados com isso…

  2. ShakaZoulou

    Basta ao banco central cunhar 18 moedas em platina com o valor facial de um trilhao cada, e comprar a dívida

  3. Baptista da Silva

    Um dia não muito distante a economia americana vai colapsar, penso ser um dado adquirido por qualquer um que ande mais atento. Havendo a derrocada (ou sismo 9 na escala de richter), aconselho a que comecem a comprar um terreno para iniciar a plantação de batatas.

  4. Grande (a maior?) parte do aumento de 2 triliões de 30/09/2009 a 30/09/2010 (Obama tomou posse em janeiro de 2010) foi a TARP (vulgo “bailout”), ainda no tempo de Bush, logo o aumento sobre Obama deve ter sido menor que os 8 trilões.

    De qualquer maneira, sobretudo para se prever derrocadas, creio que será mais relevante a dívida em percentagem do PIB.

  5. Peço que passem uma olhada por http://www.shadowstats.com

    Neste sítio um estatístico usa os critérios que se usavam em 1980 e 1990 de cálculo da inflação, do PIB, do desemprego e de outros indicadores nos dados económicos de hoje. Assim sendo, o desemprego nos Estados Unidos não e 7%, mas algo (muito) maior (nem vos digo quanto, mas pensem em Espanha!), o que aliás confere com a realidade sentida. A inflação não anda a 2% pelos critérios de 1980, mas a 5,5%.

    O que mudou foi a maneira de calcular os indicadores, bastante mais conveniente. Basta dizer que na última alteração de cálculo no PIB nos Estados Unidos, no fim de 2012, o PIB foi inflaccionado 2% de um dia para o outro. Segundo a metodologia SGS (usada em 1980), os Estados Unidos não estão a expandir 2,5%, mas a contrair 1,7%.

    Se acham que isso é grego para vós…

  6. Joaquim Amado Lopes,

    «Ou faltam 6 zeros no número apresentado ou o termo “trilião” está errado.»

    Embora Portugal use a escala longa (seguindo a França), o parlapié financeiro há muito passou a usar a escala curta (à maneira inglesa). Já deixei de andar a fazer de mestre a esta malta toda. Uso, como o Joaquim, a escala longa, mas compreendo a escala curta.

    Tal como em mandarim escrevo tradicional (como Macau e Taiwan) e tento compreender o simplificado (como Beijing e a Malásia).

  7. Joaquim Amado Lopes

    Francisco Miguel Colaço,
    O que chama “parlapié financeiro” mais não é do que ignorância ou preguiça já que praticamente só usam o termo “blilião” para “mil milhões” quando traduzem do inglês para português.
    Note p.e. que quando se fala do deficit orçamental poucos dizem que o deficit orçamental português é de x biliões de euros.

    Tenho perfeita consciência de que esta é uma “guerra” que nunca acabará mas, ao contrário do que me responderam numa das “batalhas”, não é uma questão de opção mas sim de usar os termos correctos de forma a não gerar confusão.
    Em português usa-se a escala longa, “bilião” refere-se a 10 elevado a 12 (milhão de milhões) e “trilião” refere-se a 10 elevado a 18 (milhão de biliões).
    Em brasileiro usa-se a escala curta, “bilhão” (não é “bilião”) refere-se a 10 elevado a 9 (mil milhões).
    E em inglês usa-se a escala curta. Da mesma forma que é um erro traduzir “push” para “puxar” também é um erro traduzir “billion” para “bilião” ou “trillion” para “trilião”.

    Só me dou ao trabalho de apontar este erro porque é um erro absolutamente básico e perfeitamente evitável.

  8. antonio

    Lucas,

    “A cotação do dólar, o emprego, a taxa de juro dos títulos de tesouro, as bolsas, o PIB, estão todos muito preocupados com isso…”

    Algum dos especialistas deste blog pode , por favor, explicar como é que a cotação do dolar, etc, assim como da libra, do iene, e do euro (já agora), podem nao ter colapsado ainda?

    A realidade parece estar a contradizer todas as previsões dos economistas liberais…todos andam a vaticinar o colapso mas…nada!

  9. António,

    A economia não colapsou, não colapsa e não irá colapsar até que a guerra venha. Vaticino 2016, à vista ou imediatamente depois das eleições americanas, mas correspondentes meus de vários países (Rússia, Estados Unidos entre eles) estão muito divididos: desde o fim deste ano até dois mil e vinte e tais. Todos eles apresentam bons argumentos, e logo lhe digo que não sei quando acontecerá.

    O que mantém o valor das denominações é a confiança de que elas serão remidas em bens e serviços do valor esperado. Quando vier a guerra (e lamento dizer, já não é uma questão de se) a Europa estará incapaz de redimir o que quer que seja, e o Mundo estará afogado em euros e dólares inúteis. Assim será o colapso.

  10. Joaquim Amado Lopes,

    Compreende-se pelo contexto. É mesmo assim.

    Mais uma vez, eu uso a escala longa, e dou-me ao trabalho de escrever exponencial (1E9 para mil milhões, por exemplo) quando a confusão é esperada. De qualquer maneira, dou-lhe razão em tudo, e tendo já leccionado o que o Joaquim preclude, apresento os resultados miseráveis que todos sabemos.

  11. MG

    O problema do significado na utilização dos prefixos ( bi lião , tri lião…) na escala longa ou curta, só se coloca apartir de (10^9). O termo milhão/million, têm o mesmo significado em todo o lado, e “1000 milhões” não é um termo exclusivo da escala longa. Ele pode, e é utilizado na escala curta como opção e definição de bilião/billion.
    E portanto a pressuposição do Joaquim está incorrecta, ao afirmar que, quando alguém utiliza o termo “1000 milhões” em vez de 1 bilião está a utilizar automáticamente a escala longa em vez de a curta.
    A utilização do termo 1000 milhões , em vez de bilião para quem prefere usar a escala curta, é somente para evitar a confusão de interpretação na discussão .

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