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Excerto do artigo de Fernanda Câncio, publicado na manhã de Sexta, antes da detenção de José Sócrates. Obviamente refere-se ao caso dos “vistos dourados”.
Há uma revolução em curso na justiça portuguesa: vai tudo preso. Que é lá isso de fortes indícios e provas inquestionáveis, que é lá isso do in dubio pro reo, do latim “na dúvida, decida-se pelo réu”, princípio estruturante de qualquer Estado de direito que significa que tem de haver provas à prova de dúvidas para condenar (e indícios de monta para acusar).
Por deus, o latim é língua morta, e o povo, em nome do qual se faz a justiça, diz da sua nas antenas abertas: por via das dúvidas, quer tudo preso, e quanto “mais acima” melhor.
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