Excerto do artigo de Fernanda Câncio, publicado na manhã de Sexta, antes da detenção de José Sócrates. Obviamente refere-se ao caso dos “vistos dourados”.
Há uma revolução em curso na justiça portuguesa: vai tudo preso. Que é lá isso de fortes indícios e provas inquestionáveis, que é lá isso do in dubio pro reo, do latim “na dúvida, decida-se pelo réu”, princípio estruturante de qualquer Estado de direito que significa que tem de haver provas à prova de dúvidas para condenar (e indícios de monta para acusar).
Por deus, o latim é língua morta, e o povo, em nome do qual se faz a justiça, diz da sua nas antenas abertas: por via das dúvidas, quer tudo preso, e quanto “mais acima” melhor.
O meu comentário de quarta-feira:
«JP em Novembro 19, 2014 às 16:52 disse:
“Estava à espera de uma reação do orgão oficial dos “abrantes” mas até agora nada.”
É curioso, porque há pouco na comissão também estava uma clareira enorme nas cadeiras da esquerda, ali para o lado do Presidente do evento. Deve estar a decorrer alguma coisa muito importante.»
Qualquer coisa menos coerência, não é Miguel?
Tanto mal que ela sempre diz sobre Cavaco Silva e PPC, espuma de raiva até, mas agora não levantará um dedo contra o seu querido Sócrates. Vende-se por alguém que se vendeu por um prato de lentilhas.
Outro vendido também é Pacheco Pereira, que tanto mal disse sobre Sócrates no passado e aposto que agora – às 22:30 na SICN com MST e a loura burra – só falará nos métodos mediáticos sobre a prisão de Sócrates e dos direitos dos arguidos, etc. Aposto que os três não falarão sobre mais nada do que isso. O Teixeira da SICN soube bem escolher os intervenientes, numa tentativa de desviar a atenção dos crimes inqualificáveis cometidos por um dirigente socialista. Tantos que se vendem por pratos de lentilhas e até por menos!…
Porque é que não falam nunca do motorista? Desse é que tenho mesmo pena.