Verdadeiras crises de regime

Nos próximos dias fará 207 anos que começou a crise económica portuguesa.

Príncipe_Regente_de_Portugal_e_toda_a_Família_Real_embarcando_para_Brasil_no_cais_de_Belém

18 pensamentos sobre “Verdadeiras crises de regime

  1. Olha, olha! Nessa altura já o conde da Ericeira tinha visto o seu projecto lançado às urtigas e o tratado de Methuen condenava à morte as poucas manufacturas que tentavam dar a volta à nossa economia. Recue lá uns apitos, se faz favor.

  2. Andre

    Carlos, podia ser mais específico? A crise económica portuguesa estrutural deriva das invasões napoleónicas?

  3. Gil, a independência só acontece porque na prática o Rio se torna a capital do império com a transferência da família real. Quando se dá a “Revolução” de 1820, e a Família real (ou parte dela) tem de voltar, e a elite que ficou no Brasil não quis ficar num lugar subalterno. Daí a independência. o início do processo que conduz à independência tem lugar em 1807, acho que é bastante óbvio

  4. Carlos Guimarães Pinto

    Exacto, Bruno. A acrescentar a isso, a entrega temporária da defesa do país aos ingleses e a perda de autoridade da Casa Real que fez com que o país andasse mais de 100 anos em guerras políticas. Foi o período em que Portugal mais divergiu economicamente das potências europeias.

  5. Gil

    Não contesto isso, Bruno Alves. O que contesto, é que esse tenha sido o princípio da(s) crise(s) estrutural (estruturais) do país. Em minha opinião, ela está relacionada com o fim da primazia do império português, a partir do qual nunca mais se conseguiu recuperar, apesar de algumas tentativas como a que citei no meu anterior comentário. Em 1807, já Portugal estava atrasado em relação à Revolução Industrial.

  6. antonio

    Portugal só teve um grande momento, foi a fundação. Mesmo assim tivemso de pagar a coisa oa papado…

    O “Império” nunca existiu. Tivemos alguns beneficios vindos do BRasil, mas logo deu barraca. Na Ásia nunca fomos mais que administradores de portos comerciais, mercenários e evangelicos. Em Africa só tivemso dominio terrestra já com o Estado novo…

    POr incrivel que pareça nunca se viveu tao bem em Portugal como nos 50 anos de 1960 a 2010.

  7. António,

    Se diz que o império nunca existiu, diga-me:

    1) Porque é que a marinha inglesa compra «ropes» mas assim que entram no navio são «cords»? (Se chamar «ropes» a algum cordame a bordo leva uma gargalhada geral).

    2) Qual é a origem da palavra «tea» em inglês? Pista: a palavra nasce em Portugal.

  8. antonio

    Francisco,

    O português está cheio de estrangeirismos, nomeadamente asiáticos, vindos dos tempos das nossas diásporas. E também por lá deixamos muitos portuguesismos. Tanto na língua, alimentação, etc.

    Mas isso não significa grande coisa. Pelo que estudei, na Ásia, nunca tivemos império nenhum. Tivemos portos (na China, fomos fechados em “Macau” pelos chineses, que não nos deixavam de lá sair… era um porto minusculo), e durante algum tempo tivemos bastante presença em algumas rotas comerciais, sobretudo maritimas…

    Na Africa só iamos buscar ouro, mas sobretudo escravos. Até ao século XIX pouco nos aventuramso para lém de algns portos. Só com o Salazar fizemos uma ocupação fisica, politica e administrativa do espaço interior.

    No Brasil sim, entramos e dominamos alguma coisa, e de lá extraimos muita riqueza…mas logo o nosso Rei deixou POrtugal e tornou aquilo independente…

    Não vejo o “império”.

    Os ingleses sim, tiveram um Império… um grande império.

  9. Tivemos o império que podíamos ter, com a população que tínhamos. Um Império não baseado na ponta das armas, mas na ponta dos órgãos reprodutores (uso outra palavra, mais picaresca).

    E que, bem visto, funcionou muito bem.

  10. Gil:

    Ok, já percebi o que quis dizer. Nesse caso, vou até mais longe, a crise estrutural do país começa com o começo do país, e o “Império” foi apenas um fogacho, uma ilusão de resolução desses problemas estruturais que esteve longe de o ser de forma sustentada.

  11. Andre

    Verdade mas não sejamos injustos com o melhor ministro das finanças que já tivemos (Mas também não o queria de volta atenção).

    De 1935 a 1974 foi um periodo de alucinio economico de certeza no meio desses 207. Um crime financeiro onde tivemos superavits, imagine-se…

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