Os comentadores enamorados por josé sócrates, que António Costa herdou, bem se esforçam para não contaminar o PS com o caso sócrates.
Vamos lá ver: mesmo que nada se prove – que os tais 20 millhões foram acumulados por sócrates e vindos de onde ou que, existindo os 20 milhões, eram do seu amigo e nada tinham a ver com sócrates – resta sempre o facto político. A prisão? Não. Que sócrates criou (enquanto Costa fazia parte do governo) regimes especiais de transferência de capitais para Portugal (fiscalmente muito apelativos e extinguindo implicações criminais) que os seus grandes amigos correram a aproveitar. Isto na possibilidade mais benigna.
Também será interessante de saber como o António-Costa-da-esquerda-da-esquerda-do-PS justificará um imposto de 5% sobre milhões de euros (decidido pelos governos de que fez parte) quando não se compromete com redução fiscal para famílias de classe média. Tanto mais que a entrada de dinheiro do país, só por si, não interessa a ninguém e não é ‘investimento produtivo’ – pelo menos é o que têm dito a propósito dos vistos gold.