Regresso às origens

Tiago Barbosa Ribeiro, um ex-bloquista convertido ao sócratismo, reage violentamente à entrevista de Francisco Assis e defende que a vitória de António Costa implica a adopção de várias “bandeiras” da extrema-esquerda:

Porque a «proximidade ideológica» que Assis vê entre PS e PSD é para mim um mistério. Eu quero um PS concentrado na recusa do Tratado Orçamental, numa reforma fiscal que pese mais no capital do que no trabalho, numa revisão profunda do Código de Trabalho, na recuperação da iniciativa estatal, na regulação económica sobre sectores-chave, na renegociação da dívida impagável. E isto não é retórica, é mesmo para ser feito.

O potêncial de desilusão é tremendo.

12 pensamentos sobre “Regresso às origens

  1. tina

    Mais uma faceta interessante da queda do socialismo: perante a falta de dinheiro e a impossibilidade de continuar com políticas gastadoras, como vão reagindo as diferentes fações de esquerda.

    É História isto que estamos a viver!…

  2. JP

    “Estava à espera de uma reação do orgão oficial dos “abrantes” mas até agora nada.”

    É curioso, porque há pouco na comissão também estava uma clareira enorme nas cadeiras da esquerda, ali para o lado do Presidente do evento. Deve estar a decorrer alguma coisa muito importante.

  3. Kubo

    > “( … ) defende que a vitória de António Costa implica a adopção de várias “bandeiras” da extrema-esquerda”

    Está correcto na sua ânsia. Não esquecer que Ferro Rodrigues era dirigente do bando de extrema-esquerda M.E.S. (Movimento da Esquerda Socialista), na altura do inesquecível PREC.

    Francisco Assis tem uma visão muito assistencialista…

  4. Alexandre Carvalho da Silveira

    Pois eu cá o que gostava mesmo é que o Costa ganhasse e fizesse um acordo de governo com o Livre. E se ao mesmo tempo o Podemos ganhasse em Espanha e o Syrisa na Grécia, então é que o bouquet ficava mesmo composto. Pode ser que portugueses, espanhóis e gregos fiquem vacinados contra o socialismo por muitos e bons anos.

  5. Joaquim Amado Lopes

    Alexandre Carvalho da Silveira,
    “Pois eu cá o que gostava mesmo é que o Costa ganhasse e fizesse um acordo de governo com o Livre. E se ao mesmo tempo o Podemos ganhasse em Espanha e o Syrisa na Grécia, então é que o bouquet ficava mesmo composto. Pode ser que portugueses, espanhóis e gregos fiquem vacinados contra o socialismo por muitos e bons anos.”
    O propósito das vacinas é que os organismos aprendam a lutar contra as doenças, não é matar os organismos. Não adianta aprender o quão má é a doença se isso implica permitirmos que esta nos mate.
    Contra o socialismo, o que necessitamos mesmo é de antibióticos muito fortes.

  6. Pingback: Aqui está o PS | O Insurgente

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