Entretanto Na Catalunha

Os resultados finais estão do referendo sobre a independência da Catalunha do passado dia 9 de Novembro podem ser encontrados aqui. Dos 2.305.290 eleitores, 92% votaram no sim à primeira pergunta “Deve a Catalunha tornar-se um estado?”; e destes, 88% votaram favoravelmente à segunda questão “Deve este estado tornar-se independente?”.

Aguardam-se com alguma curiosidade os próximos passos neste processo.
Cataluna

8 pensamentos sobre “Entretanto Na Catalunha

  1. AA

    teria sido um dia mau para os donos da “democracia” – se eles se preocupassem com a democracia

    « It is fitting that the vote be scheduled on the 25th anniversary of the fall of the Berlin Wall since that event, of course, began a process that led to the de facto secession of numerous states from what was in practice a Soviet megastate ..

    I wonder, if today’s politicians in Madrid were sitting in their little velvet chairs in 1989, would they have disapproved of the Polish Solidarity vote, which essentially declared Poland to be free of Soviet rule? Or was that a “legal fraud” as the Madrid government calls the Catalonian vote? Most of the Eastern European moves toward independence were “illegal” as far as the Soviet state was concerned. And yet, those unruly law breakers went ahead with them anyway. Those troublemakers. »

    http://bastiat.mises.org/2014/11/catalonian-secession-and-pure-motives/

  2. Jose

    Esse referendo foi uma farça ilegal organizado por um grupo de políticos corruptos que procuram com a independência, obter um estado novo que não os vá julgar pelas dezenas de anos de crimes de corrupção, fuga fiscal, apropriação indevida, etc, etc. Os resultados publicados foram esses mas podiam ter sido quaisquer outros, não há legalidade nem controle nenhum que os permita avalar. Comparar o que se passou na Polónia, um país ocupado num passado recente, com a Catalunha que nunca foi estado, é despropositado. Mais comparável é lembrar o movimento que pretendia a independência do Algarve, por exemplo.

  3. Políticos corruptos? Mas o Barcenas tinha registos de políticos catalães ou do PP? E a semana passada, também foram presos imensos políticos ligados à luta pela independência catalã não foi? E também foram os catalães ou bascos que atiraram com Baltazar Garzón para fora de Espanha…
    Vocês “liberais” com a vossa novilíngua…

  4. Jose

    Sim ‘ocamareiro’ todos esses casos são recentes, ainda que os políticos em geral usem métodos similares aos do PP espanhol, quer em Espanha, Portugal, Itália e outros. A corrupção na Catalunha que está a ser investigada tem como cabeça a família Pujol, que presidiu a Catalunha durante mais de 20 anos, e arrecadou alguns milhares de milhões de euros, pelo que se vai sabendo. O Garzón é somente um tipo que busca protagonismo, agora ao serviço do exemplar governo Argentino. Desenganem-se, ou pelo menos leiam qualquer coisa como isto http://www.elmundo.es/cataluna/2014/11/12/546311b1ca47416f458b456a.html?cid=SMBOSO25301&s_kw=facebookCM

  5. Nuno

    “Entretanto na Catalunha” votaram menos pessoas a favor da indepedência do que nas eleições europeias, esse grande exemplo de participação democrática entusiástica.

    A consulta foi uma derrota estrondosa para os independentistas. Num referendo a feijões, votaram a favor todos os que querem a todo o custo manter o debate aceso, sem ponderar verdadeiramente as consequências negativas de tal opção. Não houve debate alá do nacionalismo primário. E a maioria silenciosa, silenciosa ficou, em casa pouco incomodada com o assunto.

    Querer basear um processo irreversível de independência no voto favorável de um terço da população é estúpido, quanto ou mais tendo em conta que decisões desta gravidade deveriam basear-se em maiorias alargadas, ao invés de 50%+1.

  6. Euro2cent

    > no voto favorável de um terço da população

    Ainda não consegui ver o numero de eleitores da Catalunha escrito em sitio facil de ver, e já perdi a pachorra de catar internetes para o encontrar.

    Bom, suponho que os russos de Donetsk não terão dificuldade de se separar da Ucrânia, depois disto.

  7. Hajapachorra

    O poste, para não dizer o cepo, começa por dizer dois milhões e tal de eleitores e não, esse não era o número de eleitores, esse foi o número ridículo de votantes, de votantes em assembleias de voto muito curiosas, num votação que não foi uma farça, mas sim uma verdadeira farsa (há gente que não pára de pensar no farcelona).

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