Um Certo Excesso de Intelectualidade

Estou em crer que este tipo de declarações poderá ser explicado em parte por um certo excesso de intelectualidade do Secretariado do Comité Central do PCP, como se pode observar na imagem abaixo.

SecretariadoComiteCentralPCP

29 pensamentos sobre “Um Certo Excesso de Intelectualidade

  1. Fernanda Bettencourt

    Entre operários, empregados e intelectuais (seja lá o que isso for), fico muito feliz por nenhum deles ter sido atingido pela chaga do desemprego. 😉

  2. De facto é estranho: num país com a taxa oficial de desemprego acima dos 10%, como é que nenhum deles é desempregado? Ou então é uma mensagem subliminar; se te filiares no PCP, está garantido … 😉

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  4. carlos

    E eu a julgar que o pcp era o partido dos trabalhadores, afinal é só intelectuais da verdade da mentira.

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  6. tina

    O melhor seria descrever todos por “palhaço”. Assim, evitava-se quaisquer distinções de classe e não se fugia à verdade.

  7. Joaquim Amado Lopes

    Os não-intelectuais:
    – Francisco Lopes (operário) é funcionário do Partido desde 1974;
    – Jerónimo de Sousa (operário) é deputado desde 1975;
    – Jorge Cordeiro(empregado) é funcionário do Partido desde 1975;
    – José Capucho (empregado) é funcionário do Partido desde 1986;
    – Luísa Araújo (empregada) é funcionária do Partido desde 1974;
    – Pedro Guerreiro (psicólogo) é funcionário do Partido desde 1974.

    Jerónimo de Sousa não trabalha como operário há 39 anos. Continua a apresentar-se como operário.
    Dos outros, quantos exercem actividades profissionais fora da política?

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  9. Filipe

    Gostava de saber quanto dessas especimens trabalham, criar emprego nem questiono porque eles são empreendedores natos, mas trabalhar mesmo???? Já agora o Mário e o Arménio trabalham há quantos anos? E não estão aí no painel porquè? Que ingratidão.

  10. Analisado a luz da “igualdade”, o comite deixa muito a desejar: 4 intelectuais, 2 operarios, 3 empregados e 1 psicologo, todos para cima dos 40 anos. E’ preciso despachar 1 dos intelectuais machos e arranjar uma operaria gaja. O Albano tambem pode ir jogar a sueca e ser substituido por uma intelectual gaja, mas abaixo dos 40 anos. Podem manter o posto de psicologo, mas sustitui-lo por outro que seja LGBT. Ai sim, sera um comite muito mais egalitario!

  11. fernandojmferreira

    Fui ao website do PCP e o comite sao muitos mais manfios do que estes aqui, estes sao apenas o “secretariado”. O comite esta cheiinho de intelectuais e empregados, todos por conta de outrem. So’ ha um unico empresario, o Manuel Botelho Agulhas, que tem uma oficina de automoveis. Os outros com ensino superior sao professores, funcionarios publicos, portanto. Belo grupinho! 🙂

  12. Euro2cent

    O marxismo-leninismo é sociológicamente fascinante. É uma “igreja” cuja revelação é a “luta de classes”, com promessas salvíficas de extinção das mesmas e prosperidade universal no glorioso e “cientificamente” inevitável futuro do triunfo da revolução. São os herdeiros do populismo de Caius Julius Caesar, um aristocrata falido que se guindou ao poder absoluto sobre a oligarquia republicana que o subestimou, servindo-se dos proletarios (no sentido original do termo) do “capite censi” que hábilmente seduziu.

    Na prática, tudo o esta seita conseguiu nos seus triunfos foi substituir monarquias ou oligarquias republicanas por outras oligarquias de natureza algo mais brutal e criminosa, dada a natural ascensão dos dirigentes mais brutos e criminosos. (Ou seja, isso não é defeito, é feitio.)

    A galhofa algo alarve feita acima com os “intelectuais” revela falta de compreensão da visão do mundo desta seita. Pela sua doutrina, as convicções políticas derivam da classe social, e só o proletariado industrial será ungido com convicções puras. Os empregados de escritório e comércio são aceitáveis, se bem que não sejam devidamente forjados na disciplina da fábrica (um problema que tinham também os camponeses, quando havia disso). E os intelectuais – os que ganham a vida escrevendo, ensinando, etc – são muito suspeitos e têm de fazer rituais de purificação.

    Isto é porque na prática são os tais intelectuais que orientam o barco, e dá sempre jeito ter um argumento irrebatível para lixar o concorrente à direcção – não é suficientemente operário. Note-se que estas qualidades de classe se adquirem na infância e juventude – portanto é irrelevante a chacota de que não pica o ponto na fábrica há quarenta anos. Foi ungido, fica ungido, está dito.

    Que ainda exista disto em Portugal é testemunho da saudável natureza conservadora que resta no povo português. Os métodos políticos do jacobinismo sofisticado evoluiram para o corrosivo, em detrimento do explosivo. O PCP é muito século XX.

  13. GB

    Os auto-denominados intelectuais, mais não são do que uns pacóvios petulantes convencidos de que o “Zé Contribuinte” está obrigado a sustentá-los pelo simples motivo de eles serem estudiosos em certos assuntos.

  14. Joaquim Amado Lopes

    Euro2cent,
    Quando tinha 15 anos, trabalhei dois meses numa fábrica como aprendiz de electricista. Fiquei ungido?

  15. Euro2cent

    > Fiquei ungido?

    Para uma opinião abalizada, tem que fazer um exame na sede do PCP mais próxima, com estudo da árvore genealógica 😉

    (Como leigo, suspeito que não chega. Ás vezes até operários fabris com “origens camponesas” eram suspeitos. Mas os devotos esforçavam-se por cumprir os rácios – o entusiasmo quando anunciavam orgãos dirigentes com “maioria operária” era enternecedor.)

  16. Joaquim Amado Lopes

    Euro2cent,
    Não poderá ser por aí. O meu avô (operário) chegou a estar na “lista de morte” dos comunistas cá da zona (a lista de quem seria morto quando o PCP chegásse ao poder) por se ter atrevido a enfrentar (sózinho e com sucesso) a canalha enviada para ocupar a casa do meu tio (também operário, emigrado no Canadá).
    Posso “partilhar” com eles as “raízes operárias” mas o asco aos comunistas (não por cada um em particular mas pela ideologia e atitude quando estão em matilha e/ou desligam o cérebro e mostram não ter o mínimo respeito pelos outros) está bem enraizado na minha família. Até no meu pai (electricista numa fábrica), que se identificava com a esquerda.

    De qualquer forma, notar que Jerónimo de Sousa há 39 anos que não trabalha como operário não foi chacota. Foi apenas uma forma de apontar a hipocrisia cretina de políticos profissionais que se apresentam como “da classe operária/trabalhadora” por uma questão de imagem e propaganda.

  17. tina

    “Foi ungido, fica ungido, está dito.”

    Que desculpa tão ridícula para mais uma hipocrisia dos comunistas!… O homem não põe os pés numa fábrica há 40 anos, e mesmo quando o fez foi por muito pouco tempo, e alguém ainda vem desculpá-lo por usar um título enganador com a intenção de causar impressão nos outros.

  18. Nuno

    Ficamos sabendo que os psicólogos não são intelectuais, que os operários não são empregados, que os metalúrgicos são primus inter pares, e que camponeses não têm lugar no comité central.

  19. lucklucky

    Euro2cent.

    O PCP está-se nas tintas para operários, trabalhadores, que nos tempos actuais se expandiram para os mais variados grupos do politicamente correcto. São instrumentos apenas.

    Logo o PCP são também outro instrumento Palestinianos, servem para atacar os ícones do Capitalismo como Israel. Nada mais.
    Se o querido do PCP, Assad os matar nada se passou.

    São apenas pretextos.

  20. Lucklucky,

    O Assad pode ser um filho da mãe, mas é um filho da mãe que respeita os cristãos, e que os deixava viver como quisessem. Querer debordá-lo é atacar o cristianismo na terra onde ele é praticado há mais tempo.

  21. Léxico comunista:

    Operário (s. m.) alguém que fez algo na vida, algures, mas que agora faz nenhum, mas se agarra ao passado de há décadas.
    Intelectual (s. m.) alguém que nunca fez nada na vida que jeito tenha e precisa desesperadamente de um título qualquer para se justificar.

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