De regresso à normalidade lunática

FatahHamasparty

Hamas e a Fatah que fazem parte de um governo de unidade nacional continuam a percorrer o caminho da História da Palestina, atacando-se. É suposto que seja com estas partes esquizofrénicas que Israel deve fazer a paz.

Em Junho, Fatah e Hamas, pela enésima vez, esqueceram as inimizades que os unem e acordam em formar um novo governo de unidade nacional, num prazo de cinco semanas. O anúncio não foi conjunto e esteve a cargo do responável pelo grupo terrorista do Hamas, Halil al Haya, segundo o qual, ambas as partes decidiram formar um governo palestiniano unificado. O encontro das cúpulas dirigentes, teve lugar na residência do Primeiro-Ministro do Hamas, Ismail Haniyeh que qualificou como positivo o acordo que coloca em prática os acordos de reconciliação alcançados na cidade do Cairo em 2011 e no Qatar, um ano depois. O novo executivo teve a duração de seis semanas e ficou encarregado de preparar as eleições gerais, previstas para Janeiro de 2015. Recorde-se que a maior fractura entre Fatah e Hamas, aconteceu quando o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, após três meses de guerra com as forças leais ao Presidente palestiniano Mahmoud Abbas.
Parece evidente que para alcançarem a paz vitoriosa, as partes não terão apenas que aperfeiçoar a política de acção comum e de comunicação. Em inglês e destinada ao mundo ocidental sempre foi um – mais politico, quase apaziguador -, para os palestinianos e a rua árabe em geral, a mensagem será aquela que sempre foi: o que interessa é destruir Israel, através das armas e do terrorismo suicida, que não conhece limites que não seja o alcance do paraíso.

Como se sabe a justiça quer-se cega, rápida e eficaz. Em Agosto, o grupo terrorista do Hamas tornou eficaz a sua aplicação no território que domina. A organização que governa Gaza afirma ter executado 18 pessoas, suspeitas de colaborarem com Israel. As execuções aconteceram 48 horas após um ataque aéreo israelita ter resultado na morte de três líderes operacionais do Hamas. Os três homens eram altos dirigentes das brigadas Azedim al Kasam, o braço armado do movimento islamista Hamas. Sabe-se que algumas ds execuções foram públicas e que pelo menos 11 das vitimas foram baleadas numa esquadra no centro de Gaza, após terem sido julgadas em tribunais revolucionários. Os outros supostos colaborocionistas foram mortos em público por homens encapuçados e que envergavam o uniforme das brigadas Azedim al Kasam, em frente da mesquita de  Al Omari, também localizada em Gaza. A “resistência” reforçou uma vez mais a luta no terreno contra quem colabora com Israel.

O delito está contemplado na lei palestiniana com a pena de morte. No entanto, a aprovação final da sentença pertence ao Presidente Mahmud Abas, cuja autoridade política e instituicional não é reconhecida pelos terroristas do Hamas. O episódio de hoje é apenas mais um capítulo e uma amostra do que será a salutar disputa das eleições  palestinianas.

Advertisements

6 thoughts on “De regresso à normalidade lunática

  1. jo

    A maior fratura entre a Fatah e o Hamas aconteceu quando Israel e os seus aliados, exigiram eleições na Palestina, não se opuseram a que o Hamas concorresse a essas eleições, e seguidamente recusaram reconhecer o vencedor. Uma imagem de democracia algo estranha: “podem escolher quem quiserem para vos governar desde que eu concorde”.
    Qualquer execução é deplorável mas convém não esquecer os bombardeamentos de Israel.
    Parece-me sempre estranho que após bombardeamentos que custaram a vida a milhares de civis e incluíram escolas da ONU e crianças que brincavam na praia, a preocupação seja se o Hamas quer o fim de Israel ou não. Não seria tempo de analisar se Israel não está a cometer, às fatias um genocídio e uma limpeza étnica?
    Temos direitos reduzidos para pessoas de outra etnia.
    Confisco de propriedade e de terras.
    Bombardeamento de população que se sabe comprovadamente que é civil.

  2. A. R

    “Parece-me sempre estranho que após bombardeamentos que custaram a vida a milhares de civis e incluíram escolas da ONU e crianças que brincavam na praia” Metade eram do Hamas e os restantes foi o Hamas que os colocou na linha de tiro. Os pequenos na praia estavam junto a uma plataforma de lançamento de misseis. Mas diga-me lá a razão de Israel ter feito a operação militar? Não terá sido depois de 14000 misseis terem sido disparados de Gaza e de os palestinianos terem massacrado crianças inocentes israelitas?

  3. A. R

    — não atingiu escola da ONU. Foram dois motorizados carregados de explosivos que foram neutralizados quando circulavam junto da escola. As crianças no exterior foram arrastadas para o pátio da escola. As escolas da ONU funcionam como paióis dos terroristas.

  4. Pingback: Praticar e louvar o terror | O Insurgente

  5. Pingback: De regresso à normalidade lunática II | O Insurgente

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s