Podemos… Ser Levados A Sério?

Neste post, são apresentadas algumas ideias peregrinas do programa do Podemos que está à frente nas sondagens de intenção de voto em Espanha:

  • Reducción de la jornada laboral a 35 horas semanales y de la edad de
    jubilación a 60 años, como mecanismos para redistribuir equitativamente el
    trabajo y la riqueza, favoreciendo la conciliación familiar. Prohibición de los
    despidos en empresas con benefcios.
  • Recuperación del control público en los sectores estratégicos de la economía:
    telecomunicaciones, energía, alimentación, transporte, sanitario, farmacéutico y educativo, mediante la adquisición pública de una parte de los mismos, que
    garantice una participación mayoritaria pública en sus consejos de
    administración y/o creación de empresas estatales que suministren estos
    servicios de forma universal.
  • Derecho a una renta básica para todos y cada uno de los ciudadanos por el
    mero hecho de serlo y, como mínimo, del valor correspondiente al umbral de la
    pobreza con el fn de posibilitar un nivel de vida digno. La renta básica no
    reemplaza al Estado de bienestar, sino que trata de adaptarlo a la nueva
    realidad socio-económica.
  • Moratoria de la deuda hipotecaria sobre primeras viviendas de las familias con difcultades para afrontar el pago de los préstamos, y cancelación inmediata de la misma en los casos en que haya prácticas fraudulentas o conprobada mala fe por parte de las entidades fnancieras.[…]Paralización inmediata de todos los desahucios de primeras viviendas y de locales de pequeños empresarios. 
  • Derogación del Tratado de Lisboa con el fin de que los servicios públicos no
    estén sometidos al principio de competencia ni puedan ser mercantilizados,
    del mismo modo que todos aquellos que han construído la Europa neoliberal y
    antidemocrática;
  • Fin del uso de los Memorándums de Entendimiento. Establecimiento de
    criterios de democratización, transparencia y rendición de cuentas para todos
    los procesos de toma de macro-decisiones en el ámbito de las políticas
    económicas.

Pablo Iglesias, head of leftist group "Podemos", or "We Can", delivers a speech during the presentation of the party in Madrid

28 pensamentos sobre “Podemos… Ser Levados A Sério?

  1. Apesar de algumas dessas medidas irem ser aplicadas, dentro em pouco, nos diversos países da Europa, não podemos discutir o seu todo na perspectiva de manutenção do modelo económico e social em que vivemos. Por isso, as pergunta que devemos fazer ao Podemos é: que modelo social defendem e como pensam chegar lá?

  2. Ricardo Janeira

    Sou o único que acha que um grupelho destes ganhar e começar com este tipo de políticas era extremamente positivo para se enterrar, pelo menos por uns tempos, este tipo de ideias lunáticas noutros lugares.. ?

  3. carlos Alberto

    Venezuela em estado avançado, Argentina a meio caminho, e Brasil seguindo seus passos. Agora a Espanha?

  4. Bem, mas e’ assim mesmo que funciona o “deus democracia”, tao querido de todos, incluidos muitos insurgentes. Se estes palermas arranjarem um suficiente numero de votos de palermas, podem os restantes espanhois crer que levam com eles. E’ so’ uma questao de qual o grupo de palermas que tem o maior numero de votos; e, em democracia, sao normalmente as ideias mais palermas que tem mais preferencia entre os palermas…

  5. Fartos de incompetência misturada com corrupção os eleitores mostram um pouco por toda a Europa disponibilidade para trocar a mediocridade conhecida por qualquer coisa desde que não tenha muito a ver com partidos e políticos conhecidos… Os anos 20 e 30 do século passado aqui tão perto….

  6. 1º) Não sei qual o modelo económico e social que defende o Podemos. Aliás, esse é um dos aspectos pouco explicados da esquerda actual. Em 1974, tínhamos sociais-democratas, marxistas, marxistas-leninistas, anarquistas… Cada um, tinha um modelo social e económico que apresentava. Hoje, parece que apenas temos formas diferentes de gestão do actual estados das coisas (mais ou menos keynesianos; mais ou menos pró-constituição, etc.).

    2º) Sem saber isso, não posso saber como pretendem concretizar o que defendem. Nacionalização plena dos meios de produção? Nacionalização de, apenas, alguns sectores (quais?)? Maior tributação das grandes fortunas? Ataque a todos os paraísos fiscais (como?)? Estímulo (de que modo?) a sectores de valor acrescentado, integrando todo o potencial tecnológico, de modo a alterar o actual déficit e, até, o próprio conceito de trabalho? Não faço a mais pequena ideia.

    3º) A impossibilidade das medidas que alguns comentadores apontam, partem do princípio que o Podemos defende a actual organização económica e social. Se assim for, é impossível (embora o Tratado de Lisboa vá à vida em menos de um fósforo e o conceito de horário semanal de trabalho já não faça grande sentido). Se assim não for… digam ao que vêm. E, se o fizerem, permitem uma evolução qualitativa no debate político que, neste momento, se limita a princípios gerais de contabilidade.

  7. Telmo Azevedo Fernandes

    Basta trocar uma letra ao nome deste partido para perceber o resultado das suas propostas.

  8. Rodolfo

    Quem dera que ganhe. Se é para estoirar, que estoire primeiro Espanha. Assim, pode ser que aprendamos alguma coisa..

    António Barreto, parece-me bastante lógica essa conclusão. O estado social exerce cada vez mais pressão às diferentes sociedades europeias. Uma mudança neste provocaria demasiada instabilidade, além de ser de uma dificuldade tremenda. É perfeitamente provável que acabe em guerras ou ditaduras. E o problema é que se for guerra, a população activa é que vai para a frente de batalha, agravando o problema (na realidade não o resolveria). A História diz que as ditaduras aparecem quando a democracia bate de frente com a matemática. É muito pouco adaptável a novas realidades.
    Portanto, aposto em ditaduras. Mas primeiro ainda teremos populismos e nacionalismos.

    E alguém me poderia dizer como é que ‘telecomunicações’ são um sector estratégico? É algo que eu nunca consigo entender.

  9. JS

    Esqueceram-se de mencionar o principal. Volta peseta, estás perdoada.
    Sem isso, e se alguma vez ganhassem o poder, durariam três dias na melhor das hipóteses.

  10. Alexandre Carvalho da Silveira

    A independência da Catalunha e do País Basco não consta de programa tão progressista ?
    Por mim até gostava que os espanhóis lhes dessem uma maioria absoluta, para ver se a malta aqui ficava vacinada. O Syrisa a governar a Grécia e o Podemos a governar em Espanha seria ouro sobre azul.

  11. ZDF

    pelo menos começa bem: jornada de trabalho para as 35 horas.

    Vão me dizer que era bom se pudessemos pagar… pois eu digo: o que não podemos pagar são 30 milhões de desempregados na europa.

  12. lucklucky

    Também acho que não ZDF mas ninguém está interessado.

    Para começar muitos dos 30 milhões.
    Depois temos a esquerda que julga que tudo se resolve por decreto e com muito dinheiro imprimido e a direita “dos negócios estabelecidos” que não quer que nada mude.

    As duas empenhadas em aumentar os impostos, regras e leis.

  13. CsA

    É o que dá termos lideres fracos e políticos corruptos.

    É o Podemos em Espanha e a Frente Nacional em França. Europa…Quo vadis?

  14. Depois da fase do podemos terão a fase do poderíamos (se não houvesse um buraco das contas ou a crise internacional ou os mercados ou os danados dos especuladores). Acabarão na fase do se ao menos pudéssemos, a fase de quando belas teorias são assassinadas por um bando brutal de factos e de realidade.

  15. Vasco Gama

    Há quase cem anos surgiu a “gripe espanhola”, hoje em dia é a vez da “alucinação espanhola”, que também não augura nada de bom.

  16. CsA

    fernandojmferreira concordo.

    Mas não será preciso um líder com eles no sitio para implementar um sistema como aquele a q se refere?

  17. CsA,
    Nao, porque nao se trata de um sistema. Trata-se apenas do direito de secessao, em ultima instancia a secessao do individuo sem a obrigatoriedade que todos os outros facam o mesmo.
    E’ evidente que nao espero que o direito a secessao do individuo aconteca do dia para a noite. usando Portugal como exemplo, primeiro veriamos secessoes de colectivos, por exemplo, os 18 distritos portugueses tornarem-se independentes. Se Portugal pode e deve ser independente da Espanha, porque e’ que Tras-os-Montes nao pode ser independente do Algarve, ou do Alentejo? Depois, quem sabe, veriamos a secessao de concelhos dentro dos antigos distritos, as freguesias dentro dos antigos concelhos.
    Curiosamente, na Europa vemos o contrario, a tentativa frustrada de aglomeracao forcada num mega-estado com sede em Bruxelas. O resultado esta a ser e vai continuar a ser catastrofico.

  18. Pingback: Não sei se podemos…. | Ave de Arribação

  19. Joao Figueiredo

    Depois de ler a estupidez dos comentários, se calhar o melhor mesmo é deixar tudo como está. Pelos vistos, está bem. Burros!

  20. João Figueiredo,

    Para melhor muda-se sempre e para pior nunca. O Podemos não pode fazer aquilo que diz poder realizar. É uma questã de aritmética.

    Se um Podemos no poder pudesse tentar fazer algo que diz que pode, ninguém poderia suportar o que não se pode pagar. No fim de contas, a Espanha acabaria pela matemática, coisa que a esquerda nunca conseguiu perceber.

    Nós temos perto de mil quilómetros de fronteira com eles, e não me agradaria a hipótese de 1936 acabar por se repetir.

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