Deve Ser Isto O [Neo]Liberalismo

Carga fiscal atingirá novo máximo histórico em 2015.

“Em 2015, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado entregue esta quarta-feira pelo Governo no Parlamento, [a carga fiscal] irá cifrar-se em 37% do PIB, isto é, 66.818 milhões de euros.

Este valor representa uma subida face aos 36,6% do PIB estimados para 2014. Em relação ao presente ano, a receita fiscal e contributiva projectada pelo Governo para o próximo ano aumentou 2565 milhões de euros.

Os 37% representam também, caso se venham a confirmar na execução orçamental do próximo ano, um novo máximo histórico em Portugal. Olhando para a série estatística disponibilizada pela Comissão Europeia desde 1977, este será o valor mais alto da carga fiscal já registado. Em 1977 era de 23%.”.

O gráfico abaixo representa a evolução da carga fiscal no país desde 1995, com ênfase no período do governo mais [neo] liberal de sempre em Portugal (dados do INE complementados com os da notícia acima).

EvolucaoCargaFiscal

13 pensamentos sobre “Deve Ser Isto O [Neo]Liberalismo

  1. Comunista

    Sim, é isso o neoliberalismo. O castigo da economia até que dos escombros se erga uma massa de desempregados e falidos prontos a trabalhar por baixos salários e sem qualquer previsibilidade. Os que forem emigrando talvez se safem. Ou então correr com este governo e deixar a direita a virar frangos por muitos anos.

  2. Paulo Santos

    falta assinalar, dentro da caixa violeta, “País sem dinheiro e na Bancarrota, com ajuda exerna” e já agora meter um Highlight nas datas das Eleições Legislativas, 2004, 2009…curiosa coincidência…baixou os impostos, com o País já em início de crise e com excesso de dívida, apenas para ganhar as eleições.

  3. lucklucky

    Devem faltar muitas taxas que não entram na contabilização.
    Alguém tem ideia se a taxa audiovisual da RTP, a taxas dos CD’s, a nova Taxa para os Artistas é incluída nesta contabilidade?

  4. Segundo o INE contam: os Impostos directos, os Impostos Indirectos e as Contribuições Sociais. Não é claro se inclui essas taxas, luckyluky.
    Já agora, alguém sabe de algum site onde todas as taxas estejam listadas (segurança alimentar, cópia privada, …)?

  5. O incumprimento da promessa do choque fiscal (onde isso já vai), levou-me a não votar PSD desde 2002. (e no cherne não votaria nem para a assembleia de condóminos, quanto mais para P.R.). Durante algum tempo ainda votei PP. O mais certo é que nos próximos 10 anos ninguém me aviste perto se qualquer assembleia de voto em dia de eleições…

  6. Para os milionários, perdões fiscais e outros que tais (com os resultados que se conhecem para a família Espírito Santo).

    O único imposto que desce em Portugal é o IRC (esse que as empresas pagam). Os capitais são irrisoriamente taxados, se é que o são. Até o aumento do salário mínimo foi suportado pela segurança social, não fossem os patrões à falência, os coitados.

    É claro que é neoliberal!

    Quem trabalha é esbulhado!

    O rendimento colectado é canalizado para os bolsos de privados, ricos e empresas. Ou para onde pensam que esse dinheiro colectado vai? Para melhorar os serviços do Estado?! A Educação, a Saúde, a Justiça?! Deixem-me rir.

    Um governo neoliberal que destrói o Estado, em favor do sector privado.

    É claro que é neoliberal! (nem que o escrevam com colchetes).

    Os ricos estão mais ricos, a classe média afunda-se, e os pobres são cada vez mais numerosos.

    A Direita que conseguiu o pleno: uma maioria, um governo e um presidente. Uma tragédia para o país!

    Mais desemprego, mais pobreza, mais desigualdades na distribuição dos rendimentos. Foi isto, o que conseguiram.

    Felizmente, falta pouco mais de ano para que os eleitores os ponham a andar.

  7. hustler

    Para ser intelectualmente mais honesto o João Cortez deveria mudar o título do gráfico para:
    “Evolução da carga fiscal de 1995 a 2015 (em % de medidas chumbadas pelo TC para reduzir despesa)”, em vez de figuras e gráficos com dados avulsos.

  8. hustler

    “a taxas dos CD’s, a nova Taxa para os Artistas é incluída nesta contabilidade?”, esta é uma boa taxa enquanto não existe uma lei anti pirataria como deve de ser! Eu próprio não compro CD´s e filmes há anos, pois vem tudo directamente do maná cibernautico! e sou daqueles que reclama que a qualidade daquilo que consumo (como se a qualidade não se pagasse!) tem vindo a piorar! Qualquer dia também começo a fazer boicote aos downloads como forma de protestar contra os artistas! lol

  9. Nuno

    “Os capitais são irrisoriamente taxados, se é que o são.”

    Os rendimentos de capital são taxados a 28%. Nem 5% da população paga uma taxa efectiva de IRS superior a isso.

    Um seguro de saúde que dá para ir ao médico com taxas moderadoras de €20 custa €50 a €150 por pessoa-mês, dependendo da idade (e depois dos 70 ninguém lhe faz um). Um aluno custa €400 por mês ao estado. Para ter uma pensão completa durante 15 anos depois de trabalhar 45 precisa de poupar 25% do ordenado todos os meses. Para deixar parte da pensão à viúva, que dura outros 10 anos, precisa de poupar 30%. Se trabalhar menos que os 40, é melhor poupar metade.

    Em vez de se queixar dos impostos, talvez fosse bom pensar se com o ordenado que “gostava” de ter seria capaz de poupar todos os meses um terço só para a reforma, e dos outros dois terços tirar €400 por cada filho para a educação e mais €100 por pessoa para a saúde.

    Depois de fazer essas contas, venha-me com a conversa de que os impostos são altos demais para os trabalhadores.

    Mas como o estado que gostava de ter custa muito mais do que está disposto a pagar por ele, os outros que o paguem.

  10. AMDC,

    Quem paga o IRC não são as empresas. São os clientes das empresas.

    As empresas não pagam impostos. Pagam-nos os indivíduos através da compra. Qualquer idiota mesocerebral perceberia isto. Quando se cria uma taxa de segurança alimentar ou um IRC sou eu que acabo de o pagar. Os preços aumentam. Essa história de as empresas absorverem os impostos não cabe na cabeça de ninguém.

    O IRC é uma perfeita estupidez e deveria ser estirpado para o baú das más ideias. Como a Taxa Social Única «da parte do empregador». Quem paga esta última é sempre o empregado. E, se pensar bem, chegará a percebê-lo.

  11. Rafael Ortega

    “O mais certo é que nos próximos 10 anos ninguém me aviste perto se qualquer assembleia de voto em dia de eleições…”

    António de Almeida, não vá por aí. Apareça para votar. Os piretes nos boletins não se fazem sozinhos.

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