A quadratura do círculo continua inexequível

“O País está bloqueado” de António Costa (Diário Económico)

A proposta de Orçamento para 2015 é uma confissão de incapacidade do Governo, mas não é apenas do Governo, de Passos Coelho ou de Paulo Portas, é do País. Porque não será possível crescer de forma sustentável com este nível de despesa, com esta carga fiscal que tem de manter-se para financiar o Estado. É a pior das notícias que nos deu Maria Luís Albuquerque. Quem quiser continuar a olhar para a discussão partidária, tem aqui muito espaço para críticas, mas o problema é bem mais profundo. O ano de 2015 vai ser penoso, vai arrastar-se, vai custar-nos muito, tempo e dinheiro, e o problema vai manter-se para ser resolvido pelo próximo Governo. Ou por uma próxima ‘troika’

14 pensamentos sobre “A quadratura do círculo continua inexequível

  1. JP

    Quando alguém conseguir reestruturar a dívida para ficar com alguma margem (fazendo de conta que nos quer aliviar, quando no fundo o que quer é margem poder gastar em “investimento”, lançando foguetes e entretendo o povo com mais fantasias), depois falamos, já com a troika de volta. Na hora de aplicar a tesoura nos grandes touros do sistema, absolutamente nada, a não ser os terramotos.

    É curioso que quando se toca em alguma coisa, ou aparecem problemas nos aviões, ou falha o Citius, ou boicotam as provas para concursos de professores, ou os concursos correm mal, ou fazem greves, ou desaparecem milhões em investimentos loucos e ninguém sabia de nada, ou andam malas para trás e para a frente, ou há debates públicos interessados e inquinados pela escolha dos actores, e por aí fora.

    Isto chegou a um ponto em que a oposição passa anos a dizer que não entra em acordos ou discussões nenhumas sobre revisões estruturais de monta e logo a seguir diz que é preciso um novo governo para conseguir os consensos de que o país precisa.

    Este país ainda vai ter miséria em abundância – é só uma questão de tempo até acontecer alguma coisa ao Euro ou à UE. Só aí é que as pessoas vão perceber que meio Portugal é ar e vento.

  2. castanheira antigo

    Sem duvida JP
    Resolver o problema é necessario por o país a trabalhar . Para por o país a trabalhar é necessario acabar com a pressão fiscal . Para acabar com a pressao fiscal é necessario cortar a despesa do estado juntamente com a burocracia . Aqui os burocratas mandam-se ao ar e bloqueiam tudo . Os canhotos pensam que a riqueza existe de geração espontanea e não vem com trabalho . Os dextros pensam que tudo se resolve com impostos . Conclusão : ninguem está interessado em colocar Portugal numa rota de prosperidade.

  3. Comunista

    O António Costa, como é um idiota, ainda não entendeu que do que se trata é das políticas que ele defende – são estas que estão na origem do desastre e da necessidade desta carga fiscal. A Troika não é uma organização socialista, a troika é uma organização de direita que tem aprovado a acção do governo. Aliás, o governo tem feito gala da aprovação da troika.

  4. Miguel Noronha

    “a troika (…) tem aprovado a acção do governo”
    Necessariamente. É uma consequência do MoU assinado em 2011. Fomos nós que lhe fomos pedir dinheiro quando ficamos insolventes. Sem eles, na segunda metade de 2011, os pagamentos do estado cessavam por falta de verba. Salários, subsídios, fornecimentos, etc.

  5. Comunista

    A preparação do terreno, por um governo, para a fundação daquilo que defende politicamente faz parte da política desse governo. O governo tem estado a preparar o terreno para a liberalização da economia tal como ele a entende e faz parte desta preparação, e da política liberal que toma como sua, a opressão com impostos e cortes de rendimentos dos trabalhadores, reformados, pequenos empresários, funcionários públicos. Que nunca chegue o dia da suposta liberalização da economia que levaria ao desenvolvimento económico faz parte das contradições do próprio liberalismo, ou seja, da contradição entre a finalidade de preparar para o desenvolvimento e os resultados contrários a essa finalidade que essa mesma preparação efectua.

    O artigo de Carlos Costa presume que uma política liberal só é de facto quando as abstracções liberais se tornarem realidade. A razão porque é um idiota é por não considerar que qualquer abstracção tem, para passar à realidade, que tomar formas que ela mesmo em abstracto não consegue prever, precisamente porque uma abstracção apenas consegue incorporar abstracções tal que uma oposição é imediatamente gerada entre abstração e realidade, entre o conceito abstracto de um objecto (no caso a economia) e o objecto desse conceito no seu próprio elemento, ou seja, não em abstracto mas em concreto.

    DO QUE SE TRATA COM ESTE GOVERNO – COM O APOIO DA TROIKA – É DA PASSAGEM DO IDEÁRIO DE DIREITA DO ABSTRACTO PARA O CONCRETO.

  6. Miguel Noronha

    Então? Primeiro diz que ainda estão a preparar o terreno. Depois diz que já está está tudo feito.
    Resolva-se.

  7. JP

    Pela boa ordem, retiro o meu comentário ao comentário em cima, que julgava ser sobre uma referência ao Messias de Portugal (a.k.a. Costa Concórdia), não me referindo ao jornalista António Costa, obviamente.

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