Manifesto contra as mães de leite (ironia)

A existência de mães de leite é uma vergonha anti-natura, uma modernice típica de uma sociedade ocidental decadente que agora quer transformar mulheres em vacas leiteiras. Claro que quem aceita que as mulheres vendam o seu leite, mais tarde ou mais cedo irá aprovar que vendam a sua carne. Quem é a favor de mães de leite só pode, por coerência, ser a favor do canibalismo, da venda de orgãos e da prostituição. Os meus argumentos contra as mães de leite funcionam igualmente contra o canibalismo e a venda de orgãos, e os teus? Aliás, noutros países já houve quem vendesse a sua carne a canibais. Nas Filipinas há bairros inteiros em que as mulheres, seguindo o mesmo princípio, em vez de venderem o seu leite, vendem os seus rins. É isso que querem fazer aqui também.
Isto é uma questão moral, não lógica! Uma mulher não é uma vaca de leite para andar aí a vender o seu leite. Para além disso as mulheres trocam hormonas com o bebé durante a amamentação. O que fazer depois de trocadas estas hormonas: simplesmente devolvem os bebés com as suas hormonas aos pais? É imoral! Depois ainda dizem que defdender as mães de leite é ser a favor da vida e da saúde. Mas salva-se a vida a alguém com amamentação de substituição? Se não se salva vidas, não é pró-vida.
Os apoiantes das mulheres-vacas-leiteiras são seguidores de Rothbard que defendia que os pais pudessem matar os filhos à fome. Como pode alguém ouvi-los? Estes extremistas do individualismo querem é arregimentar mulheres pobres para uma leitaria, onde se aproveitarão da sua necessidade para as mugir diariamente para dar leites a mulheres ricas.
Já sei que estes tarados a favor das mulheres vacas leiteiras não vão responder a estes argumentos porque não lhes dá jeito.

(antes de dispararem na caixa de comentários, notem que este texto é irónico, apenas resumindo os “argumentos” contra a maternidade de substituição nestas duas caixas de comentários)

43 pensamentos sobre “Manifesto contra as mães de leite (ironia)

  1. k.

    mmm

    Acho que está a exagerar no argumento.
    Eu em principio, não tenho problema que alguém queira vender o seu útero, semen, leite materno ou braço a outra pessoa.

    No entanto, que essa venda seja feita por coação das circunstâncias, sem que o “vendedor” tenha clara noção dos verdadeiros custos, e sem clara e forte proteção legal, já me custa a aceitar.
    Por outras palavras, vender o seu rim por dinheiro, porque não tem dinheiro para comer deve na minha opinião, ser ilegal. Recusa de transação é essencial para uma economia funcional.

    Um bom examplo:
    http://www.spiegel.de/international/world/the-illegal-trade-in-organ-is-fueled-by-desperation-and-growing-a-847473.html

  2. EMS

    Podem-se criar laços afectivos muito fortes entre a mãe-de-leite e a criança.
    Depois de terminada a função de amamentação será justo devolver a criança a uma mulher que a unica coisa que fez por ela foi parir?

  3. Nuno

    O leite humano, tal como o sangue, não pode ser vendido em Portugal.
    É isso que defende relativamente à maternidade de subsituição?

  4. Sérgio

    Quem estará a favor das “mães de leite”, é quem passa a vida a criticar a “sociedade capitalista que só procura o lucro”!

  5. hustler

    “O leite humano, tal como o sangue, não pode ser vendido em Portugal.” não pode, mas presumo que não tenha a ver como uma questão moral! São derivados biológicos, e como tal, se não forem analisados pode haver perigo para a saúde pública!

    “Podem-se criar laços afectivos muito fortes entre a mãe-de-leite e a criança.”, a mãe de leite poderá ser elegível para a função, se uma comissão de psicólogos (tal como na adopção) der o seu aval!

    Muito bom, CGP

  6. rrocha

    Numa sociedade temos que viver com algum tipo de limites que sao sempre morais podemos e devemos questionar estes.
    Todo este assunto de “barriga de aluger” e um bom exemplo do conflito entre a ciencia e moral (E possibel mas devemos?) em algum lugar temos de marcar uma linha “vermelha” se nao queremos uma sociedade disfuncional ou anarquica.
    De uma forma ironica posso dizer que e meu direito matar outro ser humano contra a sua vontade o que me impede?

  7. Nuno

    Claro que podem ser doados. Eu disse que não podem ser vendidos.

    Tal como o sangue do cordão umbilical pode ser doado ao banco público (onde mais que provavelmente será usado por terceiros), mas não pode ser comprado/vendido mesmo através dos bancos privados.

    E não podem por opção moral, sim. Noutros países os dadores de sangue são remunerados, simbolicamente ou não. Em Portugal optou-se politicamente por não serem. Isso é muito explícito em toda a comunicação do IPST.

    Volto a perguntar, defendem que a gravidez de subsitiuição seja uma actividade remunerada (além de despesas médicas enquadradas e com devida factura), ou não? Sim, isso vai contra tudo o que é regra em Portugal. Se não, este post de irónico passa a irrelevante.

  8. hustler

    “Noutros países os dadores de sangue são remunerados, simbolicamente ou não. Em Portugal optou-se politicamente por não serem. Isso é muito explícito em toda a comunicação do IPST.”, cá vamos mais uma vez, nos outros países não é amoral, mas aqui é porque uns senhores decidem que se for em território português passa a ser amoral! Os protestantes são uns abjectos e uns bárbaros, os católicos é que têm razão e são os civilizados!
    Volto a perguntar, defendem que a gravidez de subsitiuição seja uma actividade remunerada (além de despesas médicas enquadradas e com devida factura), ou não? Sim, isso vai contra tudo o que é regra em Portugal. “, sim, pode ser remunerado sim, com direito a despesas, facturas, recibos e deduções no IRS! Nove meses de gestação só por amor ao próximo? Acredito que sim, mas não me oponho a qualquer tipo de recompnsa monetária pelo desgaste da parturirente.

  9. hustler

    “Só não pode é vender um bebé”, vender um bébé? aqui não se trata de vender um ser, mas sim de um processo!.
    .

  10. Ricciardi

    Chame-lhe o quiser. Não pode vender nem alugar nem qualquer outro processo para transaccionar um bebé. Por regra, embora possam haver excepções.
    .
    Pode vender leite e cabelos, saliva, fezes e urina. Não pode vender orgãos.
    .
    Os orgãos não devem ser vendidos. Nem na morte, nem em vida. A transacção deve continuar a ser feita sem um preço.
    .
    A transação gratuita em vida pode ser feita por (1) um acto de amor (frequente entre familiares) e (2) ser feita por prioridade do doente na morte do dador.
    .
    Para que é que é preciso um preço?
    .
    Só se for para alimentar o mercado de raptos para expansão das vendas..
    .
    Rb

  11. Ricciardi

    «A senhora que o dá á luz não é sua mãe.»
    .
    Essa mãe carrega na sua barriga, durante nove meses, então uma mercadoria. Um processo completamente desligada da natureza das coisas e de sentimentos. Um ser humano não é uma mercadoria.
    .
    Rb

  12. Nuno

    Eu pessoalmente acho que não devam existir transações comerciais deste tipo. Chame-me conservador nos costumes se quiser, que o católico não é para aqui chamado. Aliás, de protestantes, os países que conheço que remuneram este tipo de transações têm muito pouco.

    Adiante. Indepententemente da minha opinião, acho incongruente passar-se uma lei que permite remunerar a materinade de substituição (além das despesas), quando não se oferece nada além duma sandocha a quem dá sangue, e não se compensa minimamente quem se dispõe a fazer um transplante de medula. E a lei é muito explícita quanto essas proibições.

    Se defendem que se mude tudo, muito bem. Concordamos em discordar. Não me incomoda que a lei mude contra, desde que o estado depois não ande a regularmente dispender recursos já de si escassos (na justiça) a resolver os casos que correm menos bem.

  13. hustler

    ” Não pode vender nem alugar nem qualquer outro processo para transaccionar um bebé. ” não é transacionar um bébé, é sim alugar uma “incubadora” ou processo de “dar à luz”, coisa muito diferente!

  14. hustler

    “Essa mãe carrega na sua barriga, durante nove meses, então uma mercadoria. “, não é uma mercadoria, é um processo gestacional! Você quer colar bébé a “bem”, mas isto é um “serviço”, a palavra adequada para esses termos económicos.

  15. Ricciardi

    O acto de Alugar provoca uma transacção. Se for uma transacção devida por acto de amor, sim.
    .
    Se for uma transacção por um acto de comercio, ou para experiências, ou outra coisa qualquer, não.
    .
    Os seus argumentos redundam sempre na liberdade individual. Vc acha, assim, que deve poder ser legal uma mulher poder alugar a sua barriga para experiências com embriões de animais?
    .
    Imagine, se alei permitisse que uma mulher pudesse carregar um embrião de uma animal, não duvido que apareceriam candidatas para isso. Sabe-se lá as motivações. Podem ser tantas. Normalmente é a necessidade ou a frugalidade.
    .
    Parece-me que vc não concordará, no entanto, toda a sua argumentação redunda na permissão do que quer que seja, desde que haja alguém que aceite fazer.
    .
    Há coisas que não podem ser permitidas, mesmo que haja vontade entre as partes. Os duelos de morte, por exemplo. A venda de pessoas. O aluguer de pessoas. O renting de pessoas. A morte. O roubo. E tudo o resto que perverte deliberadamente a natureza das coisas. Tudo isto deve, porém, abrigar excepções. Há sempre excepções.
    .
    Mais. A produção de embriões não deve ser acessível a qualquer pessoa, por regra. Deve manter-se numa esfera muito restrita atenta às excepções que sempre existem.
    .
    Rb

  16. Ricciardi

    E depois, claro, estas libertinagens provocam situações irresolúveis. Um casal que faz um negócio com uma mãe de aluguer e depois arrepende-se e já não quer continuar o negócio.
    .
    A mãe de aluguer, como já não recebe dinheiro pelo serviço de aluguer das entranhas, já não quer o filho, e a solução que vcs têm é: matar o bebé.
    .
    Parabéns. Os libertários e comunas já se juntaram para fazer aprovar o aborto. Não tarda nada e vai ser permitido matar bebés até à hora de dar à luz. Talvez até com um anito de idade, quem sabe.
    .
    Esta nova conquista, a confirmar-se, é mais um tijolo no muro da decadência.
    .
    Hey libertarians live the kids alone.
    .
    Rb

  17. Carlos Guimarães Pinto

    Um homem engravida uma mulher e foge. A mulher já não quer o bebé. A solução do Ricciardi também é matar? Ou devemos proibir a reprodução completamente para evitar estes problemas?

  18. Ricciardi

    E sim, a Igreja católica tem uma posição acertada nesta matéria. Quer quanto ao aborto, quer quanto às barrigas de aluguer, mas tambem no que às transações de orgãos humanos diz respeito.
    .
    E seria bom que colocasse todos os ‘cães de guerra’ no mercado das influências para evitar que estas leis passem. Já perdeu a guerra do aborto, infelizmente.
    .
    Rb

  19. Ricciardi

    CGD, o facto de proibir não evita que o mal possa ser feito. Matar é proibido, mas existem assassinos. É, pois, uma questão de principio. O homem que foge depois de engravidar uma mulher é um canalha. Moralmente um canalha e Legalmente em falta. É apenas uma questão de principio.
    .
    Não podemos é relativizar a conduta do canalha; e porque foi um canalha, poder agir com mais canalhice do que aquilo que o canalha foi capaz de fazer. Um tipo não pode proibir que existam canalhas. Eles existem expontaneamente e são livres de praticar canalhices, não sem consequencias.
    .
    Se o homem foge, um dia, qdo for apanhado, tem de ser obrigado a ter um minimo de responsabilidade. A bem ou a mal.
    .
    Rb

  20. EMS

    Coff… Isto já vai em embriões de animais. O que é a seguir, o “incubus”?.
    Meus caros, julgo que estamos a falar do implante de um embrião humano no útero de uma mulher que geneticamente não lhe é nada. Tudo o resto é derivar a discussão.

    Faz-lhes confusão a modernice? Acredito que sim. As transfusões de sangue também faziam confusão a muita gente há uns cem anos. No entanto não vejo ninguém mostrar repulsa com o conceito de mãe de leite.

    As mães de leite eram senhoras, muitas vezes remuneradas, que amentavam o filho de alguém que não podia ou não queria amamentar com o seu próprio peito.

    Uma mulher que durante um ou dois anos muda fraldas, acorda a meio da noite e dá de amamenta com o seu próprio peito o filho de outra mulher, é mãe?
    Haverá envolvimento afetivo entre a mãe de leite e a criança amamentada?
    A mãe de leite sendo remunerada torna-se uma mercadoria?

    Dito isto. Há aqui alguém revoltado com a ideia de existirem mães de leite?

  21. Ricciardi

    Mas é um bom exemplo, esse. Na verdade podemos evitar que um casal venha a poder desistir do negócio de aluguer de barriga, proibindo o acesso a embriões para fazer o negócio.
    .Mas é um bom exemplo, esse. Na verdade podemos evitar que um casal venha a poder desistir do negócio de aluguer de barriga, proibindo o acesso a embriões para fazer o negócio.
    .
    Ao passo que o homem que engravida a mulher e foge é facto consumado, impossível de evitar.
    .
    Ora se estivesse ao seu alcance evitar que o homem que engravida a mulher e foge (um acto de mal) ocorresse, penso que o caro CGP chamaria as autoridades para o efeito, da mesma forma que o faria se soiubesse antecipadamente da ocorrencia de qualquer outro crime.
    .
    Tambem pode, claro, optar pela via do laisser fair. Mas isso torna-lo-ia num cobarde. Estou certo que, mesmo que lhe faltasse coragem para enfrentar o canalha, chamaria pelo menos quem o pudesse fazer em sua substituição.
    .
    Rb

  22. Ricciardi

    «A mãe de leite sendo remunerada torna-se uma mercadoria?»
    .
    Não, a mercadoria é o leite. No caso das barrigas de aluguer, a mercadoria é um bebé.
    .
    Rb

  23. Carlos Guimarães Pinto

    Não há mercadoria, como não há mercadoria no negócio das amas. Há um serviço. Bastante digno por sinal.

  24. hustler

    Bom ponto, esse! Se virmos bem, a vacinação, a anestesia, a transfusão de sangue, a contracepção, inclusivé seguros de saúde, foram todos considerados modernices amorais no início do século passado! Hoje em dia não se vê ninguém a questionar a moralidade da vacinação dos seus filhos ou a recusarem a pílula às suas mulheres! Seguros de saúde???? Não obrigado, é imoral ganharem dinheiro com a saúde dos outros!!! Como dizia o outro, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

  25. hustler

    “Estamos alegremente a caminho da bestialização!”, e já viu se ela e a sua alter ego, decidem um dia juntar-se a outro ou outra? a poligamia que isso não é? É de uma imoralidade abjecta!!!!

  26. Nuno

    Acho interessante continuarem a oferecer com toda a naturalidade como exemplo as “mães de leite”, quando a comercialização de leite materno é expressamente proibida em Portugal. Não estou com isto a dizer que não possam existir mulheres a prestar esse serviço, mas certamente não o fazem dentro de dum enquadramento legal.

    Outra coisa interessante é logo no artigo a comparação entre a indigna prostituição e a dignissima venda de leite materno. Além dos bons costumes, a prostituição é indigna porque motivo exactamente?

  27. Josand

    A verdade é que querem que o leite seja vendido para isto lolol.
    Tenham juízo! A venda de leite é ilegal em Portugal e ainda bem… não vá alguma mãe não dar de mamar ao seu filho para vendê-lo e deixá-lo à fome se for preciso.

    “Uma inglesa vende o excesso de leite materno que produz. ”
    “E quem são os seus clientes? “(…)
    “Parte são homens. E não se engane, não se tratam de papás. Pois é, as propriedades do leite materno fazem mais pela pele que um anti-rugas.”

    Seriam potenciais clientes do Piero Manzoni? Qualquer dia estão à porta dos Blocos à espera das placentas, para porem na cara a revitalizar a “pele”.

    Alguém conhece o filme Ideocracy?http://www.imdb.com/title/tt0387808/

    Achava que não era possível mas a agulha da Bússola está apontada para lá.

    PS: Hustler, escusa de me criticar a moralidade porque isso é fazer um juízo moral e portanto anula o seu relativismo moral ao fazê-lo, ok? 😉

  28. hustler

    Gelado de Yogurte já provou? e de gelado de leite materno?

    “But the company are looking for more women to provide breast milk – and are providing £15 for every ten ounces extracted using breast pumps.
    The recipe blends breast milk with Madagascan vanilla pods and lemon zest, which is then freshly churned into ice cream.”
    lol

  29. Josand

    Não coloco a venda de leite na mesma gradação moral de mulheres fábricas parideiras mas a venda de partes humanas é no meu entender igualmente abjecta( não tão abjecta, daria só direito a amputação das mãos e não de morte por enforcamento. lol) .
    À doação não levanto qualquer problema, quando por amor.
    Por exemplo um irmão que doe um rim a outro ou uma irmã que dê leite a uma prima ou a um banco de Hospital alimentar neonatos em cuidados intensivos. Venda não. Abre a porta ou melhor, escancara-a para o negócio de seres humanos na sua plenitude. Prostituição, venda de órgãos, tráfico de seres humanos para estes dois últimos fins, etc etc.

    Mas se é pela legalidade: Veja só que até o aborto já é legal! E já foi legal existirem escravos!

    Será que ainda ninguém se lembrou de fazer uns cremes de feto. Não haverá de faltar um cientista que diga que é um crime para a ciência e para a dermatologia não tratar um qualquer problema de pele com creme de feto indonésio(abortado claro!!!!) porque tem 35% de vantagem sob os outros cremes e 50% sobre o placebo. Vá-se lá saber como conduziriam o ensaio clínico…

  30. Josand

    Mais um provinciano. Eu olho principalmente para Portugal. Andar a imitar os outros nunca nos levou a lado nenhum. Lá também é permitida a pena de morte em muitos sítios, também ensinam o criacionismo e têm leis sobre posições sexuais. Quer fazer um concurso de estupidez entre os vários países?

    Abra os olhos homem, não siga de forma acéfala o que os seus gurus lhe dizem ser certo ou o que a doutrina diz. Teorias sociais obtidas cientificamente pecam sempre pela incapacidade de captar a realidade no seu todo, daí que seja necessário ponderar sempre, comparar pontos de vista, atender a valores morais (e também religiosos se for caso disso) porque no fim de contas o ser Humano é imperfeito e é essa a sua beleza, porém é capaz de tudo, do bem e do mal e só Homens podem parar outros homens. Esta questão da sacralidade da vida humana é um valor que é dogmático a qualquer civilização próspera e que assim se queira manter.

    Quando degenerarem os valores e começarmos a arranjar formas de nos suicidarmos, as que não têm tantas dúvidas e convicções serão as que reinarão.

    Continuem a promover estas parvoíces e depois queixem-se da alienação total dos seres humanos uns pelos outros. Sem afecto, sem emoção, sem nada… apenas e só restritos à “liberdade” de negociar tudo…

  31. hustler

    Josand, os meus últimos comentários com links foram apenas para “avacalhar” a coisa (nunca fez tanto sentido usar a expressão avacalhar! lol) Depois do transcendente, da moral, da filosofia, da religião e tudo isso, também é necessário nor rirmos um pouco, mesmo que estejamos a discutir um assunto sério!

  32. Josand

    Podemos até rir-nos, até porque não estamos a tomar nenhuma decisão de lançar uns misseis nucleares sobre Moscovo, Washington, Londres ou Caracas, estamos apenas a discutir anonimamente num blogue lido por muito pouca gente( mas bastante no contexto português) mas o assunto é muito sério. Não se discute este tipo de coisas com leviandade. Cada momento é uma oportunidade de fazer passar um argumento, como o CGP tem estado oportunamente a fazer .

  33. Josand

    Eu nem gosto muito do Kant, mas como é estrangeiro e alemão, pode ser que o levem a sério:

    “No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma
    coisa tem um preço, pode pôr-se, em vez dela, qualquer outra coisa como
    equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto
    não permite equivalente, então ela tem dignidade”

    KANT, Fundamentação da Metafísica dos Costumes

    Como o próprio Kant reconheceu, as respostas às questões colocadas dependiam
    do nosso conhecimento da natureza do próprio ser humano. O que posso conhecer,
    fazer ou esperar, depende, em última análise, da minha própria condição humana.
    Age de tal modo que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na do outro,
    sempre e ao mesmo tempo, como um fim e nunca simplesmente como um meio.
    (Kant)

    Age de tal modo que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na do outro,
    sempre e ao mesmo tempo, como um fim e nunca simplesmente como um meio.
    (Kant)

    “Para Kant, o ser humano é um valor absoluto, fim em si mesmo, porque
    dotado de razão. A sua autonomia, porque ser racional, é a raiz da
    dignidade, pois é ela que faz do homem um fim em si mesmo”

    Click to access 1273058936_P026_DignidadeHumana.pdf

  34. Ricciardi

    CGP,
    .
    Epá, a mãe de leite vende um produto – o leite. O serviço de amamentar nada vale se não tiver leite. Um serviço seria mudar fraldas.
    .
    Mas eu não sou contra haverem mães de leite. Pelo contrário. Acho um acto benigno e digno. E sim, não tem importancia alguma se cobrarem pelo ‘incomodo’. Vai de cada um.
    .
    Se vender o cabelo tambem não tem importancia moral alguma. Até pode servir para coisas boas. E se não servir não interessa. É lá com elas.
    .
    Rb

  35. hustler

    Eu não conheço a obra de Kant, mas sei que os seus pensamentos são incompatíveis com o utilitarismo, corrente sociológica e económica em que acredito com convicção:

    “There is no need to deny that Kantians and utilitarians might find themselves in agreement on
    the normative level. The differences lie on the analytic level. Kant and the utilitarians propose different analytical frameworks for ethics.Kant is particularly anxious to sort out the necessary ingredients in ethics from the rest, which leads to his division between pure ethics and practical
    anthropology and to his idiosyncratic distinction between the moral and the prudential. This interest is not on the utilitarians’ agenda, which means that from Kant’s point of view, utilitarian ethics is a confusing mixture of moral and prudential concerns.

    It is one of the pillars of utilitarianism that the moral value of actions depends entirely
    on theirconsequences for human welfare. According to Kant,moral value cannot be reduced to humanwelfare at all. Rightly or wrongly,he maintains that moral value issui generis. Here there can be no question of a reconciliation between the two traditions. We had better search for
    a viable alternative to these one-sided doctrines.”

    http://www.utilitarianphilosophy.com/definition.eng.html

    Of course philosophers who share this vision of the proper function of social institutions like law and morality may differ on more than the best methods to attain it, as Aristotle noted, there is widespread agreement that happiness is the goal, but considerable disagreement as to what constitutes happiness. For Bentham the answer is simple: happiness is just pleasure and absence of pain. The value (or disvalue) of a pleasure (or pain) depends only on its intensity and duration, and can (at least in principle) be quantified precisely. Given this, we can reconstruct one line of Bentham’s argument for the principle of UTILITY as something like the following:

    The good of a society is the sum of happiness of the individuals in that society.
    The purpose of morality is promotion of the good of society.
    A moral principle is ideal if and only if universal conformity to it would maximize the good of society.
    Universal conformity to the principle of UTILITY (“Act always so as to maximize total net balance of pleasures and pains”) would maximize the good of society

  36. hustler

    Ricciardi,
    “É lá com elas” e “Vai de cada um!” colide com os seus pontos de vista! Alguém que quer proibir/censurar/moralizar uma práctica, não diz :”cada um faz o que quer”.. Você tem dito exactamente o contrário!

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