Para combater a centralização e promover a liberdade na educação

A propósito da discussão de ontem sobre a trapalhada das colocações e da centralização educativa, recomendo o livro Liberty and Learning: Milton Friedman’s Voucher Idea at Fifty e o comentário ao mesmo no Arte da Fuga.

7 pensamentos sobre “Para combater a centralização e promover a liberdade na educação

  1. Gil

    De que é que estamos a falar, quando falamos de “liberdade na educação”? Liberdade de construir e gerir edifícios escolares? Liberdade de definir os critérios de contratação de professores e de contratar? Liberdade de definir os “curricula”, anulando uma política nacional de educação? De que é que estamos a falar? É que, sem esta última opção, reduzimos a coisa à ao imobiliário e a mera gestão de pessoal de que em Portugal temos péssimos exemplos. Se estivermos a falar da liberdade de definição dos “curricular”, convém conhecer o que foi, durante anos, a política dos colégios ingleses e os motivos por que foi abandonada.

  2. Marquês Barão

    A amplitude e consequências futuras do tema soluções de educação, reclama e merece um debate competente, sério e transparente para além da contabilidade caseira da sebenta dos partidos. Medidas atabalhoadamente avulsas e apressadamente conjunturais não encaixam num sistema de ensino que se pretende produtivamente escorreito. Enquanto enviesadamente se entender que em cada legislatura, um governo, qualquer governo, pode tudo baralhar e dar de novo não se ataca a raiz do problema, e principalmente os mais jovens são indecorosamente sujeitos ao papel de cobaias nas mãos de experimentadores de ocasião com reles propaganda. O sistema educativo terá que ser visto como uma questão de regime, bem afinada para durar décadas sem sobressaltos. Assim, nem tempo temos para aferir resultados. Acontece que, a exemplo de muitas outras e diversificadas instituições, as escolas privadas podem prestar um serviço público. A realidade ensina, que perante a recorrente incapacidade e prepotência do Estado, em muitas áreas sociais como em muitos outros quadrantes, o contributo particular pode diversificar e contribuir sem benefícios chocantemente indevidos. Por desgraça tem mesmo que se substituir aos inorgânicos órgãos do poder, como por exemplo quando a fome aperta. Até pode acontecer que o omnipresente e prepotente estado tema a demonstração comparada da eficiência e dos resultados. No que respeita á justiça da comparticipação do orçamento do País que todos somos, uma regra simples e bem calibrada basta. Abertura nos privados para acesso universal a todas as camadas sociais sem encargos adicionais para famílias abaixo de um determinado rendimento, e a partir do qual a classe dos bem instalados teria que abrir os cordões á bolsa. É tudo uma questão de forma e de fórmula. Em doses excessivas o Estado mata.

  3. Henrique

    A liberdade maior é a liberdade dos pais escolherem as escolas dos filhos.
    Em Portugal fala-se só dos interesses dos professores e gestores escolares e demais funcionários. O que é sintomático.
    Enquanto tratarem os pais como menores, em vez de clientes, o sistema estará condenado.

  4. João de Brito

    Defendo o ensino como atividade liberal.
    Defendo o cheque-ensino.
    O desejável seria que cada aluno fosse o mais longe possível, considerando o seu mérito e a sua circunstância.
    Não é a escola que faz a justiça social, são os impostos e a segurança social.

  5. Maurício Brito

    É interessante verificar como alguns teóricos, defensores de certas práticas por si consideradas como promotoras e protetoras da famosa liberdade, acabam por esquecer (ou ocultar, o que é pior), os resultados da defesa e da utilização efectiva das mesmas práticas em outros sectores da nossa sociedade.

    Os exemplos “andem” aí à vista de todos, mas há quem, em nome da liberdade, tome a liberdade de convenientemente se esquecer do que não convém ser recordado.

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