É divertido ser liberal em Portugal*

Eu já sabia que ser liberal em Portugal é uma posição bastante solitária. É preciso lutar contra socialistas e conservadores, que se acham no direito de limitar os direitos dos outros só porque sim, e contra aqueles que não são uma coisa nem outra, apenas querem agarrar-se à mama do estado. Hoje aconteceu ser atacado pelos 3 grupos no mesmo dia.

Comecemos pelos mais dignos, embora pouco informados e pouco interessados em se informar, que se manifestam aqui contra a minha posição pró-vida na questão da maternidade de substituição. Bem sei que só chegaram a este tipo de argumentos por falta de outros melhores, mas, não, a minha posição a favor das barrigas de aluguer não significa que seja a favor da clonagem, da venda de crianças ou de outras coisas que por aqui escreveram. O que significa é que acho que um casal que seja capaz de conceber um embrião viável deve poder fazer os possíveis para transformar esse embrião numa criança. E, ao contrário de muitos, não acho que ajudá-los a viabilizar esse embrião coloque ninguém numa posição indigna.

Em seguida veio o Paulo Guinote no seu estilo bully habitual que tanto agrada à claque, mas sempre com pouco jeito para os números. Para alguém que tanto comenta sobre o sector da educação ignorar números básicos como o de alunos e o de funcionários do Ministério da Educação parece uma falha grave. Eu ajudo, caro Paulo: o número de funcionários está aqui e e o número de alunos aqui (para encontrar o número de “clientes” é dividir pela taxa de fertilidade e multiplicar por dois). Não tem de quê.

Finalmente, a parte mais divertida do dia. Um ser que assina como valupi, e que diz que tem a sorte de não me conhecer pessoalmente (confirmo, também não conheço pessoalmente ninguém chamado valupi) ficou irritado por eu relembrar um post seu de 2010 em que ele no mesmo texto ataca Pacheco Pereira por conspirar contra um governo, defende que António Costa deve sair da Quadratura do Círculo por uma questão de dignidade e diz que os deputados do PSD da altura estavam a atacar o bom nome de pessoas como Armando Vara, José Penedos ou José Sócrates. Comecei este parágrafo com a intenção de explicar porque é que relembrar aquele post tinha imensa piada, mas as boas piadas não se explicam.

Agora, força, aproveitem todos para exorcizar frustrações na caixa de comentários.

 

*assumidamente é mais divertido assistir a isto estando fora. Aceito que para os que não tenham essa posibilidade, o grau de diversão seja menor.

74 pensamentos sobre “É divertido ser liberal em Portugal*

  1. Anonymous

    Fartei-me de rir com este último post. De facto quem está fora tem uma vantagem dos diabos, só é pena é ser cada vez mais difícil voltar para um país onde apesar de tudo há uma qualidade de vida fantástica…

  2. Josand

    Estamos os dois no deserto do Saara e eu(Carlos) tenho muita água (que nem em 2 anos beberia) e o Zé está cheio de sede e longe de qualquer sítio civilizado
    O que devo fazer? Lógica Cegepiana. Conseguir extorquir o máximo que conseguir , negociando a herança do Zé toda para mim em troca da água.

    O Zé está a ter um AVC e não consegue mexer o lado esquerdo do corpo e pede-me ajuda para o levar até ao Hospital. Eu estou atrasado para o meu jogo de ténis. Lógica Cegepiana: o Zé não tem dinheiro para me pagar a gasolina e desconfio que depois de chegar ao Hospital já não me dará nada. É melhor ir para o meu jogo de ténis.

    Eu , Carlos, tenho uma doença poliquística renal e estimo que daqui a dois anos vou precisar dum rim. Sei dum desgraçado, o Zé , que a empresa dele foi deslocalizada para a China e ficou sem hipótese de pagar a renda , a alimentação dos 3 filhos e a mulher morreu, não consegue arranjar emprego. Estava prestes a arranjar um mas eu como ´já sabia que ele era compatível comigo, porque tenho um amigo no Centro de Histocompatibilidade, fui ao sítio onde iam contratá-lo e falei mal dele. Está prestes a ser despejado.
    Lógica Cegepiana: O Zé tem uma necessidade e eu tenho a cura. O Zé vende-me um rim por 1400 euros, dá-lhe para 4 meses de renda. Fiz o melhor que pude porque ele não tinha melhor na altura certo?

    15 dias depois o Zé desenvolve insuficiência renal e agora precisa ele de um rim. E pensa… dava 100000 euros por um rim!

    PS: Trata-se tudo de esperar pela melhor oportunidade e ter sorte. Nunca se sabe quando apanhamos um Zé na Vida

  3. Josand

    Em relação ao pouco informados… já lhe fiz um desafio: mostre-me estudos feitos em países onde a mãe-fábrica não é apenas altruista e que não seja regido por um sistema de castas e tenha a bondade de nos colocar aqui:
    – os efeitos clínicos relatados na mãe-fábrica
    – os efeitos sociais na criança, na mãe-fábrica e nos pais comerciantes
    – os efeitos legais de tais decisões.
    – justifique-me o Direito a Existir.

  4. Carlos Guimarães Pinto

    Pode começar por aqui:

    http://www.ucpress.edu/book.php?isbn=9780520259645

    http://psycnet.apa.org/?&fa=main.doiLanding&doi=10.1037/a0025292

    Quando acabar, conversamos outra vez.

  5. Josand

    Eu pedi-lhe um estudo, o Carlos “manda-me” com uma crónica a imitar uma revisão teórica ou conceptual. Se é assim “amando-lhe” também com uma. E quando acabar de ler avise-me:
    Se puder editar e colocar como o formato do seu comentário agradeço 🙂

    Assisted reproductive technologies: reviewing recent perspectives and addressing research gaps in medical anthropology
    Guest post by Jessica Grebeldinger

    ICSI is a common form of IVF in which sperm is injected directly into the egg. Photo courtesy of Wikimedia.
    In 1978, Brigitte Jordan published her foundational cross-cultural ethnography Birth in Four Cultures, declaring that childbirth “is everywhere socially marked and shaped” (Jordan 1993[1978]:3). This publication signaled the birth of reproduction as a focused field of anthropological inquiry. That same year, the world’s first “test tube baby” conceived through in vitro fertilization (IVF) was born, ushering in the age of assisted reproductive technologies (ARTs). Over thirty years later, both biomedical reproductive technologies and anthropological attention to technological approaches to reproduction have increased substantially. Anthropologists are engaged in studying the intersections of technologies and reproduction because they are deeply connected, indeed, central, to many other aspects of human life, including gender, kinship and notions of the family, individual identity, religion, social inequality, globalization, and health care policy. Concerning ARTs, Rapp has stated that “there can be no more hallowed or classic ground on which anthropological interpretation reverentially and critically occurs” (2006:421).

    Birth in Four Cultures by Brigitte Jordan
    ARTs developed and spread rapidly, if not evenly, throughout the globe after the birth of the first baby conceived through IVF. An estimated 5 million babies have been born using ARTs since 1978, with an average 27% of treatment cycles resulting in the birth of a baby, the majority of these resulting from traditional IVF or intracytoplasmic sperm injection (ICSI), in which fertilization is achieved by injecting a single sperm into the egg (ESHRE 2012). Assisted reproductive technologies created new opportunities to study biomedicine’s involvement in conception, and, indeed, medical anthropologists have answered Ginsburg and Rapp’s (1995) call to situate reproduction at the center of social analysis. The importance of ARTs to this effort is evidenced by the number of edited volumes produced in the last 15 years that are devoted either completely or in part to the study of these technologies (Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009; Browner and Sargent 2011; Culley et al. 2009; Dumit and Davis-Floyd 1998; Davis-Floyd and Sargent 1997; Franklin and Ragoné 1998; Inhorn 2007a; Inhorn and van Balen 2002; Inhorn et al. 2009; Morgan and Michaels 1999).

    The review that follows presents a survey of some of the most recent anthropological literature on reproductive technologies, focusing on those published in the last 5 years (2007 and forward). The review demonstrates the breadth of this field of research, which has produced important insights on such topics as infertility experiences, the commodification of reproductive bodies, the phenomenon of international reproductive travel, new kinship configurations, among others. However, the review reveals that this research area has also suffered from a narrowed field of focus resulting from certain gaps in the literature along racial, socioeconomic, geographic, and gender lines. These imbalances problematize our ability to document the varied uses and impacts of reproductive technologies at global and local levels. I discuss this problem after the review section and underscore some recent studies that point the way toward a more inclusive and complete field of reproduction-focused medical anthropology.

    Infertility, Inequality, and Gender

    A review of recent anthropological literature on assisted reproductive technologies would be incomplete without positioning the use of these technologies within the global terrain of infertility and infertility treatments. Infertility has been estimated to affect roughly 80 million adults of reproductive age globally (Nachtigall 2006). The actual prevalence of infertility is difficult to determine, however, due to the lack of a uniform definition for the problem (Gurunath et al. 2011; Mascarenhas et al. 2012), as well as the existence of infertility disparities at national levels (Nachtigall 2006). Studies show that the problem of infertility is particularly severe in the developing world, especially northern and sub-Saharan Africa (the “infertility belt”), south Asia, and Latin America, in large part due to inadequately treated sexually transmitted infections (Nachtigall 2006).

    Disparities also exist in terms of access to treatment for infertility. Effective and affordable fertility treatment and access to ARTs is often nonexistent in those areas of the world with the highest levels of infertility, and although many Western countries subsidize infertility treatment, restrictive eligibility criteria still impede access for many infertile persons (Franklin 2011; Inhorn and Birenbaum-Carmeli 2008; Inhorn and Patrizio 2012; Whittaker and Speier 2010). In the US, where ARTs are not subsidized by the state and private insurance rarely covers all of the costs associated with ARTs, treatment is often restricted to those who are able to pay out of pocket (Inhorn and Birenbaum-Carmeli 2008; Nachtigall 2006).

    The global terrain of infertility and its inequalities in terms of access to treatment is an immensely important area of study for anthropologists and other scholars. Research shows that lack of access to ARTs in some regions of the world is prompting some infertile persons to travel internationally for reproductive reasons (Inhorn and Patrizio 2012). Europe, North America, the Middle East, Latin America, and South, East, and Southeast Asia have well-established ART industries and some of these regions have developed as receiving hubs for this practice of cross-border reproductive care (CBRC) (Inhorn and Gürtin 2011). Other regions of the world that lack domestic ART access, including Central Asia, Oceania, former Soviet-bloc countries, and sub-Saharan Africa (Nachtigall 2006), are producing consumers of CBRC as elites from these resource-poor countries travel internationally in the hopes of conceiving (Inhorn and Patrizio 2012).

    The experience of infertility is also paramount to examinations of ARTs (Culley et al. 2009; Inhorn and van Balen 2002). Infertility is often a devastating condition, especially in social settings that are pronatalist and patriarchical (Abbasi-Shavazi and Inhorn 2008:2). Stigma, ostracism, and marital problems are several forms of social suffering experienced by infertile couples in countries such as Iran (Abbasi-Shavazi et al. 2008; Culley et al. 2009) and India (Bharadwaj 2011). Research shows that at a global level women shoulder the majority of the burden of infertility and may be subject to divorce or abandonment, ostracism, emotional or physical abuse, and psychological problems, among other forms of suffering (Dudgeon and Inhorn 2004). Part of the gendered nature of these infertility experiences can be traced to the tendency for infertility to be blamed on women, even when male infertility is a factor in approximately half of all cases (Dudgeon and Inhorn 2004:1388). However, anthropologists have also recognized that research on infertility experiences has suffered from a significant gender bias with most anthropological research focusing on women and very little considering men’s infertility experiences (Inhorn and van Balen 2002).

    Medical anthropologist Marcia Inhorn. Photo courtesy of Marcia Inhorn/Wikimedia Commons
    The invisibility of men in the literature on infertility and ARTs is symptomatic of the larger marginalization of men within social scientific studies of reproduction, bespeaking the tendency to view men as disassociated from reproduction (Inhorn et al. 2009). A number of recent ethnographies have answered Inhorn et al.’s (2009:1) call to rectify the position of men as the “second sex” in studies of infertility by producing male-centered social analyses, several of which are discussed below.

    Goldberg’s (2009) study in Israeli fertility clinics showed that male fertility is closely associated with notions of sexual intercourse. Despite the fact that infertility does not, in medical terms, signify impotence, the stigma and silence around male infertility in Israel is symbolically associated with ideas of failed manhood, sexual dysfunction, and defective sperm, leading to practices in fertility clinics that seek to shield men from these stigmatizing ideas.

    Inhorn (2009) examined male genital cutting among infertile and fertile Middle Eastern men. Her research discovered that many men in Lebanon and Egypt undergo variocelectomy, an operation thought to enhance fertility by removing varicose veins from the testicles, and testicular aspirations and biopsies, a procedure in which sperm are removed directly from the testicles for use with ARTs. These forms of male genital cutting are painful, may involve medical complications, and, in the case of variocelectomy, are rarely effective. Inhorn finds that men undergo these forms of genital cutting because they are willing to share the burden of suffering caused by infertility with their wives, a fact she connects with changing gender relations and relationships between spouses in the Middle East.

    Cross-Border Reproductive Care

    A relatively new research area in the anthropology of reproduction focuses on the transnational ART market and industry that involves the movement of reproductive substances, ART equipment, and fertile or infertile bodies around the globe. Cross-border reproductive care (CRBC) is a growing global phenomenon and ethnographic research in this area has expanded greatly, producing a large body of work in recent years (Franklin 2011; Inhorn 2011a; Inhorn and Birenbaum-Carmeli 2008; Inhorn and Gürtin 2011; Inhorn and Patrizio 2012). Research in this field has described some of the characteristics of CBRC, showing that infertile persons seek fertility treatment internationally for a variety of reasons, including treatment in their home/native country that is too expensive or of poor quality, has long wait times, excludes certain people (such as same-sex or unmarried couples, unmarried single men or women, or women who are ineligible as a result of age restrictions), or because of legal restrictions on certain ART technologies (e.g. surrogacy) (Bergmann 2011; Inhorn and Gürtin 2011; Pfeffer 2011; Whittaker and Speier 2010).

    Anthropologists studying CBRC have discovered that infertile CBRC consumers may engage in touristic pursuits while undergoing treatment and that doing so has been made possible by expanded and diversified tourism industries in some countries (Bergmann 2011:282). Some anthropologists have thus proposed to name the practice “reproductive tourism,” which also emphasizes that CBRC is deeply embedded within the global capitalist system in which medical tourism is a multibillion dollar profit-oriented industry and that CBRC bears numerous similarities with other forms of medical tourism (Franklin 2011; Pfeffer 2011).

    Some scholars object to the allusions to enjoyment-seeking contained in the term “tourism,” pointing out a need to foreground the emotional and physical hardship associated with infertility and its treatments (Whittaker and Speier 2010). These issues are brought to the fore in the proposed term “reproductive exile,” which frames CBRC consumers as victims of the medical systems of their countries of residence that fail to provide accessible and adequate infertility treatment (Inhorn and Patrizio 2009). Reproductive exile also references that many infertile persons feel “forced” to travel internationally to access infertility treatments due to inequalities and deficiencies in domestic treatments (Inhorn 2011c:90).

    Nancy Scheper-Hughes. Courtesy of University of California, Berkeley.
    Among the research trajectories that have emerged in the recent literature on CBRC is attention to the commodification of reproductive body parts and substances to service the transnational ARTs industry (Inhorn 2011c:92). Sperm, ova, embryos, and the gestational services of commercial surrogates have all become commodified in this market. Following in the footsteps of body commodification research by ethnographers of organ trafficking, scholars and others have expressed concern with the exploitative potential of CBRC, particularly as it affects vendors of eggs and surrogate mothers. Scheper-Hughes observed that the circulation of human kidneys “follows established routes of capital from South to North, from East to West, from poorer to more affluent bodies, from black and brown bodies to white ones, and from female to male or from poor low status men to more affluent men” (2003:1645). Pfeffer (2011) views the trade in human eggs as having remarkable similarities with kidney trade routes but also stresses the highly gendered nature of the exploitation produced through CBRC. Pfeffer situates the egg trade within the forces and policies of neoliberal globalization; women, she contends have suffered more harmful effects as a result of neoliberal policies which privilege the reproduction of elite women and create a pool of “bioavailable” (Cohen 2005:83) poor women of the global South willing to engage in the potentially risky sale of their eggs for moderate financial gain.

    These observations regarding the exploitative nature of the trade in human ova are linked with views expressed by a number of anthropologists who argue that CBRC stratifies reproduction (see Bergmann 2011; Inhorn 2011a; Markens 2012; Whittaker and Speier 2010:374). Stratified reproduction describes how power relations are implicated in enabling certain categories of people to reproduce while disabling others, making it possible for anthropologists to study how reproductive features held by some people are valued while others are despised (Ginsburg and Rapp 1995:3). A number of researchers contend that CBRC stratifies reproduction by empowering the reproduction of persons with relative affluence (middle and upper class persons from Western nations) who are able to travel internationally for fertility treatment while disempowering the fertility of many people from the developing world, as well as for ethnic minorities within Western nations (Abbasi-Shavazi et al. 2008; Franklin 2011; Inhorn 2011c; Markens 2012; Pfeffer 2011; Whittaker and Speier 2010).

    Stratified reproduction is produced through the institutional practices of CBRC intermediary agencies and fertility clinics which draw on and reinforce notions around the differential valuation of parenthood, gender, race, class, and nationality, stratifying reproduction based on these categories (Whittaker and Speier 2010). This has become a particularly salient issue for investigating the experiences of reproductive workers, primarily women, who service the CBRC industry. It is not only infertile people who travel internationally to access the CBRC industry but also egg vendors, who may migrate to countries that attract infertile patients from overseas (Whittaker and Speier 2010). Bergmann’s (2011) study described how in some of these countries that attract reproductive travelers, potential egg donors are actively recruited, possibly even coerced, by fertility clinics that seek women displaying phenotypic characteristics based on notions of “whiteness” in demand among their international clientele (Bergmann 2011). In this way CBRC has created gendered job markets for the European migrant women who embody these racial characteristics (Bergmann 2011:285).

    Research has begun to unveil the contours of this emergent labor market and, in particular, its implications for the women who comprise the labor force. A recent study that focused on egg sellers was undertaken by Nahman (2011) who examined the growing practice of “reverse traffic,” whereby international travel is carried out by ART industry specialists and equipment, rather than patients or gamete vendors (Nahman 2011:627). Nahman’s study followed Israeli doctors to Romania, where ova harvested from Romanian women are fertilized with frozen sperm from the Israeli father and then returned to Israel for implantation in the intended mother’s womb. Nahman shows that reverse traffic reinforces existing disparities based on nationality, race, and gender and also involves increased health risks for egg vendors. Nahman contends that Romanian women are eager to sell their eggs, despite health risks and relatively low compensation rates, in part due to their country’s history, in which the patriarchical and pronatalist Communist state exerted control over women’s reproduction bodies. For Romanian women, giving over their bodies to the international gametes trade is thus a means by which to assert autonomy over their reproduction.

    Commercial gestational surrogacy has emerged as a compelling infertility treatment option for prospective parents and as an important form of reproductive labor for women in some countries. Gestational surrogacy, in which a woman receives payment for gestating and giving birth to a baby to whom she has no genetic connection, has been the subject of most anthropological research on CBRC, as it is estimated to take place in 95% of surrogacy cases (Markens 2007:299). Despite the fact that a number of countries have flourishing commercial surrogacy markets, those in India have garnered the most public attention as well as the most ethnographic focus. For some rural, poor Indian women, surrogacy has become a “survival strategy and temporary occupation, where women are recruited systematically by fertility clinics and matched with clients from India and abroad” (Pande 2010:971). Pande argues that commercial surrogacy in India should be analyzed as a form of women’s labor in order to recognize its role as a survival and advancement strategy for women and also to overcome the limitations of a priori perspectives that would cast surrogates as victims of structural inequalities (Pande 2010:971-972). In Pande’s view, positioning surrogates as workers enables us to better understand how commercial surrogacy may be both exploitative and empowering and also reveals other dimensions of surrogates’ experiences, such as the processes through which they are disciplined by fertility clinics to become “good” surrogates.

    ARTs and Local Moral Worlds

    Anthropologists of reproduction have drawn attention to the need to situate the use of ARTs within local moral worlds (Abbasi-Shavazi et al. 2008; Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009; Inhorn 2007a; Inhorn 2011c). Kleinman describes local moral worlds as “the commitments of social participants in a local world about what is at stake in everyday experience” (1995:45). The intersections of ARTs with body commodification and the interruption of notions of “natural” parenthood may challenge and disrupt moral worlds (Inhorn and Birenbaum-Carmeli 2008). The biomedical model of disease takes for granted that biomedical technologies are applied uniformly on local bodies across the globe; however, anthropological research shows that the acceptance and use of these technologies greatly cross-culturally and is shaped by local ethical, cultural, or religious considerations (Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009).

    Inhorn (2011b, 2011c) describes how in the Muslim world there exist very different approaches to ARTs by Sunnis and Shias given divergent sectarian opinions on the use of donor gametes. Sunni fatwas ban the use of third party donor gametes based on strict beliefs regarding biological lineage and incest, whereas Shia religious authorities have been more flexible regarding donor gametes. As a result, nearly all Sunni-dominated countries in the Middle East (such as Egypt, Saudi Arabia, and Jordan) now ban the use of third party donor gametes while at least two Shia-majority countries (Iran and Lebanon) practice gamete donation. Despite the Sunni fatwas, fertility clinics operating in Iran and Lebanon provide third party gametes to infertile Shia and Sunni Muslim couples; attracting many Sunni Muslim couples from countries such as the United Arab Emirates and Egypt to secretly travel internationally to seek infertility treatment.

    This is contrasted with Kahn’s (2006) research in Israel in which rabbis have carefully debated and produced halakhic (rabbinical) laws regarding the appropriate uses of ARTs. These rabbinical debates and decisions have had a direct impact on IVF practices used by Israeli citizens. For instance, practices have been embraced that are considered to confer Jewish identity to the offspring, including third party egg donation from single Jewish women and the use of Jewish surrogate mothers. The pronatalist Israeli state has also adopted relatively permissive policies and practices that promote ARTs as a means by which to reproduce the nation through the birth of Jewish babies (Teman 2010).

    The Catholic Church, on the other hand, has expressed complete opposition to ARTs, which are considered reprehensible given that the Church views embryos as human life (Roberts 2011:234). Despite the Church’s firm stance on ARTs, many Catholic countries have well-developed ART industries (Inhorn and Birenbaum-Carmeli 2008:185). For instance, Roberts (2007) details that in Ecuador, a Catholic country, the church’s position is just one of a myriad of forces that determine the disposal practices of surplus embryos produced through IVF, with family ethics and folk interpretations of “God’s will” playing a large role in shaping understandings around and acceptance of ARTs.

    Bharadwaj’s (2011) research describes the practices developed by the Indian state in order to procure legal stem cells by compelling infertile Indian couples to give away surplus embryos created through IVF to “scientific research.” Infertile Indian couples were found to draw heavily on their experiences of social suffering caused by infertility in choosing to give away “spare” embryos in the hopes that doing so would spare another couple such suffering. Embryo donation, framed as altruistic acts by IVF practitioners, obscures the commercial objectives of the Indian state in becoming a leader in global embryonic stem cell generation.

    ARTs and Kinship

    Surrogacy Poster. Courtesy of Surrogacyclinics.com
    Since the advent and spread of IVF, cultural anthropologists have expressed great interest in the kinship implications of assisted reproductive technologies (Franklin 1997; Hartouni 1997; Levine 2008; Strathern 1995, 1992). Ethnographic studies of ARTs demonstrate that biogenetic kinship, wherein genetic parents are considered “real” parents (Ragoné 1998:129), remains the preferred means of constructing a family, particularly throughout Euro-America. This preference has caused many infertile couples to undergo protracted, expensive, sometimes painful, and usually emotionally stressful infertility treatments in the hopes of producing a child using their own gametes (Franklin 1997; Inhorn & Birenbaum-Carmeli 2008:182; Levine 2008; Satz 2007).

    Biogenetic kinship notions have become institutionalized in fertility clinic practices whereby phenotypic matching of egg donors to clients is routine (and sometimes compulsory in some European countries), in efforts to produce offspring for the client that can “pass” as a “natural” (phenotypically similar) member of the family (Bergmann 2011). Quiroga’s (2007) study of US IVF clinics that use donor sperm showed that institutional practices reinforce kinship models based on ideas of racial purity and patriarchy through procedures such as separating sperm donations by the racial status of the donor and assuming that women seeking artificial insemination will want a sperm donor who matches the racial category and physical characteristics of the male partner. Quiroga (2007:147) thus contends that US fertility clinic practices privilege and replicate white heteropatriachical family models.

    While biogenetic ties remain the preferred means of affirming kinship with offspring, ARTs have introduced individuals outside of the biogenetic family into the reproductive equation. Given that up to three individuals may contribute biologically to the birth of a child conceived through ARTs (sperm donor, egg donor, surrogate) and none of these individuals may care for the child after its birth, a number of kinship configurations are possible (Almeling 2011:142). Collard and Kashmeri’s (2011) study with donating and adopting families participating in a US embryo adoption program described families’ preference for genetic relatedness between children, regardless of whether the children were genetically related to parents. Some families expressed their belief that being raised together by the same parents is of greater importance for establishing kinship than genetic relatedness, however, the notion of biological siblingship (gestation in the same womb) was not considered important to defining the sibling bond.

    Research on surplus embryos created through IVF has also demonstrated that possible futures envisioned for embryos are shaped by culturally-specific notions of kinship. Roberts’ (2011) study in Ecuador and the US demonstrated that in Ecuador the embryo is conceived of as an integral part of a family unit and maintaining the boundaries of that family take precedence over individual “rights,” leading many Ecuadorian families to opt to destroy the embryo rather than “abandoning” it through long-term cryopreservation, adoption, or donation to scientific research. For these Ecuadorian families, relatedness effectively takes precedence over notions of the transcendent value of the embryo’s individual “life” prevalent in US discussions around embryo disposition (Roberts 2011; Morgan 2003).

    Almeling (2011) studied how egg and sperm donors in the US understand their connectedness to the children produced through IVF and to whom they are genetically related. She found that sperm donors generally felt connected and related to their genetic offspring, considering themselves “fathers,” whereas egg donors did not feel that they were “mothers” to children born through IVF and instead constructed close bonds with intended mothers. The distinct ways the US egg and sperm donors in Almeling’s study understand relatedness to offspring is embedded in clinic practices that frame egg donors as altruistic givers of the gift of motherhood to other women (Almeling 2011:163). On the contrary, identity-release programs through sperm banks emphasize genetic relatedness between sperm donor and offspring. Thus, while egg donors rarely become involved in the lives of their genetic offspring, sperm donors, particularly those involved in identity-release programs, may develop relationships with genetic offspring. These practices underscore the salience of Euro-American cultural ideas of gendered parenthood, in which motherhood is separable into social and biological roles, while fatherhood continues to be equated with male genetic contributions (Almeling 2011:164).

    While Euro-American kinship notions stress biogenetic links, Pashigian (2009) found that in Vietnam social responses to IVF reveal a deep-seated and pervasive cultural emphasis on the womb as a site for creating relatedness, or “womb-centrism” (Pashigian 2009:34). The Vietnamese state has enshrined this womb-centrism through laws that award legal custody of any child conceived through ARTs to the woman who gestates and gives birth to the child.

    Surrogacy presents particular and unique challenges to traditional forms of Euro-American kinship and gendered notions of motherhood given that “it introduces contractual arrangements into private affairs, fragments motherhood (into genetic, gestational, and social components), and implies an adulterous relationship…[and] has also raised concerns about women being exploited, reproduction being commodified, and children being trafficked” (Levine 2008:382). A number of surrogacy studies reveal how gestational surrogacy in Western societies are constructing kinship configurations that stress a bond between the surrogate and intended mother. This is the case in Elly Teman’s (2010) study in Israel, in which surrogates become emotionally detached from the babies they carry but frequently develop intimate and often lasting relationships with intended mothers. The experience of pregnancy becomes a means through which the surrogate sheds any maternal claim to the fetus she is gestating while the intended mother asserts her role as the baby’s mother. In a similar way, the US gestational surrogates in Berend’s (2010) study did not view the babies they gestated as kin, stressing their role as enabling intended mothers to fulfill their parental aspirations.

    In contrast to these studies in Western societies, Pande (2009) found that Indian surrogates constructed kinship bonds with the children they gestated and with intended mothers. Surrogates expressed a notion of relatedness with the gestated baby through shared bodily substances (blood and breast milk) and labor (bodily engagement in gestation and giving birth to the child). These surrogates understand they are not genetically related to the babies they gestate, but consider the substances they share with the fetus and the labor involved in gestation and childbirth, and sometimes breastfeeding the baby after birth, of equal or greater importance to genetic ties (Pande 2009:384).

    Addressing Research Gaps in the Anthropology of Reproductive Technologies

    This review of recent anthropological studies on assisted reproductive technologies demonstrates the considerable depth, breadth, and value of the work that is being done in this rapidly expanding research area. However, the review also reveals certain biases that present challenges and opportunities for future research in this area. Firstly, a geographic bias has emerged, with studies often clustered in Western countries (particularly Europe, the US, and Israel) with exceptions for recent studies that are being carried out in the Middle East (Abbasi-Shavazi et al. 2008; Inhorn 2004, 2007a, 2009, 2011a, 2011b, 2011c; Inhorn and Wentzell 2011) and Asia (Bharadwaj 2011; Pashigian 2009; Pande 2009, 2010; Whittaker and Speier 2010) as well as Ecuador (Roberts 2007, 2011). The second research gap that has emerged is demographic; recent studies most often focus on relatively wealthy ART patients with very few qualitative studies carried out with the marginalized, poor women who comprise the reproductive labor force (with the exception of Nahman 2011) or with persons excluded from access to infertility treatment, such as poor minorities within Western countries or non-elites living in resource-poor countries (with the exception of Bharadwaj 2011).

    In part, the social scientific focus on elite, upper-middle-class patients may be due to the exclusion of infertile persons who are poor and marginalized from biomedical infertility treatments, which social scientists have noted and criticized (Inhorn et al. 2009). However, given our knowledge of global disparities in rates of infertility and access to ARTs, some anthropologists of reproduction have also speculated that the scholarly silence on this issue may indicate a tacit view that the poor and marginal are unworthy of infertility treatment, reflecting Western concerns about global population growth and the threat of excessive subaltern fertility (Inhorn 2003; van Balen and Inhorn 2002).

    Fortunately, several recent studies seek to rectify the demographic neglect of the poor and marginal. Culley et al. (2009:2) attempt to address the “research lacuna” with respect to the infertility experiences of ethnic minorities within Western nations by foregrounding the experiences of marginalized racial and ethnic minorities in the edited volume Marginalized Reproduction. In so doing, the authors demonstrate that social and cultural contexts are critical to infertility experiences and infertility treatments and also counter a notion prevalent in Western countries that infertility is primarily a concern of wealthy white couples whose reproduction is privileged while marginalized groups’ fertility is stigmatized.

    Birenbaum-Carmeli and Inhorn (2009) also seek to address geographic and demographic gaps in Assisting Reproduction, Testing Genes through compiling ethnographic work on local experiences of reproduction in mostly non-Euro-American sites. The intent of the volume is to expand the geographic breadth of research on ARTs, particularly to include areas of the world where infertility is greatly stigmatized. One of the contributions of this volume is attention to processes of technological indigenization in which “those who actually use new reproductive and genetic technologies imbue their practice with particular local sensibilities” (Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009:3).

    The third and final prominent gap in the literature on technologies of reproduction has been mentioned above but deserves greater attention. As has been the case with gender studies historically, research on reproduction in general and ARTs in particular have often excluded the experiences and perspectives of men (Layne 2006). Anthropologists of reproduction have recognized that excluding men from the study of reproduction may have the effect of essentializing and naturalizing their bodies and attitudes (Inhorn and Wentzell 2011). Recent research has attempted to rectify the marginalization of men’s experiences through focused research on male experiences with infertility and assisted reproductive technologies (Inhorn 2004, 2007a; Inhorn and Wentzell 2011; van Balen and Inhorn 2002). The field of masculinities research, described in Inhorn, Tjørnhøj-Thomsen, Goldberg, and la Cour Mosegaard’s 2009 Reconceiving the Second Sex, holds great promise for broadening the anthropology of reproduction and moving men from its margins by reconceptualizing their reproductive roles.

    Conclusion

    This analytical review discussed many recent studies in the area of the anthropology of reproduction. They enhance our understanding of the effects of assisted reproductive technologies (ARTs) on the lives of many people around the world. The wide scope of anthropological research on ARTs, of which this essay provides a rich sample, reveals many important findings related to kinship, gender, identity, social inequality, and ethics.

    Research consistently shows that infertility is a condition that often represents grievous social suffering for women and men around the world. Compounding this problem are the numerous inequalities that define the global terrain of infertility, including international disparities in terms of the burden of infertility and access to effective treatment. This situation has played a role in the explosive growth of the practice of cross-border reproductive care, which anthropologists argue has stratified reproduction along national, racial, economic, and gender lines, commodifying the bodies of some to benefit the reproduction of others. The commodification of reproductive bodies enabled through ARTs highlights the local moral worlds in which these technologies are situated that may challenge existing religious, legal, or ethical arrangements. Religious and ethical authorities have developed a range of responses to ARTs that shape their use among infertile men and women. Studies among consumers of ARTs demonstrates that the kinship arrangements made possible through these technologies are often shaped to fit existing cultural notions of relatedness and that these norms are frequently hardened through ARTs. Despite this finding, new kinship configurations are also being enunciated by users of ARTs, demonstrating the transformational power of these technologies.

    Although the literature has provided numerous insights into the impact of ARTs on social relations, a number of geographic and demographic oversights have limited the scope of research. These research omissions have produced gaps in our knowledge of the infertility experiences and uses of ARTs among men and women living in many resource-poor parts of the world, among ethnic and racial minorities in the Western world, and among men. Fortunately, the field has defined new research directions to address these scholarly imbalances, providing a road map for moving the anthropological study of reproductive technologies forward.

    The ethnographic insights described in this essay provide evidence for the importance of ARTs to understanding the interface between human social life and technologies. As the many anthropologists pursuing research on ARTs recognize, focusing the ethnographic lens on ARTs provides opportunities to explore a number of dimensions of contemporary social relations during a period defined by change. The continuing challenge for anthropologists of reproduction will be to engage with the fluid, procreative, and transformative nature of assisted reproductive technologies into the future.”

    Acknowledgements

    This is a revised version of a paper the author originally wrote for an independent study with Professor Barbara Miller in the summer of 2012 at the George Washington University.

    Jessica Grebeldinger has a B.A. in Anthropology from McMaster University in Hamilton, Ontario, Canada, where she graduated Summa Cum Laude and minored in Hispanic Studies. In January 2013 she graduated with an M.A. in anthropology from the George Washington University where she concentrated on both medical anthropology and international development. Prior to joining GWU she managed Summits of the Americas programs at the Organization of American States (OAS). She currently spends her time raising an energetic toddler, living a paleo lifestyle, and seeking a new professional opportunity.

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  6. hustler

    “De qualquer maneira, isto não é uma questão lógica é mesmo de moral.”, agora temos donos da moral! Como se a moral não fosse uma coisa relativa…

  7. Carlos Guimarães Pinto

    Eram 3 links para 3 estudos. O segundo por qualquer motivo transformou-se logo em documento. Maravilhas do wordpress. Mas, pelo seu último comentário, vejo que os estudos afinal não lhe interessam. Bem me parecia.

  8. Josand

    Hustler: isso que disse é uma autorefutação do relativismo moral… portanto 😉 Não discuta mais se o que fiz foi certo ou errado porque automaticamente passa a fazer um julgamento 😉

  9. luís santos

    Carlos…muito bom mesmo!! É que depois da humilhação ainda insistem sem argumentos…hehe!!

  10. Carlos

    Nem sei como o Carlos (Guimarães Pinto) tem paciência para responder a este povo. Supostamente, ser liberal é ser um robô ou qualquer coisa do género, tentar maximizar o dinheiro. Deve ser isso que pensam..

  11. Josand

    E não há mal nenhum em discutir isto no plano moral ao invés de qualquer outro.
    Se há coisa que faz dos humanos diferentes dos outros animais é a sua moralidade

  12. PiErre

    Se há coisa que faz dos humanos diferentes dos outros animais é a sua moralidade, a sua imoralidade ou a sua amoralidade, consoante os casos (humanos).

  13. Josand

    Olhe se não tivesse passado à frente do meu veria que eu o levei a sério:

    Teria lido isto:

    Anthropologists of reproduction have drawn attention to the need to situate the use of ARTs within local moral worlds (Abbasi-Shavazi et al. 2008; Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009; Inhorn 2007a; Inhorn 2011c). Kleinman describes local moral worlds as “the commitments of social participants in a local world about what is at stake in everyday experience” (1995:45). The intersections of ARTs with body commodification and the interruption of notions of “natural” parenthood may challenge and disrupt moral worlds (Inhorn and Birenbaum-Carmeli 2008). The biomedical model of disease takes for granted that biomedical technologies are applied uniformly on local bodies across the globe; however, anthropological research shows that the acceptance and use of these technologies greatly cross-culturally and is shaped by local ethical, cultural, or religious considerations (Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009).

    ou isto

    “A recent study that focused on egg sellers was undertaken by Nahman (2011) who examined the growing practice of “reverse traffic,” whereby international travel is carried out by ART industry specialists and equipment, rather than patients or gamete vendors (Nahman 2011:627). Nahman’s study followed Israeli doctors to Romania, where ova harvested from Romanian women are fertilized with frozen sperm from the Israeli father and then returned to Israel for implantation in the intended mother’s womb. Nahman shows that reverse traffic reinforces existing disparities based on nationality, race, and gender and also involves increased health risks for egg vendors. Nahman contends that Romanian women are eager to sell their eggs, despite health risks and relatively low compensation rates, in part due to their country’s history, in which the patriarchical and pronatalist Communist state exerted control over women’s reproduction bodies. For Romanian women, giving over their bodies to the international gametes trade is thus a means by which to assert autonomy over their reproduction”

    Eu sei que não gostam de colocar isto no Plano Moral mas é aí que isto se discute! Se houver por aí algum relativista moral, antes de abrir a boca pense… se a abrir já não estou a ser relativista…

    Eu só quero que perceba que este é o caminho que leva a que alguém se lembre que a natalidade é baixa e que o Estado para se manter precisa de individuos, daí até algum burocrata se achar no direito de legislar que uma mulher tem de procriar, seja o seu filho ou outro( é tipo uma casa que está livre mas havendo quem não tenha casa, ocupa-a)… sei lá, algo assim desse tipo percebe? Um contexto que se verificou no caso israelita e que citou por aí. Mas quem repare na clientela dos israelitas… romenos, já preparados por décadas de comunismo, a aceitar que se apropriem dos seus corpos.

    Ou seja, a utopia liberal acabará por dar origem à comunista. A alienação será tanta que mais tarde ou mais cedo o Grande Estado, todo poderoso legalista e altamente lógico e racional( uma distopia bonita) dominará por completo os indivíduos.
    Para tal terá umas belas conselheiras a fazerem engenharia social, a desconstruir tudo o que é sistema moral, o certo e o errado, bem doutrinadas. Está no 1º e 2º link.

    Lamento que não se aperceba do que está a defender. A curto prazo satisfaz o seu hedonismo. A longo prazo anula a sua Humanidade.

  14. hustler

    “Se há coisa que faz dos humanos diferentes dos outros animais é a sua moralidade”, é completamente verdade o que escreve, infelizmente não é cem por cento certo, pois não tem o direito de se achar com mais moral que os demais que discordam de si…
    Não percebo o problema da imoralidade para com este tipo de mercantilismo, desde que todas as partes fiquem a ganhar (havendo três partes, serão as três partes, como é óbvio), e de que desse tipo de “transações” não resultem situações ilegais, como tráfico de órgãos, tráfico de pessoas, etc….onde é que se encaixa o problema o problema da imoralidade, da desumanidade, da robotização?

  15. Sebastião Durão

    Vá lá. Vejo que a argumentação do CGP evoluiu e que contribui para isso. Ja não vem com aquella de a barriga de aluguer servir para salvar creanças e que oppor-se a essa mudança na lei é negar o direito á vida de creanças que não existem. Agora é o direito (na verdade, a vontade) dos paes. Sempre é mais honesto.

    O que incommoda ver é a falta de respeito pelos argumentos dos outros, reduzindo os opponentes a estupidos e que são contra porque sim (o que é mentira e diz algo do character de quem o faz), não se dignando sequer a responder aos argumentos. Não os vou repetir aqui. Mas gostava de saber como é que o CGP é contra (se é que é) a clonagem humana, a venda de bebés ou a construcção de fabricas de creanças. É que os meus argumentos contra isto tudo são similares e não vejo como é que os argumentos delle a favor da barriga de aluguer deixam de se applicar nestes outros casos. Ja sei que elle não vae responder, pois só responde ao que lhe dá jeito, que isto de responder completamente aos argumentos dos outros não é para todos.

  16. Josand

    Mas faça assim: Vai aqui a este site… http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed

    E faz uma pesquisa assim: Surrogacy Pregancy

    E vai lá ver isto:
    Não são livros e romances, com uma dialéctica engraçada..

    Risk perception of pregnancy promotes disapproval of gestational surrogacy: analysis of a nationally representative opinion survey in Japan.
    CONCLUSION: Our findings suggest that a person who understands the risks associated with pregnancy might clearly express their disapproval of gestational surrogacy.

    Children born through reproductive donation: a longitudinal study of psychological adjustment.
    CONCLUSIONS: The absence of a gestational connection to the mother may be more problematic for children than the absence of a genetic link.

    Mas podemos ficar aqui o dia todo…

  17. Ricciardi

    CGP,

    Já há países (vários, que pode consultar no google) a fazer experiências com embriões humanos em animais. Portanto, o problema levanta-se logo na produção de embriões. Os embriões humanos não devem ser produzidos como quem produz girinos. Deve haver temperança na sua produção e no seu uso. Se o uso for para fins moralmente bons, sim. Se forem para introduzir nas barrigas de animais, não.
    .
    Anyway, a sua posição pró-vida baseia-se na liberdade. Que cada um possa decidir ou contratar com outrem, de livre vontade, a transacção que quer fazer. Seja ela a titulo oneroso ou gratuito.
    .
    As leis e a moral nem sempre se alinham. Mas é bem provável que as leis tenham evoluido de acordo e em sintonia com a moral vigente (tradição/costumes). Parece que a modernidade quer ultrapassar a natureza das coisas pela esquerda e fazer leis que alterem os costumes estabelecidos. Já não são os bons costumes a fazer leis, mas sim as leis a fazer os costumes. É uma espécie de construtivismo que assistimos nas sociedade mais extremistas de esquerda e de direita.
    .
    A natureza dotou-nos com inteligência superior. E se a temos, devemos usa-la.
    .
    Parece-me que poderemos concordar que nem todos os nossos actos são moralmente aceitáveis. Eu sei que o caro CGP irá argumentar que pode ter direito a ter uma moral diferente, mas isso só vem confirmar as minhas suspeitas quando coloco liberais e comunistas no mesmo saco.
    .
    Não existe uma autoridade ou guru que defina o que é a moral. As religiões são a excepção. A moral é coisa que provém do tempo e dos costumes e vai-se formando e alterando tambem influenciada pelas religiões, mas não só.
    .
    Matar ou roubar, por exemplo, é moralmente condenável. Mas há sempre excepções: Matar para se defender. Roubar para sobreviver. As leis vão de acordo com a moral. Às vezes com atraso. Punem quem mata, mas absolve que o faz em auto-defesa. Porquê? por causa da Intenção.
    .
    Pois bem, se o acto de alugar uma barriga, a um casal cuja mulher não tem útero, for um gesto de amor, não vejo qual seria o problema. A locatária quer ajudar o lacador e o locador que amar o filho. É certo que o casal podia ir pela adopção que era a solução moralmente melhor e mais adequada. Daria vida melhor a uma vida. Essa seria a via ideial.
    .
    O problema levanta-se quando o gesto de ceder a barriga não é um gesto de amor. Se a locatária for violada ou obrigada a fazer de barriga de aluguer ou se for aliciada pelo dinheiro.
    .
    Se as leis construtivistas (que alteram a natureza das coisas) permitirem, então enfiar embriões humanos em animais passa a ser legitimo.

    Que diferença faz colocar um embrião humano numa moça qualquer que apenas quer receber dinheiro (onde não há sentimento algum envolvido) ou introduzi-lo em animais para obter o mesmo efeito?

    Na sua forma de ver, julgo, parece não haver nenhuma. Desde que os pais contratem o criador de gado e este faculte o corpo do animal para o efeito, então, para si, deduzo, não há problema algum. Todos agem de acordo com a sacrosanta liberdade.
    .
    Rb

  18. Carlos Guimarães Pinto

    Josand, você pediu-me estudos, eu dei-lhos. você não os leu e continua a comentar. O “pouco interessados em se informar” ainda estava mais correcto do que pensei.

    Sebastião, eu já te expliquei noutro local todas essas questões. Não vou continuar a brincar com as palavras e a cair em discussões circulares. Pelo que percebo dos argumentos que vais usando, tu já percebeste o teu erro mas, como em todas as discussões nas redes sociais, não o admitirás. Concordemos em discordar, se quiseres, mas não te responderei sempre às mesmas questões.

    Ricciardi, sobre a moralidade superior de adoptar sobre maternidade de substituição recomendo vivamente a leitura do Selfish Gene. Não estou a atirar livros para evitar ter uma discussão, nem a dizer que sou mais ou menos culto, é uma recomendação genuína.

  19. Ricciardi

    Recomendo-lhe, na mesma linha, em jeito de troca de galhardetes, a leitura do “Not in Our Genes” de Steven Rose.
    .
    Rb

  20. hustler

    ” É certo que o casal podia ir pela adopção que era a solução moralmente melhor e mais adequada.” e porque é que essa solução seria a moralmente melhor? Porque estaria a dar amor a um menino que teve a infelicidade de não o ter dos seus pais biológicos (seja por motivos de rejeição, negligência, morte ou outros)? O casal não pode aspirar a ter um filho com o seu património genético? Se o assim desejar, passa a ser egoísta ou um mau samaritano? É que se assim é, então aqueles que podem ter os seus próprios filhos, devem preteri-los em função dos meninos orfãos de todo o mundo, só assim poderemos entender isto como uma demonstração de amor genuíno, caso contrário não podem haver dois pesos e duas medidas.

    “O problema levanta-se quando o gesto de ceder a barriga não é um gesto de amor.” Porquê? Porque é que uma barriga de aluguer, tem que ser também uma “barriga de sentimentos”? Existe alguma condição prévia em algum lado para que os sentimentos sejam recíprocos numa qualquer relação humana? não existem casamentos de conveniência (eu amo-te/tu pagas-me as contas), etc?
    “Se a locatária for violada ou obrigada a fazer de barriga de aluguer ou se for aliciada pelo dinheiro.” se a locatária for violada parece-me desde já uma condicionante que fica automaticamente excluída deste debate, não me parece que haja margem para discutir a imoralidade nesta situação.
    “se for aliciada pelo dinheiro”, qual é o problema de ser aliciada pelo dinheiro? não está a fazer um grande favor aqueles que desejam ardentemente ter uma criança? Amãe de aluguer não poderá ter uma recompensação monetária por ter um desgaste , “incapacitação” física e responsabilidade de carregar uma vida humana?

    “Que diferença faz colocar um embrião humano numa moça qualquer que apenas quer receber dinheiro (onde não há sentimento algum envolvido) ou introduzi-lo em animais para obter o mesmo efeito?”, sinceramente não acho que haja, mas existe a história da compatibilidade, hormonas, neurotransmissores humanos, etc…..se não fosse isso, não vejo qualquer inconveniente. Vendo noutra perspectiva, até poderíamos omitir uma parte emocional e desprovida de moralidade.

  21. Maurício Brito

    Meu abrenûncio: o que está aqui em causa é um concurso para 4000 vagas (vens falar em 200 mil funcionários para enganar quem?) com um procedimento (que provavelmente terá sido criado este ano por um iluminado como tu…) que tentou substituir a antiga (mais desde sempre minimamente eficaz!) forma de ordenação dos candidatos.

    Eu admito que possa ser divertido ser um liberal em Portugal. Mas o que eu verdadeiramente sei é que é muito chato tentar passar por entendido em Educação e, de cada vez que escreve alguma coisa sobre o assunto, lá vai o pobre de um melro à vida.

    Mas continua: sempre deixas a malta mais bem disposta com as tuas alarvices.

  22. Ricciardi

    «..se não fosse isso [incompatibilidade entre um embrião humano e utero de um animal], não vejo qualquer inconveniente. Vendo noutra perspectiva, até poderíamos omitir uma parte emocional e desprovida de moralidade.» hustler
    .
    Em suma, para obter um filho vale tudo.
    .
    Oh Hustler, quem não pode ter filhos, não pode. É a natureza das coisas. Adopta quem não pôde ter pais, ou se a técnica poder ajudar os casais a ter filhos, óptimo. A moral da adopção está no acto de pretender dar uma familia a um orfão.
    .
    É um acto de amor e para o Bem. Um acto de alugar uma barriga por dinheiro é um acto deliberadamente e puramente comercial por parte da locatária. É um ALD. Um renting. É coisa de carros, não para seres humanos. Um ser humano não deve ser gerado, nem criado por e para comercio.
    .
    Se a técnica ultrapassar a temperança devida deve ser proibida. Claramente.
    .
    A temperança é o bom senso que provém da moral e dos bons costumes. Que quer que lhe diga. Olhe, por exemplo, há liberais que acham que os diferendos entre pessoas deviam poder ser resolvidos através de um duelo de morte. A liberdade (contratual), novamente, no centro da coisa. Eu acho que não. Em causa o valor de uma moral superior a todas. A vida.
    .
    Oiça, eu não pretendo impôr moral a ninguém, e sou sensivel à evolução e inovação, mas também não quero participar nesta senda que nos conduz, claramente, ao satanismo, sem dar a minha opinião sincera. Satanismo, mesmo, onde o valor da moral se resume a um contrato entre duas partes, qual pacto diabólico, onde existe um interesse divergente com a natureza das coisas e com os bons costumes.
    .

    Rb

  23. Nuno

    Começo por repetir uma frase que comentei no outro post: o liberal em mim diz que as pessoas devem ter a liberdade de fazer tudo o que a ciência e os recursos lhe permitem, desde que isso não colida com o respeito pela liberdade dos outros.

    Não tenho qualquer tipo de objeção de consciência relativamente a casos bem sucedidos de barrigas de aluguer. Tenho sérias dúvidas sobre como se resolvem problemas quando as coisas correm menos bem.

    Os pais biológicos podem queixar-se de maus hábitos da portadora? Até que ponto? Esta pode arrepender-se e querer ficar com a criança? Ou interromper voluntariamente a gravidez (direito que concorde-se ou não lhe assiste)? E se estiver em perigo de vida? E se os médicos discordarem sobre se há perigo? Pode optar livremente por antecipar ou atrasar o parto, bom benefício/prejuízo para a criança? E se a criança tiver uma anomalia, e os pais quiserem interromper a gravidez, pode discordar?

    Se calhar estas questões estão todas resolvidas de forma satisfatória. A mim levantam-me as maiores dúvidas. Se calhar são casos tão extremos, que as pessoas se contentam com resolvê-los caso a caso. Da minha experiência pessoal, em boa parte das gravidezes temos uma ou outra decisão delicada para tomar, preferencialmente em conjunto. Mas a mãe é soberana, para o bem e para o mal. Isso é ponto assente na nossa lei.

  24. hustler

    “Um ser humano não deve ser gerado, nem criado por e para comercio.”, há que fazer uma distinção entre dar à luz (um ato puramente mecânico) e amar uma criança (um ato emocional), sendo que a forma de como possa ocorrer o primeiro (pais biológicos, barriga de aluguer, animais, “fábrica de bebés”) não minimiza o amor que os pais tenham pela criança, independentemente da maneira como de ocorreu a gestação! Para mim é mais importante o derradeiro fim, o amor a um ser humano, do que propriamente a forma como veio ao mundo. Contanto que todas as partes fiquem a ganhar, é-me relativamente indiferente a questão do Como.

    “A temperança é o bom senso que provém da moral e dos bons costumes.”, isto não são mais que meros chavões para quem quer apropriar-se da moral e definir (na sua opinião) o bem e o mal, o que eu aceito/o que eu reprovo, o que me agrada/o que me enoja, o que é arte/o que é obsceno, etc… O que é isso de bom senso, é a norma pela qual a sociedade aceita ou rejeita determinados comportamentos? Existe uma medida para quantificar o bom senso? Qual é o limiar do bom senso? E os princípios morais, são uma definição standard? E quais são os bons costumes por oposição aos maus costumes? Por exemplo, antes da cristianização, os valores não eram radicalmente diferentes, ao ponto de agora olharmos para trás e chamarmos de bárbaros aqueles povos? Será que os mesmos não tinham a sua própria conceção de moral (e até a considerariam de boa moral)?
    Os valores dos povos do médio oriente não muito diferentes dos nossos? uma sociedade crente é uma sociedade com melhores “costumes” que uma sociedade ateísta?
    A moral é como a beleza, está nos olhos de quem a vê.

    “Satanismo, mesmo, onde o valor da moral se resume a um contrato entre duas partes, qual pacto diabólico, onde existe um interesse divergente com a natureza das coisas e com os bons costumes.”, satanismo é uma palavra engraçada para caracterizar -com termos supra humanos -aqueles estão no espectro moral oposto ao nosso! Em termos religiosos só pode existir Satanás se e só se, existir Deus, pois só existirá o mal se primeiro definirmos o que é o bem! E como o bem e o mal varia de povo para povo, de crença para crença, de limites cronológicos para limites cronológicos, Deus acaba também ele por ser uma entidade relativa.

    “Em suma vale tudo para ter um filho”, que não haja estigmas, desde que todas as partes fiquem a ganhar, não vejo qualquer problema.

  25. hustler

    “Os pais biológicos podem queixar-se de maus hábitos da portadora? Até que ponto? Esta pode arrepender-se e querer ficar com a criança? Ou interromper voluntariamente a gravidez (direito que concorde-se ou não lhe assiste)? E se estiver em perigo de vida? E se os médicos discordarem sobre se há perigo? Pode optar livremente por antecipar ou atrasar o parto, bom benefício/prejuízo para a criança? E se a criança tiver uma anomalia, e os pais quiserem interromper a gravidez, pode discordar?”, tudo isso pode ser alvo de uma análise minuciosa e ficar regulamentado na lei e no contrato de uma barriga de aluguer! Clausulas e exceções existem em todas as leis e contratos.

  26. Nuno

    Claro que pode. Mas quando as coisas se complicam, ou a mãe de substituição é impedida de decidir sobre o seu próprio corpo, ou a sua decisão é livre e sobrepõe-se à daqueles que consideramos pais da criança.

    Para mim, ambas as soluções são bastante más, o problema é mesmo esse. Estar definido de antemão qual é a solução má a aplicar em cada caso não resolve isso.

  27. João

    Moral não é relativa e os seus valores podem ser determinados dentro de uma campo abrangente.

    Se pode haver uma definição de certo ou errado em termos morais esta seria o seguinte:

    Valores morais dizem respeito ao bem estar fisico e emocional de seres conscientes.

    Sam harris aborda este tema de uma forma brilhante em numa curta apresentação TED de 20 minutos :

  28. Josand

    Carlos, quem passou adiante no relevar dos estudos foi você, não fui eu. Fui até mais honesto porque pus até dois parágrafos em vez de lhe atirar os links.

    Leu o que citou? Eu apontei-lhe estudos recentes, o Carlos mandou-me com dois livros, um deles de 2003( se era de factos científicos isso já é um bocado antigo para mais no campo que estamos a falar), sendo livros de lobby. Eu mostrei-lhe as minhas fontes e o Cralos passou à frente.

    Por outro lado, o de Jadva tem limitações muito importantes como o tamanho da amostra(32 casos de comércios de gravidez, a qualidade da mesma( poucas mulheres-fábrica) e em que os próprios autores admitem várias limitações, nomeadamente a comparação entre fémeas fábrica de partos e fémeas que só emprestam os óvulos, comparando com pessoas normais. Além de sofrerem de vários vieses como o tipo de apoio psicológico e emocional que ambas têm, idades, etc etc etc.

    Mais…achei engraçado que alguém que pôs em causa o conceito dignidade use de conceitos bem mais fabricados e elaborados como mutualidade, positividade e negatividade das mães e relação mãe-filho. Sofismo, demagogia, desonestidade intelectual? Qual acha mais apropriado?
    De qualquer maneira estes estudos não são extrapoláveis para outras realidades dada a complexidade dos casos, em termos culturais, religiosos, sociais, legais, etc etc.

    Por isso leia primeiro o que os outros escrevem, tal como eles fazem em relação a si e pare de tentar fazer construtivismo social. Repare que esta indústria à volta deste comércio não cede a esforços e repare como se pretende reconstruir a sociedade para que o corpo duma mulher seja apenas uma fábrica de concepção, de como propicia o tráfico de seres humanos e de como este desrespeito pela dignidade humana é próprio do totalitarismo.

    Ainda o verei a defender a propriedade estatal dos meios de produção. Imagine uma quantidade gigante de pobres esfomeados. Chegam aos 16 e assinam um contrato com o Estado para cedência dos seus corpos porque alguma elite, para ter a sua Carreira Profissional decide só ter filhos aos 50 e apropriando-se das direcções do Estado altera a legislação.

    Também aqui a pessoa com 16 anos assinou um contrato de livre e espontânea vontade. O seu trabalho será ser procriador para a Elite esclarecida e quando chegar à menopausa ou andropausa, por extinção do posto de trabalho ou por não desempenho da actividade para a qual assinou um contrato, será despedido por justa causa e… dado que já está com 40 ou 60 anos, já não sabe fazer outra coisa… morre à fome.

    O belo paraíso da liberdade de decisão não é? Sempre decisões com liberdade.
    Lamento mas independentemente da lógica que lhe queiram atribuir ( e a ciência principalmente a social e humana nunca tem em conta todas as variáveis), nada justifica mudar algo que manteve a Humanidade a funcionar todos estes anos, por um experimentalismo com potencialidades diabólicas a troco dum suposto direito a existir. A sacralidade da dignidade e o repúdio pelo tráfico de seres humanos são bastiões da nossa civilização e de tudo o que isso custou ao longo dos séculos.

  29. Carlos Guimarães Pinto

    OK, Josand, é normalmente quando a qualidade de argumentos chega a esse nível que me excluo da conversa. Se não tem nada melhor para acrescentar à discussão do que extrapolações abusivas sobre as minhas posições (“Ainda o verei a defender a propriedade estatal dos meios de produção”) e manipulações semânticas (“mulheres-fábrica”), o melhor é não continuar.

    Até à próxima.

  30. «Sebastião, eu já te expliquei noutro local todas essas questões. Não vou continuar a brincar com as palavras e a cair em discussões circulares. Pelo que percebo dos argumentos que vais usando, tu já percebeste o teu erro mas, como em todas as discussões nas redes sociais, não o admitirás. Concordemos em discordar, se quiseres, mas não te responderei sempre às mesmas questões.» (CGP)

    Não, não explicaste. Deixaste a conversa a meio como é teu costume. Se quizeres, envio-te uma copia da conversa e copias e collas aqui as partes que quizeres do que escreveste lá.

    Não me apercebi de qualquer erro na minha argumentação. Se commetti algum erro, ajudava que dissesses qual é.

    Sobre admittir erros, ja o fiz varias vezes. Mas eu sou convencido com argumentos racionaes, não por quem me chama de preconceituoso, neophobico (LOL) ou qualquer coisa do genero como fizeste nas tuas intervenções de luxo.

    Não quero que respondas sempre ás mesmas questões, quero que respondas ás minhas questões. Continuas a não o fazer. Preferiste perder tempo com paleio. A discussão só é “circular” porque tenho de voltar sempre aos mesmos argumentos porque tu não lhes respondes e foges em frente para outro argumento qualquer. Fazes sempre isso. Ha annos. Quero que me expliques como é que os argumentos que usas a favor da barriga de aluguer não podem ser usados a favor de contractos de entrega de creanças em geral (de que a barriga de aluguer é um caso particular). Queres pergunta mais clara que esta?

    Mas ja sei que vaes continuar sem responder a esta questão. (Não te dá jeito admittir que és a favor da legalidade da venda de bebés, ou então és contra emocionalmente mas vês que contraria os teus argumentos libertarios. Estou inclinado para a primeira hypothese, mas só tu podes responder). Responder á questão, quero dizer. Responder ao commentario com paleio, como fizeste, não é responder a argumentos.

  31. Elisabete Cunha

    Impressiona-me, sinceramente, num post sobre barrigas de aluguer, a unica mulher a comentar, escreve isto : ” Post muito divertido, parabens”. Não sei se a senhora em causa estava a ser irónica ou não, mas gostava de saber se ela, eventualmente seria barriga de aluguer, ou será mais a questão de ” dar bufas com o rabiosque dos outros é sempre mais fácil”?
    Carlos , eu tambem já te dei as minhas razões contra barrigas de aluguer, algures no facebook(tu leste). Isto de ser barriga de aluguer, ou fábrica de crianças não é como ir ali á padaria comprar pão. As pessoas não são coisas. Não achas que se poe em causa o valor de uma vida? Como funcionariam as barrigas de aluguer? Haveria um preço? Haveria um contrato? Todos poderiam “usufruir” da barriga de aluguer? Mesmo aquelas mulheres que simplesmente não querem engravidar porque terão estrias e ficarão gordas, etc..? Sim, porque um dia aprovada a lei da barriga de aluguer, seria aplicável a todos, certo? E se a mulher que gerou aquele filho um dia mudasse de ideias? Não estaria ela no seu direito de voltar atrás?
    Não ha argumento pro-vida, quando na realidade estás a falar de uma vida que não existe. Argumento pro vida pode ser aplicável ao aborto, não a uma barriga de aluguer. Para terminar, há algo que ninguem ainda falou, chama-se cordão umbilical ( nao preciso de dizer mais nada)

    Obg

  32. Elisabete

    Já agora Carlos, esta vitimização era escusada. Só me leva a crer, muito sinceramente, que falas a nível pessoal.

  33. Sebastião Durão

    A venda de creanças até é menos inacceitavel que a barriga de aluguer porque não é tão antinatura como esta. Consiste em introduzir dinheiro na adopção. O que é horrivel, mas não vae contra a natureza tanto como a barriga de aluguer. O teu mentor Rothbard ao menos era honesto e coherente, pois defendia as barbaridades que decorriam logicamente dos seus valores. Tu nem isso.

  34. Josand

    “Detectado comentário duplicado; parece que já disse isso!”

    Mas ainda não aparece o meu comentário…

  35. Josand

    Vou tentar colocá-lo segmentado:

    Em primeiro lugar quem anda aqui a fugir aos argumentos e a ter afirmações peremptórias e de desqualificação dos outros arguentes é o Carlos, como se não fossem passíveis de refutação e outros não tivessem argumentos válidos. Tanto é que nem leu os argumentos dos outros…
    “Comecemos pelos mais dignos, embora pouco informados e pouco interessados em se informar, que se manifestam aqui contra a minha posição pró-vida na questão da maternidade de substituição. Bem sei que só chegaram a este tipo de argumentos por falta de outros melhores(…)”
    Olhe se não tivesse passado à frente dos argumentos teria visto que o levei a sério e teria lido o que escrevi por exemplo

  36. Josand

    Josand em Outubro 8, 2014 às 21:48 disse

    Vai aqui a este site… http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed
    E faz uma pesquisa assim: Surrogacy Pregancy
    E vai lá ver isto:
    Não são livros e romances, com uma dialéctica engraçada..
    Risk perception of pregnancy promotes disapproval of gestational surrogacy: analysis of a nationally representative opinion survey in Japan.
    CONCLUSION: Our findings suggest that a person who understands the risks associated with pregnancy might clearly express their disapproval of gestational surrogacy.
    Children born through reproductive donation: a longitudinal study of psychological adjustment.
    CONCLUSIONS: The absence of a gestational connection to the mother may be more problematic for children than the absence of a genetic link.
    Ou isto:
    “Anthropologists of reproduction have drawn attention to the need to situate the use of ARTs within local moral worlds (Abbasi-Shavazi et al. 2008; Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009; Inhorn 2007a; Inhorn 2011c). Kleinman describes local moral worlds as “the commitments of social participants in a local world about what is at stake in everyday experience” (1995:45). The intersections of ARTs with body commodification and the interruption of notions of “natural” parenthood may challenge and disrupt moral worlds (Inhorn and Birenbaum-Carmeli 2008). The biomedical model of disease takes for granted that biomedical technologies are applied uniformly on local bodies across the globe; however, anthropological research shows that the acceptance and use of these technologies greatly cross-culturally and is shaped by local ethical, cultural, or religious considerations (Birenbaum-Carmeli and Inhorn 2009).”

  37. Josand

    ou isto
    “A recent study that focused on egg sellers was undertaken by Nahman (2011) who examined the growing practice of “reverse traffic,” whereby international travel is carried out by ART industry specialists and equipment, rather than patients or gamete vendors (Nahman 2011:627). Nahman’s study followed Israeli doctors to Romania, where ova harvested from Romanian women are fertilized with frozen sperm from the Israeli father and then returned to Israel for implantation in the intended mother’s womb. Nahman shows that reverse traffic reinforces existing disparities based on nationality, race, and gender and also involves increased health risks for egg vendors. Nahman contends that Romanian women are eager to sell their eggs, despite health risks and relatively low compensation rates, in part due to their country’s history, in which the patriarchical and pronatalist Communist state exerted control over women’s reproduction bodies. For Romanian women, giving over their bodies to the international gametes trade is thus a means by which to assert autonomy over their reproduction”

    Podemos ir para argumentos mais ético-legais:

  38. Josand

    SURROGATE MOTHERHOOD: A VIOLATION OF HUMAN RIGHTS
    REPORT PRESENTED AT THE COUNCIL OF EUROPE,
    STRASBOURG, ON 26 APRIL 2012.
    European Centre for Law and Justice

    “Even in countries where commercial surrogacy is prohibited, women may be coerced into accepting surrogacy, e.g. through emotional pressure, threats or promises concerning their jobs etc.”

    “A child born after a surrogacy agreement may have up to six adults claiming parent’s rights over him or her: the genetic mother (egg donor), the gestational mother (surrogate), the commissioning mother; the genetic father (sperm donor), the husband of the gestational mother (presumption of paternity) and the commissioning father.”

    “Commercial surrogacy paves the way for baby-selling and women exploitation. In some places, the same rings seem to be involved in prostitution and surrogacy. In Asia, the same methods are used to recruit young women in the countryside for prostitution and for surrogacy lure them with the promise of a respectable job, rape them and take their passports way. Mafia involvement is also suspected in Eastern Europe.”

    “The aim of surrogacy is not the interest of the child, but to fulfill the desire of adults, to enable foreign parents to satisfy their wish for a child at any price, contrary to PACE Recommendation 1443 (2000): there can be no right to a child.”

    “Because there is a lack of research on the long-term psychological effects of surrogacy,it is unknown how detachment and relinquishment affect the surrogate mother long-term. However, because long-term difficulties have been reported by women relinquishing a child for adoption, it is reasonable to expect similar situations will manifest in surrogate mothers over time.”

  39. Josand

    Quanto à questão da manipulação semântica:
    – Se considera que é uma transacção comercial e reduz a mulher a uma incubadora de fetos, é porque é uma fábrica parideira ou algo do tipo. Estamos só a tirar a paixão da equação e meter a Razão, então é mesmo isso. Fico com dúvidas que já havia mencionado, acerca do melhor termo para designar a profissão.
    Nada tem de pessoal nem foi feito qualquer ataque à sua pessoa, apenas argumentos, agora se quer amuar e quiser tentar refutar os argumentos que lhe apresento e que lhe mostram que isto é inaceitável à luz da moral da nossa sociedade, que é construtivismo social descarado e que não é nada consensual na comunidade científica e portanto lançar epítetos de desinformados a outros fica-lhe mal.

  40. Elisabete

    Falta um comentário meu :” Impressiona-me, sinceramente, num post sobre barrigas de aluguer, a unica mulher a comentar, escreve isto : ” Post muito divertido, parabens”. Não sei se a senhora em causa estava a ser irónica ou não, mas gostava de saber se ela, eventualmente seria barriga de aluguer, ou será mais a questão de ” dar bufas com o rabiosque dos outros é sempre mais fácil”?
    Carlos , eu tambem já te dei as minhas razões contra barrigas de aluguer, algures no facebook(tu leste). Isto de ser barriga de aluguer, ou fábrica de crianças não é como ir ali á padaria comprar pão. As pessoas não são coisas. Não achas que se poe em causa o valor de uma vida? Como funcionariam as barrigas de aluguer? Haveria um preço? Haveria um contrato? Todos poderiam “usufruir” da barriga de aluguer? Mesmo aquelas mulheres que simplesmente não querem engravidar porque terão estrias e ficarão gordas, etc..? Sim, porque um dia aprovada a lei da barriga de aluguer, seria aplicável a todos, certo? E se a mulher que gerou aquele filho um dia mudasse de ideias? Não estaria ela no seu direito de voltar atrás?
    Não ha argumento pro-vida, quando na realidade estás a falar de uma vida que não existe. Argumento pro vida pode ser aplicável ao aborto, não a uma barriga de aluguer. Para terminar, há algo que ninguem ainda falou, chama-se cordão umbilical ( nao preciso de dizer mais nada)”

  41. hustler

    “…barriga de aluguer porque não é tão antinatura como esta.”, gosto dessas expressões, “antinatura”!

    O que é isso de antinatura?
    No século passado o Vaticano dizia que as relações homossexuais eram antinatura, parece que neste século já não acha isso.

    http://www.ionline.pt/artigos/portugal/homossexuais-catolicos-portugueses-saudam-decisao-vaticano/pag/2

    No século passado o Vaticano dizia que o uso de preservativo era antinatura, parece que presentemente já não acha isso.

    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/the-pope/8148944/The-Pope-drops-Catholic-ban-on-condoms-in-historic-shift.html

    O antinatura do século passado deu origem ao “natural” e “normal” do nosso século, isto por aqueles que se consideram o bastião da ética e moral, a derradeira palavra no assunto.

  42. A sodomia continua a ser antinatura. Os sodomitas bem podem rabiar, que os seus actos nunca serão naturaes.

    A barriga de aluguer é antinatura, mas tambem tem muitos outros problemas, muitos dos quaes ja explanados nesta caixa de commentarios e nas anteriores.

  43. Sempre que se falla em actos antinatura apparece logo um sodomita a rabiar. (Devem achar natural parir pelo anus.) É como deitar agua em toca de toupeira. Saem logo todas cá para fora.

  44. Elisabete

    Irrita-me profundamente, quando usam links do wikipedia, google e por aí para fortalecerem o argumento ou insulto- Normalmente esses links são usados como auxiliares cerebrais, neste caso, o cérebro que não têm

  45. Miguel Noronha, usei linguagem polida. O verbo “parir” é um verbo padrão, não tem nada de insultuoso (Do latim parĕre, «produzir; gerar», segundo o diccionario da Porto Editora online, a Infopedia.). É da familia de “parto”. O verbo não tem culpa da expressão “PQP”. Anus é palavra da Medicina. Sinceramente, acho muito melhor a palavra “cu” (do Latim “culu-“, que é a palavra correcta, mas offende algumas pessoas mais sensiveis e por isso mudei para a palavra “anus”, que é um euphemismo para cu. Não sei como poderia dizer “parir pelo anus” de forma que considerasses mais moderada. De facto, as mulheres parem (cá está o verbo parir), dão á luz (cá está outro euphemismo) pela vagina (outro termo medico). Não parem pelo outro canal. Podes contestar o argumento (não sei como), mas dizer que a linguagem é imoderada ou offensiva não faz qualquer sentido. A não ser que o argumento tenha incommodado.

    Ou será que foi pela palavra “sodomita”? É a palavra, bem antiga, para aquelle que introduz o seu penis no recto de outro homem. Vem da historia biblica de Sodoma e Gomorrha.

    Não é interessante que o nosso tempo tenha mais pudor com as palavras que com os actos e coisas que ellas denominam?

  46. hustler

    “fortalecerem o argumento ou insulto- Normalmente esses links são usados como auxiliares cerebrais, neste caso, o cérebro que não têm”, conclui o seu parágrafo a insultar, mas é insultuoso usar factos, números e evidências como auxiliares cerebrais! É o que se chama o paradoxo da dualidade de critérios!
    Volto a repetir, por mim os bébés até podiam nascer numa fábrica de chouriços, o amor e o afecto dos pais não iria ser inferior em nada comparativamente a uma siatução de gestação “natural”. Tal como existem comissões para avaliar a capacidade de futuros pais adoptivos, poderiam igualmente exsiti-las para futuros pais e barrigas de aluguer! Tudo o resto, pode ser alvo de regulamentação.

  47. Não é por acaso que são os homophilicos os primeiros a promover estas leis antinatura. Como pretendem que o acto antinatura da sodomia seja visto como normal e promovido, favorecem todo o typo de mudanças sociaes que promovam qualquer acto antinatura; no caso, a barriga de aluguer. Faz todo o sentido.

  48. Josand

    Hustlet: você é outro sofista. Esqueceu-se de algumas partes não?

    Então conte lá o contexto dessa “reviravolta” do Vaticano quanto ao preservativo. E fica para os restantes que não sabiam e que passam a vida a dizer que a ICAR é pró-SIDA.

    Não que eu subscreva na totalidade a opinião da ICAR mas os propósitos desta são nobres.

    Aqui fica então:
    “o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas defende que o uso do preservativo para diminuir o perigo de contágio é «um primeiro acto de responsabilidade», «um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana», mais do que o não fazer uso do mesmo expondo o outro a um risco de vida”.
    (…)
    “O Papa reafirma que “a Igreja, naturalmente, não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da SIDA.”
    (…)
    “O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.”

    http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/preservativo-vaticano-descarta-revolucao/

  49. hustler

    “«por mim os bébés até podiam nascer numa fábrica de chouriços»”, o seu contra argumento é “I rest my case”? É suposto ser um comentário embutido de uma moral superior, em que só pelo facto de se dizer um chavão sem qualquer tipo de argumentação, o torna num ser superiormente esclarecido?

  50. hustler

    ““O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.”, pois é, mas no século passado nem o flagelo da SIDA foi motivo para tais considerações pelo Vaticano! Conclusão, a moral é relativa e não é um dogma!

  51. “I rest my case” não é um argumento. É dizer que não preciso de argumentar mais, pois quem nos está a ler ja percebeu perfeitamente qual é a sua moral (e dos outros que defendem a barriga de aluguer) e qual é a minha. E eu não o quero convencer, só quero ajudar a decidir-se nisto quem está indeciso.

    E isto não é um argumento, é só uma explicação, que era excusada, ja agora.

  52. Josand

    E mantenham o Hustler a argumentar que ele está a escrever umas frases muito boas para mostrar o que defendem os pró-legalização de fêmeas- fábrica parideira.

    Já tem aqui um bom lote continue…

    “Como se a moral não fosse uma coisa relativa…”

    “Volto a repetir, por mim os bébés até podiam nascer numa fábrica de chouriços, o amor e o afecto dos pais não iria ser inferior em nada comparativamente a uma siatução de gestação “natural”. ”

    “Tal como existem comissões para avaliar a capacidade de futuros pais adoptivos, poderiam igualmente exsiti-las para futuros pais e barrigas de aluguer! Tudo o resto, pode ser alvo de regulamentação. ”

    “Não percebo o problema da imoralidade para com este tipo de mercantilismo, desde que todas as partes fiquem a ganhar (havendo três partes, serão as três partes, como é óbvio)”

    “Porquê? Porque é que uma barriga de aluguer, tem que ser também uma “barriga de sentimentos”?”

    “Existe alguma condição prévia em algum lado para que os sentimentos sejam recíprocos numa qualquer relação humana? não existem casamentos de conveniência (eu amo-te/tu pagas-me as contas), etc?”

    “Se não fosse isso [incompatibilidade entre um embrião humano e utero de um animal], não vejo qualquer inconveniente. Vendo noutra perspectiva, até poderíamos omitir uma parte emocional e desprovida de moralidade.»”

    “Há que fazer uma distinção entre dar à luz (um ato puramente mecânico) e amar uma criança (um ato emocional),”

    “Sendo que a forma de como possa ocorrer o primeiro (pais biológicos, barriga de aluguer, animais, “fábrica de bebés”) não minimiza o amor que os pais tenham pela criança, independentemente da maneira como de ocorreu a gestação”

    “A moral é como a beleza, está nos olhos de quem a vê.”

  53. Escrevi varios commentarios ja e todos (excepto o primeiro no blogue) foram publicados directamente. O ultimo, extranhamente, entrou para approvação. Cheira-me a graphite de lapis azul…

  54. hustler

    E mantenham o Hustler a argumentar que ele está a escrever umas frases muito boas para mostrar o que defendem os pró-legalização de fêmeas- fábrica parideira.,

    ainda não percebeu que o que é mau para uns pode ser bom para outros, e neste domínio não se considere o dono da moral, da temperança e dos bons costumes.
    O meu argumento tem uma premissa, é construido no Positivismo e Racionalismo
    “O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Assim sendo, desconsideram-se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser comprovadas cientificamente. Tudo aquilo que não puder ser provado pela ciência é considerado como pertencente ao domínio teológico-metafísico caracterizado por crendices e vãs superstições.”

  55. hustler

    Você, pelo contrário, é um Conservador e Pessimista
    “Philosophical pessimism is differentiated from other political philosophies by having no ideal governmental structure or political project, rather pessimism generally tends to be an anti-systematic philosophy of individual action.[2] This is because philosophical pessimists tend to be skeptical that any politics of social progress can actually improve the human condition. As Cioran states, “every step forward is followed by a step back: this is the unfruitful oscillation of history”.[34] Cioran also attacks political optimism because it creates an “idolatry of tomorrow” which can be used to authorize anything in its name.”, É óvio que temos uma visão do mundo completamente diferente

  56. Josand

    Hustler. Tem de sair mais de casa e/ou ler mais um bocadinho.
    O que disse é confrangedor e duma ignorância atroz. Não me conseguirá explicar a Arte nem a sua existência,
    Eu sei que é um conceito que não entenderá mas tenho efectiva piedade cristã de si:

    “O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Assim sendo, desconsideram-se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser comprovadas cientificamente. Tudo aquilo que não puder ser provado pela ciência é considerado como pertencente ao domínio teológico-metafísico caracterizado por crendices e vãs superstições”

    Eu também vou dizer: I rest my case.

    Isto carece de explicação porque é auto-explicável. Ponto.

  57. hustler

    “Não me conseguirá explicar a Arte nem a sua existência,” até a arte é uma experiência Positivista, provém de conhecimento científico e traduz-se numa experiência sensorial, e encerra em si mesmo um conceito de idiossincracidade, ou subjectividade, dependendo do indíviduo que a avalie. Volto a repetir, a moral é um conceito idêntico à da beleza, está nos olhos de quem a vê. Por fim, a sua piedade cristã (reflexo de uma auto proclamada moral superior), apenas revela a esgrima de argumentos a um nível meramente emocional! Mas eu como não tenho fés, superstições e outro tipo de crendices, não me sinto nem racionalmente, nem emocionalmente inferiorizado nas minhas convicções., pois são sustentados numa visão do mundo diferente da sua.

  58. hustler

    “Tem a certeza de que a religião não promove a arte?” Não existe tanta causa -efeito nessa implicação! até os Mormons têm vida para além da religião! A religião e a arte são dois eventos distintos, o que os une neste caso, é apenas a temática! Acaso eles também cantam compositores de outro tipo de assuntos?

  59. Euro2cent

    > Mas eu como não tenho fés, superstições e outro tipo de crendices

    Ahahah.

    São tão engraçados.

    (O que diz o Chesterton, claro. Passam a acreditar em qualquer disparate.)

  60. Pingback: Manifesto contra as mães de leite (ironia) | O Insurgente

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