Economic Freedom of the World 2014

O Fraser Institute acaba de lançar o relatório anual de liberdade económica de 2014 utilizando para a sua análise, dados relativos a 2012. O ranking global considera cinco factores: 1) Peso do Estado; 2) Sistema Judicial e Direitos de Propriedade; 3) Sound Money; 4) Liberdade de Comércio Internacional; e 5) Regulação. Portugal, com um valor de 7,37 no índice, encontra-se na posição número 43 entre 152 países analisados tendo subido um lugar relativamente ao mesmo estudo conduzido em 2013. Hong-Kong, Singapura, Nova Zelândia e Suiça mantêm-se nos primeiros quatro lugares.

EconomicFreedomRanking

Em relação aos cinco factores para Portugal que compõem o índice, os valores e posições são os seguintes:

  1. Peso do Estado: 5,76 – de longe, o pior indicador, e que corresponde à 87ª posição global
  2. Sistema Judicial e Direitos de Propriedade: 7,26, que corresponde à 32ª posição global
  3. Sound Money: 9,72 – o melhor indicador, que corresponde à 5ª melhor posição global, mas que resulta do facto de Portugal pertencer à Zona Euro.
  4. Liberdade de Comércio Internacional: 7,80, que corresponde à 33ª posição global
  5. Regulação: 6,92 que corresponde à 62ª posição global

Na tabela abaixo pode-se observar a evolução do índice de Portugal desde 1980.

EconomicFreedomPortugal

Os gráficos abaixo, retirados do mesmo relatório, relacionam alguns indicadores importantes de qualidade de vida com o índice de liberdade económica.

EconomicFreedomAndIndicatorsFinalmente, fica aqui o mapa do mundo colorido de acordo com o índice de liberdade económica.

EconomicFreedomMap

 

6 pensamentos sobre “Economic Freedom of the World 2014

  1. Luís Lavoura

    É espantoso ver os EUA em tão boa posição, quando esse país tem regulamentações profissionais das mais ridículas do mundo e tem um dinheiro que é tudo menos sound (com maciços quantitative easings).
    Isto sugere-me que este ranking não é lá muito profissional.

  2. k.

    “Luís Lavoura em Outubro 8, 2014 às 09:34 disse: ”

    Não é nada de espantar. Veja quem são os “membros” que dão as respostas para este “estudo”.

    http://www.freetheworld.com/member.html

    Para Portugal, temos a “http://www.causaliberal.net/” como membro. Uma organização completamente independente, onde se contam como membros algumas das pesosas que por aqui escrevem…. que têm uma visão politica muito marcada. Não admira que Portugal seja marcado como tendo um peso do estado muito elevado – essa informação é uma opinião de tipos que acham o peso do Estado elevado, independemente do seu valor.

    É um bocadinho como ir ao Estádio da Luz perguntar quem é que acham que é o melhor clube de futebol..
    É um exercicio sem validade.

  3. jo

    Gosto da posição de Hong-Kong no primeiro lugar de uma lista que mede a liberdade – mesmo a liberdade económica.
    O seu governo é tão isento que nem na própria política interna intervém.
    Misturar zonas económicas, com leis específicas, com análises a países parece-me estranho.

  4. EMS

    O engraçado é ver paises com uma grande “Economic Freedom”, onde as mulheres não podem conduzir automoveis.
    Em Singapura já acabaram com a proibição das pastilhas elasticas?

  5. Luís Lavoura

    Tem uma certa graça ver a Alemanha no grupo dos países com maior liberdade económica. Uma fisioterapeuta minha conhecida diz que gostaria de emigrar, mas que não poderá ir para a Alemanha porque uma fisioterapeuta para exercer na Alemanha precisa por lei de saber falar alemão muito fluentemente. Será isto liberdade económica estilo alemão?

  6. Sem analisar detalhadamente os critérios utilizados, os resultados parecem-me bastante suspeitos. Por exemplo, como é que a Suiça, que tem o mesmo regime comercial dos países da União Europeia e cuja moeda tem estado estado praticamente indexada ao Euro desde finais de 2011, aparece no topo enquanto o Luxemburgo aparece em 39. Para já não falar de países como a Jordania, Qatar, Emiratos, Roménia, Bahrain e Rwanda que aparecem todos acima da Holanda.

    Enfim, parece mais um daqueles rankings feitos nas redações dos jornais, em que apenas votam os angariadores de publicidade…

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