Abutres islâmicos

Em 2008 lembro-me de ter lido – salvo erro no USA Today (hei-de ter o recorte do texto algures, mas ao fim de vários anos e de uma mudança de casa não faço ideia onde) – uma reportagem sobre os adolescentes e jovens adultos no Iraque durante a guerra. A surge já se fazia sentir, mas a situação estava longe de estável – como se viu, ainda não estava estável quando Obama (naquela que deve estar no top 10 da decisões mais estúpidas de um líder político na idade contemporânea) decidiu retirar as tropas americanas do Iraque. Dizia a reportagem que os pais inicialmente se preocupavam com as filhas, não fossem elas envolverem-se com intenções românticas e/ou sexuais com os militares americanos. E que das filhas passaram depois a preocupar-se sobretudo com os filhos, temendo que estes se radicalizassem e juntassem aos rebeldes sunitas que combatiam os americanos. (Sim, aquelas coisas abjetas de mães exibindo felicidade porque um filho seu se matou num ato terrorista que de vez em quando apanhamos nas notícias são resultado de personalidades doentias que, felizmente, não são partilhadas por todos as mães e pai muçulmanos).

Agora, numa curiosa revolução sexual islâmica (se calhar lá estão à procura da sua Joana D’Arc islâmica), também já as raparigas correm o risco de se radicalizarem, ainda que a sua grande utilidade para os radicais islâmicos continue a ser a de ‘noivas’ dos jihadistas e de produtoras de herdeiros da sua nobilíssima atividade. Este texto do Observador é, por isso, sintomático e preocupante. Como se a internet e as redes sociais não tivessem já perigos suficientes para os adolescentes (e preocupações e cuidados para os pais), agora há ainda estes abutres islâmicos espreitando quando os adolescentes estão frágeis e vulneráveis para os recrutarem – e explorarem.

21 pensamentos sobre “Abutres islâmicos

  1. ShakaZoulou

    Estes jihadistas perto dos ocidentais são uns meninos de coro, com menos tempo perdido os ocidentais recrutam mais soldados/combatentes e com melhor poder destrutivo e se algum volta para casa entre quatro tábuas é recebido em gloria sobre salva de tiros, corneteiros em uniforme e mortalhado pela bandeira e com orgulho dos familiares. Orgulho esse não doentio porque lutaram do lado do bem.
    Um assassino é sempre um assassino independentemente de usar tácticas terroristas ou armas de milhões de dólares.

  2. Shaka Zulu, (já agora, foram os portugueses que grafaram zulu pela primeira vez)

    Poucos terão escrito sobre a hipocrisia do Ocidente como eu. Mesmo assim lhe rogo que se recorde disto: se pode falar contra o Ocidente no Ocidente é porque o Ocidente não é tão mau quanto isso. Tente falar contra o Islão nos terrenos do Califado e terá por boas todas as bombas que o Ocidente mandar sobre esses abutres… se viver o suficiente para o apreciar.

  3. lucklucky

    “Orgulho esse não doentio porque lutaram do lado do bem.”

    Precisamente lutaram do lado do bem contra o mal. Coisa que você é incapaz de reconhecer como neo-marxista.

  4. ShakaZoulou

    Não encontro relação entre considerar qualquer assassínio uma coisa má e ser marxista, porque um civil é castigado se cometer um assassínio por vingança, mas se um exercito cometer assassínios por ataques de vingança, está do lado bem?
    Porque alguém que se junte à jihad depois de ver familiares e amigos serem mortos ou incapacitados por fardados estrangeiros está do lado do mal, mas o fardado estrangeiro que provocou danos colaterais está do lado do bem.
    Ir a casa de terroristas para matar terroristas e de caminho outros potenciais terroristas e outros civis pacíficos até esse momento, tem alguma utilidade para terminar o terrorismo?
    Porque a relação de muçulmanos emigrantes na Europa que deixam de seguir os preceitos mais anti liberdade da religião versus os naturais europeus que abraçam o fundamentalismo religioso deva ser superior a milhares, mas apenas os últimos são noticiados? Será essa a forma de melhorar ainda mais os números dessa relação?

  5. lucklucky

    Não sei, os marxistas adoptam temporáriamente a posição nihilista quando não têm o poder. Faz partes das tácticas de deslegitimação. Você até pode ser um nilhilista mas é muito raro.

    Se para si qualquer morte violenta é um assassínio então está na prática do lado daqueles que assassinam para impor e não daqueles que assassinam(usando os seus termos) para se defender.

    “Porque alguém que se junte à jihad depois de ver familiares e amigos serem mortos ou incapacitados por fardados estrangeiros está do lado do mal, mas o fardado estrangeiro que provocou danos colaterais está do lado do bem.”

    Então se você preto para escapar à condição de escravo a que o forçaram tem de matar o branco que o força você fica a ser pior que o branco. Afinal o branco nem sequer o queria matar só queria que se mantivesse escravo?

    Ou no caso de um branco que fol assaltado e atacado por um preto. Isso justifica que se vá alistar no KKK ou noutra organisação racista?

    Ou quais são os métodos que advoga que deve um país se defender da agressão de outro país?

    A resposta a isto indicará se você um nihilista ou um marxista.

  6. Nutro um especial apreço pelos que, entre nós, manifestam um a especial compreensão pela actividade jihadista. A sério. Só não percebo o motivo por que se resignam a permanecer rodeados de hipócritas e criminosos ocidentais em lugar de irem ter com os heróicos, puros e amistosos islâmicos.

  7. Maria João Marques

    Kruzes, estava precisamente a pensar no mesmo. Mas certamente que o Shaka Zulu já está de malas prontas para a viagem para a Síria.

  8. Josand

    Shaka Zulu, acho que deve mesmo emigrar ou porque não, exilar-se num desses paraísos da justiça e ética que parece apreciar.

    Nem sempre concordando com o Lucklucky, ele aqui tem plena razão.

  9. ShakaZoulou

    Não nutre qualquer apreço por quem restringe a liberdade a outrem, portanto viver num desses países com forte poder dos fundamentalistas seria muito mau. Entre ir a casa do criminoso matando indiscriminadamente na esperança de acertar no criminoso e a legitima defesa, a diferença é abismal. Não há justificação para que um branco com a vida destruída por um preto se aliste no KKK, mas o KKK alem dos apoiantes racistas conseguiu recrutar muitas pessoas com a cabeça fraca que por terem sido atacados por um individuo negro, generalizaram e passaram a atacar qualquer negro. O mesmo erro de que os países ocidentais e os terroristas estão cometer agora. Alguém devia parar de atacar e desviar esses recursos para a defesa e muito dificilmente será o outro lado

  10. Josand

    Os fundamentalistas islâmicos não são uma minoria negligenciável, uns meros 0.1 ou 0.2%… São aos 20 ou mais por cento. Já é algo perigoso não acha?
    Veja esta excelente argumentação de Brigitte Gabriel acerca dos moderados e fundamentalistas islâmicos.

  11. ShakaZoulou

    Na WWII a Alemanha foi julgada e culpada do genocídio de milhões de judeus, mas os milhares de japoneses mortos pelas bombas atómicas não foi um genocídio, porque foram mortos pelo Bem e o Bem não pode ser julgado.

  12. ShakaZoulou

    Sim; 1 em cada 5 muçulmano ser fundamentalista é muito perigoso, mas conseguirem recrutarem mais gente para a causa sem necessidade de muitos recursos ainda mais perigoso é. Quero que o numero de terroristas e que sua base de recrutamento diminua, para isso qual a melhor táctica? A que estamos a usar e a insistir não está a funcionar!

  13. Josand

    O Caso Islâmico a mim seduz-me mais pela directa influência no nosso caso Português, no futuro e presente. Embora os Portugueses de Macau e TImor talvez não achem o mesmo que o Shaka Zulu. Pergunte-lhes o que eles achariam dos Japoneses.

  14. Josand

    Eu também não disse que estava a resultar e para irmos lá invadi-los. Apenas que nos preparemos para um eventual conflito, militar e não só(social também).

  15. ShakaZoulou

    Será que os portugueses de Macau e Timor quando viam uma pessoa de olhos rasgados nascido no Japão já não gostavam dele mesmo antes de procurem conhecer esse individuo?

  16. Josand

    E que a nossa política externa seja pragmática e obedeça aos interesses portugueses, não ao interesse de aliados, tão voláteis quanto pouco confiáveis.
    E que não percamos a noção de que é o nosso vazio, baseado nas duas faces do materialismo, que são a semente do fundamentalismo dentro do nosso território cultural. Sem a coragem e a superioridade moral do nosso lado, com os constantes ataques subversivos e ética niilista, que retiram um fio condutor à nossa sociedade, perderemos essa guerra cultural e possivelmente militar.
    Irá chegar a altura em que se terá de se escolher um lado, como ao longo da História da Humanidade… E se queres a Paz, prepara-te para a Guerra.

  17. Josand

    Os Portugueses de Macau, tinham aspecto mongolóide, em elevada percentage, caso não saiba, daí que não fosse isso que os distinguisse. Já os de Timor, se encontrassem um nessa altura, com farda militar, antes de o tentar conhecer já tinha uma bala na nuca ou umas grilhetas.

  18. ShakaZoulou

    O que me interessa a mim pode interessar a outro individuo de qualquer outra nacionalidade que não português. O que é isso de interesses portugueses. A cultura evolui ou é necessário que alguém lute para manter como já está, sem mais evolução a partir do momento estipulado arbitráriamente

  19. Josand

    Pois pode… mas quando surgem hostilidades e conflitos de qualquer origem, acredite que aí todos se viram para os seus, sendo que nos dias de hoje o que nos define em última instância é a nacionalidade e a cultura que a suporta. Agradeça a Deus poder ter a nacionalidade portuguesa… a maioria do Mundo agradeceria poder viver num país como o seu. Estime-o porque (à excepção da Holanda) não se fazem mais terras…

  20. ShakaZoulou

    Os meus são muitas nacionalidades, tenho muitos familiares de três passaportes. Coitados não têm definição de ultima instância, apenas o amor de muitos familiares e amigos muito diversificados culturalmente.
    Não leve para o insulto, mas muito preconceito enfraquece a racionalidade

  21. Josand

    Eu já vivi em 3 países e tenho uma família grande mas apenas temos esta discussão porque há muito que vivemos um tempo de paz e tendemos a esquecer-nos que é um período anormal. Tal pode levar-nos a enfraquecer e apesar de toda a racionalidade que possamos ter, se esta não for também aplicada no campo da força e estratégia(militar) o nosso pacifismo e tolerância de nada valerá perante um adversário mais moralizado e tecnologicamente superior.
    Não levo para o insulto porque sou uma pessoa civilizada e discutir faz-nos melhores. Não olvido porém que determinada flexibilidade nas convicções leva-nos a ceder a quem as tem mais no sítio.

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