Tão amigo da indecência

Francisco Louçã na Moita

Francisco Louçã, numa tentativa esvaziada de substância mas devidamente condimentada com maldizer e diz que disse, escreve num blog do Público que Hayek era amigo de Salazar, baseando tal informação numa carta que este escreveu ao então Presidente do Conselho de Ministros alertando para os perigos da democracia. Numa jogada de pluralidade democrática, Francisco Louça censurou o comentário que lhe redigi e em que retorquia a infundada acusação. Após ter tentado submeter por duas vezes o mesmo, e o mesmo continuando censurado, talvez por ressentimento de Trostky ter sido censurado por Stalin, publico-o então aqui.

É lamentável que um professor universitário perca a cátedra e use mera panfletagem para denegrir a imagem de alguém. É pena ou é sintomático de algo pior. Hayek alertou Salazar para algo muito óbvio, que é estudado em ciência política (pelo menos) desde os tempos de Burke: a democracia é a ditadura das maiorias, e como tal pode ser usada para oprimir as minorias. Minorias essas que V. costuma defender em bailaricos de causas. Hayek, e tantos outros liberais, advertiam para a opressão de uma minoria significativa, o indivíduo. Aliás, como bem sabe ou deveria saber, servem as democracias liberais como garrote a este potencial abuso. Quanto à associação que faz de Hayek ao Chile, acho curioso que pegue no que um intersindicalista revolucionário Chileno lhe disse para retratar a opinião de Hayek. Por fim, é interessante recordar a todos os leitores que a ideologia que V. defende gerou a USSR, a China de Mao, a Jugoslávia de Tito, Cambodja de Pol Pot, Albânia de Hoxha, Cuba de Castro e Che, entre tantos outros paraísos comunistas que mancham a história da humanidade com centenas de milhões de mortes. Se o seu melhor rebate ao liberalismo é uma carta de Hayek a Salazar, estamos conversados. Não lhe restam quaisquer argumentos, excepto a maledicência. 

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65 pensamentos sobre “Tão amigo da indecência

  1. António

    Caro Mário,
    a censura de comentários não é algo estranho, como sabe, aqui n’O insurgente, apesar de, digo em abono da verdade, não reconhecer esses dotes ao Mário, pois ao contrário de outros ‘Insurgentes’ publica os meus comentários, os quais estão sempre sujeitos a moderação.

  2. Gil

    Não é que isso tenha algum interesse, mas estão lá publicados comentários bem mais críticos do que o seu. Mas isto é como no futebol: não há fanáticos bons. Dizer que as ideias que o Louçã defende deram origem à “USSR, a China de Mao, a Jugoslávia de Tito, Cambodja de Pol Pot, Albânia de Hoxha, Cuba de Castro e Che”, é ignorar que a diferença entre alguns desses regimes é superior à que distingue o PS do PSD, é ignorar a história das ideias comunistas (nomeadamente o facto de Trotsky ter sido dos primeiros a denunciar os crimes de Estaline) e tem o mesmo rigor que dizer que o aparecimento do Homem foi a causa da II Guerra Mundial. Estamos num tempo de agit-prop pouco propício a reflexões mais elaboradas. À direita e à esquerda. Se assim não fosse, não havia qualquer problema em separar o “trigo do joio”, em Hayec, em Friedman e até em Marx.

  3. António

    Mário, meu caro,
    em momento algum os meus comentários, a qualquer post dos diversos autores aqui neste espaço, foram insultuosos, pois isso vai contra a educação que recebi dos meus pais e que procuro transmitir aos meus filhos. Trata-se tão só de divergir de opiniões e, quando é caso disso, refutá-las. Uns autores aceitam isso, caso do MAL e do CGP, outros nem por isso, é o caso em especial o sr. Noronha!
    Mas também sobre o insulto tem que se lhe diga, pois se reparar puluam por aqui com uma determinada direcção que não são apagados sendo atá elogiados (veja-se a recorrencia de alguém que assina como ‘tina’ – entre outros).

  4. Comunista

    “É pena ou é sintomático de algo pior. Hayek alertou Salazar para algo muito óbvio, que é estudado em ciência política (pelo menos) desde os tempos de Burke: a democracia é a ditadura das maiorias, e como tal pode ser usada para oprimir as minorias. Minorias essas que V. costuma defender em bailaricos de causas. Hayek, e tantos outros liberais, advertiam para a opressão de uma minoria significativa, o indivíduo.”

    Que imbecilidade.

    A democracia não se encontra só no voto da maioria. Encontra-se numa ordem constitucional que prevendo o governo da maioria garante, no entanto, os mesmos direitos fundamentais a todos os cidadãos.

  5. Comunista

    “Hayek, e tantos outros liberais, advertiam para a opressão de uma minoria significativa, o indivíduo.”

    Se o indivíduo é uma minoria então nunca vai ganhar eleições em democracia. Portanto, na medida em que o liberalismo suba ao poder e governo só o pode fazer através da imposição de uma minoria sobre a maioria. Isto só se consegue com ditadura.

  6. Renato Souza

    Comunista

    A rigor, isso não é democracia. Democracia era considerado, em outros tempos, apenas uma forma específica de escolher o governante (por voto dos cidadãos). O conceito de direitos fundamentais incorporado na constituição americana não é chamado democracia. Inclusive os “pais fundadores” desprezavam o termo democracia, e repetiam e repetiam que o que o regime que eles estavam tentando criar não era uma maneira específica de escolher governantes. A ideia de que todos compartilham direitos fundamentais leva à limitação (grande) das prerrogativas do governo. Mas não leva necessariamente à democracia. Provavelmente a demarquia seria até mais consistente com a igualdade de direitos entre as pessoas do que as formas de democracia conhecidas.

  7. lucklucky

    “A democracia não se encontra só no voto da maioria. Encontra-se numa ordem constitucional que prevendo o governo da maioria garante, no entanto, os mesmos direitos fundamentais a todos os cidadãos.”

    Não não garante os mesmos direitos fundamentais, basta olhar para a Constituição do 25 de Abril que caminha para o Socialismo ou outras.
    Uma Constituição que não respeite e reconheça que uma pessoa possa querer mais e menos relação com o Estado não respeita o Direito de Objecção de Consciência e é como tal a Ditadura da Maioria e de muitas Minorias.

  8. Comunista

    Pois lucklucky, você gostaria que uma minoria, a sua, pudesse decidir a ordem constitucional do todo…é continuar a mandar postais.

  9. Comunista

    Renato, a democracia chegou a não aceitar o voto e/ou a participação política das mulheres. Ou seja, os conceitos transformam-se. Eu falo de hoje em dia.

  10. Renato Souza

    Quanto às afirmações de Hayek, ele está certíssimo. Democracias podem até serem funcionais dentro de um certo arcabouço cultural. Na maioria dos lugares, resulta em compra de votos, numa guerra incruenta (pelo menos isso…) em que cada grupo tenta espoliar os outros. Para muitos povos, resulta em uma disputa pela fanatização da população. Creio que na maioria dos lugares, poderia ser substituída com vantagens pela demarquia.

    A liberdade não é igual a uma forma de governo, porque a liberdade é igual à ausência de governo. A existência de pessoas violentas e mal-intencionadas torna imprenscidível a existência de governos, porque o mal intencionado só será obstado por uma força maior. Mas o poder ilimitado do governo, além de ser um mal em si, atrai para o governo as piores pessoas, que passam a praticar o mal usando a máquina estatal. Foi isso que aconteceu na URSS, na Alemanha nazista, na China, na Europa oriental, no Cambodja, na Coreia do Norte, e em muitos lugares, e é um fenômeno inescapável quando não se põe freios à atuação do governo.

    Nas nossas relações diárias, as coisas mais prazeirosas e livres são aquelas em que menos o governo se imiscui.

    Mas nada disso é compreensível para um filhote da antiga URSS…

  11. Comunista em Setembro 3, 2014 às 16:05 disse:
    Pois lucklucky, você gostaria que uma minoria, a sua, pudesse decidir a ordem constitucional do todo

    Olhou se ao espelho e saiu esta reflexao..A sua minoria cronica nao quer decidir a ordem do todo?

    Porque pede um numero infinito de vezes a destituiçao de um governo legitimo? porque nao aceita, pelo contrario boicota, as decisoes legitimas de um governo eleito pela maioria dos votantes? pois…

  12. Comunista

    A decadência da democracia é isto:

    De um lado o governo coloca cerca de 4 mil milhões de euros do povo para pagar as brincadeiras da família espírito santo; de outro lado deixa morrer cidadãos portugueses por falta de assegurar o funcionamento de serviços de emergência médica:

    “Um doente morreu na terça-feira em Évora sem ter acesso a resposta da VMER de Évora, que estava inoperacional nesse dia falta de recursos humanos. A viatura foi chamada a socorrer um doente em paragem cardiorrespiratória, que acabou por morrer, confirmou hoje o hospital. É o terceiro caso de morte sem assistência em Évora.”

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4106447

    Os indivíduos do neo-liberalismo são os banqueiros. Os trabalhadores, o povo, é massa para triturar seja com falta de assistência médica de urgência, seja com impostos e diminuição de salários, seja com trabalho precário (que a novilíngua chama “flexibilidade”).

  13. Comunista

    “Olhou se ao espelho e saiu esta reflexao..A sua minoria cronica nao quer decidir a ordem do todo?

    Porque pede um numero infinito de vezes a destituiçao de um governo legitimo? porque nao aceita, pelo contrario boicota, as decisoes legitimas de um governo eleito pela maioria dos votantes? ”

    Que eu saiba o governo ainda lá está, portanto só a demagogia pode formular um pensamento como o seu. Depois, que eu saiba, a eleição de um governo por 4 anos não dá a esse governo um poder absoluto durante esse período. Depois, não esqueça que o governo actual foi eleito sob falsos pressupostos e portanto quem diz que se for eleito não vai cortar salários e aumentar impostos e as primeiras medidas que toma é de aumento de impostos só merece crédito por quem gosta de mentirosos.

  14. LV

    Quanto à facilidade e abertura para publicar comentários n´O Insurgente, basta ler alguns “postais” do Comunista. Um sinal de abertura (e paciência!) por aqui. E fica o aviso aos incautos: cuidado com a linguagem e ataques pessoais que tal alcunha usa como estratégias de intimidação. De intimidação, repito.
    LV

  15. Comunista

    “E fica o aviso aos incautos (…)”

    O LV, considerando-se um espertalhão, presume que haverá um conjunto de imbecís, leitores do insurgente, facilmente manipuláveis, que acha por bem avisar. Então vá, criançada, ouçam o paizinho LV e não se deixem engana por mim.

  16. numiloses

    Comunista em Setembro 3, 2014 às 17:48 disse:

    ” Depois, não esqueça que o governo actual foi eleito sob falsos pressupostos e portanto quem diz que se for eleito não vai cortar salários e aumentar impostos e as primeiras medidas que toma é de aumento de impostos só merece crédito por quem gosta de mentirosos”

    Substituia governo por Presidente da CM Loures, ou Barreiro ou Almada e veja o IMI, apenas por exemplo – os relogios, simbolo de gratidao eterna nao foram cortados – e ve que é o lugar que faz a ideologia e nao a ideologia que faz o lugar..

    Em relaçao ao governar, tire as providencias, as alucinaçoes interpretativas do TC, os nogueiras e aquela nova bastonaria dos capas negras, entre muitos outros – até a esquerda intelectual, dita de caviar das berlengas – acaba de ganhar uns milhoes extra.. e os aumentos de impostos nunca seriam precisos ( os cortes da FP até eu sou apologista, visto terem o bonus e emprego para a vida garantido).

    Como o Maduro ( o nosso, nao o outro do paraiso venezuelano) apregoa, somos mais de esquerda que a propria esquerda, logo da merda nao saimos..

  17. Comunista

    “Como o Maduro ( o nosso, nao o outro do paraiso venezuelano) apregoa, somos mais de esquerda que a propria esquerda, logo da merda nao saimos..”

    Isto é apenas a típica conversa da direita. Retira fundos para a manutenção de serviços de urgência, diminui salários e pensões, enquanto ao mesmo tempo aplica milhares de milhões para pagar as brincadeiras dos banqueiros.

    Chama a isto socialismo para o poder continuar a fazer enquanto tenta passar a factura à esquerda.

    A direita nem tem coragem de chamar à precarização do vínculo de trabalho, precarização do vínculo de trabalho. Chama-lhe flexibilidade.

    Depois, insisto, Passos mentiu com quantos dentes tinha para ser eleito. Parece no entanto que para a direita de algum modo Passos tem um direito especial de mentir para ser eleito.

    A direita não assume nada do que faz, quer ser, como as crianças e os loucos, inimputável.

  18. numiloses

    A banca é a fonte que permite ao socialismo manter a vida que nao pode pagar.. ninguem salvou a banca, salvou se uma way of life para o qual nao se produziu para o ter.. e apenas se prolongou a ilusao que podemos ter uma vida decretada por linhas num manuscrito qualquer, em vez da vida real fruto do trabalho ..

    Vinculo do trabalho??? qual o paraiso de esquerda que tem vinculo do trabalho?? Russia?? Coreia?? Cuba?? China?? Venezuela?? Vietnam??

    Passos mentiu, ou prefiro, faltou à verdade.. a direita se aplicasse o que quer fazer, nao estavamos aqui.. a direita ( a do poder) percebeu que para nao desaparecer tem de ser de esquerda..

    e por isso continuamos na merda, e da merda nao saimos.

  19. Comunista

    “A banca é a fonte que permite ao socialismo manter a vida que nao pode pagar.. ninguem salvou a banca, salvou se uma way of life para o qual nao se produziu para o ter.. e apenas se prolongou a ilusao que podemos ter uma vida decretada por linhas num manuscrito qualquer, em vez da vida real fruto do trabalho ..”

    Quem o fez foi Passos Coelho, Maria Luis, e Carlos Costa – tudo malta de direita.

    “a direita ( a do poder) percebeu que para nao desaparecer tem de ser de esquerda..”

    Como eu sugeri, cobarde que é, não assume as medidas que toma como suas.

  20. numiloses

    As medidas são nossas , não são e de uma política liberal de direita. Se fossem implementadas políticas de direita, o comunista não recebia a reforma aos 60, nao recebia o rsi e o seu partido passava fatura dos bilhetes que vende para o seu festival de verão e pagava imi do terreno onde se realiza o festival.

    O Passos cortou com as ligações bancárias criadas pelo socialismo, nisso foi de direita liberal. Só um comunista não vê isso

  21. Comunista

    “O Passos cortou com as ligações bancárias criadas pelo socialismo, nisso foi de direita liberal. Só um comunista não vê isso”

    Sim, eu percebi isso quando foi passado um cheque de 4 mil milhões de dinheiro do povo, com juros amigos, para pagar as brincadeiras dos banqueiros.

    Já dei o exemplo da falta de dinheiro para ambulâncias enquanto sobra para pagar as brincadeiras da banca.

    Dou outro exemplo:

    “A Segurança Social exigiu o pagamento de 34,96 euros a um cidadão que tinha uma alegada dívida de 0,04 euros, segundo um documento a que a Lusa teve acesso.

    De acordo com a notificação da Segurança Social, “o valor total em dívida em execução fiscal é de 34,96 euros, incluindo capital, juros e custas”, por uma alegada dívida de 0,04 euros.”

    http://zap.aeiou.pt/seguranca-social-exige-pagamento-de-35-euros-por-divida-de-4-centimos-41160

    35 euros de juros e multas sobre uma dívida de 0.04 euros equivale, se não me enganei, a 87500% (oitenta e sete mil e quinhentos por cento de cobrança)

    Compare-se isto com os juros cobrados pelo governo à dívida da banca ao Estado.

  22. Comunista

    “passava fatura dos bilhetes que vende para o seu festival de verão e pagava imi do terreno onde se realiza o festival.”

    Eu já acho mais grave que a direita não tenha passado a factura do dinheiro que recebeu dos alemães já condenados por terem corrompido portugueses a propósito da compra dos submarinos – é que aqui se trata de negócios com recursos do Estado.

    Já quanto à Festa do Avante, que eu saiba os fiscais andam lá.

    Infelizmente não houve fiscais durante as transacções submarinas da direita.

    Embora talvez nem seja verdade que não tenham passado facturas:

    “Cerca de quatro mil recibos com que o CDS-PP justifica o depósito de um milhão de euros na sua conta, em Dezembro de 2004, só foram impressos no final de Janeiro de 2005, numa tipografia dos arredores de Lisboa.”

    http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=678488

    Recibos de 2004 impressos em 2005. Alguém que levante o Einstein da cova e lhe diga que afinal pode-se viajar no tempo e trazer coisas de lá.

  23. numiloses

    Caro Comunista,

    podemos ir por sempre por ai.. Quantas faturas paga o seu partido pelos autocarros para trazerem os simpaticos reformados e beneficiarios do RSI para virem às excursoes a Lisboa – com paragem em Fatima ou Cristo Rei, meter o punho no ar e idolatrar o deus ou algum discipulo comunista?

    Poucos, acredito, as camaras com o dinheiro dos contribuintes disponibilizam isso de borla ( com dinheiro da banca, nao esquecer)

    Sobre os 4 kkk, mude a cassete, a forma como escreve denuncia alguma inteligencia, e aqui está a falar com pessoas inteligentes ( pelo menos algumas)

    Os partidos sao todos iguais, mas a esquerda vota a favor ou contra a lei do enriquecimento ilicito? E quem meteu um processo na justica porque nao interpretou a lei e exige 3,6kk de dinheiro dos contribuintes? que serão pagos, caso seja deferido, pela Banca..

    Porque o Estado, meu caro comunista, nao tem dinheiro para mandar cantar um cego, há 40 anos que se endivida que pagar a progressao decretada num papel para evoluirmos para um estado socialista..

    E como nao podemos ir contra a constituiçao , qualquer partido no governo ´so pode ser socialista.

    e volto ao inicio, por isso nao saimos da merda

  24. numiloses

    e pagar os 0,04 centimos, não? Nalguns estados socialistas ou num socialismo perfeito – vulgo comunismo – perdiam uma mao.

    O comunista esquece que alguem tem de pagar o funcionario que perdeu 45 minutos a faazer e enviar uma carta – o preço hora na FP é muito caro – racio horas de trabalho real vs vencimento garantido. Porque tem de ser o contribuinte a pagar a infraçao de uma pessoa?

    Na China, a familia nao paga a bala?

  25. A. R

    Obviamente que por exemplo Pinochet foi bem mais democrático que o magarefe castro e companhia que ainda submete milhões de pessoas à fome e miséria e matou 100 000. Aliás o líder da revolução chilena ouviu o povo e deu um chuto no homofóbico, racista, jagunço e marioneta de Cuba e URSS no Chile chamado Allende.
    Teria muito gosto em ter conhecido Salazar e ter dado umas bofetadas no cunhal

  26. lucklucky

    “Pois lucklucky, você gostaria que uma minoria, a sua, pudesse decidir a ordem constitucional do todo…é continuar a mandar postais.”

    Eu?!
    Não tenho problemas nenhuns que você seja comunista e aplique comunismo com outros comunistas. Faça-o livremente.

    Já o inverso não é verdadeiro.

    Você não aceita que outras pessoas sigam outros caminhos.

    Você tem ódio a que eu como liberal seja liberal . E faz tudo para que a violência do Estado me impeça de o ser.

    Ai está diferença essencial.
    Não tem vergonha de querer impor a sua vontade aos outros.

  27. lucklucky

    Quanto ao Louça manipulador, como é óbvio não nos diz o que o odioso dos Governos de Salazar, Pinochet é o que está mais próximo dos Governos Marxistas/Trotskistas: prisões arbitrárias, assassinatos, falta de liberdade, censura.

    Faces da mesma moeda: o poder sobre os outros.

  28. Comunista

    “Você tem ódio a que eu como liberal seja liberal . E faz tudo para que a violência do Estado me impeça de o ser.”

    Conversa de chacha. Se fosse assim, você estava na prisão. No actual regime constitucional a sua liberdade é tanta como a minha. O que eu posso fazer você também pode. Por alguma razão você pensa que o Estado tem que se colocar para servir os interesses e ideias exclusivas do Lucklucky. Mas é assim, pode satisfazer os seus apetites particulares dentro de um ordenamento, o de Portugal, que joga com os apetites particulares de todos os portugueses e habitantes de Portugal, e que portanto não pode dedicar-se apenas ao sr. Lucklucky.

    A sua liberdade é a do deserto.

  29. Comunista

    “Pinochet comparado com Castro é um santo”

    É sabido o gosto com que a direita coloca Pinochet e santo na mesma frase.

  30. Comunista

    “Sobre os 4 kkk, mude a cassete, a forma como escreve denuncia alguma inteligencia, e aqui está a falar com pessoas inteligentes ( pelo menos algumas).”

    Você quer que não se fale nisso. Você quer que seja não só perfeitamente aceitável que se passem 4 mil milhões do povo para amparar as brincadeiras de uma família de banqueiros – que até diz que os tugas preferem viver de subsídios em vez de trabalhar – como ainda se aplauda o governo e se considere que é uma medida de clara demonstração da independência do governo em relação à banca.

    Você deveria escutar-se a si mesmo enquanto solicita que não se mencionem os 4 mil milhões de euros do povo para a banca, dos pobres para os ricos, dos trabalhadores para o grande capital – talvez tivesse alguma vergonha do que diz.

  31. A. R

    O comuna quando pedirão perdão e darão uma indemnização à família do camarada José Miguel da margem sul que os vosso jagunços liquidaram?
    Quando devolvem os arquivos da PIDE-DGS que levaram para Moscovo?

  32. A. R

    “É sabido o gosto com que a esquerda coloca Estaline (30 milhões de mortos) e Polpot (2 milhõe4s de mortos) e santo na mesma frase” e já tem oração: “Oh, Chavez que estais nos céus …”: saiu hoje da quinta e colónia cubana chamada Venezuela

  33. Carlos Conde

    Seria um alívio geral se bloqueasse o comunista.
    Quem quiser ouvir comunas vai à festa do avante.

  34. k.

    “Carlos Conde em Setembro 3, 2014 às 21:44 disse: ”

    Isso seria extremamente ironico, tendo em conta o post original.

    A Democracia pode ser uma ditadura das maiorias, é claro, mas regra geral não o é, porque a “maioria” é um conceito muito fugaz. Eu posso pertencer a uma maioria para um assunto, mas amanha pertencer a uma minoria para outro assunto – portanto é do meu interesse, que em todas as discussões existam direitos e garantias para minorias. É um seguro.

    Por outro lado, tentar dissociar “liberalismo” de “democracia” é a criação de um “liberalismo autoritário”. Não me parece que esta última figura possa ser outra coisa que não uma ditadura.
    Afinal, mesmo uma “ditadura liberal” que garantisse perfeita liberdade de coerção, teria de resolver algumas questões, como por exemplo, um monopolio natural privado
    – ou a ditadura preserva o monopólio à custa do consumidor, preservando a coerção privada do Monopolista
    – ou a ditadura viola os direitos de propriedade do monopolista, para proteger os consumidores.

    Ora, com que legitimidade uma ditadura escolhe entre as duas hipoteses? Ao menos numa democracia, o cidadão comum tem alguma voz.
    Mais – uma ditadura auto-preserva-se (mesmo uma ditadura “liberal”) e os seus líderes não podem ser substituidos, sem ser por violência ou acaso. Ao menos numa democracia, podemos mudar os nossos lideres (e decisões) de tempos a tempos.

    Portanto, na minha opinião, a defesa de regimes não democráticos é sempre iliberal.

  35. Cos diabos, estes basbaques não fazem a mínima ideia do que é uma ‘demarquia’. Leiam mais e escrevinhem menos, porra. Já o moço que dá azo a estes dislates, coitado, não tem salvação, escreve como mija. USSR, ora bem.

  36. lucklucky

    “Se fosse assim, você estava na prisão.”

    Precisamente. Se o PCP ou o Comunista tivesse o poder é bem provável que estivesse na prisão.

    “No actual regime constitucional a sua liberdade é tanta como a minha. O que eu posso fazer você também pode.”
    Um Salazarista ou um Estalinista como você podem dizer o mesmo dos seus regimes predilectos.

    A questão é que você está-se nas tintas se perder mais liberdade.
    Se o Marxismo-Leninismo instituir o controlo dos meios de produção e você deixar de poder abrir uma fábrica para si é irrelevante.
    Como para si todos continuamos com os mesmos direitos diz você não há problema. Segundo a sua bitola igualitária.

    Mas não é essa a bitola a correcta. O Estado ganha direitos sobre nós. O apparachik controla os meios de produção. Tem mais direitos.

    Prisioneiros políticos também têm os mesmos direitos. São é poucos, coisa que a si não lhe interessa pois a sua obsessão é serem todos iguais.

    Como por ideologia não tolera que outros sigam outros caminhos a conclusão a tirar é que o Comunista tem medo da liberdade dos outros.

    Como você bem se denuncia o seu problema é que outros possam fazer coisas com que não concorda.

    Você não tolera que pais escolham a escola dos seus filhos, não tolera que escolha o hospital onde são tratados, não tolera que apliquem parte do que ganham em poupança.

    É um dos muitos exemplos em que a Liberdade dos outros para si é muito inconfortável.

  37. hustler

    @ Comunista
    “Você quer que não se fale nisso. Você quer que seja não só perfeitamente aceitável que se passem 4 mil milhões do povo para amparar as brincadeiras de uma família de banqueiros – que até diz que os tugas preferem viver de subsídios em vez de trabalhar – como ainda se aplauda o governo e se considere que é uma medida de clara demonstração da independência do governo em relação à banca.”
    não sei se é ingénuo ou se é a capa da sua ideologia que o compele a dizer estas coisas sem nexo.
    Presumo que não é do seu conhecimento, mas saiba que a banca é daqueles negócios que não podem ir à falência, mas se assim acontecer, tal como é mais este caso, só o nome da instituição pode desaparecer, os passivos e activos ficam, e no caso dos primeiros -normalmente “maus créditos” -alguém terá que os pagar e que acaba por sobrar sempre para os contribuintes e neste caso até já houve o bom senso de accionistas e obrigacionistas serem os primeiros perdedores.
    Esta história toda tem a ver com o sistema de reserva fraccionada, uma forma de criação de dinheiro fictício.
    O sistema de reserva fracionada cria dinheiro sempre que é feito um novo empréstimo, alguns dizem que é uma virtude, outros dizem que é uma fraude. A verdade é que sem empréstimos não há compra de bens duradouros e não há investimento, por outro lado, a “cilada” surge quando a falta de liquidez na economia começa a fazer-se sentir; a maioria das pessoas e empresas será então confrontada com a realidade em função do nível de endividamento a que se expôs. A falta de liquidez resultando do dinheiro que é cobrado pelos bancos em forma de “juros” (pois como nunca existiu não foi introduzido no stock de moeda), sempre que é celebrado um contrato de crédito, o facto de os seus titulares pagarem juros à Banca, faz com que estejam a retirar dinheiro que circula na economia e consequentemente contribuem, ainda que de forma inconsciente, para a “descapitalização” da economia.
    “O efeito dominó existe porque um banco detem, na sua carteira, montes de instrumentos financeiros (ações, obrigações, e outros instumentos mais complexos) de múltiplas empresas. Quando o banco fale, todos esses instrumentos financeiros têm que, num curto espaço de tempo, ser transformados em dinheiro vivo. Eles são portanto vendidos mais ou menos ao desbarato. Num ápice, o mercado financeiro fica inundado de diversas ações, obrigações, etc postas à venda. O preço desses instrumentos financeiros, em consequência do acréscimo de oferta, cai (a pique). Todos os outros bancos que detêm instrumentos financeiros similares vêem o valor de mercado desses seus ativos decrescer, ou seja, ficam mais pobres. Como o valor dos seus ativos decresce, todos esses outros bancos ficam em maior risco de falência.”

    https://pt.khanacademy.org/economics-finance-domain/macroeconomics/monetary-system-topic/fractional-reserve-banking-tut/v/weaknesses-of-fractional-reserve-lending

    “…mencionem os 4 mil milhões de euros do povo para a banca, dos pobres para os ricos, dos trabalhadores para o grande capital”, o chavão da ideologia comunista mais uma vez! A cassete é sempre a mesma!

    E sim, é verdade, de forma genérica o tuga prefere a receber o subsídio a trabalhar por menos. Conheço alguns exemplos.

  38. A. R

    “você estava na prisão”: verniz tem uma camada muito fina. Como diz o Olavo qualquer comunista é um assassino potencial. Quanto aos quatro biliões grande parte terá ido parar a santos de angola cujo povo vive na miséria, doença e imundice observável de belas vivendas da baía de Luanda

  39. Comunista

    AR, idiota. O Lucklucky queixa-se de falta de liberdade de uma forma tal que se fosse como ele diz, ele estaria preso. É daí que vem a minha tirada.

    Você tem que arranjar mais que dois neurónios – o que tem as ideias bestas e o que concorda imediatamente com elas.

  40. Comunista

    O Olavo, por sua vez, é um que tem um livro com este título:

    “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota”

    Analisemos isto.

    Olavo chama de idiotas todos aqueles que não leiam o livro dele, o que faz de todos os que lêem o livro dele idiotas uma vez que, o título o diz, é preciso ser idiota para precisar do livro dele.

    Portanto, o mínimo que é preciso saber para não ser idiota é que ler Olavo é ser idiota.

    Não me admira nada, portanto, que AR leia Olavo.

  41. Comunista

    O hustler armado em esperto nem entende que o problema está mesmo em haver essa justificação para que haja negócios privados que não possam falir e que portanto contam com o dinheiro dos contribuintes para amparar aldrabices e burrices que fazem.

    Tudo se justifica. É só colocar palavras umas à frente das outras.

    O que importa é o que decidimos justificar e você decidiu justificar que o povo deve amparar as burrices e chulices dos milionários too big to fail.

    O seu é o discurso de um idiota útil.

    Enquanto houver muitos como você vai continuar a haver bancos a rebentar com o dinheiro dos seus clientes..

    Se calhar um desses que você conhece que vive de subsídios é você.

  42. Comunista

    “É um dos muitos exemplos em que a Liberdade dos outros para si é muito inconfortável.”

    Pura presunção sua. Você é que só se interessa pela sua liberdade e acha que a sua liberdade é a medida de toda a liberdade. Mas não é. Se você quiser um país sem ensino público universal, lute por isso. Se sair derrotado, lute mais. É assim que se faz. Se você não tem força política para realizar as suas ideias a culpa não é minha. Você não é mais que qualquer outro.

  43. Kubo

    > Renato Souza : “Quanto às afirmações de Hayek, ele está certíssimo”

    Exactamente! Quando aquilo que endeuzam como Democracia é Capitalismo de Compadrio em que há 40 anos estamos, procuram atribuir a sua essência ao Liberalismo.

    Este não é definitivamente a libertinagem efectiva de PPP’s e artifícios tipo Swaps. Isto é típico dos estradistas de PPP’s (sempre imbuídos do sentimento socialista de que o dinheiro que é dos outros é para ser estilhaçado pelos Iluminados Líderes do Socialismo) – que não de Estadistas como Oliveira Salazar.

  44. Antonio

    Já tive alguns comentários censurados aqui. E eram respeitosos, embora discordantes. Até eram pro libertários…

    (não sou o António que se queixou do mesmo lá em cima)

  45. hustler

    O comunista fala fala, mas em termos de soluções para os problemas que o capitalismo cria, nem uma sugestão para solucionar o problema.

    Portanto, quando um banco entra em colapso, este deve (na utópica visão do comunista):
    a) não fazer nada
    b) ser o contribuinte com mais de 1000 euros mensais de rendimento a entrar com o dinheiro

    Ou em termos de sistema bancário:
    a) não permitir o sistema de reserva fraccionada ( o que inviabiliza grande parte dos empréstimos a particulares e investimento por parte das empresas)
    b) os bancos são todos do estado, mas permitem o sistema de reserva fraccionada (como se com esta solução nunca houvesse a possibilidade destes atribuírem maus créditos e o banco não entrasse em falência.

  46. Comunista

    Para o hustler há um conjunto de empresarios que têm direito sobre o orçamento de Estado – os banqueiros. Disse ele mesmo que, “não podem falir”. O que é engraçado é que aparentemente não podem falir. Mas nem falo dos bancos, falo mesmo dos empresários.

    O Estado coloca 4 mil milhões de dinheiro do povo e esses empresários ainda andam aí, a viver à grande e à francesa, quando eles mesmos nunca hesitaram distituir um homem de todos os seus bens caso não conseguisse pagar uma dívida ao banco.

    O autor deste post já deu a solução do caso. Ele diz que os indivíduos – os que para o liberalismo devem ser o centro das atenções – são uma minoria. Pois são. Para o liberalismo os indvíduos são os banqueiros, os financeiros, os grandes capitalistas que portanto têm direitos especiais. O povo existem apenas para que eles possam reproduzir o seu estilo de vida e transmití-lo aos herdeiros.

  47. hustler

    “O Estado coloca 4 mil milhões de dinheiro do povo e esses empresários ainda andam aí, a viver à grande e à francesa, quando eles mesmos nunca hesitaram distituir um homem de todos os seus bens caso não conseguisse pagar uma dívida ao banco.”, portanto, o que agora me está a querer dizer, uma vez que não criticou o sistema bancário de reserva fraccionada, é que o problema não é de cariz financeiro, mas sim de justiça. De facto o crime de gestão danosa existe, mas é aplicável apenas à esfera do sector empresarial público.

    “Administração danosa
    1 – Quem, infringindo intencionalmente normas de controlo ou regras económicas de uma gestão racional, provocar dano patrimonial importante em unidade económica do sector público ou cooperativo é punido com pena de prisão até 5 anos ou com pena de multa até 600 dias.
    2 – A punição não tem lugar se o dano se verificar contra a expectativa fundada do agente.”

    O que se passa no sector privado em termos de má gestão é o crime de infidelidade, que no entanto tem uma grande lacuna, é ausente de multas pecuniárias, e aí concordo com a sua crítica, a lei está mal feita e é demasiado permissiva para com os prevaricadores.
    “Artigo 224.º
    Infidelidade
    1 – Quem, tendo-lhe sido confiado, por lei ou por acto jurídico, o encargo de dispor de interesses patrimoniais alheios ou de os administrar ou fiscalizar, causar a esses interesses, intencionalmente e com grave violação dos deveres que lhe incumbem, prejuízo patrimonial importante é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.
    2 – A tentativa é punível.
    3 – O procedimento criminal depende de queixa.
    4 – É correspondentemente aplicável o disposto nos n.os 2 e 3 do artigo 206.º e na alínea a) do n.º 1 do artigo 207.º”

    Exposto isto, a aplicação de multas pecuniárias ou o arresto do património dos maus gestores iria resolver um problema como o de um banco com a dimensão do BES? Não, o buraco continuaria lá!
    Como conseguiria então tapá-lo? Dada a sua dimensão, e já impostas as perdas a accionistas e obrigacionistas, só resta a contribuição do coitado do contribuinte que não teve culpa nenhuma na má gestão do banco. Inevitável? Sim.

    Portanto, tudo o que diz é folclore e descontentamento, objectivamente falando não consegue solucionar este problema sem ir à carteira do contribuinte comum. Qualquer outro governo teria que fazer o mesmo que este fez.
    O problema da banca é a deficiente regulação, banqueiros amadores, administradores sem ética e ausência de punição.

  48. Comunista

    Folclore é toda a sua conversa menos o final. A verdade você mesmo a diz – é o contribuinte que sustenta o estatuto inimputável da banca mesmo sendo um negócio privado. Quem de facto vive à custa do dinheiro dos outros e vive duas vezes, uma vez gastando o dinheiro dos outros e outra vez solicitando a esses outros que entrem com mais dinheiro, é o sistema bancário e financeiro, todos os seus grandes accionistas são, há que dizê-lo, parasitas do suor e do trabalho do povo.

  49. hustler

    “é o contribuinte que sustenta o estatuto inimputável da banca mesmo sendo um negócio privado.”, é porque chegados a este ponto não existe outra solução!

    Ainda não percebi muito bem o que pretende no seu sistema utópico fantasioso, é a erradicação dos bancos e sector financeiro? Como é esse seu mundo onde não existem depósitos e empréstimos? como se processaria a alavancagem da economia? Gostava muito de ler o que preconiza no seu mundo utópico e idílico onde não existem estas instituições capitalistas….

  50. Comunista

    Você é que tem de começar por explicar em que medida é que um negócio privado tem direito ao previlégio de ter o orçamento de Estado à sua disposição e como é que, dada essa disposição, se previne que a banca continue a entreter-se com produtos financeiros sem base económica que providenciando grandes ganhos a uma pequena elite lança grandes riscos sobre os povos?

    Quem defende a primazia da iniciativa privada para a banca é que tem que explicar porque razão o orçamento público tem que sustentar erros privados? É que se os banqueiros são afinal funcionários públicos é bom que saibamos disso e que passemos a limitar os seus rendimentos aos ordenados consignados pelas tabelas e a reenviar os lucros dos bancos para o Estado – é que se o Estado está disposto para receber os prejuizos dos bancos privados então deve receber também os lucros.

    Enfim, o princípio que eu defendo é que privados não tenham acesso a controlar actividades que por sua natureza implicam um riscos sistémico para o Estado.

  51. hustler

    “em que medida é que um negócio privado tem direito ao privilégio de ter o orçamento de Estado à sua disposição”, está enganado, não é um negócio privado que tem direito ao privilégio, é já na fase do negócio estar falido e nacionalizado é que tem direito a uma fatia do orçamento de estado. Enquanto instituição privada não recebe qualquer ajuda. Se o estado não lhe deitasse a mão, nacionalização e injecção de capital, seria maior a emenda que o soneto, seria a derrocada de toda a economia, inclusive a do contribuinte comum, com maiores custos do que na presente situação.
    Mesmo naqueles casos em que os bancos se encontram descapitalizados e em incumprimento de ratios, o estado é “obrigado” a acudir pois não existe outra forma rápida de aumento dos capitais próprios. Uma situação de descapitalização pode precipitar uma situação de falência, basta a economia “espirrar”. Ao que sei, nessas situações o estado impõe condições aos banqueiros e limita-lhes o vencimento.

    “a banca continue a entreter-se com produtos financeiros sem base económica que providenciando grandes ganhos a uma pequena elite lança grandes riscos sobre os povos”, estamos a falar de créditos e empréstimos, não estamos a falar de produtos financeiros complexos. A população perde muito quando um banco vai à falência, mas por outro lado essa mesma população também beneficia bastante dum sistema bancário saudável e competitivo, se assim não fosse, as pessoas não poderiam comprar casa e as empresas não poderiam investir.

    “é que se o Estado está disposto para receber os prejuízos dos bancos privados então deve receber também os lucros.”, em principio a sua ideia nem é má de todo, no entanto se todos os bancos fossem pertença do estado não haveria competição entre eles – e como se sabe a competição beneficia sempre o consumidor – e não havendo competição bastaria apenas um banco. Tendo isto em mente, imagine que este mega banco administrado pelo estado e de reservas fraccionadas, faz uma gestão arriscada na concessão de créditos e entra em colapso, e que pela sua mega estrutura não é um “buraquinho” de 4 mil milhões, mas um buraco de 20 ou 30 mil milhões, quem é que acha que irá amparar o colapso deste mega banco estatal?
    Se calhar acha que o estado provisionaria os lucros para tapar estes buracos e não para se financiar….

  52. Comunista

    “em principio a sua ideia nem é má de todo, no entanto se todos os bancos fossem pertença do estado não haveria competição entre eles – e como se sabe a competição beneficia sempre o consumidor – e não havendo competição bastaria apenas um banco.”

    Felizmente para mim que li recentemente o livro “All the Devils Are Here: The Hidden History of the Financial Crisis”, uma investigação muito apurada da crise americana que mostra precisamente o contrário do que você diz – a competição não beneficia sempre o consumidor.

    É que foi essa mesma competição que conseguiu a coisa incrível criar produtos financeiros com rating AAA, que aglomeravam produtos financeiros com rating B, um movimento que conseguiu, num momento em que a crise de facto já era grande (embora ainda pouco conhecida) aprofundar ainda mais as suas consequências, nomeadamente permitindo estender os efeitos de se investir em produtos falidos. É que muitas empresas mandatadas para adquirir apenas produtos de baixo risco, com rating AAA, foram levadas por esta corja bem falante, a investir nessa gravilha embrulhada como ouro.

    Enfim, uma tourada levada a cabo por parasitas da pior espécie. Ver por exemplo as práticas da Goldman Sachs que apostar contra os produtos que vendia aos seus próprios clientes.

  53. hustler

    Bem, já conseguiu levar o assunto doméstico para a crise do sub prime de 2008, o que foge um bocado ao que se estava a discutir. Relativamente ao problema da competição é comummente aceite que é benéfica para o consumidor, é óbvio que este comportamento pode ser subvertido em determinadas circunstâncias, mas de forma geral a competição é algo positivo, não só apenas em questão de preços, mas também em inovação, etc..

    An overleveraged financial institution can ignore the small probability that its risky conduct in conjunction with its competitors’ risky conduct may bring down the entire economy. To gain additional profits and a competitive advantage, each firm will incur greater leverage. Even for rational-choice theorists like Richard Posner, the government must be a countervailing force to such self-interested rational private behavior by better regulating financial institutions. Otherwise competition among rational self-interested ‘law-abiding financiers and consumers can precipitate an economic disaster’.

    One may ask if competition is the problem, then is monopoly the cure. The remedy is neither monopoly nor overregulation (which besides impeding competition, stifles innovation and renders the financial system inefficient or unprofitable). But the remedy is not simply more competition, which can increase the financial system’s instability, as banks increase leverage and risk. Instead, the financial industry must be ‘competitive enough to provide a range of services at a reasonable price for consumers, but [is] not prone to periods of excess competition, where risk is under priced (for example, to gain market share) and competitors fail as a result with systemic consequences’.

    Mas de forma geral, os benefícios da competição são muito maiores que os dos monopólios
    Competition can yield:

    lower costs and prices for goods and services,

    better quality,

    more choices and variety,

    more innovation,

    greater efficiency and productivity,

    economic development and growth,

    greater wealth equality,

    a stronger democracy by dispersing economic power, and

    greater wellbeing by promoting individual initiative, liberty, and free association.

    http://antitrust.oxfordjournals.org/content/1/1/162.full

  54. Comunista

    “Mas de forma geral, os benefícios da competição são muito maiores que os dos monopólios”

    Acho que você não está a entender bem a questão. A competitividade entre a banca não é oposta ao monopólio, é uma expressão desse monopólio. Eu quero lá saber se há competição entre banqueiros se o resultado é o povo ter que sustentar essa competição. Do que se trata é de um sector económico de grande importância e alcance estratégico sem passarem pelo crivo eleitoral do povo e que vive no seu próprio mundo, com regras só para eles.

    Se há competição nesse mundo, desculpe a expressão, é cagativo.

    Também há competitividade entre o crime organizado…e no entanto é tudo crime organizado, é tudo basicamente a mesma coisa, não se denunciam uns aos outros à polícia, resolvem as coisas entre si.

    Assim é a banca, competem entre si mas estão todos de olho no dinheiro do povo e do Estado.

  55. lucklucky

    “Se você quiser um país sem ensino público universal, lute por isso.”

    Como confirma não aceita diferença.
    Você, e quem concorda consigo podem pagar o ensino que quiserem e de quem quiserem.
    E você é livre de convencer quem quiser a aderir à sua ideia.

    Mas como não aceita que outros tenham outra opinião tem de obrigar quem não concorda a pagar.
    Obriga quem não quer a ser socialista à força.

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