Scotland Independence Referendum

Longe vão os tempos de William Wallace… Faltando menos de vinte dias para o referendo na Escócia sobre a sua independência que será realizdo no dia 18 de Setembro, o SIM parece ir ganhando algum momentum depois dos debates entre Alex Salmond (SIM) e Alistair Darling (NÃO). O NÃO ainda vai mantendo a liderança, mas eu mantenho a esperança na vitória do SIM.

ScotlandReferendumLeitura complementarSpain and Belgium ‘would veto an independent Scotland’s EU membership’.

27 pensamentos sobre “Scotland Independence Referendum

  1. lucklucky

    Quanto mais países melhor.

    E vemos como a Espanha e a Bélgica têm medo dos povos que vivem nos seus países.

  2. JS

    Um “SIM” vitorioso, independência da Escocia, será, no Reino Unido, uma relativamente ordenada reconstituição das Nações, como foi o fim do Império. Invejável.

    Já a mesma tendência -para precaver saltos bruscos- não acontecerá no fim pré-anunciado desta alargada “união europeia”.

  3. PiErre

    Sim, lucklucky, quanto mais países melhor. Portugal, por exemplo, dava pano para 5 países: Norte, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.
    Seria muito giro!…

  4. rmg

    A Checoslováquia só nasceu em 1918 de modo bastante forçado.
    Limitaram-se assim a voltar mais ou menos ao “antes”.
    E digo mais ou menos porque as famílias europeias já tinham mudado entretanto.

  5. lucklucky

    “Sim, lucklucky, quanto mais países melhor. Portugal, por exemplo, dava pano para 5 países: Norte, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.
    Seria muito giro!”

    Seria.
    Provavelmente teríamos mais liberdade.
    Os do Norte não teriam de levar com o Socialismo dos do Sul. Embora o Norte esteja cada vez mais estatizado.

    Obviamente que o ideal seria que os comunistas pudessem ser comunistas entre eles
    os socias democratas sociais democratas entre eles e os liberais pudessem ser liberais.

    Hoje todos são obrigados a ser socialistas por força da violência do estado.

  6. -> NAZISMO-DEMOCRÁTICO NÃO OBRIGADO!…
    Leia-se: não podemos pactuar com aqueles que pretendem determinar/negar democraticamente o Direito à Sobrevivência de outros.
    OBS: Nazismo não é o ser ‘alto e louro’, bla bla bla,… mas sim… a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros! [nota: para além dos hitlerianos, existem outros por aí]
    .
    Todos diferentes, todos iguais!…
    —> Isto é: TODAS as identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta!…
    {nota: Inclusive as de ‘baixo rendimento demográfico’ (reprodutivo)!… Inclusive as economicamente pouco rentáveis!…}
    —> Uma NAÇÃO é uma comunidade duma mesma matriz racial onde existe partilha laços de sangue, com um património etno-cultural comum.
    —> Uma PÁTRIA é a realização de uma Nação num espaço.
    Leia-se:
    os ‘globalization-lovers’ que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa!
    .
    .
    P.S.
    O legítimo Direito ao separatismo-50-50… pode, e deve, ser alcançado através de manifestações não-violentas (à Gandhi) por toda a Europa:
    – «Pelo DIREITO À INDEPENDÊNCIA/SOBREVIVÊNCIA contra o NAZISMO-DEMOCRÁTICO».
    Nota: Existem mais de 1200 milhões de chineses, existem mais de 1200 milhões de indianos, etc, etc, etc… e… existem Nazis-Democráticos!… Os Nazis-Democráticos insistem em acossar/perseguir qualquer meia-dezena de milhões de autóctones que defenda a sobrevivência da sua Nação/Pátria…

  7. Nuno Cardoso da Silva

    A Europa só será possível depois de todos os povos que tiverem um sentido de identidade muito forte verem reconhecido o seu direito à soberania. Além disso, se cada um dos grandes países europeus – Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Espanha – ficasse dividido em quatro ou cinco países soberanos, acabariam as tentações hegemónicas e os directórios na Europa, e a democracia seria muito mais fácil de alcançar. Na Europa a diversidade e a multiplicidade não são inimigas da unidade, mas antes sua condição necessária.

  8. k.

    Eu acharia piada a uma Escocia Independente, mas é pouco provável que isso aconteça – apesar do Sim estar a ganhar terreno, tem consistentemente aparecido atrás do Não em todas as sondagens.

    Em grande medida, a campanha do Sim tem sido incapaz de explicar os beneficios económicos da indepêndencia, tendo em conta que a Escócia já tem um grau bastante grande de autonomia – Tribunais, educação, etc.

    No entanto, se o Sim é um cenário deliciosamente imprevisivel, o Não também o é:
    – Todos os partidos politicos prometeram dar MAIS poderes à Escócia, mesmo se o não vencer.
    – Gales começa a perguntar-se “porque é que os escocêses têm tanta autonomia e nós não”; Acho que o “não” escocês começará a ser o primeiro passo de uma federelização da Grã Bretanha. A ver vamos.

  9. Carlos Duarte

    k., Gales e a Escócia são coisas muito diferentes. A Escócia foi um dos dois reinos que foram “aglutinados” para dar origem ao Reino Unido (formalmente, a união foi de três reinos – Inglaterra, Escócia e Irlanda – mas a Irlanda era uma ficção legal, criada por ou para o Henrique VIII) enquanto Gales como “reino independente” numa existiu na realidade (existiram, sim, principados que depois acabaram “fundidos” num só Principado de Gales), sendo desde há muito governado como uma dependência inglesa.

    Para além disso, os escoceses têm o Haggis e os galeses o Rarebit e isso diz muito sobre as disposições dos dois povos…

    Sem querer fugir ao assunto, fiquei este ano francamente surpreendido com o alastrar dos pseudo-nacionalismos em Inglaterra (não no Reino Unido, Inglaterra mesmo). A Cornualha agora também já tem uma espécie de auto-governo – não vi piratas no entanto.

  10. Eu vivo na Escócia e vou votar Sim… prefiro pequenos países que grandes utopias… Espanha, França, Alemanha, etc podiam ser divididas em pequenos países também…

  11. António Matos

    JS,

    “Um “SIM” vitorioso, independência da Escocia, será, no Reino Unido, uma relativamente ordenada reconstituição das Nações, como foi o fim do Império. Invejável.”

    O fim do império inglês foi uma calamidade, pois criou os dois maiores cancros do mundo de hoje: Palestina (na qual até começaram por entrar em guerra ao lado dos arabes contra Israel), e Kashmira.

    Com o fim do Império inglês não houve reconstituição de nações nenhuma. Houve o surgir de novos países que corrspondem a nada que existisse antes, como , por exemplo, a Índia e o Paquistão…ou a Palestina…etc. Aquilo que hoje chamamos “Índia” é na realidade a UE da Ásia do Sul…

  12. Carlos Duarte

    rhianor,

    A França é bastante homógenea nesta altura e mesmo na Alemanha não me parece que haja grande apetite para separatismos. Os principais casos na Europa nesta altura são a Espanha e a Bélgica.

  13. Carlos Duarte, o caso alemão não será bem assim. Nuremberga sempre se considerou fora da Alemanha, já para não falar da Bavária. Não os ouvimos é aqui, mas desejos separatistas existem.

  14. João

    Alex Salmond é um político do pior tipo.
    Entra Holyrood (zona de Edinburgo onde se encontra o parlamento escocês e sinónimo da autonomia escocesa). Muitas pessoas, escoceses, acham que Holyrood já garante grande parte da sua autonomia e permite à Escócia fazer frente a Westminster, não é verdade em todas as matérias mas já o é em muitas, e foi com esta posição de que Holyrood é suficiente que Alex Salmond ganhou duas eleições. De repente se o “não” ganhar, Alex Salmond, que gritou aos quatro ventos que conseguia no parlamento escocês fazer frente a Westminster, acha agora que afinal não é suficiente. Duas eleições a propagandear que com os poderes de Holyrood conseguem fazer frente a Westminster de repente se o “não” ganhar a Escócia é vitima do Reino Unido.
    Tony Blair > escocês Check
    Gordon Brown > escocês Check

    De facto os Ingleses dominam os escoceses impiedosamente, com os seus primeiro ministros escoceses.

    A identidade cultural da escocia está mais do que intacta. Se bem que há países que necessitam de independencia para se afirmar enquanto cultura e nação, como por exemplo os Curdos, As nações que sairam da Jugoslavia, Timor e outras regiões e culturas por esse mundo fora que estão subjugadas a um poder central dominante que esmaga a sua indentidade, a escocia e outras realidade europeias não sofrem desse mal.
    A liberdade e igualdade que a Escócia goza dentro da união permite que a sua cultura seja perservada e até mais vincada. Em termos europeus estes movimentos independentistas tem só a ver com uma coisa, Nacionalismo. Qualquer outra consideração cai por terra depois de uma segunda análise.

  15. Carlos Duarte

    Caro MAL,

    Não conheço nenhuma pulsão separatista actual na Alemanha. Por motives históricos, os alemães sempre se sentiram confortáveis com sistema federalistas ou confederalistas. Ao permitir um grau de autonomia razoável aos Länder, o sistema alemão acaba por evitar o ressurgimento de pulsões separatistas (e, como diziam os meus colegas quando vivia em Dortmund, a Bavaria não é Alemanha 😉 )

  16. Carlos Duarte

    João, não discordando do post, não me parece correcto considerar o Tony Blair como sendo escocês. Sim, ele nasceu lá, mas na sua grande parte viveu e foi educado fora (Durham e Oxford). Correctamente poder-se-ia dizer que ele representaria a ideia de “britishness”.

  17. HL

    Acho engraçado, a UE ter-se manifestado claramente contra a independência da Catalunha e no caso da Escócia “ser um processo tranquilo e sereno”, será que se a Inglaterra pertence-se a zona Euro o mesmo comportamento da UE se verificaria?

    Caro Mário Amorim Lopes, o fim da união europeia não significaria o fim (ou a reformulação) do Euro? Eu acredito que os próximos anos (para todos os países da UE) serão anos da primazia do principio da política nacional sobre a comunitária, o que não é incompatível com uma união europeia, o assunto é que para haver soberania nacional os países tem que cumprir determinadas regras básicas (as acordadas no tratado de Maastrich) e adequar as suas instituições ás condicionantes novas do Euro e da UE (mercado aberto gigante, mas sem política cambial, sem política monetária e política orçamenta com restrições) o que no nosso Português caso significa mudanças estruturais significativas (que estão a ser feitas muito lentamente) e que foram sucessivamente adiadas desde 1999.

    Será interessante ver como se resolve (e se se resolve) o problema da equidade fiscal entre os diferentes estados e não o digo apenas no IRC.

  18. HL, não necessariamente. O Bretton Woods manteve câmbios fixos entre países que não pertenciam a qualquer federação ou união. A ideia do Euro é interessante, embora Portugal não devesse ter entrado tão cedo (precisava de mais tempo para convergência). Para o manter basta que os países abdiquem da sua soberania monetária, o que a olhar pelo historial de desvalorizações do Escudo, seria positivo.

  19. HL

    Mário achei a sua resposta interessantíssima, podia desenvolver um pouco mais o argumento da soberania monetária? Portugal hoje já não tem soberania monetária(do meu ponto de vista) por exemplo. O que defende é soberania monetária dentro da actual configuração, e ai eu agradeço que desenvolva um pouco mais? Ou uma saída “ordeira” do Euro?
    Ainda hoje na UE coabitam pacificamente se bem que até balizados implicitamente diferentes moedas Zloty, CZK, … sem existir nenhuma mão visível.

  20. HL

    Eu acho precisamente o contrário “luckylucky”, sem soberania monetária ( i. é sem capacidade de recorrermos ao financiamento via mecanismos de mercado convencionais), os custos sociais de um ajustamento seriam muito (incomparavelmente superiores) superiores aos sentidos em Portugal.
    Aliás, podem ver o exemplo Argentino (que ainda hoje tem problemas para recuperar a soberania monetária) que é proposto usualmente pela esquerda mais radical, ou o meio meio da Grécia e do Chipre e comparem a evolução dos indicadores “sociais” lá com os Portugueses.

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