Esquizofrenia

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É incrível ter uma oposição que critica aumentos de impostos e cortes de despesa, mas depois mostra-se “preocupada” com o crescimento do défice; que promete não aumentar impostos, não reduzir despesa e até repor despesa anteriormente cortada, e que garante que no seu governo haverá “consolidação” orçamental. Qualquer pessoa com um rudimentar conhecimento de aritmética deveria topar a léguas a contradição e venda-de-banha-da-cobra.

 

21 pensamentos sobre “Esquizofrenia

  1. Carlos Pacheco

    O que é incrível é extremistas escreverem livros de economia a pensar que esta se resume a um cálculo aritmético com dois termos: despesa e impostos. Infelizmente, o número de variáveis é muito maior, daí o estado de atordoamento histérico em que os meus amigos vivem.

  2. Fernanda

    Quando o Sérgio Ávila for à vidinha dele e pudermos levantar o tapete, logo veremos como andam as contas nos Açores.

  3. João

    Carlos Pacheco,

    Antes de poder passar à cadeira de análise 4, tem obrigatoriamente de saber subtrair, somar, multiplicar e dividir. Sem saber fazer isso, não pode passar às variáveis de que fala. Aliás, se as contas não estiverem equilibradas nem precisa de se preocupar com as variáveis, não vai ter tempo…nem dinheiro.

  4. Carlos Pacheco

    João, a maior parte das variáveis não são quantificáveis, daí que a coisa não tem assim tanto a ver com a Análise. Por exemplo, a prepotência humana de julgar que se escreve um livro importante. Como se quantifica isso?

  5. João

    Carlos Pacheco,

    Colocando de lado os argumentos “ad hominem” entre você e o Miguel Moniz.

    Não contradisse o seu post no que respeita a variáveis, quantificáveis ou não. A economia está longe de ser uma ciência exacta, entre outros precisamente devido ao factor da imprevisibilidade do comportamento humano, e a política económica tem a ver não só com números mas também com pessoas. Dito isto, quando falamos de receitas e despesas há-que partir de uma base de equilíbrio sem a qual nada é possível. As variáveis só podem e devem, na minha opinião, ser consideradas a jusante de um orçamento equilibrado e mais que equilibrado um orçamento que permita superávit. Assim evitam-se os orçamentos rectificativos.

  6. Carlos Pacheco

    A única situação económica e financeira verdadeiramente em ponto de equilíbrio é a economia em planetas como Marte: 0 pessoas, 0 despesa, 0 impostos. A solução nula. Assim, resta-nos ganhar perícia a manobrar os desequilíbrios de forma a que a vida seja possível na terra: com saúde, educação, pão e vinho, liberdade, etc… Isto não é tarefa para extremistas cata-tónicos com pretensões a debitar postas de pescada simplistas sobre economia ao ritmo da sua histeria.

    O governo não tem feito outra coisa que não aumentar impostos e cortar nas despesas com pessoal e apoios sociais (as únicas despesas que, do ponto de vista dos jihadistas “liberais”, parecem ser verdadeiramente más) e, no entanto, onde está o equilíbrio? Se calhar existem muito mais variáveis, quantificáveis ou não, tanto a jusante como a montante do orçamento, não é verdade?

  7. “extremistas”, “O seu livro só para papel higiénico”, “extremistas cata-tónicos com pretensões a debitar postas de pescada simplistas sobre economia ao ritmo da sua histeria”, “jihadistas “liberais””

    Aquilo que você escreve diz mais sobre si do que sobre quem pretende insultar.

  8. António

    Caro Miguel,
    sobre o seu (vosso) livro, permita-me que transcreva a última frase, a qual é de uma corência extrema entre o que dizem e o fazem, diz assim: «Por fim, não podíamos deixar de agradecer a todos os nossos colegas n’O Insurgente, cerca de 40(!), com quem diariamente trocamos impressões e aprendemos, e onde juntos fazemos um espaço de opinão livre e independente.»
    Desculpe-me, então, a pergunta: – como se compadece este espaço livre com o recorrente: “o seu comentário aguarda moderação”?

  9. Carlos Pacheco

    Meu caro amigo, se você tivesse um espírito um pouco mais aberto “escusava de fazer a triste figura de dizer disparates” e “deveria topar a léguas a contradição e venda-de-banha-da-cobra” implícitas no que escreve. 🙂

  10. Você não me conhece de lado nenhum, Carlos Pacheco, para opinar sobre se o meu espírito é aberto ou não. Tal como não tendo lido o livro – que foi você próprio que trouxe à baila, não eu – não pode saber o que consta dele, ou não, e por conseguinte o que eu e os restantes autores pensamos, se somos “extremistas” ou não. Claro que isto não o impede de mandar bujardas deliberadamente insultuosas e que procuram a priori denegrir o seu interlocutor. É uma velha táctica de quem não tem nada de relevante para dizer a não ser desconversar. Mas como disse: Este nível de “argumentação” diz mais sobre si do que sobre quem pretende insultar. E olhe que é mesmo uma “triste figura”. O problema é seu.

  11. Carlos Pacheco

    Quer isso dizer que o livro diz coisas extraordinariamente diferentes das coisas que os autores aqui escrevem diariamente? Não me parece, portanto, para quê ler o livro para perceber que os meus amigos são efectivamente extremistas? A dualidade simplista do seu post mostra bem isso.

    Isto de ser da extrema é insultuoso? Ficamos a saber que sempre que o Miguel, ou outro seu co-autor, falar de “extrema esquerda” está a querer insultar alguém de forma vil. Ficamos então a aguardar o primeiro insulto.

  12. Joaquim Amado Lopes

    Acho que o Carlos Pacheco tem razão: como a Economia não é uma ciência exacta (é impossível prever com exactidão como cada um dos factores vai evoluir em qualquer período de tempo), não vale a pena fazer quaisquer contas e é perfeitamente razoável considerar que, mesmo baixando os impostos (o que contribui negativamente para a receita) e aumentando os gastos públicos (o que contribui positivamente – no sentido de aumentar – para a despesa), o deficit irá baixar. Afinal, quem pode afirmar com certeza absoluta que os turistas de classe alta (não os de “pé descalço”) não vão acorrer em massa a Portugal, que o investimento estrangeiro não vai aumentar 100.000%, que não vão ser descobertas ao largo do Algarve as maiores reservas de petróleo do Mundo ou que não vai cair num monte alentejano um meteoro com 50 mil toneladas de ouro e pedras preciosas?

    O Carlos Pacheco não pode garantir que não vai receber um enorme bónus, que não lhe vai sair o primeiro prémio do Euromilhões nem que não vai receber uma indemnização de milhões por ter entalado o dedo na porta de um autocarro da Carris. Assim, não faz contas ao dinheiro que tem para o resto do mês e gasta de acordo com o que lhe possa vir a acontecer de forma a ter todo o dinheiro que lhe apetece gastar.

    Isso de a situação das finanças públicas não ter melhorado particularmente APESAR do aumento de impostos e dos cortes da despesa pública é para quem (sabe e) quer fazer contas e pensar um bocadinho sobre a realidade.
    Para o Carlos Pacheco não vale a pena fazer contas e a realidade é o que cada um quiser que seja. Um pouco como o estudante que, tendo estudado mais do que no ano anterior não conseguiu tirar positivas, “conclui” que não tirou positivas porque estudou mais e portanto o melhor é não estudar. Só os “extremistas” concluem que não estudando as notas seriam ainda mais baixas do que foram.

  13. Carlos Pacheco

    Amigo Joaquim. Não lhe vou repetir a história do copo meio cheio ou meio vazio para argumentar consigo que a “realidade” tem algumas subtilezas que parecem escapar-lhe. As contas são importantes. Para utilizar uma analogia simples: imagine um merceeiro; ele faz contas dia e noite, tem de fazer para manter o negócio vivo; é um homem inteligente; imagine agora que o filho adoece com uma doença rara; o tratamento é muito caro, demasiado caro para o volume dos seus negócios; se o merceeiro for o Joaquim, faz mais uma conta de subtrair, não há dinheiro não há mama, e pimba, deixa-se o filho morrer; se o merceeiro não for o Joaquim, mas um pai normal, então empenha-se, fica com dívidas, enquanto tiver esperanças que o filho se safe. É óbvio que isto é apenas uma historieta, porque a vida de um país não é um negócio de mercearia: existem diferentes tipos de despesa, diferentes formas de obter receita, valores morais e éticos (que também parecem que lhe escapam), coisas que um qualquer economista moderado lhe explicará melhor que eu.

    Sugestão: da próxima vez utilize menos frases e ideias feitas; essa do estudante e a outra das contas podem servir para atingir o seu lado desprendido e descomplexado, e que infelizmente parece amordaçado, mas de resto já enjoam.

  14. rmg

    Em matéria de frases e ideias feitas, se há alguém que por aqui pode dar lições aos outros é de facto o Carlos Pacheco.

    Hoje juntou a isso o insulto fácil, típico de quem não tem nada para dizer.
    Qualquer gajo que tira conclusões sobre quem não conhece (seja sobre o Miguel, sobre o Joaquim ou sobre mim) está-nos a fornecer conclusões óbvias sobre ele próprio.

    PS- Quantas variáveis, quantificáveis ou não, tanto a jusante como a montante do seu orçamento, tem o Carlos Pacheco na sua vida e como é que lida com elas?

  15. Carlos Pacheco

    Uma das variáveis do meu orçamento é esta de estar aqui de vez em quando a discutir com jihadistas. Não é assim muito interessante, eu sei, mas é o que se arranja num agosto cinzento.
    Outras estão implícitas na resposta ao comentário do Joaquim.

    Do seu comentário transparece que segue os meus comentários aqui nesta praça. Obrigado.

    Queira então o meu amigo mostrar-nos que não é um jihadista como outros e, tendo em conta que tem muito a dizer :D, faça o favor de romper com a infantilidade do post e desenvolver um raciocínio mais cromático em torno do mesmo. A caixa é sua.

  16. Joaquim Amado Lopes

    Primeiro, a resposta que o Carlos Pacheco não merece.
    Um “pai normal” fará tudo o que estiver ao seu alcance para salvar um filho. Necessitando este de um tratamento caro, um pai normal usará as poupanças, pedirá ajuda a familiares e amigos, venderá o que tiver de valor, pedirá dinheiro emprestado ao banco ou a agiotas ou roubará.
    Mas só se podem usar poupanças que se tenham, só se pode receber ajuda de familiares ou amigos que possam e estejam dispostos a ajudar, só se pode vender o que se tem, só se conseguem empréstimos de quem possa e nos queira emprestar e tentar roubar pode muito bem resultar em não se conseguir nenhum dinheiro e acabar na prisão.
    E um “pai normal” pode sacrificar-se ou mesmo dar a vida por um filho mas isso quer dizer que o fará por *todos* os seus filhos. Ou seja, um “pai normal” estará disposto a ir viver para debaixo de uma ponte e comer o que consiga encontrar em caixotes do lixo mas nunca sacrificará as vidas dos outros filhos para tentar salvar um deles.

    Os cretinos que não sabem fazer contas e não têm a mínima noção de como resolver seja que problema fôr gostam muito de chamar “merceeiros” (essa dos “jihadistas” nem chega a ser ridícula, é apenas patética) a quem mostra ter um mínimo de noção da realidade. Repetem ad nauseum que “as pessoas não são números” ou que “uma pessoa vale mais do que todo o dinheiro no mundo” mas estão sempre a exigir mais dinheiro para a saúde, mais dinheiro para a educação, mais dinheiro para os reformados, mais dinheiro para os desempregados, mais investimento público, mais dinheiro para os transportes públicos, mais dinheiro para a cultura, mais dinheiro para a ciência, mais dinheiro para tudo e para todos.
    E de onde vem esse dinheiro? Não sabem nem querem saber além de “vão tirá-lo aos ricos”.

    Um “pai normal” não deixa morrer um filho por falta de dinheiro?
    Para os cretinos que não sabem fazer contas toda e qualquer redução da despesa pública é equivalente a matar um filho para poupar o dinheiro de o alimentar.

    Reduzir o número de professores quando o número de jovens em idade escolar está a cair? Querem matar a escola pública.
    Reduzir os gastos dos hospitais? Querem matar os doentes.
    Reduzir as pensões mais elevadas? Querem que os reformados vão viver para a rua.
    Repensar a atribuição das pensões de viúvez/sobrevivência, eventualmente retirando-as a quem tem património de milhões e rendimentos anuais de centenas de milhar de euros? Querem que as velhotas com pensões de 200 euros morram à fome.
    Fechar uns estaleiros navais cujos trabalhadores passam o dia a jogar à bola e a ver televisão porque não têm encomendas? Querem matar a indústria naval portuguesa.
    Reduzir o investimento público de forma a não se ter que pedir tanto dinheiro emprestado? Querem matar as empresas portuguesas.
    Reduzir subsídios de desemprego? Querem matar os desempregados.
    Privatizar a RTP ou a Lusa? Querem matar a liberdade de expressão.

    Não se pode reduzir qualquer despesa pública porque tudo é “indispensável” e “inegociável”. E o que seja claramente despropositado, injusto e/ou insustentável tem que se manter porque é um “direito adquirido” e não se pode “violar o princípio da confiança”.

    Só se pode gastar o que se tem ou se consegue arranjar. Por isso são necessárias as “contas de merceeiro” para determinar o que se pode fazer com o que se tem e não se gastar tudo a “salvar um filho” condenando todos os outros à morte.
    Deve-se gastar o que fôr necessário para salvar uma vida? Sim. Mas é necessário pesar quantas outras vidas se poderiam salvar usando esses mesmos meios. Não que isso lhe tire o sono porque vê-se que a sua posição é a de que desde que os outros paguem para salvar o seu filho que se lixem os filhos dos outros.

    O mentecapto-mor já “descobriu” que a solução para o problema de não se ter dinheiro é enriquecer. Excelente. Solução encontrada, vamos lá enriquecer. Como é que começamos?
    Os “merceeiros” respondem que “tem que se cortar nos gastos não essenciais e trabalhar mais e melhor para vender mais e ganhar mais dinheiro” mas os “humanistas” da treta acham que a única maneira aceitável de enriquecer é “roubar aos ricos, recusar pagar as dívidas e pedir mais dinheiro áqueles a quem acabámos de dizer que não lhes pagamos o que já lhes devemos”.

    A minha mãe era meerceira, trabalhou desde os 10 anos até não poder mais trabalhar e nunca tirou férias. O meu pai era electricista numa fábrica e as suas férias eram passadas a fazer biscates e a ajudar a minha mãe. Fizeram tudo o que puderam e souberam pelos filhos e nunca nos faltou comida na mesa nem um tecto. Não deixaram grande património mas também não deixaram uma única dívida para os filhos pagarem.
    Da próxima vez que pensar em chamar “merceeiro” a alguém como se isso fosse negativo morda a língua para evitar mostrar que (o Carlos Pacheco) não passa de um imbecil.

    Agora a resposta que merece por dizer que eu deixaria morrer um filho meu sem fazer tudo para o salvar e que não tenho valores morais ou éticos: vá à m***a.

    E não me volte a chamar “amigo” a menos que me queira insultar.

  17. maria

    Tanta coisa que pode ser reduzida.
    E reduzir (acabar) com os hospitais privados, escolas privadas, fundações (privadas) a mamar à custa do estado? Isso é que eu queria ver reduzido/acabado/finalizado…
    Pois é, ter lucros fabulosos e empregados escravos é uma boa mama. E quando é à custa do estado (todos nós que pagamos impostos), é ainda melhor.

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