Quanto deve cada trabalhador americano? $1.428.929

Um vídeo de 12 minutos, para quem ainda espera uma rápida recuperação americana:

14 pensamentos sobre “Quanto deve cada trabalhador americano? $1.428.929

  1. Antonio

    Agora uma pergunta séria, de quem não entende e gostava mesmo de entender….

    Se esses numeros são certos (e provavelmente os do Japão não são muito diferentes, e os da Europa também não…), a divida é impagável. Ponto fiinal.

    Se é obviamente impagável porque é que isto ainda não ruiu tudo? Como é que se pode continuar a imprimir moeda sem que ela perca totalmente o valor, como, no caso, o dolar americano…

    Não sou expert em economia efinanças. Mas se isto é assim tão obvio…porque não aocntece nada?

  2. Carlos Duarte

    Porque, para todos os efeitos, o dólar é a moeda de reserva mundial. São o único país (se excluir-mos a UE como “país”) com capacidade de ligar as rotativas e resolver o seu problema de dívida.

  3. Carlos Duarte, o dólar não é a única moeda de reserva mundial. O EUR e o CHF também o são, como é a coroa noruguesa. Segundo, ligam as impressoras e o dólar desvaloriza e a inflacção dispara, tornando a vida impossível num país altamente dependente de importações, até ao ponto em que os restantes países deixam de querer dólar e começam a usar outras moedas, colapsando de vez.

    Mas enfim, apreciei o seu esforço naif de wishful thinking.

  4. Antonio

    Carlos,
    Obrigado pela explicação. Já tinha ouvido isso. Mas continuo a não perceber porque?

    Se a economia americana ( e “ocidental” em geral”) está estagnada há anos, e se o monte de divida se acumula cada vez mais em direcçao ao impagável, e se os BRIC são economias cada vez mais fortes…etc…porque raios uma moeda (eventualmente mais a da Europa e Japão) podem continuar a imprimir moeda como se não houvesse amanhã?

    POrque é que a China, Japão, Europa, Brasil, etc não se começam a desfazer dessa moeda em favor das suas…ou de outras…?

    Há algo nisto que sai fora do raciocinio economico…

  5. Carlos Duarte

    Caro MAL,

    Não falei sobre as consequências da impressão de dólars, mas da possibilidade de o fazer. Em termos teóricos, os EUA podem pura e simplesmente imprimir para fora da dívida. Como tal, a probabilidade de default é, de facto, nula.

  6. Carlos Duarte

    Já agora, 60% da reserva mundial em USD complica sempre as coisas à inflação. E, como se tem visto com o QE do Fed, a inflação pelos vistos está a precisar de um “reminder” para começar a subir…

  7. Em termos técnicos, até podem trocar dólares por papel higiénico, dado que os dólares não são conversíveis em nada. O que interessa aqui são as consequências económicas de o fazer.

  8. dervich

    “porque não acontece nada?”

    Porque no dia em que os EUA deixem de pagar dívida, nem que seja, cada vez mais, uma parte mais pequena dessa dívida, o mundo perde o maior consumidor do mundo e a sua maior fonte de receitas ainda que, o que acontece cada vez mais, é serem passadas as faturas e ficar-se à espera que o dinheiro venha um dia…

    Porém, como os chineses não têm mais ninguém a quem vender boa parte da sua extensa produção e os árabes mais ninguém a quem vender boa parte do seu petróleo (já para não falar da cocaína da América do Sul e dos diamantes de África), as faturas vão sendo emitidas, sempre com a esperança de que a música continue a tocar e a festa dure mais algum tempo…

    Se os EUA falirem, todo o mundo vai descobrir que afinal não tem o dinheiro que pensava que tinha, pois boa parte dele era suposto ter origem naquilo que os EUA pagariam. Deste modo, é melhor não fazer barulho e ir continuando a dormir e sonhando com esses rendimentos, ninguém quer ser o primeiro a dizer que o despertador está a tocar, pelo menos, não antes de salvar a sua maquia.

    No fundo, no fundo, os EUA serão aquele país “too big to fail”, mas isso irá mesmo acontecer, pois não haverá nenhum banco ou entidade extraterrestre que lhe venha fazer um bailout. Nesse dia, de repente, Portugal irá descobrir que afinal a sua dívida nem é tão grande assim…Nesse dia também, veremos aquilo que julgariamos impossível: Sócrates entrando triunfalmente pela RTP adentro, como filósofo ainda com mais notoriedade do que o seu homónimo grego, e Fidel, já agonizante, mas com um sorriso na cara…

    Porém, como tudo isto parece demasiado surreal, o que deverá acontecer é os EUA utilizarem o seu poder militar para “estabilizar e proteger” todo o médio oriente da ameaça radical, montando-se assim nos barris de petróleo que lhe darão oxigénio (USD$) para se aguentarem mais umas décadas (comprando aos chineses e mantendo abertas as fábricas destes, claro…)

  9. lucklucky

    “Se a economia americana ( e “ocidental” em geral”) está estagnada há anos, e se o monte de divida se acumula cada vez mais em direcçao ao impagável, e se os BRIC são economias cada vez mais fortes…etc…porque raios uma moeda (eventualmente mais a da Europa e Japão) podem continuar a imprimir moeda como se não houvesse amanhã?”

    Porque ainda existe a confiança no poder burocrático e no poder militar do sistema.
    Numa palavra Segurança.
    Por isso você vê países a comprarem dívida a outros países. Por isso a China e muitos outros têm milhares de milhões da dívida dos EUA.

    Por outro lado se todos fingirem que a dívida é pagável o sistema continua a rolar até ao momento em que alguém ficará a arder. Em esquemas gigantes e com mais gente a entrar para ( Àfrica. Ásia) pode ser décadas ou mesmo centena de anos.

    Por cá tivemos 40 anos para levar a dívida de 15% a 130%.

  10. Antonio

    POis é Dervich…

    A economia não é só economia, também é politica…

    Se houvesse uma economia “pura”, abstracta, só de numeros, isto já tinha implodido, segundo a lógica…assim vai-se arrastar e é possivel que muitos santos paguem pelos pecadores, com uns roubos pelo meio.

    Mas como o mundo já é pequenino, e não há $ suficiente para bailouts globais…parece que mais decada menso decada haverá aí uma guerra mundial qualquer para zerar as contas outras vez…

  11. lucklucky

    “EUA utilizarem o seu poder militar para “estabilizar e proteger” todo o médio oriente da ameaça radical, montando-se assim nos barris de petróleo que lhe darão oxigénio (USD$) para se aguentarem mais umas décadas (comprando aos chineses e mantendo abertas as fábricas destes, claro…)”

    Não tem mesmo noção do que é um mercado e ainda menos o que é o mercado do petróleo.

  12. Carlos Duarte

    Caro MAL,

    Mas às vezes a técnica pesa muito… É muito diferente Vc. ter dívida de alguém que se falir é uma porra, mas Vc. aguenta ou ter dívida de alguém que se falir, Vc. vai junto. Aos primeiros, aperta-se, mete-se em tribunal, 30 por uma linha. Aos segundos, muitos paninhos quentes. Enquanto a música toca, Vc. não se tem que preocupar com as cadeiras.

    Como disse o Dervich, os EUA nesta altura são “too big to fail”.

  13. CsA

    Caro Carlos DuarteQuando a banca americana deixar de ter o inventivo de 0.25% pago pela FED pelo excesso de reserva, aí veremos qual será o “reminder” para inflação…

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