Liberdade e responsabilidade

Fiz parte de um grupo de “jovens” na casa dos 30 anos que foi convidado pelo Económico para escrever sobre Portugal. O que pensamos e o que esperamos. O meu artigo aqui.

No meio de tantos problemas que temos em Portugal esquecemo-nos da maravilha que é o nosso país. E do bom que temos. Uma das coisas que nos podemos orgulhar é nem ter a tradição nem a necessidade de derramar sangue para mudar o sistema político. Temos o poder nas nossas mãos. Só temos de o exercer nas eleições.

 

3 pensamentos sobre “Liberdade e responsabilidade

  1. Mário Pinto

    Li o artigo e estou de acordo, na globalidade, com o que escreve. Gostaria, no entanto, de referir que:
    1 – Lamento que 40 anos após o 25 de Abril e sabendo nós que o PSD e o PS, a sós ou coligados, governaram (há quem diga que desgovernaram) Portugal não tenham sido capazes de criar um rumo para o nosso País – pequeno e com apenas 10 milhões de habitantes – , em vez de um desfazer o que o outro fez.
    2 – Receio que o “escrutínio popular” dos juízes seja sinónimo de eleição dos mesmos, correndo-se o risco da sua politização, embora reconheça que algo terá que ser feito.
    3 – Tenho dúvidas quanto à implementação do chamado o cheque ensino. Tem mesmo a certeza quanto à sustentabilidade dessa medida?
    4 – O problema das pensões é gravíssimo e, como diz e bem, não são os trabalhadores ou pensionistas os culpados, embora sejam estes que pagam os erros de quem nada fez para inverter a situação. Neste aspecto, queria recordar que muitas das medidas que os governos fomentaram para tentar criar emprego eram suportadas pela Segurança Social – que mais parece um “saco azul” dos governos – e sem resultados que se vissem.
    A compra de dívida pública pela Segurança Social beneficia ou prejudica os reformados/pensionistas?

  2. Ainda relativamente às pensões…

    Excerto do meu post intitulado «Nós na ONU»: Artur Baptista da Silva e o nosso destino colectivo.

    (…)

    Se este caso não servir para mais nada, ao menos que sirva para abrirmos os olhos e confirmarmos o que outros, com responsabilidade de influenciar o nosso futuro, vão dizendo, tentando assim perceber se a lógica ou a racionalidade moram nas suas mensagens. Não basta dizer que temos de baixar o desemprego: há que explicar como. Não chega afirmar que temos de deixar o Euro: é preciso clarificar o que aconteceria à nossas poupanças. Não é suficiente propalar-se aos sete ventos que a economia tem de crescer: há que explicar qual a estratégia para o conseguir e qual o modelo de crescimento que se vai adoptar. Não é justo não dizer que não temos economia para pagar este Estado Social, pois a receita continua estrutural – e não só conjunturalmente – longe de alcançar a despesa -só para que se saiba, nunca na III Républica tivemos superavit nas nossas contas públicas, o que é capaz de explicar muitas coisas -. Não é licito enganar as pessoas fazendo-as crer que com a reestruturação da dívida, ainda por cima unilateral, os salários e as pensões serão repostos e tudo continuará como dantes, porque isso não é verdade. E não vai acontecer. Não é admissível que não se explique às pessoas que descontam para um sistema providencial de tipo Pay as we go e não de capitalização individual, o que na prática quer dizer que os que estão no activo descontam para os que estão neste momento aposentados na esperança, repito, na esperança, que os que lhe sucedem façam o mesmo. Os números é que são o problema. Problema ao qual ninguém liga.

    Quem tiver uma calculadora, correcção, um lápis e uma folha de papel e olhos na cara rapidamente vai perceber o embuste para o qual foi trazido.

    Olhem a demografia. (1975 – 2.75 filhos por mulher/ 2014 – 1.21 filhos por mulher)

    Olhem a esperança média de vida á nascença.(1975 – 68,4 anos/ 2012 – 80 anos)

    Olhem o peso do Ministério da Saúde em % do PIB. (1975 – 0,4 %/ 2012 – 6,2 %).

    Olhem a duração média das pensões da CGA. ( 1992 – 12.2 anos/ 2013 -18.1 anos).

    Olhem o número de beneficiário no activo por pensão da SS. (1975 – 3.8/ 2012 – 1,4%)

    Olhem as despesas com pensões da Segurança Social em % do PIB. (1975 – 6,7 % / 2012 – 22%)

    Olhem as despesas com pensões da CGA em % do PIB. (1975 – 0,4 % / 2013 – 5,1%)

    Do the math.

    http://pensamentoliberalelibertario.blogspot.pt/2014/07/nos-na-onu-artur-baptista-da-silva-e-o.html

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