A vantagem de ter um maluquinho na aldeia

“O Parlamento Europeu é um faz de conta, não manda nada”
“Em Portugal ninguém almoça à borla com o dr. Mário Soares”
“Quem tem um bom advogado safa-se porque os magistrados são incompetentes, em regra”
“Há promiscuidade entre reguladores e regulados”

2 pensamentos sobre “A vantagem de ter um maluquinho na aldeia

  1. António

    Caro Carlos,
    permita-me que transcreva:
    “De um modo geral [em Portugal], os políticos são vistos como corruptos, quase sempre piores que os que lhes antecederam, e a política é vista como uma atividade pouco digna e à normalmente fogem pessoas de bem. Apesar de tudo, os políticos sempre vão tendo temporários estados de graça; nem que seja a clássica dissonância cognitiva a funcionar nas alturas das eleições. E a verdade é que muitos políticos têm carreiras longas e novas oportunidades de desempenhar cargos públicos oi políticos décadas a fio. (…)
    «Só mudam as moscas», «são todos iguais», «farinha do mesmo saco». Todos já ouvimos estas referências, e outras ainda mais imaginativas ou mordazes, sobre os políticos que têm governado o país. A insatisfação parece grande, mas sempre que vamos a votos a composição do Parlamento pouco muda, e se olharmos para os partidos que exerceram o poder desde que há eleições livres em Portugal, vemos que são sempre os mesmos.(…)” (1)
    Reconhecerá, por certo, estas palavras. Como as articula então com as críticas que faz a alguém, ao “maluquinho na aldeia” que se apresenta como indo de encontro ao que escreve?
    Foram estas vossas palavras escritas para ar? Uma vez que, pelos vistos, prefere sempre os mesmos ou dizendo nas suas palavras, prefere “mudar as moscas”, porque a essência, essa não quer ver mudada. É assim?
    MONIZ, Miguel Botelho [et al.] – O economista insurgente : 101 perguntas incómodas sobre Portugal. 1ª ed. Lisboa : A Esfera dos Livros, 2014. p.143 e 147

    P.S.: As referências bibliográficas constantes do livro, que li superficialmente, são tão mal feitinhas, provavelmente por desconhecimento da norma, aqui fica: http://www.isel.pt/adec/docs/tfm/np405_1_bibliografia.pdf

  2. Carlos Guimarães Pinto

    António, este post é um elogio cuidado à existência do Marinho Pinto. Não o entenda de outra forma.

    Em relação às referências bibliográficas no livro, crítica aceite. É algo a melhorar numa próxima edição.

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