O Dono Disto Tudo

Neste país falido, em que o princípio da igualdade e o princípio da confiança servem para justficar tudo e o seu contrário, apenas o aumento da receita (via aumento de impostos) e o aumento de despesa parecem ser constitucionais.

Joaquim

Título e imagem roubados ao Carlos Guimarães Pinto.

46 pensamentos sobre “O Dono Disto Tudo

  1. Rogerio Alves

    É bem verdade. Apesar das trafulhices do Ricardo Salgado, família e amigos, ainda assim, o Joaquim e os restantes 12 ratões fazem bem pior ao país do que os E.S. E o pior de tudo, e que estes últimos tem (algum) apoio popular , portanto são ainda mais difícies de depor.

  2. Comunista

    Os chulos da direita querem liberdade para recapitalizar a banca e a finança privada à custa dos reformados. Ide pastar, asnos. Ainda há o mínimo de decência neste país.

  3. Comunista,

    Se os asnos forem pastar para outras paragens, os comunistas e os socialistas de várias matizes ver-se-ão sem cavalgaduras como eu para explorar. Era uma coisa linda de se ver, isso de essa gentalha ter de se bastar sem eploração alheia.

    Tipo o Mário Nogueira a ter de dar aulas… ops, nem isso… a ter de cavar a terra para ter pitança na mesa. (Convenhamos que verum comunista a manejar a foice em vez de mandar manejar seria revelador).

    Conhece carraças que vivam sem cães? Os cães vivem bem sem carraças. Os cidadãos vivem bem sem socialismo, mas o socialismo não vive sem cidadãos, digo contribuintes.

  4. Comunista

    “Conhece carraças que vivam sem cães? Os cães vivem bem sem carraças. Os cidadãos vivem bem sem socialismo, mas o socialismo não vive sem cidadãos, digo contribuintes.”

    Quem não vive sem os contribuintes é a banca portuguesa. Essa sim, claramente a viver do dinheiro dos outros e acima das suas possibilidades.

  5. Se o DDT é o estado de direito e a constituição já não é mau de todo. O País não tem culpa que existam para aí uns marmanjos que se propuseram “reformar o estado” quando não passam dum meninos mal preparados, incompetentes e chorões, como se comprova precisamente nestas alturas completamente previsíveis… Os meninos não tem acesso a constitucionalistas? Não sabem governar sem a muleta da inconstitucionalidade? Se não sabem demitam-se porra!…
    Uma das leituras mais hilariantes, interessantes e quase surrealistas (mas de preferência que não seja à hora adormecer porquanto a insónia é garantida), é precisamente o Memorando de Entendimento com a “troika” (o inicial…) onde se dizem coisas como:

    “Melhorar a eficiência da administração pública pela eliminação de redundâncias, simplificando procedimentos e reorganizando serviços;”…

    Está tudo dito, e tudo o resto é poliquice barata a soldo de partidarite aguda…

  6. Jose

    Isto devia era ter falido em 2011 em vez de andar com remendos, desta forma tinham-se acabado as peneiras, direitos adquiridos e demais mordomias, talvez com sorte os ratos tivessem entretanto abandonado o navio para paragens paradisíacas como Cuba, Venezuelas, etc, e agora estivesse por fim o pais a começar a recuperar a partir de zero.

  7. … quem se detiver uns segundos a ver como funcionam as autarquias – pequenas quintinhas, ou pequenos estados dentro do estado -, ou quem olhar com olhos de ver para certos serviços do estado que não servem para nada, não acrescentam valor, apenas somam desperdício e entropia na atividade privada entende perfeitamente o que disse antes….

  8. JP

    Procrastinar até rebentar, depois berrar, culpar e finalmente reformar, quando já for tarde demais. Repetir sempre que possível.

    Nota: não esquecer de protestar publicamente em modo emplastro, levantando a mão e movendo-a como se estivesse a sulfatar.

  9. Não sei se ainda haverá um mínimo de decência neste país. Respeito as suas ideias, como respeito as dos comentadores que têm ideias diferentes das suas! Só não concordo com a sua linguagem e com os seus insultos! Creio que as ideias se combatem com opiniões diferentes e devidamente fundamentadas, conforme a formação e a idiossincrasia de cada um. Sejamos,pois “idiotas” (pessoas com ideias) educados. Vamos seleccionar o léxico e usar linguagem de mnível. Isso dá mais credibilidade aos opinantes. Scuzi

  10. Comunista,

    «Quem não vive sem os contribuintes é a banca portuguesa. Essa sim, claramente a viver do dinheiro dos outros e acima das suas possibilidades.»

    Dou-lhe toda a razão. Mais valia haver mercado livre e concorrência real na banca portuguesa do que reguladores à medida dos incumbentes.

  11. Luís FA,

    Concordando consigo que as autarquias são um antro de ladrões, o Estado Central é o ganancioso Cassim. 80% do orçamento do Estado está a cargo do Estado Central, e este á lá igualmente esbulhado. Pela regra de Alfredo Pareto, teremos de começar onde se pode ganhar mais com menos esforço.

  12. Pois é Francisco Miguel Colaço, é por isso que esta “mariquice” à volta do TC já tresanda. Como diz o outro “vão mas é trabalhar!”…

  13. Comunista

    Se o governo fosse decente tinha-se demitido depois de ter colaborado, mentindo ou sendo tomado por parvo, com o aumento de capital de um banco falido. Foram mil milhões de euros, muito de pequenos investidores e aforradores que acreditaram no Passos, no Carlos e na Maria, que um mês depois ou menos passaram a valer zero.

  14. Comunista

    Francisco,

    Se houvesse esse mercado livre os depositantes do BES tinham perdido as suas poupanças.

    João.

  15. Comunista,

    Não tinham. Todos os anos pagamos o seguro de crédito para o Baco (grafia intencional!) de Portugal. Até EUR 100.000 o que andou durante décadas a tirar o dinheiro dos saldos médios dos meus depósitos à laia de seguro de crédito teria de repô-los até ao valor de EUR 100.000 (creio que em 9/10, mas posso estar aqui a confundir com a prática em outros países).

    Sou agora cliente do Novo Banco mas nunca tive acções na banca nem os meus depósitos chegam à centena de milhar de euros. Aliás, aconselho todos a preparar-se fisicamente (reserva de comida, independência energética, reserva de água, produtos de higiene, pilhas, baterias, peças sobressalentes de bombas de furo, uma quintinha num lugar ermo) antes de entesourar nos bancos. Sou mórmone, e por isso tenho sido avisado do que aí vem, e os sinais prévios estão a aparecer (o Ébola não é um deles, mas a depreciação do dólar nas transacções internacionais que está às portas é).

    A grande parte das pessoas tem reserva de dívida e não de comida. Outros têm reserva de dinheiro e não de comida.

  16. lucklucky

    «Quem não vive sem os contribuintes é a banca portuguesa. Essa sim, claramente a viver do dinheiro dos outros e acima das suas possibilidades.»

    É o resultado da cultura que entre outros o seu partido criou. Socialismo quando nasce é para todos.

  17. João

    “Sou mórmone, e por isso tenho sido avisado do que aí vem, e os sinais prévios estão a aparecer”

    A isto chama-se “going full retard” .

  18. Joaquim Amado Lopes

    O comentário…
    “Os chulos da direita querem liberdade para recapitalizar a banca e a finança privada à custa dos reformados. Ide pastar, asnos. Ainda há o mínimo de decência neste país.”
    … comprova (desnecessariamente) que, de facto, a estúpidez humana não tem limites.

  19. João,

    Veremos. Por enquanto o que se segura está seguro e o néscio está, enfim!, a fazer a cama onde se deita.

    (Se acha que ser mórmone me menoriza, não se preocupe, que está muito longe de me ofender. Imagino que não conheça muito sobre os mórmones, e sobretudo tenho presente que a informação que por aí anda não é muito pristina. É mais ou menos como as opiniões do Seguro e do Costa sobre a economia.)

  20. Vitor Marques

    HÁ CERTAS PESSOAS AQUI A COMENTAR,”E SÃO LIVRES DE O FAZER FELIZMENTE” QUE SE O SALAZAR VOLTÁ-SE, IAM LOGO MANIFESTAR-SE JUNTO DELE, DESENGANEM-SE SENHORES. ELE ERA FILHO UNICO, E AGORA PARA PRENDER ESTA GENTE QUE NOS GOVERNA HÁ 40 ANOS, SERIAM PRECISOS 7 IRMÃOS DELE!

  21. Comunista

    “Não tinham. Todos os anos pagamos o seguro de crédito para o Baco (grafia intencional!) de Portugal. Até EUR 100.000 o que andou durante décadas a tirar o dinheiro dos saldos médios dos meus depósitos à laia de seguro de crédito teria de repô-los até ao valor de EUR 100.000 (creio que em 9/10, mas posso estar aqui a confundir com a prática em outros países).”

    É interessante como você reclama o direito ao que descontou enquanto, ao mesmo tempo, se incomoda tanto quando esse direito é reclamado pelos reformados…

    Em todo o caso, de minha parte duvido que haja nesse seguro o suficiente para cobrir todos os depósitos até 100.000 euros.

    Se não é o Estado a garantir inclusive que esse dinheiro do seguro é efectivo e não passível de ser ele também desbaratado pela banca não havia clientes a colocar o seu dinheiro na banca privada.

  22. João

    Não tenho nada a ver se o Francisco tem ou não amigos imaginários.

    Foi o Franscisco que falou em religião neste post, alegando que , por ser mormon, tem porventura acesso a informação priveligiada a que nós , os sãos, não temos.

    Eu com religiosos tenho a mesma estrategia que quando encontro um maluco na rua,..vou recuando devagarinho sempre a dizer ok até conseguir fugir.
    O Francisco estava a ir bem até essa altura, daí o pequeno aviso na minha resposta anterior.

    Em relação ao Mormonismo o que dizer… basta ler sobre a vida do charlatãozinho que a fundou e ficamos esclarecidos.

  23. João,

    Apenas numa coisa concordarei consigo: cinco segundos após a morte ninguém é ateu.

    Dito isto, não tenho informação privilegiada. Sou apenas avisado porque existem meios de Deus o fazer através de escrituras e profetas (se os quiser discutir privadamente peça-me o endereço de correio eletrónico). Até agora não erraram, e estou convencido que não errarão. Para mim, o sinal é a depreciação do dólar nas trocas internacionais (primeiro pelo tal dito charlatão, e foi reforçado em 1949 e nos anos seguintes). No dia em que isso acontecer, a guerra estará perto, a poucos anos. Há outras coisas que foram escritas, que me apertam a cronologia do evento mais marcante dessa guerra. Mas isso é a minha reserva e apenas discuto com quem me escuta. [Sabe que margaritas não se atiram aos bunodontes das várias matizes.]

    Se por acaso soubesse russo saberia do que estou a falar. Basta ler Krasnaia Zvezda ou mesmo até os alinhados como o Pravda ou o Izviestia para perceber que que algo está a ser preparado do lado de lá, aquilo que o manual utilizado pelos estrategas militares soviéticos (boa leitura!) chama de fase de preparação. A segunda fase, o terror cinzento, já começou. Pobre Juncker, a primeira vítima.

    Nem precisa de ler a Novaia Gazeta ou o Kommersant para o provar.

    Mas esqueci-me que o João não sabe línguas. Eh pá!, ateus passam sempre por pedaços de asno quando acham os cristãos estúpidos. Há ateus inteligentes e cordatos, merecedores de todo o respeito, mas infelizmente pela boca do João se viu que o João não se deixa classificar assim. Perde o João.

  24. João

    Eu não sei linguas? O meu português está enferrujado porque nasci e vivo na Africa do Sul, Cidade do cabo, a mais bela do Mundo. Inglês é a minha primeira lingua e falo afrikaans. São Três linguas fluentes. Se voce é poliglota parabens.

    Conselho para si.
    Leia Christopher Hitchens, Sam Harris, Daniel Dennet, Richard Dawkins, Sean Carrol, Lawrence Krauss.. entre outros

    “One must state it plainly. Religion comes from the period of human prehistory where nobody—not even the mighty Democritus who concluded that all matter was made from atoms—had the smallest idea what was going on. It comes from the bawling and fearful infancy of our species, and is a babyish attempt to meet our inescapable demand for knowledge (as well as for comfort, reassurance and other infantile needs). Today the least educated of my children knows much more about the natural order than any of the founders of religion, and one would like to think—though the connection is not a fully demonstrable one—that this is why they seem so uninterested in sending fellow humans to hell.”
    Hitchens

    “Sou apenas avisado porque existem meios de Deus o fazer através de escrituras e profetas”
    Francisco went full retard…again
    “cinco segundos após a morte ninguém é ateu”
    Esta é uma pérola. Voce é certificado caramba

    Eu sou Ateu, se bem que é um termo estupido como Sam Harris muito bem coloca neste trecho

    “In fact, “atheism” is a term that should not even exist. No one ever needs to identify himself as a “non-astrologer” or a “non-alchemist.” We do not have words for people who doubt that Elvis is still alive or that aliens have traversed the galaxy only to molest ranchers and their cattle. Atheism is nothing more than the noises reasonable people make in the presence of unjustified religious beliefs.”
    Sam Harris

    Teologia é ignorancia com asas amigo. Voce voa bem alto

  25. E é verdade o que digo. Cinco segundos depois da morte não há ateus. Ou os ateus têm razão e depois da morte o oblívio ou então eu tenho razão e depois da morte que fará um ateu? Vai gritar aos quatro ventos «não me aborreçam, estou morto?

    O João não conseguiu atingir isto? Se calhar tem as mesmas capacidades de raciocínio e de julgamento da consciência alheia.

  26. João

    Sobre os Mormons, Sam Harris diz,

    “Mormonism, it seems to me, is—objectively—just a little more idiotic than Christianity is. It has to be: because it is Christianity plus some very stupid ideas”
    Sam Harris

    Francisco,
    um judeu cosmico, que tambem é o seu proprio pai, pode fazer-te viver para sempre se beberes do sangue dele e comeres o seu corpo. Se telepaticamente comunicares com ele e o aceitares como teu mestre ele pode remover um mal da tua alma que uma mulher-costela, que foi convencida por uma cobra que fala a comer um fruto de uma arvore mágica, gentilmente te deu.

    Olha que ser mais estupido e ridiculo que isto é dificil. Mas o Mormonismo consegue. Estudei 6 anos nos Estados Unidos e confirmo. Joseph Smith teria orgulho em si Francisco.

  27. João

    Depois de morrer o francisco volta para onde esteve antes de nascer. Não é plausivel que haja dimensões supernaturais. Eu não posso provar que deus não existe, nem as sereias, nem os unicornios..mas a plausibilidade de eles existirem com as evidencias que temos é, convenhamos, quase nula.

  28. João

    Eu não me ofendo com o que não acredito. até me dá muito gozo. Volto a dizer quem levantou o tema religioso neste post foi voce.

  29. Joao Bettencourt

    Caro Joao,
    Depois de ler o que você escreveu, mais me convenço do triste e aborrecido que deve ser viver como um ateu. Eu já vi, li e ouvi alguns desses “profetas” do novo ateísmo e nao queria acreditar o nível de rusticidade e rudeza do seu discurso. A verdade é que nós, os cristaos, os que acreditam em certas e determinadas “idiotices”, pelo menos temos a consolaçao de extrair alguma riqueza espiritual e estética das nossas “fantasias”. Pelo que entendi, e posso estar enganado, aos novos ateus nao lhes é permitido mais do que uma estéril experiência racional de tudo o que os rodeia.

  30. Comunista

    Em todo o caso, considerando que a religião é um evento muito respeitável do espírito humano, se não fosse, no ocidente, os ateus (os descrentes, os rebeldes) e o campo que conseguiram conquistar entre religião e política talvez ainda andassemos fanatizados pela intolerância religiosa.

    O que faz falta no Islão, a meu ver e enquanto mentalidade ocidental, começa por ser a capacidade de o ateísmo conseguir respirar.

  31. João Bettencourt,

    Caro amigo, isso não funciona assim. E não sou cristão por retirar disso o que quer que sejam, mesmo se ao nível espiritual (nem acredito que o Bettencourt o faça, digo isso sem sarcasmo). Provavelmente nisto estaremos iguais. Cremos porque sabemos, e sabemos bem porque cremos.

    Não poderei negar aquilo que sei. Creio que nenhum aqui (ateu ou cristão) é bolobo nenhum. João, não me pode separar daquilo em que creio. Quanto a Dawkins, nunca vi tal pessoa, nunca a cumprimentei e não sei se existe ou se é um amigo imaginário de alguém. Imagino que exista, porque há quem diz que existe e há um que diz ser o tal Dawkins que aparece de vez em quando na TV e no Youtube. Por mim pode ser até um Zé Pacheco da Ribeira que se faz passar por um tal Dawkins, um iluminado qualquer que acha que sabe tudo. Se não cumprimentou Dawkins, nunca foi ao Burkina Faso ou nunca cumprimentou o Fernão de Mendes Pinto está no mesmo plano que eu. E sabe-o. Alegoria da caverna, meu caro.

    Deixe, João, de invectivar os outros pelo que crêem, pois o que o João julga ser certo pode não o ser. Ambos dependemos de testemunhas. Se tenho ou não experiências pessoais, meu caro, não o revelarei. Há aquela história de margaritas que não se atiram, dado por um homem há dois mil anos atrás, e é um conselho que acho proveitoso.

    Quanto ao que diz o tal imaginário amigo seu Dawkins sobre o mormonismo, deve saber que não me vai tirar o sono.

    Com o Comunista, podemos andar a brincar um com o outro, mas há respeito mútuo (pelo menos da minha parte há). Mas isso não me inibe de mandar uma Dragunova 7.65R versão Colaço na sua direcção, e de receber concomitantemente. Em bonomia. Até com anedotas soviéticas de vez em quando.

  32. João Lima

    Frase minha, nem religioso, nem ateu. The only good thing from religion and politics is the revolution that follows. Continuai a marrar no que não interessa, afinal somos todos humanos.

  33. Amilcar Fernandes

    Um diálogo, todo ele muito interessante, demasiado acadêmico para a minha bagagem intelectual, mas adequado a um Pais, onde todos parecem ser doutores, com uma constituição elaborada por extra terrestres, que, nem os próprios juízes do Constitucional, sabem decifrar. Para gáudio de muitos detentores de direitos adquiridos, ainda que a custa de dinheiro emprestado, que tem um prazer diabólico em ver o contribuinte humilhado, e frustração de todos aqueles que gostariam de ver o Pais desencalhado

  34. João

    Quer dizer que os ateus não tem possibilidade de apreciar e deixar-se deslumbrar, e até sentir awe (nao sei em português qual a palavra que melhor descreve isto). Eu consigo apreciar a Acrópole em Atenas, como uma obra de simetria e beleza extraordinária, sem necessitar de acreditar no culto de Atena nem nos sacrificios humanos que lá tiveram lugar.
    Essa arrogância cristã de que só acreditando em fantasias é possivel sentirmo-nos deslumbrados com o mundo que nos rodeia é tipica. Veja o Cosmos, nova série de neil De Grasse Tyson (herdeiro de Carl Sagan), e deslumbre-se com as maravilhas do Universo. Leia Stephen Hawking quando ele fala sobre o Event Horizon e delicie-se com a beleza que é a realidade. Em suma, a ciência tem a capacidade de nos deslumbrar. Muito mais que um arbusto falante a arder no meo de deserto.

    “A verdade é que nós, os cristaos, os que acreditam em certas e determinadas “idiotices”, pelo menos temos a consolaçao de extrair alguma riqueza espiritual e estética das nossas “fantasias”.”

    O facto de extrair consolação e riqueza espiritual da sua fantasia não implica que esta seja verdadeira. Até concordo consigo, quem acredita que tem uma alma imortal e que depois do “corpo fisico” morrer vai para um plano sobrenatural e lá vai encontrar os parentes, deverá ser uma pessoa certamente feliz. A religião tem esse poder que é dar algum alento no terrivel medo da morte que todos nós temos. Se disser a um pai que a sua criança morreu ( a pior dor que o ser humano podera sofrer , na minha opinião) certamente se lhe dissermos que a morte é uma ilusão e que mais tarde se vai reunir com a sua criança é uma mensagem muito poderosa e consoladora mas não implica que, tendo essas caracteristicas seja uma mensagem verdadeira.

    Nós ateus tambem conseguimos deslumbrar-nos com um pôr do Sol em Table Mountain, aqui no cabo, ou com as maravilhas da natureza ou dos cosmos. Verdi compôs muitas obras de devoção e cariz religioso sem nunca acreditar em Deus. Continuam a ser maravilhosas e a dar a sensação de arrepio quando as ouvimos.

    Muitas vezes quando se debate estes assuntos a contra parte raramente conhece os argumentos contra a sua posição. Certamente nunca leu nada nem nenhum autor com uma posição diferente da sua. Até os proprios defensores do seu lado já usam argumentos mais sofisticados. Junto um link de um debate de Chris Hitchens com um catolico muito conhecido, consegui encontrar uma versão com subtitles em portugês do Brasil
    Do seu lado há pensadores sofisticados (errados na minha opinião, mas com bons argumentos).
    Aqui vai uma ajuda para o seu lado, pesquise no you tube se quiser:
    Dinesh d’Sousa
    David Wolpe
    Boteach

    “The person who is certain, and who claims divine warrant for his certainty, belongs now to the infancy of our species.”
    Hitchens

  35. João

    Francisco,

    “por um tal Dawkins, um iluminado qualquer que acha que sabe tudo”

    Quem sabe tudo são os religiosos. Sabem que o Mundo foi feito em sete dias, sabem para onde vão quando morrem e até sabem porque é que todos os anos morrem 9 milhoes de crianças abaixo dos 5 anos, são 24.000 por dia, 1000 por hora e cerca de 17 por minuto. Faz tudo parte do plano de Deus!

    Maior parte dos pais destas crianças acreditam em deus e rezam certamente para que as suas crianças sejam salvas. As suas preçes não vão ser atendidas. Mas faz tudo parte do plano de Deus. Qualquer Deus que permite que crianças aos milhões morram e sofram desta maneira e que os seus pais sofram as maiores agruras, ou não pode fazer nada ou não se importa. Por isso, a existir, será aboslutamente impotente ou mau.
    E pior que isso, na visão cristã, maior parte destas crianças, não sendo cristãs ou estando a adorar o deus errado, vão para o inferno.
    Sem culpa nenhuma, estas crianças nasceram na cultura errada numa parte do mundo onde lhes foi ensinada a teologia errada e não foram “iluminadas” pelo cristianismo.
    Hã 1.2 bilioes de pessoas na India. No universo da cristandade, não importa o quão boas estas pessoas sejam elas estão condenadas se rezaram ao deus macaco hanuman.
    Há alguma evidencias de que isto seja verdade!
    Não!
    Mas é o que diz em Marcos 9, Mateus 13 e revelações 14

    Mas é verdade, as partes onde é recomendado no novo e velho testamento, o genocidio, a subjugação das mulheres, a escravatura , violação… já não contam…só as partes boas e aquelas em que a ciencia não tornou completamemte idiotas.

  36. Joao Bettencourt

    “Verdi compôs muitas obras de devoção e cariz religioso sem nunca acreditar em Deus. Continuam a ser maravilhosas e a dar a sensação de arrepio quando as ouvimos.”

    Já se perguntou porque é que as obras de devoçao de Verdi sao maravilhosas e dao a sensaçao de arrepio?

  37. Mário Pinto

    Ao PSD/CDS convém, a todo o custo, inventar outro DDT e já que o verdadeiro (o dono do Regime) caiu do altar, nada melhor que eleger o Presidente do TC. Assim, tentam esquecer o Ricardo Salgado mais as suas patifarias (estou a ser simpático) ao mesmo tempo que – uma vez mais – se apontam baterias a Sousa Ribeiro, essa “força de bloqueio” que não deixa o governo trabalhar, o que nos traz à lembrança Cavaco Silva (SEMPRE!) e o Tribunal de Contas. Mudam os tempos, as não as formas de desculpar a incompetência governativa.

  38. João

    João Battencourt,

    É porque deve ser verdade que deus existe. Os cientistas em tudo o mundo quando fazem um postulado ou elaboram uma teoria não precisam de anos para validá-la basta sentirem um arrepio e é verdade.

    João,

    Temos que fazer uma clara distinção entre o caracter de uma experiência pessoal e fazer alegações sobre a natureza do cosmos e a existência de uma plano sobrenatural. É neste ponto que maior parte das conversas sobre experiências individuais subjectivas e alegações sobre uma certa visão do mundo e do cosmos colidem. Experiências físicas não tem correspondência com um alegado plano metafísico. Relacionar aquilo que pensamos quando fechamos os olhos e ficamos “sozinhos” na nossa mente com aquilo que poderá ser ou não verdade sobre a natureza do universo é uma extrapolação que não faz sentido e cujas evidências são nulas.

    Se espiritual quer dizer que, eu amo os meus filhos, tive uma experiência ao por do sol maravilhosa, ouvi uma música que me fez chorar ou que fico deslumbrado com a beleza da natureza ou como Einstein disse ” o milagre da natureza é que não há milagres na natureza , tudo funciona com regras racionais, inteligíveis e matematicamente brilhantes”, então eu sou espiritual. Sou igualmente capaz de experiências subjectivas fortes, mas retirar daí verdades sobre a natureza do universo é um passo em falso.

  39. Joao Bettencourt

    Se bem percebi, o Joao acha que a religiao é algo infantil porque dá uma explicaçao inverosímil da realidade, ao passo que a ciência, porque baseia as suas explicaçoes em “regras racionais, inteligíveis e matematicamente brilhantes” é superior. Correcto?

    Já se perguntou porque é que há tanta gente religiosa?

  40. João

    João,

    Em termos de estudos sobre psiquiatria cognitiva os mecanismos de pensamento religioso estão bem documentados, mas não querendo entrar num campo muito técnico posso argumentar com uma versão mais antropológica do pensamento religioso.

    O pensamento religioso é/foi parte constituinte do ser humano. Faz parte da nossa herança cultural e intelectual.É a nossa primeira versão, a nossa primeira tentativa, como espécie, de interpretar o que nos rodeia. É o que nós tentámos quando não sabíamos nada. Não sabíamos que vivíamos num planeta esférico e que este orbitava o Sol, não sabíamos da existência de microorganismos que explicavam as doenças, pensávamos que as doenças vinham de feitiços, bruxas, maus olhados ou demónios. Pensamento religioso vem da infância da nossa espécie primata e dos medos e terrores que tínhamos e porque não sabíamos nada sobre nada. Foi a nossa primeira tentativa em filosofia, a nossa primeira tentativa em moralidade e até a nossa primeira tentativa em cuidados de saúde com a cura de fé e os shamans e curandeiros das primeiras comunidades. Mas, porque foi a nossa primeira tentativa foi a nossa pior.
    Temos agora muito melhores explicações para estes medos e resolvemos muitos dos mistérios que nos rodeavam. No entanto, grande parte da humanidade, concordo consigo, ainda nada no pântano da religião.
    Existiram ao longo da história da humanidade cerca de 1000 deuses. Acredito que o João seja ateu para os 999 deuses que não são o seu. Seu eu disser que Thor ou Zeus fazem parte da minha vida numa entrevista de emprego ou num primeiro encontro com alguém eu irei pagar um preço, um preço em riso descontrolado da contraparte….e bem. No entanto é uma afirmação tão válida como acreditar em Jesus. 84% da população mundial pertence a um formato de religião organizada e acredita em um formato de deus.
    Há 5.9 biliões de pessoas religiosas no mundo,
    2 biliões de cristão , dos quais metade são católicos
    Um pouco mais de 1 bilião de muçulmanos
    800 milhões de hindus
    400 milhões de budistas
    700 milhões de religiões étnicas variadas e cultos animistas.

    Existem cerca de 10.000 denominações diferentes. Dentro do cristianismo existem 34.000 denominações , muitas delas absolutamente contraditórias entre si.

    Na perspectiva de um cientista estes números gritam por uma explicação. Mas como disse não vou entrar num campo mais neurológico e manter-me numa análise puramente social.

    Quais são as chances de uma destas religiões ter o deus certo e a teologia certa e os biliões de outras religiões estarem errados?
    Quais ao as chances de haver uma que esteja certa. Os biliões de pessoas que viveram antes de Jesus, os biliões que neste momento não acreditam estão simplesmente errados?

    Ou

    É mais provável que todas estas religiões e crenças em deus sejam socialmente e psicologicamente construídas e que nenhuma delas esta certa na realidade ou em termos ontológicos?

  41. Joaquim Amado Lopes

    A discussão entre ateus e crentes é normalmente muito engraçada, pela arrogância demonstrada por ambas as partes embora no “campeonato” da arrogância os ateus como o João (comentário Agosto 17, 2014 às 13:10) levem (quase?) sempre a taça.

    O João começa logo por “confundir” religião com superstição, numa clara tentativa de menosprezar a primeira. Não são exactamente a mesma coisa.

    Depois, refere a origem da religião como a necessidade de explicar o que não se entende e sendo, no essencial, uma demonstração de ignorância.
    Ora, qualquer cientista tem que começar por assumir que é, na realidade, um ignorante. Não investiga porque sabe mas precisamente porque não sabe e quer aprender. O clássico “só sei que nada sei” ou “cada resposta apenas tráz mais perguntas”.

    Com tão pouco que sabemos sobre a vida e sobre o Universo e com a cada vez mais evidente insignificância da nossa existência no grande plano das coisas, como pode alguém racional (como os cientistas reclamam ser) dizer que Deus não existe como se isso fosse um facto inquestionável?
    Mas o problema parece não ser propriamente a falta de racionalidade mas mais a falta de humildade (pecado mortal de crentes e cientistas), certo? Afinal, só alguém com um ego maior do que Deus pode pretender que está ao seu alcance chegar a uma teoria que explique tudo.
    E é engraçado que, p.e., se recuse liminarmente a ideia de Deus e se aceite como válida uma teoria (por acaso até proposta por um religioso) a que se deu o nome de “Teoria do Big Bang”.

    Há muitas religiões? Há. Invalidam-se umas às outras? Não propriamente.
    Por que razão não podem todas essas religiões (ou a maior parte delas) pressuporem a existência da mesma entidade “superior” mas referirem-na de forma diferente e as diferenças culturais das sociedades onde essas religiões surgiram terem conduzido a abordagens e rituais diferentes? Afinal, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo (e outras como a fé Bahai) referem-se precisamente ao mesmo Deus.
    E, não esquecer, convém distinguir a religião da forma como muitos a usam como um meio para atingir os seus objectivos particulares.

    Há tanto que não sabemos do mundo há nossa volta e tantas coisas observadas e comprovadas que, segundo “cientistas” como o João, não podem existir que se justifica que, no mínimo, se mostre alguma abertura ao que não conhece. A propósito disso recomendo-lhe vivamente o texto
    http://o-lidador.blogspot.pt/2014/03/o-balanco-de-um-ceptico.html

    E não, não sou religioso. Sou agnóstico, posição que me parece muito mais razoável e defensável do que a do João (pelo que se depreende do seu comentário).

  42. Joao Bettencourt

    Caro João, buscar a psiquiatria cognitiva ou qualquer campo técnico relacionado para explicar a religiosidade das pessoas é exatamente o que eu esperava que um ateu fizesse. Afinal, que mais pode haver de racional, inteligível e matemático do que as neurociências? Eu, por outro lado, aposto em respostas menos “limpas”: eu digo que há muita gente religiosa porque, apesar de sabermos muito e de termos agora resolvidos muitos mistérios e respostas muito melhores, não mudámos muito desde outras épocas – quase nada, arriscaria eu – e continuamos a ser as mesmas crianças que éramos antes – e ainda bem – e, como você bem diz, temos os mesmos “medos e terrores que tínhamos”. Ora, como ainda não somos as máquinas “racionais, inteligíveis e matemáticas” que os ateus gostariam que fossemos, ainda nos vamos declinando por velhas fórmulas de crianças que nos confortam perante o “nada de nada” que ainda insiste em atravessar-se à nossa frente de vez em quando.

  43. João

    Joaquim Amado Lopes,

    Diz,
    “Depois, refere a origem da religião como a necessidade de explicar o que não se entende e sendo, no essencial, uma demonstração de ignorância.
    Ora, qualquer cientista tem que começar por assumir que é, na realidade, um ignorante. Não investiga porque sabe mas precisamente porque não sabe e quer aprender. O clássico “só sei que nada sei” ou “cada resposta apenas tráz mais perguntas”.

    A primeira frase está certíssima em relação a uma das características da religião. Os diversos povos arranjaram sempre explicações divinas para eventos fora do seu escopo de entendimento. Os trovões de onde vêm? São Thor deus do trovão – explicado. Quem controla as tempestades? Neptuno- explicado. Há milhares de exemplos onde sistemas religiosos frequentemente fizeram afirmações e chegaram a conclusões que mais tarde foram facilmente explicadas com o advento da ciência, estranho se não consegue ver tão óbvia característica . Há outras características amem muito recomendáveis mas ficam para segundas núpcias.

    A segunda frase também está certíssima. Os cientistas partem de uma posição de ignorância para estudar qualquer das áreas de conhecimento humano. A grande diferença é que os cientistas quando não sabem não inventam histórias fantásticas baseadas em mitos, superstições e lendas . Elaboram um postulado que é submetido a peer review por todo o mundo e escalpelizado ao ínfimos pormenores e se conseguir passar essa revisão poderá passar a teoria. O Joaquim está um pouco confuso em relação ao significado de teoria, com se está fosse de certa forma uma proposta não fundamentada e frágil. A palavra teoria em ciência tem um significado diferente do uso comum que é atribuído, veja no dicionário inglês as duas acepções. A comum e a científica. O Joaquim tem alguma duvida que a teoria heliocêntrica é 99,9% certa. Concordamos que no sistema solar que habitamos os planetas obrigam em torno do sol não é? A teoria da evolução das espécies por selecção natural e mutação tem evidências tão numerosas e avassaladoras que a tornam a melhor explicação, até à data ( lá está a humildade científica).

    De facto muitas religiões são absolutamente contraditórias. Nota que se matam uns aos outros, inclusive por interpretações diferentes dos textos dentro da mesma religião.

    Em relação às religiões acreditaram num ser superior. O problema não está aí! Eu como ateu, não me choca o deísmo ( acreditar numa primeira causa , num grande arquitecto, num inicio atribuído a uma entidade fora do plano material) mas dar o passo para o teísmo é que é produto de uma dissonância cognitiva que muitas pessoas inteligentes têm. Tenho colegas religiosos e debatemos horas sobre isso ( a minha profissão é, dentro das ciências e que mais tem pessoas religiosas, sendo 7% dos cientistas em geral, em medicina chega aos 40%). Pessoas com formação puramente axiomática e que depois se prestam a exercícios de raciocínio sem bases. Quando não se sabe, diz-se que não se sabe.

    Em relação ao teísmo Joaquim,

    Podemos falar da religião como é agora, para a maior parte das pessoas maior parte do tempo, ou, podemos de como a religião poderia ser ou deveria ser para a minoria de pensadores sofisticados que encaram este assunto. Queria que o Joaquim percebesse a diferença entre ambas as visões.
    É verdade que algumas pessoas defendem deus como pura consciência, ou como sendo sinónimo das leis da natureza. Mas se estamos a falar de consciência ou leis da natureza não estamos a falar do “deus” que maior parte das pessoas, os nossos vizinho, acredita. Que é um deus pessoal que ouve as nossa preces e, ocasionalmente, responde.
    Quando digo algo derrogatório da religião a sua resposta não pode recorrer ao Big Bang ou a física quântica. Não estamos a falar do mesmo. Não se pode refugiar numa noção de deus completamente diluída da doutrina seguida por milhões de pessoas. Falar em deus sendo sinónimo de puro mistério, pura informação, pura energia ou pura qualquer coisa. Queria plantar uma bandeira nesta diferença para que o Joaquim pudesse ver a diferença no que argumento.
    O deus que as pessoas acreditam, que deduzo não seja o deus visto do seu agnosticismo, é basicamente uma pessoa invisível. É uma divindade criadora que criou o universo para ter uma relação como uma espécie de primatas. Que sorte a nossa!
    Esse deus tem galáxia atrás de galáxia para supervisionar, mas está especialmente interessado e preocupado com o que nós fazemos, principalmente com o que nós fazemos enquanto estamos nus. Aparentemente, ele odeia homossexuais, contraceptivos e minimiza as mulheres entre muitas outras pérolas das doutrinas de pelo menos as três grandes monoteistas.
    Ou seja, deus, criou este universo como um vasto laboratório onde ele poderia testar os nossos poderes de credulidade. O teste é este – o Joaquim consegue acreditar neste deus com base em más ou nenhumas evidências? Ou seja com base na fé? Se sim, então o Joaquim irá ganhar uma eternidade de felicidade para todo o sempre é a sua alma será imortal.

    …”Há tanto que não sabemos do mundo há nossa volta e tantas coisas observadas e comprovadas que, segundo “cientistas” como o João, não podem existir que se justifica que, no mínimo, se mostre alguma abertura ao que não conhece. A propósito disso recomendo-lhe vivamente o texto”…

    E a única forma de alcançar esse conhecimento é através da ciência. E quando existe “má” ciência ou ciência errada o remédio é boa ciência e caminhar sem estar preso a textos da idade do bronze escritos por pessoas que não tinham a mínima ideia de nada. O meu filho de 13 anos sabe mais sobre o mundo que o rodeia do que qualquer dos fundadores dos textos da qualquer religião.

    Se o Joaquim vir por exemplo, a recente nova série do cosmos com neil de grasse tyson, vai ver que a cada afirmação de um cientista é oferecido um “caveat”. Honestidade, full Disclosure e peer review são ferramentas essenciais ao progresso de conhecimento. Veja a série se tiver tempo ou desejo.

    Em relação a ser agnóstico.

    Muitas vezes quando se diz ser agnóstico está a dizer-se qualquer coisa do género. Bem, eu não posso nem provar que existe nem provar que não existe por isso fica no meio, sentado na cerca. Esta afirmação de certa forma coloca um peso idêntico de digamos 50% no agnóstico. Ou seja um agnóstico admite que a existência ou não de um ser sobrenatural tem hipóteses idênticas.
    Em primeiro lugar, provar um negativo é impossível. Se não existe não é possível aferir a sua não existência. O que existe é plausibilidade e esse plausibilidade é que tem de ser medida fendo em conta as evidências.
    Calculo que o Joaquim não seja agnóstico em relação aos unicórnios ou sereias ou Osiris, Thor ou Tecuciztecatl. A minha mulher é irlandesa e quando era pequena, na sua terra natal, acreditava em duendes e fadas. Ela não é agnóstica em relação a eles, apesar de haver imensa literatura sobre eles e inúmeras pessoas que já os viram.
    Ser ateu não é negar a existência de nada. É afirmar que perante as evidências a plausibilidade de tal entidade existir é extremamente baixa, quase nula, não sendo nula, não havendo 100% de certeza. Perante essa constatação, eu vivo a minha vida no pressuposto que não existe tal divindade assim como vivo no pressuposto que não existem fadas escondidas no meu jardim.
    A posição de agnóstico é a meu ver a pior de todas, visto que não tendo fé e não querendo tomar uma posição em relação ao seu real sentimento sobre a existência de deus, opta por estar em cima da cerca.
    Há uma forma muito engraçada do Joaquim verificar onde se situa. Richard dawkins no seu livro ” The God Delusion” não sei o título aí em Portugal, tem uma tabela de 0 a 7 para classificar a posição das pessoas, que é , perdoe-me alguma falha visto não ter presente o chart, assim:

    1 strong theist
    I do not question de existence of god

    2 De-facto theist
    I cannot know for certain but I strongly believe in god

    3 weak theist
    I am very uncertain, but I am inclined to believe in god

    4 pure agnostic
    God’s existence and non-existence are exactly equiprobable
    ( deduzi que seja a sua posição)

    5 weak atheist
    I do not know whether god exists but I’m inclined to be skeptical

    6 De Facto atheist
    I can not know for certain bug I think god is very improbable

    7 strong atheist
    I am 100% sure that thee is no god

    A minha posição é um seis alto. Em toda a minha vida nunca conheci um 7 e já conheci imensos 1

    Saudações,

    João

  44. gato

    A azemola na foto é o mesmo gajo que, apahado a mais de 200 à hora na A2, quando foi presente à GNR que não fizera o auto na hora — borraram-se de medo/respeito — atirou a responsabilidade para o motorista (dos especiais do GOES) dizendo que não sabia de nada sobre a condução do pobre. Para mais, apanhado pelas 12:00 horas, disse que vinha para uma reunião em Lisboa — aquela hora, só se fosse de garfo e faca.
    E tem aquele ar de facínora das revistas de moda com a barba à passa-piolho. Filho de uma mãe querida.

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