Sobre esta União Europeia

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Nigel Farage sintetiza bem qual o sentimento de grande parte dos votantes e não-votantes europeus. O problema não é a Europa, a sua pluralidade, as suas diferenças, a sua riqueza, o seu património, o Norte e o Sul, o Ocidente ou o Leste, os nórdicos ou os latinos. O problema é a União Europeia. Não o conceito de União Europeia — que se quer aberta, num mercado único de livre circulação de pessoas, bens e serviços — mas esta União Europeia, que dedica uma fatia de leão a subsidiar a agricultura na França, que calibra o tamanho da fruta e que regula a quantidade de canela nos bolos. Farage extravasa, contudo, no que à questão da imigração diz respeito. Mas, tirando isso, é a  bottom line do descontentamento europeu.

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44 pensamentos sobre “Sobre esta União Europeia

  1. Luís Lavoura

    União Europeia — que se quer aberta, num mercado único de livre circulação de pessoas

    Creio que o Farage não quer nada disso. Livre circulação de pessoas, nem pensar. Ele só quer ter livre circulação para ele e para a mulher dele, que por sinal é estrangeira. Agora, deixarem os polacos e os romenos entrar no país dele, nem pensar.

  2. mario

    extravasa ? pois, pois, ve-se bem que não vives em França, ou em Inglaterra em bairros onde a tua cultura é marginalizada…e te sentes um imigrante no teu próprio país.

  3. mario, talvez, talvez. Dou isso como prerrogativa. A contenção da imigração não tem de resultar de puro ódio nacional ou racial, pode simplesmente advir de conflitos que surgem de um excesso súbito de imigração.

  4. paam

    Luís Lavoura,

    Crê mal, para variar. Tem a mínima noção da quantidade de emigrantes que entraram no Reino Unido no ano de 2013? Mais de 500.000! O equivalente a população total de Manchester. Talvez não perceba a diferença entre emigração, emigração em massa e os problemas decorrentes desta última.

    Mas o que não falta são hipócritas que defendem a livre circulação de pessoas…mas só dentro da Europa. Existem 200 milhões de norte africanos que gostariam de também poder circular livremente pela Europa mas aí os Luís Lavouras talvez mudasse rapidamente, e radicalmente, de opinião.

  5. Luís Lavoura

    Tem a mínima noção da quantidade de emigrantes que entraram no Reino Unido no ano de 2013? Mais de 500.000!

    Wow, que maravilha. Um crescimento de 1% na população, mas apenas, ou quase exclusivamente, de pessoas adultas, saudáveis e aptas para trabalhar. Isso deve estimular bué a economia do RU. Bem precisaria Portugal de ter um crescimento populacional assim.

  6. Mário Amorim.
    Um dos maiores problemas europeus, e não só dos burocratas em bruxelas e Estrasburgo, é o erro que até o Mário comete quando aborda a questão da Imigração.
    Há dias alguém alertava para um texto sobre o UKIp no publico que não mencionava ninguém que fosse sequer do UKip… mas havia um senhor que dizia: as pessoas é que não sabem o que eles defendem senão…. Ora, a questão é se a maioria dos portugueses ouvisse o Nigel Farage concordaria com ele! Essa é que é a verdade.

    Não é em meia dúzia de linhas que isto se explica (sendo até perigoso ir por aí)… mas a Imigração, desregulada, é realmente um fenómeno assustador para quem é verdadeiramente de direita.
    Primeiro e preciso dizer que SEJA DE ESQUERDA OU DE DIREITA, você vai fugir para junto de pessoas que lhe sejam mais parecidas possíveis. É o chamado white Flight que num dos links abaixo abordo.

    E o problema não é com a emigração em si. Mesmo o mais empedernido direitola aceita o emigrante ao lado dele… desde que não ocorra “norm violations” ao estilo de vida prevalecente. O problema não é com o emigrante, o problema é com o conceito que tu emigras para a “minha terra” e quando cá chegas comportas-te como se estivesses na “tua terra”. Este “norm violation” é que é doloroso para alguém de direita enquanto conceito, não sendo penoso para alguém de esquerda… não, esses limitam-se a mudar de casa e ir viver para a casa ao lado do maléfico direitolas que é racista e xenófobo (ler papers de Robert Putnan)

    Aconselho-o (humildemente) a ler :
    A REALIDADE É UMA “BITCH” – http://barradeferro.blogs.sapo.pt/6497.html
    White Flight… Olá Mrs Brace! – http://barradeferro.blogs.sapo.pt/8975.html
    Eles…! – http://barradeferro.blogs.sapo.pt/7499.html

  7. paam

    “Wow, que maravilha. Um crescimento de 1% na população, mas apenas, ou quase exclusivamente, de pessoas adultas, saudáveis e aptas para trabalhar.”

    Aptas para trabalhar não quer dizer que vão trabalhar. Existem 400.000 emigrantes a receber benefícios do estado. E acha que um influxo de 500.000 pessoas é bom para a economia, mesmo quando esse país tem uma taxa de desemprego de aproximadamente 7%? Pode parecer uma boa ideia para um português, não para um inglês. A falta de empatia parece ser o seu problema.

    Sim, Luís Lavoura, o que Portugal precisa é mesmo disso. Com a abundância de trabalho existente em Portugal os emigrantes até poderiam passar o tempo a relvar.

  8. Luís Lavoura, uma injecção de 500 mil pessoas é boa se eles trouxerem capital e se produzirem capital. Caso contrário, é péssima. Não obstante, a livre circulação na Europa é um princípio que partilho. Claro que existirão problemas práticos, especialmente nos países receptáculos dessa imigração.

  9. mggomes

    É fácil falar de imigração sem limites quando, além do mais, a conta da segurança social é paga com o dinheiro dos outros.

    Como princípio genérico, percebo que se defenda a livre circulação de pessoas.
    Agora quando se chega ao ponto das pessoas se sentirem estrangeiras na sua própria terra, ter-se-á certamente passado o limite.
    É que isto do multiculturalismo é um espectáculo nos outros países, mas ter se se usar o véu para evitar problemas na rua é um bocado mais desagradável..
    É óbvio que há quem ache que a mutilação genital, os assassínios de sangue a submissão feminina são meras manifestações culturais. A esquerda, bem o sabemos, tem uma infinita capacidade de simular realidades alternativas.
    A leitura de Ayaan Hirsi Ali mantém-se actual, pois esta é a realidade não apenas da Holanda ou do Reino Unido mas de quase toda a Europa.

    Creio que também nisso o Farage tem razão.
    Como libertário, apenas me resta rejubilar com o resultado do UKIP.

  10. k.

    “paam em Maio 26, 2014 às 15:15 disse: ”

    Fonte dos seus números? O dos “emigrants living on welfare” é muito badalado por aqui, mas ninguem sabe quantos são.

    “Mário Amorim Lopes em Maio 26, 2014 às 15:17 disse: ”

    Por acaso além de trazermos skills necessários (sou um desses emigrantes que o UKIP odeia), pagarmos impostos, também contribuimos para as empresas do UK serem mais competivas através de concorrência salarial. Trabalho é um factor produtivo, como é o Capital. Maior abundancia não é mau.
    Adoro que defendam por aqui “liberalismo” e depois sejam completamente iliberais.

    “mggomes em Maio 26, 2014 às 15:21 disse: ”
    Tem toda a razão – os tipos que votam no UKIP são desempregados brancos do norte, ou velhotes brancos e enraivecidos. Ambos a viver à custa dos meus impostos. Genial não é?

    Ah e a minha mulher não usa véu. Mesmo no centro de Luton, há muitas mulheres sem véu, usa quem quer. Aliás, agora que penso nisso, vocÊ está desactualizado – o novo “pet hatred” do UKIP são os Romenos (o farage nem quer uns como vizinhos..) e outros habitantes de leste, os muçulmanos são um ódio demodé

  11. Luís Lavoura

    paam

    A falta de empatia parece ser o seu problema.

    De facto, a minha empatia para com os ingleses não é muita.

    Creio que a empatia deles para com os portugueses também não é grande, pelo que não me preocupo com isso.

  12. Luís Lavoura

    Mário Amorim Lopes

    uma injecção de 500 mil pessoas é boa se eles trouxerem capital e se produzirem capital

    O capital pode vir de alhures. Os EUA desenvolveram-se no século 19 graças a imigrantes pobres vindos da Europa Central e de Leste. Os imigrantes não traziam capital, mas havia capital em abundância nos mercados internacionais.

    Uma prima da minha mulher foi doutorar-se para o Reino Unido, casou-se e ficou por lá a trabalhar num emprego de alta tecnologia. Não levou capital nenhum para lá. Ela própria, a sua capacidade de trabalho e a sua capacidade de consumo são o próprio capital. O Reino Unido desenvolve-se graças a pessoas como ela.

    Eu uso um telemóvel Lycamobile. A Lycamobile foi criada por um imigrante bangladeshi no Reino Unido.

  13. k.

    “Luís Lavoura em Maio 26, 2014 às 16:01 disse: ”

    Pergunte a um ingles branco qual é o melhor prato tipico britânico; Não fique surpreendido se ele responder chicken tikka masala (inventado no UK por emigrantes indianos)

  14. paam

    “Creio que a empatia deles para com os portugueses também não é grande, pelo que não me preocupo com isso.”

    Está preocupado o suficiente para comentar um artigo sobre Nigel Farage.

  15. K.
    “Pet hatred” – fonte do seu comentário?
    É que quando oiço Nigel Farage (https://www.youtube.com/watch?v=pfosifJmm6s) falar sobre Búlgaros e Romenos a ultima coisa que me vem à cabeça é ódio.

    Na verdade o senhor parece ter o maior dos respeito por essas “tribos”, simplesmente acha que não é responsabilidade da “tribo dele” resolver os problemas dessa “outra tribo” quanto tantos problemas tem para resolver da “sua tribo”. Isso não é ódio, não concorda?

  16. mggomes

    “Tem toda a razão – os tipos que votam no UKIP são desempregados brancos do norte, ou velhotes brancos e enraivecidos. Ambos a viver à custa dos meus impostos. Genial não é?”

    São tão fáceis as generalizações…
    Quando um partido obtém perto de 30% (ainda que numas eleições pouco participadas como sempre são as Europeias), dificilmente deixará de ser transversal, como de facto o UKIP é.

    Há 2 problemas fundamentais com a imigração desregrada:

    1) Com sistemas de SS generosos, a possibilidade de haver entradas em massa apenas para usufruir desse sistema. Aqui “entram” os romenos e búlgaros.
    O problema é real, mas pode-se sempre olhar para o lado.

    2) Choque cultural quando há recusa de integração.
    Londonistan não é uma obra de ficção.
    E o fenómeno não é exclusivamente britânico.

  17. Carlos

    Quem defende emigração dentro da Europa por uma questão de princípio, e não defende a imigração de chineses, latino-americanos e africanos para a Europa é um valente hipócrita.

    Porque razão não pedem eles que se abram as portas a todos os chineses e africanos que quiserem vir? Porque razão eles apoiam a UE quando esta impõe quotas aos produtos agrícolas de África? Então não é livre circulação de pessoas, bens e serviços? Não.. A UE tornou-se muito mais que isso, e na minha opinião, passou do limite. É um monstro de burocracia e regulamentos.

  18. k.
    Não. O que o senhor Farage diz é que os britânicos não iriam ficar felizes se romenos se mudassem para a porta ao lado. Mas isso é uma constatação de facto. E o que espanta é como chegámos a um ponto em que os factos ofendem. Estranho, não é?

    Com o aumento da diversidade Londres perdeu 600,000 brancos numa década. E como Kaufmann nos demonstra (ou como Putnan prova) o curioso é que quando a carrinha de mudanças com os “romenos” chega à porta ao lado tanto faz que sejas conservador ou muito left liberal (curioso como as percentagens são iguais é só ver o YouGov survey de 2013) allez que se faz tarde e vai de mudar de armas e bagagens para uma zona onde predomina pessoas com quem se identificam (no caso brancos).

    O mais curioso e quando o yougov descobre que na verdade a diferença entre conservadores e left liberals é que os conservadores assumem a sua necessidade de viver junto de pessoas da sua etnicidade e cultura e os left liberals dizem que não precisam nada… mas quando a sua área se torna étnica e culturalmente diversificada, juntam os trapinhos e vão a correr para junto das áreas brancas e culturalmente pouco diversificadas onde estão esses malandros dos conservadores.

    Por isso o crime do senhor Nigel é o ter dito em voz alto aquilo que todos os britânicos, de todas as posições políticas, parecem mais que dizer… fazer: Dar à sola quando a carrinha com os “romenos” chega ao bairro deles.

  19. k.

    “mggomes em Maio 26, 2014 às 17:00 disse: ”

    Tem razão, é fácil generalizar.. para todos os lados.

    1. Desde Janeiro, creio eu, que quem chegar tem de estar pelo menos 3 meses a espera para poder receber qualquer espécie de beneficio

    2. Recusa de integração.. em primeiro lugar, o que é isso? eu não quero ficar “muito integrado”, planeio voltar a Portugal em 5-10 anos, não quero as minhas crianças a crescer aqui. Refere-se aos muçulmanos? A maioria está integrada, todos os 3 milhões. Essa do reino unido estar coberto de terroristas é dificil de engolir, quando isso dá 5% da população (e note-se, isto inclui muitos muçulmanos paquistaneses de 3ª geração)

    “Olympus Mons em Maio 26, 2014 às 17:37 disse: ”

    Uh um facto? Devo eu então assumir que os meus vizinhos ficaram lixados quando eu me mudei para aqui? Eu não sou muito diferente de um Romeno (até a nossa lingua é parecida).

    Londres farta-se de perder gente pela mesma razão que lisboa se farta de perder gente; Casas abjectamente caras, mas isso é outra questão.

  20. K.
    Não sei onde o meu caro mora.
    O que Eric Kaufmann demonstra é que, à semelhança da zona linha de Sintra onde 30% é comuna, os “left liberals” em Londres, Chicago, Detroit, Nova iorque, e claro da Damaia , Amadora, etc. há primeira oportunidade fogem de qualquer diversidade nas comunidades onde criam os seus filhos.

    Pergunte lá às pessoas que conhece do Bloco ou do Livre se vivem na Damaia e afins.
    olhe o única pessoa hoje de manha que me disse em quem tinha votado (No LIVRE) mora na alta de Lisboa, os filhos estudam em colégios privados e é o mais burguês que possas imaginar…!

    Isto realmente está a ficar um mundo estranho…

  21. Comunista

    “O mais curioso e quando o yougov descobre que na verdade a diferença entre conservadores e left liberals é que os conservadores assumem a sua necessidade de viver junto de pessoas da sua etnicidade e cultura e os left liberals dizem que não precisam nada… mas quando a sua área se torna étnica e culturalmente diversificada, juntam os trapinhos e vão a correr para junto das áreas brancas e culturalmente pouco diversificadas onde estão esses malandros dos conservadores.”

    Mas esta é a diferença fundamental. Os conservadores não querem emigrantes os left liberals não se importam que haja emigrantes, mesmo se não gostam especialmente de viver próximo a esta ou aquela comunidade emigrante. Quem é obtuso e cabeça estreita é o conservador que não consegue ir além das suas preferências imediatas, que se identifica completamente com elas.

    Havendo dito isto, é também uma patetice pensar que um povo consegue estar aberto a um fluxo enorme e constante de emigrantes sem que isso gere tensões especialmente entre a própria classe operária ou trabalhadora. Não surpreende que a FN em França tenha muitos votos do proletariado desde logo porque uma esquerda completamente aburguesada, que vive no imaginário, deixou de estar em contacto com a vida real das classes trabalhadoras.

  22. k.

    “Olympus Mons em Maio 26, 2014 às 18:40 disse: ”
    Ahaha eu cresci na linha de sintra (rio de mouro, para ser preciso).. posso dizer que certa vez voltei num comboio onde na carruagem, eu era o unico branco – não me incomodei. E agorafui para inglaterra ter , entre outros, um vizinho paquistanes.. ele não me chateia, eu nao o chateio

    E você? Está tão preocupado com pessoas “esquisitas”, vive onde?

  23. ShakaZoulou

    Há um contributo muito importante na imigração pouco falado, normalmente quem emigra são as pessoas com maior disponibilidade para arriscar, são as mais empreendedoras as que têm maior potencial de capital humano/trabalho. Como Portugal sente a fuga de cérebros outros países com menores índices de formação superior sentem a fuga dos cérebros em potencial. A correlação paises com maior índice de desenvolvimento humano=maior taxa de imigração não é uma simples coincidência mas sim uma relação causa/efeito.

  24. A. R

    “quase exclusivamente, de pessoas adultas, saudáveis e aptas para trabalhar” aqui está aversão mercantilista da esquerda mais o lika mobile. O UK gasta centenas de milhões de libras a alojar e alimentar as tais pessoas adultas e saudáveis das quais mais de 50% nunca fizeram nada na vida. Quem está bem quilhado é a classe média que se vê esbulhada para alimentar parasitas e ver as filhas violadas por gangues de homens saudáveis e maometanos

  25. ShakaZoulou

    Se a imigração aumenta a taxa de desemprego, isso significa que se trocou um nacional pouco produtivo por um imigrante mais produtivo, sendo isso mau para o desempregado em particular é vantajoso para a economia em geral.

  26. ShakaZoulou

    À 300 anos os jesuítas estavam a mais em Portugal 200 anos antes tinham sido os cristaos-novos, à 70 eram os judeus a mais na Alemanha e no resto da Europa, actualmente são os muçulmanos seria bom de que a Historia não se repetisse. Os nazis provocaram o holocausto mas foram poucos os não nazis que o tentaram evitar.

  27. A. R

    ” seria bom de que a Historia não se repetisse.” A história já se repete: basta ver como os judeus, jornalistas e tudo o que não agrade aos muçulmanos é perseguido por eles. A tiro como em Toulouse e em Bruxelas, pelo discurso de ódio, pela violência dos gangues, pelo assalto a escolas, pela decapitação, pelo incêndio de milhares de carros, pelos crimes de honra. Só em Malmo este ano já explodiram 60 artefactos

  28. A. R

    O nosso papel é evitar que aconteça na Europa o que aconteceu aos arménios e todos os povos que os árabes invadiram: a total aniquilação de pessoas, culturas e religião como aconteceu no norte de África, em muitos países da Ásia e acontece ainda na Nigéria, Sudão, “Palestina”, Síria, etc, etc.

  29. Comunista

    O AR é inútil para esta questão porque só vê um lado do problema: é preciso segurar ao mesmo tempo os atentados terroristas muçulmanos contra israelitas e as matanças de palestinianos pelo governo israelita, ambas são inaceitáveis.

    Ninguém sabe em Portugal que Israel mata às centenas por ano na Palestina, ninguém sabe em Portugal que soldados israelitas respondem a pedras com tiros. Ninguém sabe em Portugal das dezenas de jovens e crianças palestinianas mortas pelo exército israelita, mas em Portugal sabe-se de toda a morte em Israel ou de israelitas causada por muçulmanos.

    http://www.btselem.org/press_releases/20131230_2013_fatalities_statistics

  30. k. em Maio 26, 2014 às 20:45 disse:

    K eu acho um piadão às pessoas que dizem eu cresci na linha de Sintra… como se crescer na linha de Sintra lhes desse acesso a um ambiente altamente diversificado e multicultural. Meu caro eu cresci no Cacem e vivo em Rio de Mouro (pese embora num espaço de zero diversidade étnico-cultural) ! E Na verdade não vivi, nem quis viver, num ambiente altamente multicultural. O ambiente dos subúrbios da linha de Sintra sempre foi altamente um ambiente de … subúrbio. Se quiser ir experimentar multi cultural tem que ir vive para zonas específicas como a Damaia, Buraca, tem que ir para a Cova da Moura ou para o Martim Moniz. – Na verdade o que o K. experimentou ao viver nesses sitio foi essencialmente a expressão do provincianismo no contexto suburbano. Qual diversidade étnico cultural qual carapuça.

  31. Considerando, Caro Comunista, que a União Soviética matou mais de meio milhão de muçulmanos, segundo fontes muçulmanas, e enquanto suportava aqueles escaros dos palestinianos, a sua defesa destes é no mínimo ambígua.

    Meio milhão de muçulmanos mortos na URSS são coisa boa. Meio milhar de tipos inclassificáveis que até escrevem «Hoje Israel. Amanhã a Europa.» nas paredes de Gaza é afinal hediondo.

    Comunista, o Partido Comunista e os seus neo-totalitários irmãos lembram-me perenemente de como a consistência é uma virtude primeva!

  32. O primeiro dever do emigrante é integrar-se na sociedade de acolhimento. Isso não significa de modo algum perder a sua identidade, mas adoptar publicamente os bons costumes dos seus hóspedes, fazer a sua vida honradamente e ser um agente de paz e de industriosidade.

    Os Estados Unidos tiveram milhões destes emigrantes. O que nos está a sair na rifa é outra coisa qualquer.

    Como disse Putin, e muito bem, se os muçulmanos na Rússia querem viver a Sharia, estão no seu direito; sugere para o efeito que se mudem então para um país que implante a Sharia.

  33. k.

    “Olympus Mons em Maio 27, 2014 às 10:32 disse: ”

    ?? Tive vizinhos de várias cores e etnias – circulei e passei por todas essas zonas.
    O ponto é: Experimente contactar pessoas diferentes, verá que a generalidade que exactamente o que você quer. Querem trabalhar, querem cuidar dos seus filhos. Não são “demonios invasores”

  34. K.
    Um dos problemas é que o K. não consegue perceber que o défice é seu. O problema cognitivo não reside em mim mas em si. Também não espero que o entenda. Mas parece-me justo que o avise.
    Primeiro deixe-me dizer que são curiosos os remarques que o K faz, porque repare que até por actividade profissional, desde chineses a tailandeses, a indianos a neozelandeses, a suíços, alemães (ainda à horas atrás estava a combinar jantar com um em Nice) a sul africanos eu lido verdadeiramente com pessoas de todas as nacionalidades e raças. Jantamos, bebemos copos por esse mundo fora e quando passam aqui por Lisboa passamos momentos agradáveis…
    Mas há algo que você (e as pessoas como o K) parecem nunca entender…
    Leia o meu ultimo post O ERRO DE DESCARTES – http://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-erro-de-descartes-15092 e talvez o ajude.

    Pessoas como eu (mais de direita) são auto-referenciais. Exemplo : Se dissesse que sou a favor de incrementar a multiculturalidade nas comunidades estaria a dizer que estava a preparar as malas para ir viver para a cova da moura. Penso explicar isso no post http://barradeferro.blogs.sapo.pt/cerejas-e-o-que-e-12781 .

    Quando afirmo algo estou a construir um eu subjectivo (“me”), um eu que e narrativo de algo real (mais ou menos). Não estou a falar do “I” que é um estado de alma.

    O me é narrativo, é o modo como “construction of narratives that weave together the threads of temporally disparate experiences into a cohesive fabric”.

  35. k.

    “Olympus Mons em Maio 27, 2014 às 16:34 disse: ”

    De facto li o seu post do “erro de descartes” e de facto, ao aperceber-me que você defende que a “esquerda é hipocrita por problemas cerebrais”.
    Eram os Nazis que mediam o crânio dos judeus à procura de “diferenças”

    Não, eu entendo muito bem o que você é.
    Entendo porque apoie partidos racistas, é claro.

    PS: E eu tenho colegas Romenos, Marroquinos, Egipcios, Sauditas, entre outros. E? Não vivemos ao pé dos nossos colegas.

  36. K.
    gosto muito de Jonathan Haidt. E houve uma coisa que haidt descobriu. é que de todos os grupos sócio-políticos os únicos que eram incapazes de responder a um questionário como se fossem de outra opção sócio-politica eram as pessoas de esquerda (na verdade de extrema). Por isso eu disse no comentário que não esperava que entendesse.

    Não. A esquerda é hipócrita (tem mais facilidade em) porque a hipocrisia é a resolução natural de dissonâncias cognitivas. Não é um problema cerebral. É até uma faculdade cerebral.
    As dissonâncias cognitivas são resolvidas por trigger da Anterior Cingulate e com argumentos do DLPFC (dorso lateral prefrontal cortex). AS pessoas de esquerda e de direita são da mesma espécie mas tem que se assumir que são de “género” diferente. Os pathways e redes neurológicas onde a esquerda gosta de “estar” não são de todo as mesmas onde as pessoas de direita gostam de “estar”. Isto cria um problema que tem que ser resolvido… Mas isto não é conversa de comentário em blog.

  37. Renato

    Alguns comentem erros lógicos, ou estatísticos, ou matemáticos bastante evidentes, ao ponto de chegarem a ser constrangedores. Terei de explicar algumas coisinhas óbvias:
    1. O fato da maioria (ou mesmo a grande maioria) de uma determinada população migrante não ser composta de criminosos não muda o fato de que esta população pode ter um impacto enorme na criminalidade de um pais. Qual a porcentagem dos homens suecos que pratica o estupro? Certamente será ínfima. Se numa população imigrante de centenas de milhares ou poucos milhões de pessoas, 2% dos homens estuprarem três ou quatro pessoas por ano, o impacto estatístico sobre este tipo de crime será enorme, e um enorme número de suecos verão esses imigrantes como perigosos. O mesmo vale para qualquer outro tipo de crime violento. É claro que uma população que vive num ambiente de segurança se ressentirá grandemente de um enorme aumento da criminalidade. O fato da maioria dos imigrantes não serem violentos é irrelevante. Basta um relativamente pequeno número de pessoas violentas (desde que sejam muito relevantes em relação às pessoas violentas nativas) para ter um enorme impacto nos índices de criminalidade. Num país como o Brasil, onde a criminalidade “nativa” é enorme, isso nem seria notado, mas num país de baixa criminalidade o efeito foi devastador. A população nativa tem o direito de se ressentir? Com certeza. Porque motivo teria de apoiar o incentivo à imigração (é disso que trata também o multiculturalismo) se esta causa aumento da insegurança?
    2. A maioria dos imigrantes trabalha? Em primeiro lugar, é preciso dizer que em muitos países há certas população de imigrantes (e filhos de imigrantes) que estão amplamente desempregadas. Mas vamos considerar a situação de um país onde todas as população de imigrantes sejam, na sua maioria, de trabalhadores. Isto não quer dizer que seja vantajoso para o país a entrada desses imigrantes. Se a porcentagem de dependentes da previdência for bem maior entre esses imigrantes do que entre a população nativa, então é certo que o impacto global dessa imigração é ruim para o pais (embora possa acontecer de muitos dos imigrantes terem um impacto positivo na economia do país).
    3. É ruim morar perto de um imigrante? Em primeiro lugar, a maioria das pessoas (seja de esquerda, seja de direita) não se importa nem um pouco em ter imigrantes como vizinhos. Aqui no Brasil, sempre tive imigrantes como vizinhos, e eram bem vindos e benquistos. Tenho uma irmã que mora nos EUA, perto de Boston. Por lá há imigrantes de muitas partes do mundo, e são muito bem vindos. Os problemas começam quando esses imigrantes ocupam em grande parte determinados bairros e começam a criar problemas de criminalidade. Estes problemas de criminalidade estão associados aos itens 1 e 2. Se a polícia (por pressão de líderes esquerdistas) começa a ser particularmente leniente com criminosos imigrantes (como não era leniente com criminosos nacionais) a bomba relógio está armada. Um bairro antes muito seguro passa a ser inseguro. Isto acontece em certos lugares, e sempre que isso acontece, os nativos do lugar se mudam, os preços das moradias caem. Na atual situação da Europa, esse problema tem muito a ver com o fato de políticos, jornalistas e acadêmicos esquerdistas incitarem tais pessoas à violência e à revolta, como acontece regularmente na França. Chega a acontecer de haverem bairros onde a polícia não pode entrar, e onde imigrantes (e seus filhos) muçulmanos impõem suas regras sobre a população nativa. O fato do Lavoura (e todos os comunistas) fingir que não sabe nada sobre isso diz muito sobre as más intenções da esquerda em fomentar este tipo de problema.

  38. Renato,
    O amigo também foge á questão de fundo. O problema da imigração tem a ver com “ a violação da norma”. Nem precisa de ir a casos extremos como aumentos de criminalidade. Quem não entender isto nunca vai entender o problema que subjaze a toda esta questão. Em Portugal não sentimos muito o “problema” da imigração porque no global as pessoas que emigram para Portugal são culturalmente muito parecidas connosco. Brasileiros, Africanos das ex colónias, etc ( o que não significa que seja um problema invisível).
    Entender a razão pela qual a direita (e vamos dar de barato o rótulo de extrema) ganha terreno na Europa e irá ganhar ainda mais é porque existe realmente um incompreensão geral por parte de toda uma população de esquerda que domina as elites, que domina a comunicação social e que é completamente incapaz (completamente!) de entender o que pessoas como Nigel Farage dizem. Não é preciso concordar com o homem. Eu até posso nem concordar com ele mas entendo perfeitamente o que ele está a dizer – O espaço (cultural, físico, etc) que é um pais não é um tela onde as pessoas de esquerda podem pintar os desenhos sociais que querem sem respeito por pilares morais que são específicos desse grupo, sem ter em atenção as especificidades culturais desse “Ingroup”. “Group selection” moldou os humanos nos últimos 10 mil anos e quem não tem em si, quem não sente no seu ser, o resultado desses 10 mil anos essencialmente nos pilares morais que não são normativos mas sim descritivos desse grupo especifico ( porque 150 mil anos de paleolítico não se apaga facilmente dos genes)tem que ter cuidado com o que está a mexer. Se é “ignorante”, se é “cego” não se ponha a opinar sobre tonalidades de bege por não faz ideia do que está a falar. A mim parece-me óbvio.

  39. Renato

    Olympus

    A mim também não escapa esta questão do estranhamento. Mas nem quis tocar nela. Se a esquerda inteirinha, em bloco, consegue fingir que não percebe questões evidentes e gritantes como o enorme aumento da criminalidade, intimidação das populações locais, revoltas enormse com milhares de pessoas depredando e incendiando, e enormes quantidades de pessoas desempregadas vivendo da assistência estatal, será demais pedir à esquerda respeite os detalhes das especifidades culturais da população local. Quem decidiu não ver o elefante terá facilidade em não ver um gato.

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