Não se admirem (2)

Repito-me. A falta de coragem dos partidos e políticos do mainstream para lidar seriamente com os problemas causados pela imigração (tudo desculpado em nome do multiculturalismo) é sabiamente aproveitado por pessoas deste calibre que não perdem a oportunidade para propor as suas “soluções finais”. E para quem anda distraído o partido dele é apontado como o vencedor das eleições de Domingo. Num dos maiores países da UE.

LEITURAS COMPLEMENTARES: Basicamente é isto; Não se admirem

20 pensamentos sobre “Não se admirem (2)

  1. Luís Lavoura

    os problemas causados pela emigração

    Refere-se à emigração ou à imigração?

    É que de facto há em Portugal muita gente que se queixa da emigração, mas parece que o linque se refere à imigração para França, algo de substancialmente diferente.

  2. Luís Lavoura

    os problemas causados pela imigração

    Em Portugal não há, que eu saiba, problemas sérios e continuados causados pela imigração. (Houve problemas temporários, mas na sua maior parte têm sido ultrapassados.)

    A imensa maior parte dos imigrantes está razoavelmente bem integrada na sociedade, trata bem os, e é bem tratada pelos, portugueses de origem.

    Não sei exatamente o que se passa nos outros países, mas suspeito que neles boa parte dos problemas seja causado por racismo e por uma vontade deliberada, da parte dos autótones, de não integrar os imigrantes.

  3. Luís Lavoura

    Independentemente dos problemas causados pela imigração, ela é imprescindível para que a máquina económica de todos os países europeus continue a funcionar. Pelo que, é bom que se trate de resolver rapidamente os problemas. A rejeição da imigração é inviável.

  4. Miguel Noronha

    “A imensa maior parte dos imigrantes está razoavelmente bem integrada na sociedade, trata bem os, e é bem tratada pelos, portugueses de origem.”
    Penso que você anda um pouco alheado da realidade. No entanto recomedo-lhe que verifique a que país se refere o post. Experimente ver o link.

    “Não sei exatamente o que se passa nos outros países, mas suspeito que neles boa parte dos problemas seja causado por racismo e por uma vontade deliberada, da parte dos autótones, de não integrar os imigrantes.”
    Pois. Verfique a situação em Inglaterra, Suécia, Holanda, etc. Continue a repetir que são os problemas de integração são causados pelos “autocnes”.

    E é interessante verificar que os islamitas nesses países não são propriamente imigrantes de primeira geração.

  5. Miguel Noronha

    “A rejeição da imigração é inviável”
    Se me puder indicar onde no post é escrito ou sugirido a “rejeição da imigração” eu agradeço.
    Aliás, esse é precisamente o problema dos principais partidos. Não discutem a imigração porque temem ser associados a algum tipo de racismo. Os “Le Pens” aproveitam a deixa e aproveita a onda e vendem-lhes o pacote completo.

  6. PT

    “boa parte dos problemas seja causado por racismo e por uma vontade deliberada, da parte dos autótones, de não integrar os imigrantes”!!!
    Claro que são os franceses que são uns racistas de primeira! E tudo isto começou numa pequena aldeia da Armórica, que resiste ainda e sempre ao invasor romano…


    Ah, pois, e os ingleses também são uns sacanas duns racistas

    E depois há os belgas em Antuérpia, os holandeses como Theo Van Gogh, Geert Wilders, Pim Fortuyn, os suecos em Gotemburgo e tantos, tantos outros exemplos, como aqui ao lado na vizinha Espanha.
    Nada contra a imigração, DESDE QUE SE COMPORTE e acate as leis do país de acolhimento e não umas quaisquer leis divinas que nada têm a ver com a cultura de quem a recebe.
    E desde que sejam verdadeiramente necessários, obviamente.

  7. “E para quem anda distraído o partido dele é apontado como o vencedor das eleições de Domingo.” Consequencias da democracia, meu caro. Se um qualquer maluco conseguir juntar malucos suficientes, e’ esse maluco que vai decidir os destinos de todos. It’s life!

  8. Carlos

    Não Miguel, vai-me desculpar mas a responsabilidade de cada um dos votantes no partido deste pulha é mesmo individual. Não é dos outros. Se esses votantes, pulhas portanto, que aprovam este discurso, votando no pulha, forem a maioria, estamos mesmo em maus lençóis. Mas é por causa deles, dos pulhas.

  9. Miguel Noronha

    “vai-me desculpar mas a responsabilidade de cada um dos votantes no partido deste pulha é mesmo individual. Não é dos outros.”

    Está desculpado. Eu também não disse que não quem vota na FN ou noutros do género não o faz conscientemente. O que disse é que a demissão/cegueira/etc dos partidos do “centro” lhes ofereceu de bandeja dois temas que eles aproveitaram para crescer eleitoralmente.

  10. Carlos

    Estamos perante declarações muito pouco ambiguas. O que o homem advoga é a matança de pessoas, imigrantes, no caso. Se um qualquer potencial eleitor de um qualquer partido, perante a falta de respostas desse partido aos problemas que existem na integração de imigrantes, decide, não a abstenção, mas o voto num partido em que se defende o exterminio dos imigrantes, isso para mim, diz muito sobre esse eleitor. Não consigo ver aí nenhum aproveitamento eleitoral. Se o aproveitamento existe é porque concerteza o tal potencial eleitor pondera, já ponderava, a matança como solução.
    Imaginando mesmo, o que me custa a crer, que após as eleições na Europa, se venha a verificar um apoio muito significativo a esta pulhice (e já há muitos sinais que tal não vai acontecer, com o distanciamento da UKIP e outros) então, por ironia, talvez tenha sido útil esse vazio que os partidos do centro deixaram criar (note-se que eu concordo com a critica que lhes dirige). Ajudar-nos-á a enfrentar melhor o sério problema que, afinal, temos na Europa, 70 anos depois do Holocausto. Pela minha parte não quero essa gente “escondida” no apoio a um qualquer partido do centro, quando na realidade podem conceber a morte de seres humanos como solução para o que quer que seja. Se são muitos, se são a maioria, que se apresentem e vamos ver como lidar com eles.

  11. Miguel Noronha

    A imigração (parte dela, isto é) é de facto um problema que muitos já sentem na pele pela Europa. E não estou a falar de “empregos roubados”. Perante a falta de respostas dos partidos do centro que optam em muitos casos por ignorar o problema os “Le Pen” vendem-lhes a solução deles. Se persistirem em afastar o problema para o lado há quem acabe por a comprar.

    De resto vá ver as propostas económicas do FN. Em muitos casos não diferem muito de qualquer partido de esquerda. Intervencionismo, auto-suficiência, etc. Os tipos dos Ladrões de Bicletas parecem ser os únicos que se aperceberam disso que eles estão a roubar-lhe o eleitorado.

  12. Carlos

    Miguel,

    Para que fique claro, não contesto que seja imperioso trazer para a discussão da imigração os partidos do centro. É também uma verdade antiga que nos extremos se toquem, não sou quem vai discordar dessa análise que há muita coisa em comum entre movimentos de extrema esquerda e extrema direita. E é perfeitamento válido, útil mesmo, entender as movimentações eleitorais na sequência das expectativas frustradas de muita gente ainda na adolescência ideológica. Há muitos, seja em França, seja em Portugal.

    Isto assente, creio que aqui estamos perante algo que está noutro plano. Seja qual for o posicionamento ideológico, há limites para o aceitavél do ponto de vista civilizacional. Esses limites foram ultrapassados, de forma muito evidente para todos, há cerca de 70 anos. É por isso que não existe, ainda hoje, expressão significativa de nazismo na Alemanha. Foi proibido, sancionado, primeiro pelos países que derrotaram o nazismo e depois interiorizado pelos Alemães, pelo menos até à geração actual. O mesmo limite foi ultrapassado durante dezenas de anos e num leque mais alargado de países até ao final dos anos 80 (e ainda há por aí alguns restos), mas, por diversas razões, a evidência das brutalidades à esquerda tarda em traduzir-se no mesmo tipo de sanção. Há até um romantismo bacoco que muitas vezes iguala comunistas a lutadores pela liberdade (o que é uma contradição de termos).

    É desse limite que falo.

  13. Carlos

    (peço desculpa pelo Português miserável dos meus escritos, espero que não impeça a compreensão)

  14. Luís Lavoura

    Miguel Noronha,

    recomendo-lhe que verifique a que país se refere o post

    Eu verifiquei. Mas os assuntos da França interessam-me pouco. Eu falei da situação em Portugal, que penso ser a que mais nos deve interessar, e que deve determinar as nossas opções políticas.

    os problemas de integração são causados pelos “autóctones”

    Eu não afirmo que sejam, mas acho peculiar que haja em Portugal tantos imigrantes, muitos deles vindos de países que alhures são considerados problemáticos, mas que cá não causam, que se note, grande problema. É interessante que imigrantes muçulmanos causem grande celeuma por essa Europa fora mas cá em Portugal não.

    os islamitas nesses países não são propriamente imigrantes de primeira geração

    Então não são imigrantes, pura e simplesmente. São naturais do país.

    Se me puder indicar onde no post é escrito ou sugirido a “rejeição da imigração” eu agradeço.

    Eu não disse que você defenda tal coisa.

  15. Miguel Noronha

    “Eu verifiquei.”
    Então reserve as suas observações para outro local

    “É interessante que imigrantes muçulmanos causem grande celeuma por essa Europa fora mas cá em Portugal não.”
    Pois. Experimente verificar a proporção deles no total da imigração e o seu peso total na população. E já agora eperimente passar por certos “dormitórios” à volta de Lisboa.

    “Eu não disse que você defenda tal coisa.”
    Mais uma vez. Nesse caso reserve o comentário para um local onde alguém o faça.

  16. Luís Lavoura

    Aliás, é significativo que em Portugal, tal como noutros países, haja um partido anti-imigrantes. Só que esse partido obtem em Portugal, sistematicamente, votações muitíssimo pequenas. O que é sinal de que esse é um “problema” que não aflige muitos portugueses.

  17. lucklucky

    Que eu saiba os imigrantes franceses têm liberdade de circulação para Portugal mas para o Luís Lavoura como era de esperar – na verdade um marxista sob disfarce – tal não interessa.

  18. Renato

    Lavoura
    “Não sei exatamente o que se passa nos outros países, mas suspeito que neles boa parte dos problemas seja causado por racismo e por uma vontade deliberada, da parte dos autótones, de não integrar os imigrantes.”

    Essa afirmação não faz sentido. Vejo as notícias de longe, mas posso lembrar de uma montanha de casos onde os imigrantes, ou filhos de imigrantes causaram todo tipo de problema, muitos deles graves, inclusive extrema violência, e não lembro de nenhum único caso em que a população original causou problemas aos imigrantes. Talvez tenha acontecido, mas certamente é extremamente incomum.

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