“O Economista Insurgente, 101 perguntas incómodas sobre Portugal”, lançamento a 16 de Maio

O Economista Insurgente (1)Na próxima sexta-feira será lançado pela Editora Esfera dos Livros o livro “O Economista insurgente, 101 perguntas incómodas sobre Portugal”, que tive o prazer de escrever com o Miguel Botelho Moniz e o Ricardo Gonçalves Francisco. O livro já está disponível em pré-lançamento na Wook e Fnac. A data e hora da sessão de apresentação será comunicada em breve.

Antes de definir o que o livro é, convém esclarecer o que não é. Não é um panfleto ideológico, salvo para aqueles que achem que a simples menção de argumentos económicos é, por si, uma demonstração de ideologia. Não é um tratado académico, nem aspira a ter o nível de detalhe de um documento académico, caso contrário teríamos que reduzir o número de perguntas de 101 para 5 ou lançar uma colecção em fascículos em vez de um livro de 200 páginas. Não é também um freakonomics à portuguesa. Embora parta do mesmo princípio de analisar questões políticas e sociais do dia a dia sob a perspectiva de alocação de recursos e incentivos, ou seja seguindo uma análise económica, o tipo de assuntos tratados são um pouco diferentes, mais sérios e recorrentes. É um livro que pode ser lido por economistas mas é acima de tudo destinado a não-economistas. Tentamos responder de forma simples, directa e sem contemplações politicamente correctas a questões importantes e recorrentes que se mantêm mal esclarecidas. “Porque é que ganhamos menos que os alemães?”, “ Porque é que os transportes públicos estão sempre em greve?” ou “O que aconteceria se saíssemos do Euro?”, são questões tão importantes e tão frequentes como mal esclarecidas. Pretendemos também dentro do possível esclarecer falácias que de tão repetidas se tornam senso comum, moldam a opinião de eleitores e a actuação política. O efeito da ignorância de alguns conceitos económicos básicos é em si uma ameaça ao sistema democrático. A ignorância do eleitorado cria um sistema de selecção adversa em que mesmo que existam políticos honestos, que digam a verdade e conheçam as consequências daquilo que prometem, eles tenderão a ser derrotados por políticos desonestos e/ou ignorantes que alimentem e se alimentem da ignorância dos eleitores.

O livro está dividido em 10 capítulos. O primeiro capítulo é dedicado à produtividade e mercado laboral. O segundo é dedicado ao empreendorismo e aos empresários. O terceiro capítulo fala de corrupção. O quarto capítulo fala do sistema de saúde. O quinto capítulo trata de questõs sobre o sistema de ensino. O sexto capítulo fala sobre os diferentes agentes económicos e o funcionamento do Estado. O sétimos capítulo fala sobre a banca. O oitavo capítulo fala sobre a classe política. O nono capítulo sobre a dívida pública e o décimo capítulo sobre o Euro.

O livro sai esta sexta-feira. Ficaremos à espera das primeiras impressões, sempre disponíveis, como sempre, para receber feedback e discutir.

20 pensamentos sobre ““O Economista Insurgente, 101 perguntas incómodas sobre Portugal”, lançamento a 16 de Maio

  1. Parabéns.Apenas diria que não faz sentido ter a palavra “iNSURGENTE” em tão grande destaque na capa e depois alegar que não é ideológico. O blogue “Insurgente” é demasiado conhecido pela sua ideologia. Não é por trocarem as maiúsculas e minúsculas que se conseguem descolar do blogue.
    Mas isso não interessa nada. Parabéns.

  2. Pingback: “O Economista Insurgente, 101 perguntas incómodas sobre Portugal” | Ricardo Campelo de Magalhães

  3. Pingback: O juiz-travesti | O Insurgente

  4. Gostaria de saber onde no blog é possivel partilhar e discutir impressoes acerca do livro. Achei interesante, concordo com muita coisa, com outras nem tanto, mas é mesmo bom ver alguem a contar algumas verdades e levantar questoes que muita gente ignora e/ o prefere ignorar.
    Obrigado desde já, e as minhas desculpas pelos acentos (teclado espanhol!)

  5. Pingback: “Os ricos que paguem a crise” | O Insurgente

  6. Parabéns pelo sucesso do livro!
    Gostei muito de o ler…É muito interessante!
    Na minha opinião este livro deveria ser lido por todos os Portugueses sem exceção!

  7. navyseal

    Li hoje parte do livro na diagonal e gostei bastante, há sempre perguntas que podem ser feitas numa segunda versão, a minha sugestão é que pedissem aos leitores que vos enviassem perguntas como essas e vocês escolhessem para serem respondidas.

  8. johnjon

    Se os outros capítulos forem tão bons como o da edução estamos entendidos. O Guinote tem vos dado com muita força, até a mim já me doi. Belo tau tau!

  9. Carlos Guimarães Pinto

    “Deu com muita força?”, isso foi nos posts que eram só insultos, nos que falou sobre assuntos desconexos ou no último em que confirmou com as suas fontes que, de facto, os professores são mais e ganham mais do que nos outros países?

  10. maria

    Quando o conhecimento é parco e se diz umas balelas ( e os da praxe acham o máximo porque o desconhecimento é ainda maior) até se faz um brilharete. Mas há quem ande por aqui a desconstruir. Vão ao meu umbigo e esclareçam-se sobre o que se passa, de facto, no ensino em Portugal. O resto são balelas para os distraídos.

  11. Carlos Guimarães Pinto

    Sim, maria, o melhor para se informar sobre políticas de educação é ir a um blog de sindicalistas fanáticos.

  12. maria

    Se fosse um tipo bem informado, saberia que esse blog não tem nada a ver com sindicatos. Muito menos com o nogueira.

  13. Pingback: Do empreendedorismo | O Insurgente

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