Uma vez falhado o leilão da falhada casa-museu Manoel de Oliveira o José Meireles Graça avança com utilizações alternativas para o trambolho equipamento cultural:
1. Monumento ao socialismo: basta instalar uma placa com os originais dizeres “Monumento ao Socialismo” e o tempo se encarregará de lhe conferir um cunho hiper-realista e, em simultâneo, marcadamente simbólico – já neste momento se nota aqui e além alguma corrosão dos materiais, originada possivelmente por restrições dos mercados financistas;
2. Pelourinho: caiu injustificadamente em desuso esse poderoso símbolo do poder municipal. Seria uma excelente oportunidade para, com algum recato, restaurar as nossas vilipendiadas tradições, instalando o instrumento de justiça e justo castigo corporal na sala principal. A inauguração poderia ser feita com, por exemplo, cem chibatadas, com adequado acompanhamento do médico de família, nos lombos municipais de Nuno Cardoso e dos outros edis que nos esbulharam de mais de dois milhões de Euros. Justa retribuição e exemplo para edificação dos decisores na conveniência de respeitarem o contribuinte
que nos esbulharam de mais de dois milhões de Euros
Foi esse o preço de construção da casa?
É que ouvi hoje na rádio que ela está agora avaliada em um milhão.
E como designa o facto de a Fundação de Serralves ir agora construir uma casa para o Manuel de Oliveira? É socialismo tudo o que tem a ver com decisões vindas do chamado “arco da governação”?
Não conheço estes processos, mas não entendo a concorrência de duas entidades no Porto a gastar dinheiros públicos para um mesmo fim, sendo que já havia uma casa.
Em primeiro lugar ao contrário da CMP. a maior parte do financiamento da FS não vem do estado português. Em segundo lugar acho fantástico que a CMP tenha construido a tal casa sem garantir um acordo que vinculasse o cineasta. É incompetência pura.
Não não é incompetência. Na perpectiva dos estatistas é precisamente o contrário.
O cineasta Manoel Oliveira não gostou da casa do Souto Moura ou não acreditou nas garantias dadas pelo município e recusou transferir para lá o seu espólio.
Realmente não se compreende como é que a CMP avançou para a obra sem a garantia de que a “casa” ia ter a serventia para que foi pensada,
Qualquer dia alguém propõe fazer implodir a obra…