O mito do “socialismo sueco”

Artigo de João José Horta Nobre no Diário de Notícias

A Suécia tem sido apontada nas ultimas décadas por inúmeras “mentes brilhantes” ou simplesmente ingénuas como um exemplo perfeito do “socialismo que deu certo”. Na realidade, nada poderia estar mais longe da realidade e esta falsa conceção não passa mesmo de um “puro mito” como o economista brasileiro Rodrigo Constantino a descreveu recentemente e muito bem.

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16 pensamentos sobre “O mito do “socialismo sueco”

  1. Luís Lavoura

    A Suécia tem sido apontada nas ultimas décadas

    Eu diria que era costume falar assim da Suécia há uns trinta anos atrás. Nas últimas duas décadas nunca mais ouvi falar da Suécia dessa forma.

  2. Luís Lavoura

    o exagerado peso do welfare state que existia na Suécia levou a que o mesmo tivesse falido logo no início da década de 1990

    Que eu saiba, o que ocorreu na Suécia em 1990 foi uma grave crise financeira / bancária. Não foi nenhuma crise do Estado social. Quem faliu na Suécia em 1990 foram diversos bancos privados, que tiveram que ser bailed out pelo Estado sueco (mediante a criação de um bad bank em que se concentraram os ativos tóxicos, etc).
    É claro que este bail out afetou as finanças do Estado sueco, que por isso teve que pôr freio ao Estado social. Mas não houve nenhuma falência do Estado social.
    Isto é o que eu julgo saber – isto é, o que teho lido -, claro; posso estar errado.

  3. Carlos Pacheco

    Parece que o sistema “liberal” do cheque ensino na educação também falhou catastroficamente. Mas na Suécia nenhum “liberal” impôs uma didatura durante metade do século XX, não foi necessário fazer uma revolução, nem tiveram um rei “liberal” que pintava aguarelas enquanto o resto do pessoal andava faminto, eles vão dar a volta a isso e voltar a encarreirar.

    PS: são muito tontos estes artigos puramente ideológicos com tiques científicos.

  4. Alexandre Carvalho da Silveira

    Contra factos não há argumentos. Basta ler os comentários que brindam o artigo do DN, para percebermos que os indigentes socialistas continuam a acreditar em milagres. Não existem milagres em politica; existe é muito trabalho e sentido de estado. Primeiro cria-se a riqueza e depois distribui-se. Os socialistas portugueses fizeram ao contrário: primeiro distribuiram o pouco que havia, a pesada herança, e depois pediram emprestado para continuar a distribuir, como descobrimos amargamente faz agora três anos.
    Mesmo na Suécia, há muitos portugueses que acreditam que aquilo cai do céu.

  5. Esse texto é extraordinário. Parte do pressuposto que toda a esquerda é marxista e contra a economia de mercado, para depois dizer que o sucesso da Suécia que tanta esquerda apresenta como exemplo só foi possível com uma economia de mercado saudável, a qual foi compatível com um estado social sólido e progressista. Fantástico.

    Mas se existe aí uma contradição, talvez o erro esteja no pressuposto de partida: a esquerda que apresenta a Suécia como exemplo é precisamente aquela que acredita que se pode conciliar uma economia de mercado com um estado social sólido e progressista, coisa que a Suécia exemplifica, e o artigo aceita – até louva!

  6. Miguel Noronha

    O que este artigo diz (e outros também – pelo que não constitui qualquer novidade) é que o estado social sueco assenta numa próspera economia de mercado e em elevados níveis de riqueza e não no inverso como socialistas à esquerda e à direita afirmam. E deixa o aviso que ao longo do tempo os custos do estado social têm aumentando desmesuradamente e minado a riqueza nacional o que conjugado com o efeitos de outras choques tornou necessários proceder a cortes significativos.

    Transporto para a realidade nacional o tal “modelo sueco” não só não é replicável dada a disparidade de riqueza produzida por ambas as economias como em muitos casos correspondem a uma imagem ultrapassada e abandonada nos anos 90.

  7. Carlos

    “Parece que o sistema “liberal” do cheque ensino na educação também falhou catastroficamente.” – O cheque ensino existe na holanda desde 1917. Segundo o Carlos, eles nem escrever devem saber..

  8. Carlos Pacheco

    Eu falei no sistema “liberal” sueco. Os holandeses sabem ler, o Carlos não sei. O sistema holandês tem razões históricas para ser como é. O sistema “liberal” do cheque ensino falhou catastroficamente na Suécia, são os próprios a reconhecer. Por razões históricas e culturais, em Portugal seria ainda pior. O Carlos sabe que o mesmo medicamento deve muitas vezes ser ministrado em doses diferentes a doentes diferentes. Ou o Carlos é defensor do “liberalismo” científico? Parece que o socialismo científico não resultou muito bem.

  9. Carlos Pacheco

    “o estado social sueco assenta numa próspera economia de mercado e em elevados níveis de riqueza e não no inverso como socialistas à esquerda e à direita afirmam.” Está
    implícito que reconhece o estado social como uma coisa boa?

  10. Miguel Noronha

    Não me recordo de ter escrito isso. Mas se sentiu dificuldades na leitura do texto em reformulo de forma ainda mais clara. A manutenção do estado social tem como condição necessária a existência de uma economia próspera que possa parasitar

  11. Carlos Pacheco

    Se sente dificuldades, eu digo-lhe que “?” significa frase interrogativa. Não respondeu à frase interrogativa em causa.

  12. Miguel Noronha

    Não fique acordado por causa disso. Experimente reler o que escrevi. Ou então vá ver a Eurovisão para aliviar a mente. Boa noite.

  13. dervich

    Dizer que o estado social sueco funciona bem porque assenta sobre um capitalismo sólido é o mesmo que dizer que o capitalismo chinês funciona bem porque assenta num socialismo sólido. Não tem a ver com sistemas políticos, tem a ver com povos e com culturas: O que os suecos fazem, fazem bem, o que os chineses fazem bem fazem-no à força e de forma insustentável e o que os portugueses fazem fazem-no mal, mesmo quando copiam…

    E dizer que o estado social sueco é muito bonito mas não é coisa para durar muito mais que 150 anos (1900-2050) torna-se risível, para mais quando vem de um (mestre) historiador que vê a história por um binóculo curto e só num sentido.

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