No dia 25 de Abril de 1974 derrubou-se o Estado Novo que veio a permitir, dois anos depois (1976), a liberdade dos portugueses elegerem os seus governantes. Em 1975, a eleita Assembleia Constituinte teve como único objectivo a discussão e aprovação da Constituição da República Portuguesa. Entre 1974 e 1976 seis governos provisórios tiveram a cabo a gestão do Estado, sob a alçada do PREC e do Conselho da Revolução.
O rumo ideológico do Estado português dimanou, deste modo, de uma estranha mistura das crenças políticas dos eleitores e daqueles que foram entretanto “gerindo” o país…
Hoje, quarenta anos depois, há quem defenda uma nova revolução, não devido à inexistência de democracia mas porque as políticas tomadas pelo actual governo (eleito!) não lhes agrada. Ao falarem de revolução querem impor, à força, o seu próprio modelo de governo, muito à semelhança da Revolução de 28 de Maio de 1926, que veio eventualmente a colocar no poder António de Oliveira Salazar.
Hoje, 26 de Abril de 2014, uma nova “revolução” é, sim, necessária. Não pela força das armas mas pelo poder das ideias. Não em campos de batalha mas na mente dos portugueses. Não pelo socialismo ou fascismo mas pela liberdade. Não pela opressão light de uma maioria democrática mas pela liberdade individual. É, afinal, essa a essência de uma justa revolução: combater qualquer tipo de opressão, ditatorial… ou democrática. Espero que o número de “revolucionários” continue a crescer. Até lá, vejo-vos por aqui.