O “problema” dos capitães de Abril (2)

Pela sua relevância, decidi promover a post este comentário de FGCosta:

Vi há pouco Mario Soares a cantar o hino com Otelo, vi uma série de indivíduos todos mais ou menos adeptos de sistemas políticos repressivos assumirem-se como donos da verdade a dizer que a liberdade e democracia são corporizadas apenas por aquilo que eles defendem, ignorando que isso sempre foi uma escolha minoritária dos portugueses. Vi uma comunicação social, no dia em que se alegadamente se celebra a liberdade, fazer reportagens militantes.
Vi uma série de apelos ao ódio, vi ódio, vi fanatismo, vi ingenuidade, vi ignorância, vi política baixa. Vi, com a digna exceção de Eanes, apenas discursos formatados pela conveniência político-ideológica de cada um.
Um 25 de Abril como os outros, portanto. Curiosamente o único dia do ano em que, em nome da liberdade e democracia, os valores e escolhas de uma maioria dos portugueses são formalmente insultados. Um dia que celebra valores que deveriam unir, mas que é o clímax do divisionismo entre portugueses. O único dia do ano em que sinto falta de liberdade, em que só há democracia e só é democrata quem estiver de um lado, o único dia em que me sinto marginalizado como português.
Pegando nos slogans do dia, falta fazer o 25 de Abril do 25 de Abril.

13 pensamentos sobre “O “problema” dos capitães de Abril (2)

  1. k.,

    “Por este blog, e por outros sitios, transpira um sentimento de quase aversão ao 25 de Abril. Como se preferissem que não tivesse existido.”

    Releia com mais atenção esse e outros posts. O que se lamenta não foi o 25 de Abril mas, sim, o que veio a seguir. Os portugueses ganharam liberdade de voto e de expressão. Faltou a liberdade económica. Para muitos (talvez você!) tal não é relevante porque se a maioria dos eleitores isso (socialismo) decidiu então tudo é válido. Não somos dessa opinião e acreditamos que as decisões de maiorias podem ser – e muitas vezes o são -, no mínimo, moralmente reprováveis no que respeita à defesa da liberdade individual.

  2. António

    Caro BZ,
    diz que com os 25 de Abril os «portugueses ganharam liberdade de voto e de expressão«?
    Pois, existe pessoas que preferiam viver o 24 de abril e usarem o triste lápis azul.
    Veja, p.f., o exemplo d’os insurgentes!

  3. PSC

    Com a devida vénia:
    “As verdades que não nos contam II
    “Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava a caminho de se transformar numa Suiça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa.”
    “Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República.”
    Marcelo Caetano sobre o 25 de Abril”
    O Marcelo era Bruxo! Só pode!

  4. k., tenho-o em melhor conta do que isso. Largue a narrativa do fascismo. O facto de alguém não subscrever os desvarios e os ideários comunistas e revolucionários do pós-25 de Abril, especialmente nos dois anos gonçalvistas, não significa que alguém aqui subscrevesse o pré-25 de Abril ou um regime autocrático.

  5. frt

    “adeptos de sistemas políticos repressivos assumirem-se como donos da verdade a dizer que a liberdade e democracia são corporizadas apenas por aquilo que eles defendem,”
    Dito isto, fica-se a pensar porque é que escreve “exceção” por excepção, quando o acordo ortográfico é exemplo perfeito dos malefícios provocados por um poder abusador e ilegítimo.

  6. Luis CF

    PSC, qual a fonte dessa declaração do Marcelo Caetano?
    Tanta coisa tem sido escondida das novas gerações… tanta mentira tem sido dita… mas convém que se saiba de onde vêm esse tipo de citações para não passar por “aldrabão fascista”…

  7. José

    Mesmo assim alguns , os que quiserem podem celebrar o 28 de Maio! Claro que dado o facto de para muitos participantes neste blog a história só ter começado muito tarde terão que ir à procura da data ….

  8. António


    Pois…, escolhem-se uns comentários, apagam-se outros!
    É a liberdade de expressão na versão d’os insurgentes!

    Já agora, peço desculpa pergunta, qual é o significado de «liberdade de expressão»?
    Porque razão, censuram tantos comentários?
    Será por não defenderem um pensamento «formatado pela [vossa] conveniência político-ideológica»?

  9. António

    Aguarda moderação?
    Lá está a censura prévia, a mesma que de forma hipócrita, fala em liberdade de expressão!
    Vergonha!

  10. Caro António, esta não é sua “casa”. A sua liberdade termina onde a minha começa.
    A moderação de comentários permite-me eliminar os que considero ofensivos.
    E se pensa que aqui não tem suficiente liberdade de expressão pode sempre criar o seu próprio blog. É gratuito!

  11. António

    Caro BZ,
    proferi algum comentário que fosse considerado ofensivo?
    Claro que esta não é a minha “casa”, a minha “casa” é onde as ideias se podam debater de forma cordata e à luz da razão, não é a da “monocórdia”. Por isso é que reiteradamente censuram os meus comentários, por não ir da onda do ‘achincalhamento’ que muitos de vós praticam!

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