O salário mínimo e os azeiteiros

festa-do-azeiteiro~s800x800Imaginemos que um académico resolvia fazer um estudo empírico para compreender se o azeite tem calorias. Para o fazer, ele divide os países do mundo entre os que incluem azeite na sua dieta e os que não o fazem. O investigador apresenta então a sua hipótese: “Se o azeite tiver calorias, então os habitantes dos países que incluem o azeite na sua dieta tenderão a ser mais gordos”. Após meses de estudo, o investigador chega à conclusão que nos países onde se usa azeite as pessoas até são mais magras. O investigador conclui que afinal o azeite não só não tem calorias, como faz emagrecer. Uma descoberta fantástica? Não, uma burrice de todo o tamanho.

33 pensamentos sobre “O salário mínimo e os azeiteiros

  1. Ricciardi

    Um académico quando faz um estudo desses selecciona os países com habitos alimentares identicos para perceber se o azeite é o elemento chave na saúde. O mesmo é dizer que só consideraria para efeitos de amostra ‘pacientes’ em condições semelhantes.
    .
    Rb

  2. Carlos Guimarães Pinto

    Claro que sim, porque há dois países no Mundo com os mesmos hábitos alimentares, excepto o azeite. Evidente que há. A realidade é tão simples quanto isso.

  3. Carlos Duarte

    Um académico que resolvesse fazer um estudo sobre dados populacionais para determinar se o azeite tem calorias ou não era, somente, um imbecil. É o que dá por ciências sociais a “mexer” em coisas que são do domínio das ciências “duras” e achar que o resultado vai ser o melhor…

  4. EMS

    “Claro que sim, porque há dois países no Mundo com os mesmos hábitos alimentares, excepto o azeite”

    Não deve ser assim tão dificil encontar populações com culturas culinarias semelhantes mas com acesso diferenciado a oliveiras.
    Bosnia – Turquia; norte de França – sul de França; norte de Italia – Suiça Italiana

  5. HO

    Entre o norte e sul de França há mais diferenças nas culturas culinárias do que no acesso ao azeite.

    Este é um post sobre azeite?

  6. José

    Post da treta! Ignorância total do que é um estudo científico. Convém ao autor rever o conceito de ciência em sentido estrito e não abandalhá-lo com as chamadas ciências sociais ou mais ou menos ocultas! Nenhum académico digno desse nome faz um estudo para compreender se o azeite tem ou não calorias! O acadêmico faz o estudo para determinar as calorias contidas no azeite i.e.depois todo o resto é uma mixórdia pseudo científica ao bom estilo das teses das “ciências sociais ” que partem da hipótese que se quer para chegar a tese que se deseja!
    Voltando ao salário mínimo que tão infeliz imagem teve neste post é melhor começar a teorizar sobre a boa influência do mesmo de modo a não ser apanhado em contrapé pelo governo, ministros e até pela Sra Merkel já que há uma “inflexão” das deias destes azeiteiros.

  7. jo

    O post tanto serve para provar que os estudos que dizem que o salário mínimo aumenta o desemprego são falsos, como que os estudos que dão resultados contrários são verdadeiros.
    No findo descreve um estudo mal feito, diz que está mal feito, e tira conclusões para outras afirmações, apesar de declarar que o estudo que utiliza como exemplo é inválido.
    Para ir por este caminho em vez de falar de azeite, como um verdadeiro azeiteiro ignorante, talvez não fosse mau falar do que critica.

  8. hustler

    Caro Carlos Guimarães, explique-me lá melhor essa analogia. Então se por hipótese, o investigador formula a preposição, de que o salário mínimo aumenta o poder de compra e daí concluir o PIB de um país aumenta, quando chega à observação de que afinal isso não se verifica e que para além disso, o desemprego aumenta (o oposto do que se queria provar), o cientista conclui exactamente o quê? Que o aumento do salário mínimo não tem impacto no crescimento económico, mas que é apenas por causa de razões exógenas ao próprio aumento do SMN? é isto?????????????

  9. Ricciardi

    Claro que sim CGP.
    .
    Da mesma forma que para testar a eficácia de medicamentos se selecionam pessoas e se dividem amostras. os grupos em análise devem ser o mais homogeneos possivel para verificar se a introdução de um elemento novo provoca alterações favoraveis.
    .
    Eu não lhe chamo ciencia. O académico, além de ter de saber as qualidades quimicas do azeite, tem de perceber se o seu consumo regular é benéfico ou não. Só há uma forma para isso: A estatistica. o modo como se seleccionam as amostras, aí sim, podemos chamar-lhe CIENCIA.
    .
    Rb

  10. Ricciardi

    Olhe, por exemplo, se vc quiser saber o impacto no desemprego pelo facto de haver um Salario Minimo, podemos sempre recorrer aos EUA que tem cerca de metade dos estados com SM e a outra metade sem SM.
    .
    E o que é que verificamos?
    .
    Que a diferença na taxa de desemprego entre estados com SM e sem SM, é perfeitamente desprezivel.
    .
    E isto quer dizer que o SM não tem impacto no desemprego?
    .
    Não, não quer. Apenas quer dizer que naqueles estados onde há SM, o nível salarial do mesmo, não afecta o desemprego.
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    Provavelmente, se o SM fosse muito maior do que o actual, de forma a colar-se mais ao Salario Mediano, a taxa de desemprego subisse. Os estudos da OCDE demonstram claramente que o impacto da existencia de um SM na taxa de desemprego é irrelevante quando o SM é inferior a 60% do Salario Mediano.
    .
    Rb

  11. JoaoMiranda

    Ricciardi,

    A conclusão que se tira é que nesses estados as leis do salário mínimo não afectam os salários.

  12. hustler

    Ricciardi, está a responder ao meu comentário ou é apenas um equívoco meu? Eu queria era entender a forma correcta de entender a analogia correcta!
    De qualquer das formas a análise ao salário mínimo não se faz dessa forma, há muitas outras variáveis que entram na equação!
    De qualquer das formas, aquilo que me aponta, é que a taxa de desemprego é irrelevante quando o SM é inferior a 60% do salário médio (presumo que esteja a falar da média e não do mediano; num país homogéneo de norte a sul, com 10 milhões de habitantes; a observação de outliers torna-se irrisória), então, tendo em conta que o salário médio em Portugal é 750 euros, o salário mínimo deveria apenas ser de 300 €.

  13. Carlos

    Eu nem sei porque param em salário mínimo de 600€. Subam-no para 4000€. Seremos todos ricos.

  14. Marco

    Em suma, os politicos são uns azeiteiros (à norte). Metem-se com teorias que na prática não tem nada a ver …

  15. José

    Alguém é capaz de me explicar o que é o salário mediano? E como se calcula?que amostra se utiliza?
    Nota : podem explicar com recurso à matemática que eu não tenho problemas com essa disciplina ..

  16. Ricciardi

    hustler, eu não estava a responder-lhe. Em todo caso em Portugal a coisa vai assim:

    – 800*60%=480 euros (800 é o Salário Médio).
    .
    O SM em Portugal deve ser no máximo 480 euros. A partir desse valor, os estudos estatisticos demonstram que o SM pode ter progressivamente impacto desvaforavel no desemprego. Abaixo de de 480 euros o impacto no desemprego é, provavelmente, irrelevante.
    .
    Mas isto quer dizer que se deve praticar um SM único num país desigual como é Portugal?
    .
    Não. O SM em Portugal deve ser função do Salario Medio de cada Região. E se possivel por actividade. A Suiça, embora não tenha oficialmente um SM, na prática tem um SM por sector de actividade. Um empregado de restaurante tem um SM abaixo do qual nenhum restaurante pode contratar. O governo não está presente, mas os representantes dos trabalhadores e o representante dos empresários negoceiam na suiça um SM.
    .
    E porque é que não se deve descer ainda mais na escala e o Salario ser função directa daquilo que se negoceia entre o trabalhador e a empresa?
    .
    Porque existe uma propensão natural para o esmiframento, por um lado, mas tambem existe uma coisa a que se chama de previsibilidade que é bom haver, quer para empresários, quer para as familias. Uns e outros comprometem-se com determinados encargos futuros. Os créditos nas empresas por exemplo. As rendas das casa nos particulares tambem. E fazem-no porque tem uma perspectiva de estabilidade de salário.
    .
    Se, ao menos, o sistema fosse igual ao Gringo, se ao menos o pessoal pudesse entregar as casas adquiridas em credito a habitação aos bancos sem mais encargos, então poder-se-ia liberalizar mais os salários. De outro modo, não.
    .
    Portanto, para liberalizar os salários, primeiro à que liberalizar o sistema todo. Desce o salario, entrego a casa e compro outro mais pequena. Desce o salario, entrego o carro e compro outro. Em Portugal nada disso é possivel sem que os bancos o aceitem e estes só aceitam em condições muito excepcionais, como é o actual.
    .
    Rb

  17. hustler

    An average is just one measure of central tendency for any set of data. Another measure is a median. For our wage data, the median wage (or net compensation) is the wage “in the middle.” That is, half of the workers earned below this level. The table below shows that the median wage is substantially less than the average wage. The reason for the difference is that the distribution of workers by wage level is highly skewed.

    http://www.ssa.gov/oact/cola/central.html

  18. HO

    Ricciardi,

    Não há estados americanos sem salário mínimo legal; em alguns vigora o salário mínimo federal, nos outros um salário mínimo estadual superior ao federal.

    O salário mínimo médio nos EUA é 37% do salário mediano. Em Portugal é 58%.

    Há uma elevada mobilidade do trabalho entre estados americanos que tende a alisar os efeitos deste tipo de regulamentação nas taxas de desemprego. Se o salário mínimo causar desemprego na Califórnia, os desempregados vão trabalhar para o Texas (e isto acontece, embora por outro tipo de legislação que não a do salário mínimo).

    Ainda assim há uma correlação, modesta mas positiva, entre desemprego jovem e o salário mínimo:

    Dito isto, este método de análise empírica baseado em “casos naturais” é altamente duvidoso (parece-me essa a raison d’etre do post do CGP). Em meados dos anos 90 houve uns economistas azeiteiros que utilizaram algo deste género para argumentarem que aumentos do salário mínimo reduziam o desemprego; originando uma crítica devastadora em apenas 3 páginas: http://www.cato.org/sites/cato.org/files/serials/files/cato-journal/1995/5/cj15n1-8.pdf

  19. hustler

    Será que percebi mal? De 480 euros para 800 são 40% de diferença. Não me disse que deveria ser inferior em 60% do salário médio? Ou seria, não deve exceder os 60% do salário médio? Se percebi mal, peço desculpa.

    “Mas isto quer dizer que se deve praticar um SM único num país desigual como é Portugal?
    .Não. O SM em Portugal deve ser função do Salario Medio de cada Região.” é também um argumento relevante, com o qual concordo. No entanto, deverá introduzir o conceito de paridade de poder compra; o custo de vida e o poder de compra são substancialmente diferentes, por exemplo entre Lisboa e Trás-os-Montes. O valor médio do salário nominal só por si, não nos diz tudo.

  20. Ricciardi

    «A conclusão que se tira é que nesses estados as leis do salário mínimo não afectam os salários.» JM
    .
    É o mesmo que dizer que a existencia de um salário (minimo) não afecta os salários. Mas não é verdade, caro JM. A existencia de um SM afecta todos os outros salários. Empurra-os para cima, se quiser.
    .
    Embora, vejamos, o impacto do estabelecimento de um SM varia de país para país. Em Portugal o SM é auferido por cerca de 12% dos trabalhadores (em 2007 era de 6%).
    .
    Nos EUA o SM representa cerca de 3%.
    .
    Portanto, o impacto do aumento de SM num país e no outro é desigual. Nos EUA não tem quase relevancia (e por isso Obama aumentou o SM) prática. Em Portugal tem alguma relevancia quando se mexe no SM, mas tambem não é uma relevancia capital.
    .
    Agora, o nível do SM nunca pode ser analisado por comparação com outros países sem introduzir o factor produtividade. SM vs produtividade dará um resultado que podemos analisar para saber se temos um SM dentro do que se pratica com os paises comparaveis ou nao.
    .
    E desses estudos não vejo vivalma a falar.
    .
    Rb

  21. hustler

    caro HO,

    “Ainda assim há uma correlação, modesta mas positiva, entre desemprego jovem e o salário mínimo”, pode ser e pode não ser, depende do sector, se o mercado é altamente concorrencial ou não, se se trata de sectores de bens transacionáveis ou não, etc….

    Dou-lhe um exemplo: “These jobs are completely insulated from foreign competition and also very difficult and expensive to automate. Such workers would keep their jobs, but their incomes would rise by 30 or 40 percent, and most companies would cover the higher costs by a one-time price hike averaging much less than 1% across all our goods and services.”

    http://www.forbes.com/sites/beltway/2014/02/11/raising-the-minimum-wage-would-be-good-for-wal-mart-and-america/

    Mas claro, todo este modelo de raciocínio lógico carece de confirmação na prática.

  22. hustler

    “o nível do SM nunca pode ser analisado por comparação com outros países sem introduzir o factor produtividade”, agora sim, a equação está a começar a compor-se! Falar do SMN sem introduzir critérios e dados objectivos, conduz-nos a resultados erróneos.

  23. Ricciardi

    «Há uma elevada mobilidade do trabalho entre estados americanos que tende a alisar os efeitos deste tipo de regulamentação nas taxas de desemprego. Se o salário mínimo causar desemprego na Califórnia, os desempregados vão trabalhar para o Texas (e isto acontece, embora por outro tipo de legislação que não a do salário mínimo).» HO
    .
    Certo HO. É mesmo isso. Não podemos copiar umas partes do modelo e deixar outras de lado. A mobilidade em portugal é baixissima, devido a vários factores. Eu acima apontei alguns. Mas há tantos outros…
    .
    Se queremos liberalizar os salarios, várias coisas tem de estar em concordancia para isso causar efeitos positivos. Agora, se liberaliza salarios (numa situação de recessão isso quer dizer: baixar) e ao mesmo tempo as pessoas não puderem ‘correr atrás do prejuizo’, então não resulta.
    .
    Estou convencido que essa é, de facto, a causa principal para que os portugueses emigrem. Não veêm possibilidades indoor de alterar a sua vida…
    .
    Rb

  24. HO

    Jose,

    “Alguém é capaz de me explicar o que é o salário mediano? E como se calcula?que amostra se utiliza?”

    É o salário que divide os trabalhadores em dois grupos iguais: aqueles com um salário superior e aqueles com um salário inferior. =MEDIAN, a formula depende de como as observações estão agrupadas. A amostra que o instituto de estatística utilizar; em Portugal suponho que seja a do inquérito à despesa das famílias mas sem certezas.

    Ricciardi,

    “. A existencia de um SM afecta todos os outros salários. Empurra-os para cima, se quiser.”

    Todos os outros? Isso é absurdo. Nem os estudos mais optimistas quanto à magnitude do “ripple effect” de um aumento do salário mínimo colocam a percentagem de assalariados afectados positivamente acima dos 20ish % para os USA. E estes são valores contrários ao consenso e para um cenário radicalmente diferente do da economia portuguesa. Portugal tem salários reais demasiado elevados, um salário mínimo alto relativamente ao salário mediano e aos parceiros comerciais e uma taxa de desemprego elevadíssima. Não há qualquer boa razão económica para subir o salário mínimo.

    hustler,

    “pode ser e pode não ser, depende do sector, se o mercado é altamente concorrencial ou não, se se trata de sectores de bens transacionáveis ou não, etc….”

    Certo, mas eu ´limitei-me a apontar a correlação entre aquelas duas variáveis, nada mais. Não inferi qualquer causalidade e, como notei no final, aquele tipo de metodologia parece-me extremamente fraco.

  25. k.

    “Ricciardi em Abril 10, 2014 às 15:15 disse: ”

    Discordaria que empurra “todos os salários para baixo”; Uma empresa analisa a sua conta de exploração como um todo, e terá de manter os seus custos de pessoal tendencialmente a níveis competitivos. Isto é, a massa salarial convirá ser de um nível que mantenha a empresa competitiva. Portanto um SM poderá empurrar os salários mais baixos para cima, mas os salários mais altos para baixo – o que num cenário de elevada desigualdade, até poderá ser positivo.

    Posto isto, pessoalmente preferiria um salário mínimo abaixo do nível de mercado (puramente para evitar situações extremas, “de exploração”), com a possibilidade de salários mínimos sectoriais negociados sector a sector (como a Alemanha) – mas para isso necessitariamos de verdadeiros sindicatos independentes e fortes, e essa instituição falta em Portugal..

  26. hustler

    HO,
    “Nem os estudos mais optimistas quanto à magnitude do “ripple effect” de um aumento do salário mínimo colocam a percentagem de assalariados afectados positivamente acima dos 20ish % para os USA.”, isso tudo depende da ordem de grandeza do aumento do SMN; se o incremento for muito alto em termos percentuais, verifica-se que o ” ripple effect” aumenta exponencialmente.

    K,

    “Portanto um SM poderá empurrar os salários mais baixos para cima, mas os salários mais altos para baixo – o que num cenário de elevada desigualdade, até poderá ser positivo.”, Muito dificilmente os salários mais altos descem, aliás, é muito difícil baixar qualquer salário, não só porque há uma resistência muito forte, bem como o trabalhador o encara como um desincentivo ao trabalho. Simultaneamente, se os salários imediatamente acima do SMN não se deslocarem, pode causar, o que na literatura se designa, de low-wage trap, o que não é mais do que se comummente se apelida, geração da mão de obra barata.

  27. Luís

    Não sou economista. Mas conheço bem por dentro o mundo das PMEs. E sei que esta medida traduzir-se-á num aumento do desemprego. Em Portugal sonha-se com empresas de tecnologia de ponta onde os salários são ao nível dos países mais ricos da Europa, mas não se constrói uma casa sem boas fundações. As nossas empresas têm problemas estruturais que vêm pelo menos desde o tempo do Estado Novo. Para além disso, foram destruídos sectores tradicionais, perdendo-se saberes antigos e conhecimento, quando em Espanha ou Itália esses mesmos sectores foram modernizados. Vive-se mal com o salário mínimo, mas o problema maior, creio, está no custo de diversos bens e serviços, que deveriam estar mais ajustados à nossa realidade económica. E tal sucede, não raras vezes, por culpa de más decisões políticas: um caso típico é o do congelamento das rendas, que começou logo na Primeira República e nunca foi resolvido desde então. Actualmente, em diversas regiões do país, as rendas médias estão ao nível das rendas praticadas em regiões ricas da Europa Média. E tal como tem salientado a troika, os preços das telecomunicações ou energia estão demasiado elevados, e depois ainda há a carga fiscal, desmesuradamente alta. Não é o salário mínimo que deve aumentar: os preços de diversos bens e serviços e os impostos é que devem baixar. A discussão está enviesada e não admira que alguns empresários defendam o aumento do salário mínimo: são incapazes de fazer boa figura lá fora e adoram o mercado interno. Quem conhece a realidade do tecido económico português sabe que se não houvesse salário mínimo ou se este fosse mais baixo haveria mais gente a empregar nos pequenos negócios familiares.

  28. Luís

    Se querem aumentar o salário mínimo nas nossas empresas terá de ocorrer uma revolução estrutural, a mesma que ocorreu após a Segunda Guerra no Norte de Itália ou com a democracia em Espanha.

    Pergunto: quantas marcas de renome, conhecidas pelas massas em todo o mundo, existem em Portugal? O sector do calçado tem melhorado muito, mas tornou-se um produto de nicho, para uma clientela endinheira mas restrita. Grandes marcas internacionais, quantas temos?

    Que se faça a revolução estrutural na nossa economia e os salários aumentarão espontaneamente. E não por decreto.

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