Laughing out very loud: crise diplomática porque se chamou fáceis às polacas

Ainda não parei de rir desde que dei há minutos com esta reação ao texto do Henrique Raposo (via Paulo Pinto Mascarenhas e, nos inícios dos inícios, o João Villalobos). Vamos lá por partes. Também não gostei do texto do Henrique. Não por causa da facilidade comparativa mas por se dizer que as portuguesas se arranjam pouco. O Henrique correu o risco de levar com um e-mail a chamar-lhe nomes ou de uma conversa com a sua mulher a encomendar-lhe uma descompustura, se não mesmo a aconselhá-la a uma greve de sexo, até que o Henrique escrevesse que as mulheres portuguesas são perfeitas, conseguem sem esforço o equlíbrio entre o elegante e o sexy e por aí adiante. Vamos por partes, e resumidamente, que tenho pouco tempo.

Alínea a. Obrigada, embaixada da Polónia. Fizeram o meu dia.

Alínea b. As mulheres são objetos sexuais. (Os homens também.) O problema não está em serem objetos sexuais. Está em serem apenas vistas e tratadas como objetos sexuais. (Tal como há problema em serem vistas e tratadas como seres assexuados existentes para darem filhos ao seu marido, à sua religião ou ao seu país.)

Alínea c. Estaremos muito mal quando os homens deixarem de ver as mulheres como objectos sexuais. (E o mesmo com os géneros ao contrário.) (Link via Ana Margarida Craveiro.)

Alínea d. É mesmo hilariante que alguém acuse o Henrique – que, refira-se, não fez qualquer juízo negativo sobre as polacas – de sexismo ao mesmo tempo que se empenha em defender a virtude sexual das mulheres do seu país. Bye bye revolução sexual.

Alínea e. Se a diplomacia portuguesa alguma vez se deparar com acusações de facilidade às mulheres portuguesas, façam-me o favor de não gastarem o dinheiro dos contribuintes com reações a isso.

Acrescento ali para a alínea d: estão mesmo a ver que, se alguma cronista de um jornal de referência escrevesse que os polacos são uns garanhões sempre prontos a satisfazer o mulherio, a embaixada da Polónia também reagiria do mesmo modo, não estão?

19 pensamentos sobre “Laughing out very loud: crise diplomática porque se chamou fáceis às polacas

  1. Comunista

    O que eu vejo é a direita portuguesa (com o seu discurso dos tugas que não gostam de trabalhar) unida, nesta matéria, à extrema-direita austríaca. O resto, as imbecilidades constantes de HR no expresso, não são novidade nenhuma.

  2. Certo, Comunista. A extrema-esquerda nunca faz qualquer tipo de estereótipo. Deve ser um privilégio da direita…

    Quanto à resposta do “Sr. Embaixador” tem alguma piada, mas suponho que seja apenas uma formalidade para acalmar algumas virgens ofendidas.

  3. Comunista

    “Certo, Comunista. A extrema-esquerda nunca faz qualquer tipo de estereótipo. Deve ser um privilégio da direita…”

    Previlégio?! Talvez seja isso mesmo que impregna o pensamento de direita – têm a mania que são dotados do previlégio de andar a mandar os outros (conterrâneos seus) trabalhar. Têm a mania que são capatazes. Agora usufruam da companhia que lá de fora faz coro com vocês mas que, ironicamente, vos inclui também na turma dos parasitas, é que ao fim de contas para a extrema-direita austríaca português=parasita.

  4. rmg

    O “Comunista” além de pertinente não lê o que linka (isto não é novidade nenhuma , eu sei) .

    A Lusa deu aquele título à notícia para os papalvos do costume ficarem excitados e desatarem a linkar aquilo , mas o que o tal tipo disse é que tirando os alemães e os austríacos mais ninguém faz nada na Europa .
    Está lá na notícia .

  5. Comunista

    Para mim o papalvo do costume aqui é você. Se eu disser que os europeus, excepto os austríacos e os alemães são todos parasitas aí se incluem os portugueses.

    E todos sabemos como uma das recorrências do discurso direitista português é que os portugueses não gostam de trabalhar e portanto aí estão juntinhos com os fachos austríacos ainda que para estes vocês sejam também parte dos parasitas de um metro e sessenta.

    Aí vocês ou mudam o vosso discurso recorrente do tuga que não gosta de trabalhar e constatam que andaram anos armados em parvos ou não mudam e concordam com a extrema direta austríaca.

  6. Maria João Marques

    Comunista, coisas minhas que nunca leu foram afirmaçōes dizendo que os portugueses nāo trabalham ou que viveram acima das suas possibilidades (quem viveu assim foi o estado). Logo, os seus comentários tiveram pertinência extratosférica. Continue assim.

  7. tina

    O texto do Henrique Raposo está muito exacto, ou seja, as mulheres portuguesas não ligam tanto à moda, são mais discretas e difíceis (e até antipáticas), e os homens portugueses são os mais malucos por mulheres.

  8. rmg

    Comunista

    Sempre com saídas inteligentes e de uma perspicácia enternecedora .

    Ainda que eu não saiba em que sítio do Brasil V. está hoje (desconfio que nem sabe muito bem onde fica o dito Brasil) verifico que hoje teve a tarde livre , o que é muito bom e enriquecedor para todos nós .

    Quanto aos seus magníficos jogos de palavras com os quais está convencido que arruma fácilmente esta patetada que V. mete toda no saco da direita , nunca deixarão de me maravilhar .

    Você não leu o artigo e você não leu o que eu escrevi (excepto chamar-lhe papalvo , uma óbvia delicadeza da minha parte) .

    E como já lhe disse várias vezes (desculpar-me-à a insistência) V. nem comunista é .
    Já lhe expliquei porquê muitas vezes .

  9. Comunista

    “E como já lhe disse várias vezes (desculpar-me-à a insistência) V. nem comunista é .Já lhe expliquei porquê muitas vezes .”

    Ouça, não importa se eu sou ou não comunista, o que importa é que o PCP reforce a sua posição.

  10. Jose

    Estes comunas são mesmo muita parvos, desculpem lá a expressão, mas não há pachorra! Vão lá cortar o cabelo para a Coreia do Norte pah!

  11. rmg

    “Ouça, não importa se eu sou ou não comunista, o que importa é que o PCP reforce a sua posição”.

    Aí e de um ponto de vista de um apoiante da causa do PCP tem Você razão , desta vez reconheço-o e não estou mesmo a brincar .

    Mas se não fôr comunista há-de concordar que não faria muito sentido que um apoiante hetero da causa LGBT escrevesse aqui com o nickname “GAY” .
    Haveria certamente outras formas de manifestar esse apoio logo ali .

  12. Comunista

    Desculpe lá Jose mas eu não tomo sugestões das formas mais rasteiras da política nacional que é ser boy de um governo do Passos e do Portas.

    Rmg, você faz a festa, atira os foguetes e apanha as canas. Não precisa das minhas respostas para nada.

  13. rmg

    “Comunista”

    Mas eu alguma vez lhe pedi para me responder ?
    Homessa , Você tem cada uma !

    Uma coisa é certa , desta vez dei-lhe razão e reafirmo-o .
    E Você , só para não ter que acusar recepção desse facto , responde que eu não preciso das suas respostas para nada .

    Pois vou resistir a fazer a constatação que se impunha .

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