O “Panopticon fiscal” ressuscitado

panopticon

Tenho que regressar ao assunto. A proposta de Teodora Cardoso seria um passo decisivo na implementação de algo há muito almejado pelo ministério das finanças. O “panopticon fiscal”. Espanta-me a passividade generalizada com que foi recebida e a incapacidade de vislumbrar o atentado à liberdade individual que ela representa.

13 pensamentos sobre “O “Panopticon fiscal” ressuscitado

  1. mggomes

    Apenas me espantava o silêncio – agora quebrado – dos blogues liberais.

    Que a audiência original nem tenha reagido não admira.
    Parlamentar não conjuga muito bem com rectidão e carácter.
    Basta ver como rapidamente se converteram na voz do dono alguns antigos escribas aqui d’O Insurgente quando lá chegaram. E como continuam caladinhos…

    A proposta é, de facto, intolerável.
    A escumalha anda cada vez mais criativa na implementação da completa servidão fiscal.
    É que pagar reformas do BdP não é fácil…

  2. Miguel Noronha

    Presumo que muitos dos parlamentares nem se apercebam das consequências e que se maravilhem com as possibilidade de maximizar a extorsão fiscal.

  3. Miguel Noronha

    Quanto aos insurgentes “que lá chegaram”. Acho que nenhum deles estava na plateia quando Teodora Cardoso expôs esta bela ideia.

  4. Ele já existe uma espécie de “imposto” nestes casos de salários pagos por transferência bancária.
    Não vai é para o estado.
    Passo a explicar.
    O meu patrão deposita religiosamente cerca de 500 euros todos os dias 30 do mês.
    Evidentemente, no dia 4 ou 5, já não existe lá dinheiro nenhum. Há que pagar as contas da casa.
    Como tal, e não havendo o saldo mínimo na conta, o banco, assim que pode, de 3 em 3 meses retira 15 euros de taxa de manutenção.
    Não, não tenho conta ordenado porque só pode ter quem não tem ocorrências bancárias e eu ando com a prestação da casa em atraso…
    Ou seja, o banco fica com 1% do meu salário todos os meses.
    Já pedi ao patrão para me pagar através de cheque, mas não pode. O banco obriga-o a fazê-lo através de transferência bancária, senão fica sem financiamento, garantias bancárias e contas caucionadas.
    Multipliquem por algumas centenas, senão milhares de pessoas e vejam quanto é que a banca fica por mês…
    Legal é, moralmente não passa de um roubo autorizado

  5. ricardo saramago

    Os saqueadores estão a ter muito trabalho.
    Estão cansados de descontar IRS, Segurança Social cobrar IVAs, controlar os gastos da malta atravès de facturas, vigiar empresas, viaturas e sacos de compras, armazéns, hortas e rebanhos – é muita coisa.
    Era muito mais fácil se o dinheiro fosse todo entregue ao Estado e cada um só pudesse gastar aquilo que o burocrata de serviço autorizasse depois do Estado se servir.
    A malta passava a andar na linha, não comiam coisas que fizessem mal, não gastavam dinheiro em tabaco e vinho, não tinham preocupações, e com sorte podiam ganhar uns bilhetes para ir à bola no sorteio do fisco.
    Acabava-se de vez com a má língua nos blogues, nos telemóveis e cada português poderia finalmente dedicar-se à reprodução devidamente supervisionado pelas entidades competentes.
    Não sei de que é que estão à espera?

  6. Marco

    Lá está … é lidar com dinheiro vivo e que se lixe o resto. Assim deixam de saber o que ando a fazer, onde e quando (pelo menos em grande parte). A senhora precisa de ir rápidamente trocar as lentes … tem ar de reformada, tal como os dinossauros que têm aberto a boca ultimamente dizendo barbaridades só para lembrarem os outros que ainda estão vivos …

  7. Marco

    Já agora essa diarreia verbal, faz-me lembrar a conversa do PM ontém, que parece tão alienado da realidade como anda(va)(ou) Sócrates (embora este último parece andar constantemente alucinado). Ou seja é tudo igual … nota-se bem que é tempo de eleições e parolices … votem neles, dizem …

  8. mggomes

    “Quanto aos insurgentes “que lá chegaram”. Acho que nenhum deles estava na plateia quando Teodora Cardoso expôs esta bela ideia.”

    Eram jornadas parlamentares do PSD, suponho que não estivessem.
    O que apenas os poupa a uma exposição mais manifesta do seu estado enquanto na órbita do poder: calados e amestrados.

    Se tivessem de votar algo semelhante na AR (o AMN já se safou dessas vergonhas…) seria com extrema dificuldade, estou certo.
    Mas fá-lo-iam.

  9. lucklucky

    O desejo desta gente – falo de altos quadros que viveram sempre no Estado – é controlar tudo e todos como num sonho húmido comunista.
    Não interessa que a Teodora Cardoso seja do PSD, o desejo dela é Totalitário.
    Este tipo de cultura Totalitária tem o objectivo declarado de acabar com o dinheiro em papel e moeda
    Acabar como dinheiro em papel e moeda é essencial a qualquer Tirania.

  10. JP Ribeiro

    Até que enfim que vejo alguém escrever sobre esta proposta extraordinariamente abrilista, fruto de uma mente fascista, ou social-fascista que acha pouco os 60 ou 70% do meu rendimento que vão parar às mãos do estado. Esta proposta seria abusiva se o estado fosse um bom administrador dos meus impostos. Na situação actual a proposta é simplesmente estúpida, insultuosa. Não me admira que tenha sido proferida numa assembleia de mentecaptos e de parasitas.
    Em tempo: sabia que o Banco de Portugal (uma instituição tão util quanto o observatório das artes) distribui anualmente “lucros” pelos seus empregados? É assim que estamos…

  11. HO

    A forma de cobrança que a senhora sugere é um disparate – um exemplo clássico das más ideias que nem sequer funcionam – mas na questão de fundo tem razão. Um sistema fiscal baseado na tributação do consumo e não dos rendimentos seria mais eficiente e menos distorcionário.

    A parte da cobrança é, porém, mais que um detalhe (ou é um detalhe diabólico): para sustentar os níveis de despesa de estados como o português, é impossível recolher a receita fiscal necessária sem recurso a impostos directos sobre o rendimento. Os incentivos à evasão fiscal tornam-se demasiado elevados na ausência de uma diversificação das fontes de receita fiscal.

    Dito isto, não se deite fora o bébé com a água do banho. Uma mudança na estrutura fiscal portuguesa que transferisse parte da incidência sobre rendimentos de capital e trabalho para o consumo é desejável.

  12. Miguel Noronha

    Nessa parte concordo. Abolia o IRS e o IRC e mantinha apenas o IVA. A taxa reduzida. É claro que isto é incpompatível com o “estado máximo” de hoje

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