O que é seu é nosso (parte XLVIII)

Como dizia hoje o Pedro Caiado Guerreiro, isto é nada mais, nada menos que a colectivização dos remdimentos individuais. Claro que para os comunistas a proposta peca por escassez-

11 pensamentos sobre “O que é seu é nosso (parte XLVIII)

  1. jorge

    pois, é o que dá ir ler estas coisas na Bola! Na realidade TC levantou a hipotese de se passar da tributação dos rendimentos para a tributação do consumo como forma de aumentar a taxa de poupança. Ela própria admitiu que seja uma ideia “extravagante” nunca realizada em nenhum outro lado. Tambem tenho duvidas que seja uma grande ideia e, sobretudo, receio que os politicos nacionais aproveitem a deixa para lançar um novo imposto em acumulação com os já existentes…

  2. Miguel Noronha

    Ouvi as declarações dela na rádio. A não ser que tenham sido gravemente truncadas ele propôs mesmo isso.
    De qualquer forma, o (meu) problema é com a ideia em si e não pessoalmente com ela. Embora já tenha manifestado a minha discordância com ela várias vezes.

  3. lucklucky

    Mais um imposto. Mais um impostos a provocar comportamentos.
    Neste caso ainda mais não fazer nada.
    É melhor estar quieto.

  4. Eu tinha impressão que já existia um imposto sobre os rendimentos individuais, chamado IRS. É suposto abranger todos os rendimentos individuais (vão ler o código tributário). Assim sendo, substitui-lo (o que é o que foi proposto) por este, não me parece muito diferente em termos conceptuais. Pode ser diferente em eficácia…

  5. Miguel Noronha

    É completamente diferente. No IRS tributa-se a receita e neste a despesa. Para além disso obriga ao “sequestro” do vencimento numa conta. Algo que o IRS não exige-

  6. Não sei se foi ela que se explicou mal ou se foi o jornalista que não percebeu.

    Mas, de facto, a substituição do IRS e IRC por um imposto sobre a despesa podia fazer sentido se Portugal estivesse em condições (que não está!) de experimentar tentar aquilo que nehum país ainda se atreveu.

    Para quem aceita a ideia de usar os impostos para redistribuir a riqueza, a substituição da tributação do rendimento pela tributação do consumo é apelativa sob o ponto de vista teórico mas banstante dificil na prática.

  7. Miguel Noronha

    “Para quem aceita a ideia de usar os impostos para redistribuir a riqueza”
    Não é o meu caso e vejo vários outros problemas. Um dos quais é a eliminação de qualquer tipo de privacidade da despesa privada.

  8. Pingback: O “Panopticon fiscal” ressuscitado | O Insurgente

  9. JorgeGabinete

    Não sou de esquerda e muito menos comunista, mas ouvindo (eu ouvi) a Teodora Cardoso não vislumbro nenhum avanço no sentido colectivizador. A proposta, para reflexão, passa por alterar o modo de tributar o rendimento, ao invés de se tributar rendimento bruto, passaria a tributar-se a componente desse que não fosse poupança, introduzindo um elemento de eficiência económica na incidência do imposto e, em princípio pode ser indutor de poupança e investimento.
    A primeira vantagem óbvia é que a tributação ocorreria no momento da mobilização do montante (transferência para conta à ordem-DO) e não quando ele é pago, isso corresponderia sempre a capitalização de montantes pelo tempo que estivessem imobilizados em benefício do sujeito passivo, por oposição o que nos sobra do ordenado ou pensão está num DO sem remuneração e já pagou o imposto à cabeça. Deixaria de existir privacidade? Uma administração fiscal que já sabe remunerações brutas e pode aceder a dados de poupanças (a partir de certo nível pelo menos) não ficaria a saber muito mais…
    O maior risco que vejo é o de apropriação de benefícios (comissões sobre transacções, sub-remuneração de montantes imobilizados,etc) pelos bancos, algo facilmente evitável com regulação específica.
    Não devemos rejeitar à partida uma ideia só pelo que aparenta, desse modo nunca se melhorará um sistema fiscal punitivo e excessivo.

  10. HO

    “Mas, de facto, a substituição do IRS e IRC por um imposto sobre a despesa podia fazer sentido se Portugal estivesse em condições (que não está!) de experimentar tentar aquilo que nehum país ainda se atreveu.”

    Mónaco e Kuwait. E, suponho, mais meia-dúzia de micro-estados e petro-estados. Andorra. Há mais. Em países com o nível de despesa pública de Portugal é uma solução implausível. O problema é o nível de despesa pública.

    “a substituição da tributação do rendimento pela tributação do consumo é apelativa sob o ponto de vista teórico mas banstante dificil na prática.”

    Concordo.

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