Uganda, Uganda, o bom sabor da selva

“Homosexuality is already prohibited by law in Uganda, but the new law signed by President Yoweri Museveni goes further by criminalizing positive talk of homosexuality, and failing to report gay people to authorities. Lesbians are included in the new prohibitions for the first time.”

19 pensamentos sobre “Uganda, Uganda, o bom sabor da selva

  1. Renato

    Interessante que alguns anos atrás o governo ungandense jamais pensaria em aprovar uma lei assim. Mas a pressão americana por uma lei gayzista foi tão forte, que acabou gerando uma reação profundamente exasperada por parte dos ungandenses.

    Por toda parte a pressão americana e europeia por leis especiais em favor da ideologia de gênero vai causando um desses efeitos:

    1. Leis totalitárias “em favor dos gays” (como acontece aqui no Brasil, onde o governo quer impor um lei que criminaliza a simples discordância das teses gayzistas.
    2 . Ou, em reação a esses totalitarismo gay, leis contra os gays (tipo, já que os gayzistas querem ferrar com a gente, vamos ferrar com todos os gays).

    Um dia os gays talvez caiam em si e percebam o beco sem saída para onde as esquerdas os estão levando: Ou serão os guardas que oprimirão as outras pessoas, ou serão eles próprios objeto de ódio das outras pessoas.

  2. ant

    Coitado do Uganda. Procura imitar os estados muçulmanos desde o norte africa, medio oriente até à malásia e indonésia, mas por qualquer motivo não se está a dar bem. Porque será ? será que os EUA e a ONU vão finalmente ganhar coragem e banir o corão e os hadits do profeta e seus seguidores, esses manuais cheio de referencias homofóbicas ?

  3. tina

    “Interessante que alguns anos atrás o governo ungandense jamais pensaria em aprovar uma lei assim.”

    Claro que não, há uns atrás a Uganda era um paraíso dos direitos humanos. “O governo de Amin ficou caracterizado por violações dos direitos humanos, repressão política, perseguição étnica, assassinatos, nepotismo, corrupção e má gestão econômica. O número de mortos durante seu regime ditatorial é estimado por observadores internacionais e grupos de direitos humanos como estando entre cem mil e quinhentos mil.”

  4. A. R

    Tanta preocupação pela prisão dos gays no Uganda e nenhuma com os enforcamentos cruéis (com sufoco lento após lhe retirarem a cadeira debaixo dos pés) dos gays nos regimes Islamismo-nazis do Irão e em outros islamismos nazis.

  5. Renato

    Tina

    O governo Amim (o assassino louco protegido por Kadafi) não foi a alguns poucos anos. Faz muito, muito tempo. Desde então Uganda não é certamente uma lugar de graves atentados contra direitos humanos. A África tem sido pródiga em genocídios, coisas terríveis aconteceram no Sudão (terríveis de verdade) ,em Moçambique, no Zimbabue, em Ruanda, na Argélia, na Nigéria, no Egito, na Líbia e mesmo a supostamente democrática África do Sul tem sido palco de fortíssima violência política disfarçada de “criminalidade comum”. Nesse contexto geral, Uganda tem sido um lugar menos violento, certamente. Não entendi a ressurreição do assunto Amim, como se tivesse algo a ver com a atual situação.

  6. Renato

    R. A.

    Mas é assim mesmo, a esquerda fez o mundo ficar louco, não há senso de proporções. Todos os esquerdistas que conheço consideram que a morte de quatrocentos terroristas no Brasil, a maioria de armas em punho, foi um genocídio e que a matança de milhões de inocentes na Ucrânia foi uma bobagenzinha que não vale a pena nem ser comentada. A mesma inversão de grandezas se estende por todos os assuntos. Você não ouve um pio aqui no Brasil sobre a matança de gays no Irã. Aquelas fotos com os corpos enforcados, pendurados em guindastes, e a militância gay aqui no Brasil faz um silêncio ensurdecedor. Mas toda vez que um gay é morto em algum latrocínio cometido por um prostituto, ou “garoto amigo”, a militância rasga as vestes e grita que foi “crime homofóbico” e que está havendo um “genocídio gay”.

    Não consigo respeitar gente que age assim.

  7. António

    Caro Renato,
    gosto de ler os seus comentário e, amigavelmente, permita-me um conselho: saia, p.f., dessa visão maniqueísta de que uns – para a si a direita e os respectivos valores – são bons e os outros – a esquerda – são maus!

    Cara Graça,
    estava a folhear a “Atual” do Expresso e deparei-me dom uma crítica a um título que, por certo, justificará o que o título que dá ao assunto que escolhe para discussão. O título é “O terceiro Chimpazé.” Não tendo lido nada sobre o referido título, veio-me à memória as duas subespécies deste primata: o chimpazé-comum e o bonobo e as diferentes formas de ambas as espécies encararem a sexualidade.
    Pois parece que em alguns países existe um terceiro chimpazé…

  8. rmg

    António

    Permita-me um conselho : saia , p.f. , aí da sua rua e vá passar uns bons tempos ao Brasil , como eu fiz há 3 anos por razões que não vem ao caso .
    Mas a viver mesmo lá , a ír às compras para o jantar , a estar na fila para tratar de burocratices , a ouvir as pessoas na rua cheias de problemas , em suma , sem ser só umas banhocas em Ipanema e umas fotos no Corcovado junto de turistas mais ou menos despreocupados .
    Depois então dê conselhos sobre o Brasil a uma pessoa que lá está , que V. na sua pressa nem reparou que ele estava a comparar situações várias com aquelas que ele vive .
    Tá legal ?

    PS – Eu não acho que seja a esquerda que seja má ou a direita que seja boa , isso seria ter uma visão pouco inteligente do mundo .
    O que eu acho é que vivemos “sob a pata” do políticamente correcto , uma praga só possível porque muita gente inteligente se acobarda fácilmente e prefere o caminho mais fácil por tibieza moral ou por outro tipo de interesses .

    E é um facto que o “políticamente correcto” é um dos terrenos de eleição da esquerda , daí que algumas ligações se tornem mais evidentes .

  9. António

    Caro Renato,
    em momento algum, nas trocas de comentários que tivemos, eu lhe dei conselhos sobre a realidade brasileira, que nunca vivenciei. Falei uma vez do Brasil, país que desconheço, para referenciar uma questão muito genérica e que pode ser analisada em qualquer parte do mundo, aliás existem determinadas questões em “que não é necessário ir a Roma para se saber lá está o Papa”.
    Acho que os seus textos, que gosto de ler, entroncam no maniqueísmo que referi, desculpe se o interpretei mal, pois como refere e muito bem, não acha “que seja a esquerda que seja má ou a direita que seja boa , isso seria ter uma visão pouco inteligente do mundo”.

  10. António

    Caro Renato,
    desculpe o meu comentário anterior, pois depreendi que fosse o comentário do Renato e não reparei que se tratava de um outro de uma outra pessoa, peço desculpa obviamente pela troca da autoria pois a essência do meu comentário mantenho-a, nem seria de outra forma!

    Caro ‘rmg’,
    permita-me, amigavelmente, que lhe sugira algo muito importante:
    dedique-se, p.f., à pesca!
    Vale mais isso do que atirar uns bitaites sem saber o seu contexto

  11. Renato

    Antônio

    Eu nunca disse que direita é boa. Pode ser, pode não ser. Ser de direita consiste apenas a opor-se (por qualquer motivos que seja) à visão de mundo e aos objetivos profundos da esquerda. Mas digo que esquerda é má. Não necessariamente um esquerdista em particular é uma pessoa mais má que a média. Mas o caminho apontado pela esquerda é um caminho que só pode resultar mal.

    Um dos motivos pelo qual às vezes a esquerda não parece tão má, e que ocorre também de esquerdistas não cumprirem aquilo que prometeram. Veja o fabianismo, por exemplo. Em princípio era um caminho para chegar a uma sociedade socialista sem passar por uma revolução violenta (com se a grande violência do socialismo se concentrasse no momento da revolução…). Mas que fizeram os fabianos em vários países do norte da Europa? Perceberam que a chegada ao ponto prometido levaria o país à miséria, e ficaram enrolando, enrolando, enrolando, e nada de socialismo. Cobram impostos mais altos que outros países (o que certamente lhes causa certas dificuldades) mas compensam isso com bem menos burocracia, liberdade de preços, e importações e exportações razoavelmente livres. E tem o bom senso de não cobrar esses impostos extorsivos diretamente das empresas, isto é, permitem que as empresas nacionais sobrevivam sem precisarem de protecionismo. Vão enrolar nesse ponto eternamente, se a historia assim lhes permitir, não tem a menor intenção de avançar o seu ponto programático fundamental, não tem a menor intenção de socializar a economia. Este esquema faz algum mal, mas como todos os governos fazem algum mal à sua economia (e muitos fazem muito mal) no computo geral esses países do norte europeu até que se viram bem. Estariam muito melhor se agissem como os países do extremo oriente, mas não vão fazer isso…

    Como “compensação” por não chegarem nunca ao “sonho dourado” da economia socialista, esses governo (isto é, os partidos que os dominam) “capricham” no marxismo cultural, impondo toda sorte de coisas esquisitas (das quais uma das piores é o multiculturalismo) para aplacar a consciência de militantes e intelectuais.

  12. António

    Caro Renato,
    esta discussão seria longa e inconclusiva, pois não creio que nenhum de nós os dois deixaria cair os valores em que acredita!
    Esquecendo as franjas totalitárias e, estando só numa discussão esquerda direita em que a democracia impera, não creio que o caminho para reduzir as diferenças sociais, os preconceitos, a exploração do homem pelo homem seja o mau caminho!
    Aligeirando a discussão permita-me que lhe diga o mesmo que já disse à autora do texto que estamos a comentar (será mesmo que os estamos a fazer?), e lhe diga que em Portugal “no debate esquerda – direita, tenho que lhe dar a mão à palmatória para reconhecer que, efectivamente, a direita fala [mais] verdade [do que a] esquerda. Como alguém me lembrou, basta ver os exemplos do eurodeputado do CDS/PP Diogo Feio e do ex-deputado do PCP Honório Novo. O primeiro é mesmo feio, já o segundo, por mais que queira, nunca será novo”

  13. rmg

    Caro António

    Felizmente que V. é daquelas mentes abertas com quem se pode conversar e que não foge com o rabinho entre as pernas ou com saídas parvas aos comentários de que não gosta .

    Estive a reler o comentário que lhe fiz bem como a sua troca de opiniões com o Renato e o “contexto” está todo aí a menos que vocês os dois comuniquem também por outras vias .
    Não entendo assim onde é que o comentário que lhe dirijo é merecedor da resposta disparatada que me dá .

    No entanto apraz-me registar (é bonito !) que neste seu último comentário V. dá uma volta de 180º e até acaba com uma tirada do mais fino e subtil humor .

    Portanto vou-me dedicar à pesca no que a si concerne , agradecendo penhorado o seu simpático conselho , tanto mais que é mais um que “salto” .
    Confesso que me custava fazê-lo porque gosto de ler as opiniões de toda a gente .
    Mas a insistência foi sua e não quero desiludi-lo .

  14. António

    Caro ‘rmg’,

    permita-me que brinque consigo e, querendo fazer três em um, ou seja falar dos três assuntos que aqui estão em discussão: a homossexualidade (tema central), a questão esquerda / direita (tema secundário) e a “sua” pesca (tema colateral), lhe sugira a leitura da fantástica obra de Bernardo Santareno “Nos mares do fim do mundo”. Este livro, não sei se conhece, retrata essa epopeia, muitas vezes forçada, a pesca ao bacalhau, que a geração do meu pai (creio que a sua geração) teve em alternativa legal à Guerra do Ultramar. Envio-lhe uma versão resumida que encontrei na ‘net’ mas que está amputada do episódio que eu gostaria que lesse, de seu nome, creio eu, “Os comunistas”. Estes comunistas, era o que eu pretendia que pescasse, pois trata-se de uma espécie de peixes vermelhos que os pescadores encontravam entre os cardumes de bacalhau e lhe davam este nome.
    Tendo já falado de um tema e meio, a “sua” pesca e questão direita / esquerda, continuo com este último e depois falarei do outro em falta.
    A figura de Bernardo Santareno responde ao que está em falta discutir, uma personalidade de esquerda, comunista e, como ele se designava, “um homossexual discreto”. As suas obras, que não sou um profundo conhecedor, afloram este último tema, de forma muito secundária, de uma maneira muito real e de uma forma crua, tal como ela tratada na sociedade.
    Pois estão, já que vai à ‘pesca’, reforço a sugestão para a leitura desta obra, assim como do mesmo autor “O Lugre”- escrita para teatro.

    P.S.: O link amputado que lhe falei:

  15. Renato

    Prezado Antônio

    Vejo que, segundo você entende, a esquerda é um caminho para diminuir:

    1.As diferenças sociais. Neste ponto a direita pensa totalmente diferente. Nós não nos ofendemos pelo fato de haverem diferenças sociais, mas nos ofendemos ao vermos a miséria. Em países onde o pensamento de direita prevaleceu, a miséria diminuiu grandemente. Países que eram imensas favelas há algumas décadas, se tornaram países muito ricos. Mas poderíamos considerar essa obsessão esquerdista anti-diferenças como apenas uma idiossincrasia curiosa, não fossem os métodos que as esquerdas usam para aplainar tais diferenças. No leninismo ou maoísmo, usam mortes aos milhões, terror contra a população, prisões arbitrárias, tortura, escravidão, estado policial, censura, etc. E o que eles obtém no final? Uma enorme diferença entre a classe dirigente privilegiada, e o povo, pobre, e em grande parte miserável.
    Mas há outra esquerda que não age assim, prefere o dirigismo estatal. Produzem desrespeito aos direitos de propriedade, populismo, corrupção, falências de novos atores econômicos, produtos caros, e atraso no crescimento econômico. Também fazem trasnferência de renda dos ricos para aos pobres, ao mesmo tempo em que transferem renda dos pobres para os ricos através da inflação monetária e do protecionismo. Garante-se assim que haverá sempre enormes diferenças sociais a combater…

    2. Preconceitos. Interessante isso. Vejamos, preconceitos são preceitos prévios que se usa na abordagem de qualquer questão, é simplesmente a forma natural de funcionamento da mente humana (na verdade, da mente dos animais também). Conceitos prévios não precisam ser combatidos, precisam ser complementados ou corrigidos por informações mais precisas e/ou atualizadas, o que por si só dissolverá eventuais erros que existiam nas avaliações prévias. Me escapa totalmente porque campanhas de divisão e incentivo ao ódio entre grupos, pressão contra as liberdade individuais, distorção dos mecanismos de mérito, intervenção no direito dos empresários de contratarem e demitirem poderiam ser úteis para a superação de conceitos prévios. Mesmo porque é o empresário que sofrerá por más contratações ou terá vantagens por boas contratações, e o estado não poderia obriga-lo a contratar este ou aquele, porque não será o burocrata estatal que terá prejuízo se forçar o empresário a contratar alguém que não seja o mais conveniente para a empresa. A solução da esquerda envolve agigantamento do estado-deus frente às relações pessoais e sociais. A solução da direita é simplesmente a liberdade de informação, expressão e associação. Ora, isso vem da própria definição do problema, conceitos incorretos só se desvanecerão quando mais informação LIVRE chegar às pessoas.

    3. A exploração do homem pelo homem. Aplaudo em pé! Realmente, políticos e funcionários públicos corruptos tomando grande parte da riqueza que outros produziram, dando parte dessa riqueza a grupos organizados de “militantes”, prejudicando o desenvolvimento econômico, criando políticas monetárias desastrosas para fazer demagogia, fazendo enriquecer aos seus empresários favoritos, realmente isso tem de acabar. Epa!, mas é isso que a esquerda faz (quando não faz pior, conforme falei no item 1). Vejamos onde funcionou o método direitista de combate à exploração: Alemanha e Japão logo após a Segunda Guerra, Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan, Cingapura, etc. Ou alguém vai supor que se um país inteiro fica bem mais rico, a causa é a exploração de muitos cidadãos do pais por outros cidadãos?

  16. António

    Caro Renato,
    presumo que esta discussão venha a ser longa e, como já disse não o pretendo convencer, nem a si nem a ninguém, das minhas razões, o inverso também não acontecerá!
    É claro que quando falamos de esquerda e direita, trata-se como é evidente de dois sacos de gatos, pois são diversas as esquerdas e diversas são as direitas. Eu, não sendo canhoto nem tão pouco tendo uma visão sinistra, sou de esquerda e, aquela em que me revejo é a da social democracia ou do socialismo democrático. Claro que, alguns sistemas políticos aparentando ser perfeitos em termos teóricos a sua aplicabilidade está dependente de vários factores, os quais os irão condicionar. A social-democracia escandinava, alemã, ou o socialismo francês escandinava será sempre diferente daquele que se pratica em Portugal, em Espanha. O comunismo chinês é diferente do cubano e, estes, diferentes do soviético. Agora pode-me perguntar porque digo que sou de esquerda?
    Ao contrário do que afirma a esquerda em que me revejo não diminui, antes pelo contrário, acrescenta!
    Acrescenta no combate às diferenças sociais, diria mais às injustiças sociais, porque parte da premissa que todos os homens nascem iguais, um conceito que remonta ao Iluminismo, poderíamos invocar Rosseau com o mito do Bom Selvagem. Nascendo iguais na essência, acredito que compete ao Estado criar as condições, na educação, saúde, etc. para combater as assimetrias que existem. Ao contrario do que afirma, a esquerda que acredito, defende a iniciativa privada, contudo o Estado deve ter um papel importante quer como agente como regulador.
    Acrescenta na exploração do homem pelo homem, pois o contributo dos sindicatos, das comissões de trabalhadores é tido como válido e um elemento positivo na construção da empresa ena respectiva relação empregador-empregado.
    Por último acrescenta na diminuição dos preconceitos. Dos preconceitos religiosos, dos preconceitos étnicos, dos preconceitos culturais, dos preconceitos sociais, dos preconceitos sexuais como é caso do tema central que a Graça nos trouxe para discussão!

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