28 pensamentos sobre “Irmãos desavindos

  1. k.

    “ruicarmo em Fevereiro 27, 2014 às 09:11 disse: ”

    Por favor, “disparates repetidos” podia ser o nome deste blog inteiro.
    O argumento do link não é novo. Nem sequer é tecnicamente incorrecto; Sucede que o NSDP tinha uma raiz ideologica socialista, mas uma prática de conivencia, e parceria com grandes grupos capitalistas alemães – come on rightist, go berzerk.

  2. k.

    “ruicarmo em Fevereiro 27, 2014 às 10:29 disse: ”

    É verdade, mas a comédia que por aqui prolifera deixa-me bem disposto.

  3. ruicarmo

    Os seus comentários são um must.
    O K esteve mesmo muito bem quando comentou (nos moldes em que comentou) algo que nunca aconteceu, dando como sugestão para resolver a guerra na Síria um site para recolher dinheiro. De resto, é como escreveu o Sérgio, é bom sinal quando “rabeiam”. Apareça mais vezes e divirta-nos.

  4. k.

    “ruicarmo em Fevereiro 27, 2014 às 11:01 disse: ”

    LOL. Bem, eu rabeio muito, porque, por aqui preferem comer e calar?

    Relativamente à siria, o post afirmava ser uma incognita o numero de “flotilhas humanitarias” que estão a ser preparadas; Eu linkei um sitio com o numero de caridades que estão a dar apoio à siria. Não sendo objectivamente a mesma coisa, dá para ter uma ideia do número de esforços que estão a ser feitos.

    Para bom entendedor, meia palavra basta. Estou a ver que não posso ser parcimonioso nas explicações – mea culpa!

  5. mggomes

    Um verdadeiro socialista é aquele que não consegue conceber a possibilidade de separação entre economia e estado. Daí a confusão do K. entre clientelismo e capitalismo de mercado livre.

    Aconselha-se a leitura do artigo do Prof. José Manuel Moreira que o Miguel Noronha refere noutro post.
    Como sempre, na mouche!

  6. k.

    “mggomes em Fevereiro 27, 2014 às 11:16 disse: ”

    Obrigado – de facto tem toda a razão. Nem eu, nem 99% dos economistas.

  7. k.

    “mggomes em Fevereiro 27, 2014 às 11:16 disse: ”

    Obrigado 🙂 Nem eu nem 99% dos economistas.
    E cheira-me que nem você:
    Quem é que define os direitos de propriedade, numa economia capitalista de mercado livre?

  8. mggomes

    “Nem eu nem 99% dos economistas.”

    É por isso que eu costumo dizer que 99% dos economistas dão um péssimo nome ao resto da classe…

    “Quem é que define os direitos de propriedade, numa economia capitalista de mercado livre?”

    ?!?!

  9. EMS

    E porque não perguntar ao proprio Adolfo o que pretendia ele dizer com isso do socialismo.

    “”Socialism is an ancient Aryan, Germanic institution. Our German ancestors held certain lands in common. They cultivated the idea of the common weal. Marxism has no right to disguise itself as socialism. Socialism, unlike Marxism, does not repudiate private property. Unlike Marxism, it involves no negation of personality, and unlike Marxism, it is patriotic.”

    E melhor ainda, Hitler assume-se como liberal, O partido não se chamou “Nacional Liberal” apenas por acaso:

    “We might have called ourselves the Liberal Party. We chose to call ourselves the National Socialists. ”

    Mais revelações de uma velha entrevista ao proprio lider do partido NALI, perdão, NAZI: http://www.theguardian.com/theguardian/2007/sep/17/greatinterviews1

  10. ruicarmo

    “E melhor ainda, Hitler assume-se como liberal, O partido não se chamou “Nacional Liberal” apenas por acaso”
    Excelente. 😀

  11. Nuno Cardoso da Silva

    O nazismo foi uma manifestação patológica do socialismo, tal como o marxismo-leninismo. Isso só prova que a maioria das pessoas sente a necessidade de socialismo, só não sabe é como lá chegar.

  12. mggomes

    “We might have called ourselves the Liberal Party. We chose to call ourselves the National Socialists. ”

    Não há como negar: Hitler era um Austríaco!!

  13. k.

    “mggomes em Fevereiro 27, 2014 às 11:38 disse: ”

    Reescrevendo, e introduzindo uma explicação:
    Quem define os direitos de propriedade, essenciais para o funcionamento de mercados livres? O Estado, através de leis que garantem o livro usufruto de propriedade privada, ameaçando com Força quem desrespeitar este conceito.
    Por exemplo, você pode abrir uma merceearia com um razoável medo de não ser assaltado porque o Estado garante a segurança contra ladrões.

    Ergo, o Estado é essencial para o desenrolar de actividades de mercado livre.
    Ergo, o Estado é essencial para um mercado livre.
    Ergo, é para mim impossivel dissociar Estado de Mercado Livre

    Portanto, das duas uma:
    – Ou você é anarco-capitalista
    – Ou você é socialista (utilizando para si, a mesma definição que você usa para mim)

    Escolha.

  14. ruicarmo

    “Isso só prova que a maioria das pessoas sente a necessidade de socialismo”
    A necessidade de socialismo é genético. Está presente nas células e a sua busca é um direito humano (monarquia incluída).

  15. Surprese

    Por favor parem de pensar unidimensionalmente (direita versus esquerda), num plano horizontal. Isso é um conceito do século XVIII!

    Já no século XIX surgiu outra dimensão na política, vertical, que contrapunha o Absolutismo (ou totalitarismo, ou colectivismo) ao Liberalismo (clássico, ou anarquismo).

    Googlem Diagrama de Nolan (criado por um Libertário) está lá tudo, desde os anos 70 do século passado que isso está tudo arrumadinho, inclusive a diferença entre Nacional Socialismo e Comunismo.

    Rui Carmo, por favor não faça mais destes posts, claramente incitadores de situações de teste da lei de Godwin.

  16. mggomes

    “Portanto, das duas uma:
    – Ou você é anarco-capitalista
    – Ou você é socialista (utilizando para si, a mesma definição que você usa para mim)”

    Se eu indicar outra, correrei o risco de dizerem que sou pela 3ª via?

    Estou longe de ser anarco-capitalista.
    Mas se a escolha fosse binária e a alternativa fosse o socialismo, seria a designação mais correcta.

    Mas reafirmo que, no essencial, é possível – mais que isso: desejável – separar estado e economia.
    O que o k. confundiu no post acima foi Justiça com Economia. São campos distintos. Convém que sejam, aliás!
    Acho que a Justiça (como a Defesa, por exemplo) será das poucas áreas em que o estado deverá estar presente.

  17. k.

    “mggomes em Fevereiro 27, 2014 às 12:16 disse: ”

    a) Pessoalmente não me choca que você seja de outra via qualquer. Mas de acordo com a minha interpretação das “regras informais” deste blog, só há de facto essas duas escolhas.

    b) Não confundi Justiça com Economia – as duas são inseparáveis. Ou acha que no dominio económico, não devem haver leis? Por exemplo, leis que garantam o respeito contratual, direitos de copyright (outra forma de furto, a ser violado) etc.?

  18. k.

    “Surprese em Fevereiro 27, 2014 às 12:14 disse: ”

    Interessante – um bocado como o political compass, mas desconhecia.

  19. lucklucky

    Soci@listas são todos aqueles que odeiam o poder da pessoa, o individuo com poder é um anátema para a sociedade soci@lista.

    Seja ela Nazi, Marxista Leninista, Tribal.
    Por causa do Medo. É o Medo da diferença, de caminhos diferentes que constrói o Soci@lismo.
    Por isso fundam a sociedade sobre o poder quase total do Estado.
    É o único orgão com poder para eliminar o individuo, a sua criatividade, ideias.

    Por isso.
    Não existe mais conservador que um Soci@lista.
    Um Soci@lista faz a Revolução para congelar a sociedade.
    Chega ao poder e começa a proibir.

    Um dos métodos dos soci@listas para se tornarem cegos ao individuo é só ver grupos: pobres, ricos, pretos, judeus, artífices, trabalhadores, etc…
    É uma visão corporativa da sociedade, seja ela racial, sexual, económica, social.

  20. Rúben Lopes

    Lembro-me de fazer um gigantesco comentário numa publicação do ano passado(que possuia a afirmação do Hitler “We are socialists” num dos seus discursos) a tentar explicar a problemática do nazismo com um tipo do socialismo, e como este socialismo não tem nada a haver com o socialismo de tradição marxista. Faço o re-post aqui mesmo desse antigo comentário, e que contribua para parar com estas tiradas desnecessárias do Insurgente, seguida pelos comentários ideóticos dos “camaradas”:

    “Sinceramente, esta converseta do “Hitler era um socialista” ou “não, não era”, é uma dor de cabeça que não leva a lado nenhum.

    Para os comunas e marxistas de todo o tipo que estam chateadinhos por aí a comentar: o regime do nazismo era totalitário, colectivista e possuia um planeamento central económico do tipo corporativo (enquanto o do tipo soviético-leninista era totalmente colectivista, sendo esta a única diferença exemplar). Quanto ao planeamento económico, tudo isso que o Renato Souza afirmou é puramente verdade, e isto é provado pelo livro “The Vampire Economy: Doing Bussiness Under Fascism”, um livro escrito por um TROTSKYISTA, Gunter Reimann (que teve de fugir da Alemanha após a tomada do poder nazi), onde ele descreve exactamente como o estado nazi controlava a economia e violava constatemente a propriedade privada (o que dá razão às conclusões que tanto Hayek como Von Mises tiveram ao criticarem o nazismo como uma ideologia colectivista, nos seus livros “Road to Serfdom” e “Omnipotent Government”, respectivamente). O facto de os comunistas alemães e o SPD terem sido suprimidos politicamente não prova nada, pois os mesmo aconteceu as todas as forças políticas alemãs, incluíndo o strasserismo (a facção mais colectivista do partido nazi), liberais, monárquicos, católicos e uma miscelânea de outros tipos de facções conservadoras.

    Para os liberais: o termo “socialista” é um termo que pode ter vários significados e ter vários sentidos ideológicos, e isto ocorre tanto hoje, como ocorreu ao longo da história desse termo. “Socialismo” não significa apenas colectivismo de Estado marxista-leninista. Thomas Hodgskin, Lysander Spooner e Benjamin Tucker apelidavam-se de “socialistas” e eram defensores de uma economia de mercado totalmente livre e eram anarquistas, pois estes viveram antes do termo “socialismo” ter sido bastardizado e monopolizado pelas forças defensoras do colectivismo de Estado (e antes das doutrinas anarco-colectivistas se começarem a declarar como os representantes do “verdadeiro anarquismo”); tal e qual como Hitler se apelidou de “socialista”, mas no entanto, declarava-se um inimigo fervoroso do marxismo (sendo que a sua afirmação, numa das suas entrevistas, de ser um socialista não-marxista é credível). Não se esquecam que estamos a falar do caso alemão, onde este “socialismo” refere-se à tradição bismarckiana e do movimento Volkisch, ideologicamente oposto ao marxismo, e apologista de um colectivismo de tipo reaccionário. Hayek referiu isto claramente no seu livro.

    Conclusão: ambas as ideologias são colectivistas (onde os comentários comunistas erram), mas têm origens ideológicas diferentes (que muitos liberais fazem de conta que se esquecem). Por isso, paremos de estar sempre a tocar na mesma tecla, em computadores opostos, porque isto não leva a lado nenhum, e nunca à verdade.”

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