Um pequeno apontamento sobre o congresso do PSD

Confesso que não prestei a mínima atenção ao congresso do PSD e do pouco que li apenas retenho o estranho caso da ressuscitação de Miguel Relvas. Não consigo imaginar razão para tal. Provavelmente para o convencer que até no partido se incomodam com a sua presença ou talvez ou hábito masoquita de dar tiros no próprio pé. Enfim.

5 pensamentos sobre “Um pequeno apontamento sobre o congresso do PSD

  1. JP

    Visto por um certo prisma, o resultado da votação para o CN é sinal de que o partido está vivo, livre e não toxicodependente do chefe, que foi e é o grande mal do PS. Ainda assim, é um péssimo sinal, que corre sérios riscos de resolver um problema de Passos Coelho e lixar o país, entregando-o.

    Talvez o PSD ainda não tenha percebido que o meio ambiente é o de uma comunicação social e comentarismo-profissional [amador] que não faz nem é capaz de muito mais do que amplificar este tipo de factos, como ontem se viu com a quase total redução das entrevistas de exterior a este tema.

    É precisamente assim que o PS lá chegará e que o FMI voltará 🙂

  2. Alexandre Carvalho da Silveira

    Há coisas que não se entendem. O 1º ministro poderia passar a ter a partir deste congresso o partido todo com ele e com o governo. Mas parece que ele não gosta de ter a vida facilitada, e teve de arranjar esta situação da ressurreição do Relvas, que lhe há-de ainda trazer muitos amargos de boca, para que isso não aconteça, e o resultado da lista dele mostra isso muito bem.
    Mas mesmo que Passos Coelho quisesse trazer o Relvas para funções importantes no partido, o Relvas que ainda tem menos juizo que o amigo Pedro mas não é completamente estúpido, devia ter recusado.
    Se eu estivesse no lugar do Rangel, tinha posto como condição para liderar a lista para o PE, a não inclusão do Relvas em qualquer lugar importante no aparelho do partido, pois de cada vez que o Relvas aparecer ao lado dele, o Rangel perde uns milhares de votos.
    Isto nem é um tiro no pé: é arrancar as unhas todas dos pés a sangue frio.

  3. JMS

    Alexandre,

    Concordo no geral consigo mas, falta-lhe um pequeno pormenor: o facto de Pedro Passos Coelho precisar de Miguel Relvas como do ar que respira.

    Sempre achei uma irracionalidade manter a todo o custo alguém como Miguel Relvas num governo que, ‘per si’, já estava desgastadíssimo pelas medidas que vinha a tomar, dada a situação caótica do país (embora nem toda a gente entenda isso).

    Só a teimosia de PPC não justifica a corrosão que causou ao governo a manutenção de Relvas. Os laços de confiança e de amizade, podem, por vezes, deitar tudo a perder. A forma como os ‘media’ exploraram esse (facto) regresso foi notória.

    O cinzento PM Cavaco, por uma anedota sobre Alentejanos, contada por um ministro qualquer chamado Carlos Borrego, não teve qualquer pejo em o despedir passado 2 horas por telefone. Evitou assim qualquer polémica. Esteve bem.

    Não tenhamos ilusões, Marco António Costa não passa de um mero funcionário do partido.

    Esta rapaziada, hoje em dia, não tem bem a noção de como deveriam funcionar as coisas.

    E essa falta de noção pode pagar-se bem caro.

  4. José Silva vaz

    Estou convicto que o regresso do Relvas se deve ao reafirmar da matriz social democrata do actual líder e consequentemente Relvas poderá ser um elemento imprescindível nas celebrações do 25 de Abri que se avizinham. Já esqueceram a portentosa exibição do Sr. Cantando o grânulos vila morena?

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