O problema de Portugal é a Alemanha

Quando li este artigo da Maria João fui imediatamente ver a fonte. Não é possível que em um país em que a justiça funcione tão mal seja uma preocupação da PGR a política de aquisições e alienações de arte. Estou à procura das declarações originais da PGR porque nem sei o que é mais provável, se termos um PGR que faz tudo menos o seu trabalho ou termos a RTP a adulterar declarações para colorir artigos de “informação”. 

Realmente os culpados dos problemas em Portugal são a Troika e os alemães, em especial da Merkel. Por cá as nossas instituições são uma maravilha e o sistema político um dos mais avançados do mundo. 

7 pensamentos sobre “O problema de Portugal é a Alemanha

  1. Luís Lavoura

    em um país em que a justiça funcione tão mal seja uma preocupação da PGR a política de aquisições e alienações de arte

    Infelizmente não é só a justiça que funciona mal em Portugal. A secretaria de Estado da Cultura também parece funcionar pessimamente. E o governo, em geral. Repare como ninguém no governo parece ter assumido a decisão de quais as obas de arte que o Estado decide vender, e por quê. Aparentemente a decisão é deixada ao cuidado de uma obscura empresa chamada Parvalorem, como se essa empresa andasse à rédea solta.

  2. Tiro ao Alvo

    Este Luís Lavoura é parvo – não sabe do que fala, mas julga-se entendido em tudo. E, além disso, vê as coisas com duas palas, ou seja, apenas num certo sentido. Coitado.

  3. Surprese

    Repito algo que já tinha por aqui referido:

    – Rui Mateus, no seu livro sobre o PS, referiu que a nossa democracia era uma fase de transição entre o fascismo e um Estado de Juízes.

    Profético.

  4. rmg

    Aqui há uns 2 anos lia o Luís Lavoura com interesse porque ele tinha opiniões estruturadas mesmo quando delas discordava .
    Hoje não o consigo ler sem achar que diz a 1ª coisa que lhe vem à cabeça só para chatear .

    O defeito é óbviamente meu .

  5. Ricardo G. Francisco

    Caro Luis Lavoura,

    Em primeiro lugar se os quadros ou os cortinados estiverem nos activos da pervalorem (que eu não sei se estão) deve ser a pervalorem a tomar a decisão de venda ou não. De qualquer forma nesta coisa das vendas nada mais limpo que um leilão aberto.

    Em segundo lugar eu estou farto de pessoas que justificam o que funciona mal em Portugal, por ser da sua amizade, com as outras coisas que funcionam mal. Só mexam na minha gamela depois de mexerem na dos outros. Sejam frontais e assumam que gostam da pocilga que o Estado é.

    Em terceiro lugar o que está em questão é a PGR achar que a sua opinião sobre que arte deve estar na posse ou não do Estado tem força de lei. Mas caro Luís, entretenha-se a atirar para o lado que ganha imensa credibilidade.

  6. Prudente, Carlos

    O parvo do general romano, Galba, já dizia há mais de 2.000: “Na parte ocidental da Península, há um povo muito estranho, não se governa nem se deixa governar”
    Curiosamente , dizem.me que os socialistas são os herdeiros desse povo estranho com o Tó Zero à cabeça e o Zé Maria, o barbichas, de Viana a fazer de sacristão

  7. Rogerio Alves

    Apesar de tudo, da palhaçada protagonizada pela oposição (que passa sempre incólume), da ingerência da justiça em assuntos não relacionados com a mesma (já estamos habituados), e não ver, com o meu modesto bom-senso, danos gravosos (nem de perto) com a venda dos Miró para o “estrangeiro” (não é que esteja em causa a sua destruição), o governo alegadamente cometeu erros processuais que deveria ter tentado evitar. Ou até ser espertalhaço e ficar com 4 ou 5 (que definiria como os mais relevantes para o património nacional e expor num museu nacional) e conseguir evitar os achincalamentos que, por esta altura, já devia saber que iria receber. Embora, em retrospectiva, mesmo que tivesse sido imaculado nos trâmites processuais não evitaria uma Canavilha ou um Carrilho a bradar contra o ataque ao património. No entanto, e pode ser defeito meu, não vejo, nas minhas relações (que compreende gente da direita à esquerda) qualquer preocupação (para além da graçola aqui ou acolá) acerca do destino das pintura…

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