Notícias da ditadura de juízes (aquela onde vivemos)

«Em comunicado, a PGR informa que, após ponderar a exposição apresentada por um grupo de deputados, e ao abrigo das suas competências no âmbito dos Tribunais Administrativos, decidiu dar entrada a uma providência cautelar com vista à suspensão da venda do acervo de obras de Miró

Mas sou só eu que acho estas coisas aberrantes? Já temos juízes a decidir traçados de estradas, onde devem funcionar as maternidades, a política orçamental; agora vamos ter magistrados do ministério público a colocar juízes decidindo se o estado vende ou não quadros obtidos com a nacionalização do BPN? É conveniente começarmos a questionarmo-nos para que andamos a votar de quatro em quatro anos para eleger governos. Afinal temos tribunais e juízes e eles chegam para a tarefa do governo do país. Isto, sim, é judicialização da política.

Nota 1: tanto se me dá que vendam já os quadros, os guardem para vender depois ou, até, que concluam pelo seu valor inestimável e os coloquem num museu (desde que não me obriguem a ir vê-los).

Nota 2: Este poder absurdo dado aos juízes também é culpa dos legisladores alucinados que temos tido, que criaram legislação para tudo e mais alguma coisa até  estarmos reféns de juízes – que não escrutinamos (a corporação a que respondem faz tudo menos avaliação), que são tão oh tão competentes que contribuem para o escândalo da lentíssssssima e ineficaz justiça portuguesa e em quem não votamos.

52 pensamentos sobre “Notícias da ditadura de juízes (aquela onde vivemos)

  1. Tiro ao Alvo

    A publicação dos fundamentos que levaram a Canavilhas e os seus amigos, a apresentarem esta providência cautelar, seria aquilo a que, com propriedade, se pode chamar serviço público. Quem quererá prestá-lo?

  2. Comunista

    Mais uma demonstração que quando a direita fala de necessidade de limitar o poder do governo, a direita mente. Os idiotas úteis, crédulos, vão atrás disto.

  3. tozezito

    Esta diligência da charmosa Madame Canavilhas assusta-me. É que dela deduzo que há muitos cromos no PS que parece nada terem aprendido com as lições do passado recente. E que, se e quando o PS voltar ao Governo (o que deve de certeza acontecer a partir de Maio-Junho de 2015, no máximo), se estarão marimbando para necessidade de contenção das despesas do Estado, indo continuar o regabofe de espatifar dinheiro, lixando mais uma vez a vida aos portugueses em geral, e aos contribuintes em particular. A breve trecho estaremos de novo a poucos passos da tragédia de uma bancarrota.
    Como irei votar então nas próximas eleições legislativas? É esta, cada vez mais, a minha grande angústia de cidadão.

  4. tozezito

    A República Islâmica do Irão é uma teocracia. Quem manda, são os ayatohlas, reunidos no Conselho dos Anciãos.
    A República Portuguesa está aos poucos a transformar-se numa “magistradocracia”. O Conselho dos Anciãos é, no nosso caso, formada pelos reverendíssimos e meretíssimos conselheiros do Tribunal Constitucional, aos quais se junta agora a reverendíssima Procuradora Geral.

  5. Manuel Costa Guimarães

    Caro Comunista,

    “Mais uma demonstração que quando a direita fala de necessidade de limitar o poder do governo, a direita mente.” Pode-me explicar esta afirmação, sff?

  6. António

    Mas sou só eu que acho estas coisas aberrantes, cara Maria João, um governo a governar contra a lei e a Constituição vigente no seu país?
    Mas mais aberrante é ouvir, ou ler, pessoas a opinar contra a obrigatoriedade da lei e da Constituição ser cumprida. Afinal de tudo, podemos perguntar, para quê a lei, para quê a Constituição?
    Não é assim, Maria João?

  7. Luís Lavoura

    Como muito bem dia na Nota 2, o problema não está nos juízes, está na legislação. Se há leis e se há Estado de Direito, então os juízes têm que intervir para que as leis sejam cumpridas. Não pode o governo funcionar como se não houvera leis – isso seria um retorno ao Antigo Regime, em que o Rei punha e dispunha a seu belprazer. Foi precisamente contra isso que o liberalismo surgiu, tal como a Maria João se recordará.

  8. Luís Lavoura

    Manuel Costa Guimarães, eu explico. O que a direita deseja é que este governo possa governar a seu belprazer, sem que o seu poder seja limitado pelas leis. Por exemplo, se este governo decidir vender uns quadros quaisquer, deve poder vendê-los, marimbando-se nas leis. Isso é o que a direita quer. Quer que os juízes e as leis não possam interferir na autoridade deste governo.

  9. Luís Lavoura

    se o estado vende ou não quadros obtidos com a nacionalização do BPN

    Esses quadros não devem ser distinguidos de quaisquer outros quadros perencentes ao Estado. Não é por eles terem sido obtidos de determinada forma que podem ser vendidos. É tão ilegítimo vender Mirós obtidos com a nacionalização do BPN como seria ilegítimo vender o Bosch que está no Museu Nacional de Arte Antiga.

  10. Comunista

    “Mais uma demonstração que quando a direita fala de necessidade de limitar o poder do governo, a direita mente.” Pode-me explicar esta afirmação, sff?

    O António, logo abaixo do seu comentário, diz o essencial.

    O Insurgente não gosta da Constituição, não gosta do TC, não gosta dos Tribunais (quando decidem contra o governo), enfim não gosta que existem instituições que possam relacionar-se com o governo para além da dinâmica parlamentar da maioria absoluta que, como se sabe, serve para transformar 51%, digamos (na prática até menos) em 100% para um conjunto considerável de possibilidades de acção e determinação da vida do povo. Se não houver estas instituições não há meio de oferecer alguma resistência e compensação aquela injustiça (51=100) necessária que a democracia, como a conhecemos hoje, precisa para funcionar.

  11. Luís Lavoura

    desde que não me obriguem a ir vê-los

    Pois. No fundo de toda esta discussão encontra-se o desgosto da direita conservadora e burguesa pela arte moderna. Mirós são merda que se pode vender, arte antiga é claro que jamais se venderia. É claro que ninguém na direita liberal se atreve a escrever isto com todas as letras, mas no fundo, no fundo, é isso que estão a pensar. É a funesta aliança liberal-conservadora em ação.

  12. Rui Cepêda

    Maria João
    Assino por baixo.

    Aproveito para lhe agradecer a simpática sugestão a propósito da destilaria.

  13. JoaoMiranda

    ««Esses quadros não devem ser distinguidos de quaisquer outros quadros perencentes ao Estado. »»

    Luis Lavoura,

    O correcto é: Esses quadros não devem ser distinguidos de quaisquer outros quadros perencentes OU NÃO ao Estado.

    Assim já podemos conversar.

    Vender os mirós ou optar por não comprar a Mona Lisa são decisões equivalentes.

  14. Comunista

    “Vender os mirós ou optar por não comprar a Mona Lisa são decisões equivalentes.”

    Na cabeça de um tolo devem ser equivalentes. Na cabeça dos demais entre vender ou não o que se tem em posse e comprar o que nem está à venda não há equivalência.

  15. Maria João Marques

    ‘Afinal de tudo, podemos perguntar, para quê a lei, para quê a Constituição?’
    Se percebeu o que leu na nota 2, percebe que o problema, em minha opinião, não foi criado pelos juízes. Foi pelos legisladores idiotas, e era o que faltava eu endeusar leis criadas por legisladores idiotas. Era o que faltava não se poder discutir o conteúdo e o espírito das leis existentes. E, por fim, era o que faltava não se poder discutir decisões judiciais, muitas vezes alicerçadas em preconceitos – ideológicos ou outros – dos juízes para os quais se arranja uma fundamentação júridica umas vezes inteligente e, outras, nem por isso.

    ‘No fundo de toda esta discussão encontra-se o desgosto da direita conservadora e burguesa pela arte moderna. Mirós são merda que se pode vender, arte antiga é claro que jamais se venderia.’
    Luís Lavoura, nunca deixo de me espantar com as imbecilidades que escreve.

  16. Comunista

    Para melhor compreensão corrija-se e leia-se em “Comunista em Fevereiro 3, 2014 às 18:14”:

    “entre vender ou não o que se tem em posse e comprar OU NÃO o que nem está à venda não há equivalência.”

  17. Manuel Costa Guimarães

    Caro Luís,

    A Maria João Marques estava a falar por ela, não por uma qualquer “direita conservadora e burguesa”, por isso, essa treta que você e o caro Comunista debitam não cola aqui.
    Sigo este blog desde (sei lá!) e continuo, diariamente, a ler contributos diferentes de toda a gente, com os quais se pode concordar ou não, mas não me lembro de ler posts, qual estadista medíocre, em que alguém se arroga a falar pela “Direita” ou pela “Esquerda”. É aí que me parece que está o vosso problema fundamental com este blog: o facto de ser livre e cada um falar por si.

    Caro Comunista,

    Só alguém muito desatento ou preso no bem bom do passado é que concorda com a Constituição tal como ela está. Posso juntar a isso o nosso sistema político-partidário, fórmula de constituição do TC e dos seus membros e até a própria forma como a nossa lei evolui, mas isso é outra conversa.
    As regras neste país ou estão constantemente a mudar (fiscalidade) ou estão escritas na pedra (constituição): não há intermédio, não há uma visão estável e de confiança que dê a todas as gerações um clima de evolução contínua e de responsabilização total de todos os intervenientes perante o país.

  18. Pingback: Montesquieu, esse liberal – Aventar

  19. Tiro ao Alvo

    Esta gente que advoga a não venda dos quadros do miró não entende que, se os quadros não forem vendidos, maior vai ser o prejuízo a apurar com a nacionalização do BPN. E quanto maior o prejuízo, mais o Estado nos irá ao bolso, para tapar aquele buraco, que os malandros do BPN fizeram e o Teixeira do Santos mais o Sócrates resolveram nacionalizar, deixando a melhor parte (SLValores) de fora e os responsáveis à solta.
    Coisas como estas custam a entender, mas acontecem – há pessoas que ficam contentes quando lhes vão aos bolsos…

  20. Comunista

    “Só alguém muito desatento ou preso no bem bom do passado é que concorda com a Constituição tal como ela está. Posso juntar a isso o nosso sistema político-partidário, fórmula de constituição do TC e dos seus membros e até a própria forma como a nossa lei evolui, mas isso é outra conversa.”

    Caro Manuel,

    O problema, o seu problema, a meu ver, e o do direitismo, é que ainda acredita na ideia simples de que há uma realidade ali e nós aqui a produzir julgamentos, que podem ser falsos ou verdadeiros sobre a realidade como se a produção de julgamentos não fosse ela também uma parte da realidade o que significa que o que de um lado julga do outro participa no que é julgado – cujas consequências são que um julgamento (e não falo de tribunais aqui, falo da nossa capacidade de julgar, de emitir opiniões, digamos) é ao mesmo tempo uma intervenção sobre a realidade e que, portanto, na medida em que se acrescenta à realidade ela já é outra coisa diversa do que era quando o julgamento (opinião) foi emitido.

    Então, a ideia de que haverá aí uma Constituição que será a perfeita para a realidade actual é ideologia porque parte do pressuposto de que a Constituição vai apenas “descrever” necessidades existentes na realidade em si e não intervir e participar na criação da própria realidade introduzindo até variáveis livres, digamos assim, que aqui significam simplesmente sem qualquer conrolo prévio das consequências que podem gerar.

    Isto para dizer que uma nova Constituição não pode garantir melhorias nenhumas da nossa condição. Por isso é avisado proceder com muita cautela com a Constituição porque ela marca alguns limites de inteligibilidade do sistema que o tempo tem consolidado permitindo ao aos diferentes agentes do tecido social alguma comunicação entre si na base pressupostos comuns que são como uma lingua. Se cada um de nós falar a sua língua particular não há cominucação possível.

    A função da Constituição é esta também, a de ser a nossa língua em termos de comunicação política, do que somos politicamente, na polis, na cidadania.

    Ao mesmo tempo a Constituição, como se tem visto actualmente, permite um espectro alargado de possibilidades de acção, é por isso que podemos ter no Parlamento ao mesmo tempo um partido que tem um idiota que gosta que os gregos lhe chamem de alemão e um partido comunista que acha que o idiota que gosta que lhe chamem de alemão é mesmo um idiota.

    Ou seja, a nossa constituição não é apenas uma língua sem fala, ela permite um horizonte onde convivem, mesmo em contradição ou oposição, diversas falas.

  21. AACM

    Esta terra esta mesmo um colosso…….tudo preocupado com meia duzia de trocos…..mas??? com a gestao do BPN, com a nacionalizacao do buraco e com a venda das barracas ao BIC…..nada,nada, isso nao interessou nada, coisa pouca…..que colosso.

  22. “Notícias da ditadura de juízes (aquela onde vivemos)”

    Não será antes notícias da democracia onde vivemos?

    É que nos livros de história no tempo do Estado Novo. não existe exemplo que se assemelhe nem milhares de outros exemplos aberrantes paridos pela democracia abrileira.

    Convém mesmo chamar os bois pelos nomes, apesar da dialética cultural que foi imposta aos portugueses pelos esquerdalhas que tudo aquilo é mau é coisa de ditadura ou fassita. O que não é verdade como se comprova pela história.

  23. rabaceira2

    Ó Comunista, olha lá pá: um país que se quer vivo, a mexer e a desenvolver-se, não pode ter uma constituição paralítica, estacionada num passado cada vez mais longínquo, mais atrasado, mais antiquado, entendes.
    Bom, já sei que não entendes, também lá ficaste nesse velho tempo, paralisado.

  24. Francisco Miguel Colaço

    Tozezito,

    Em 2015 o PS não poderá aumentar a despesa pública. Em 2016 o PS não poderá ter défice, pois ninguém emprestará dinheiro a ninguém.

    Vêm eleições nos Estados Unidos, onde o emperresidente que foi apoiado pelo PêCê-USA está a levar aquilo alegremente para o fundo. Em 2015 tudo isso será discutido e algures deixará de haver cacau a crédito para os Estados Unidos ou, por extensão, para Portugal.

    Comunista,

    Montesquieu deve estar a rolar de riso pela incapacidade de osportugueses entenderem o conceito básico dos três poderes.

    Parecemos comunistas.

  25. Comunista

    “Ó Comunista, olha lá pá: um país que se quer vivo, a mexer e a desenvolver-se, não pode ter uma constituição paralítica, estacionada num passado cada vez mais longínquo, mais atrasado, mais antiquado, entendes.
    Bom, já sei que não entendes, também lá ficaste nesse velho tempo, paralisado.”

    De facto não sei o que é uma constituição estacionada em vez de uma Constituição em andamento. Mas talvez se me disser quem ou o quê é que deve conduzir a Constituição para que ela vá andando talvez você mesmo perceba de quem e de o quê é que você é um boy. Até lá, nesta matéria, você nem de si sabe quanto mais querer oferecer alguma saber a alguém.

  26. Carlos

    Comunista, a única função da Constituição deve ser limitar os poderes do estado. Não dizer o que o estado deve fazer, e dar garantias de isto e daquilo. Limitar os poderes do estado é sempre possível de ser cumprido, já garantir bens e serviços não o é. Adivinhe lá porque a Constituição Portuguesa choca com a realidade actualmente…

  27. Comunista

    “Adivinhe lá porque a Constituição Portuguesa choca com a realidade actualmente…”

    É mais que simples.

    Porque limita a acção do governo que (em conjunto com um coro de boys e girls), tomando-se como a realidade, diz que a Constituição Portuguesa choca com a realidade.

  28. Maria João Marques

    Comunista, por mim limitamos o poder político da forma mais eficaz possível: estabelecendo um número máximo de diplomas legislativos por legislatura e colocando na constituição um limite máximo para a carga fiscal. E tudo muito abaixo da média dos últimos anos.

  29. Rogerio Alves

    A verdade é que quase toda a gente acha este poderio dos juízes e falta de direção do Minstério Público um disparate e absurdo e só uns ilustres representantes das nossas elites é que acham que o mais importante é mostrar a sua força. Uma tristeza. Pobre povo.

  30. Francisco Miguel Colaço

    Rogério Alves,

    As elites são escolhidas pelo povo. Quando Cristo foi tentado pelo diabo mandou-o pentear macacos. E o diabo, certamente frustrado, abandonou-o após três vezes.

    Quando o povo mandar as elites presentes às malvas após três vezes, escolhendo homens jsutos para os REPRESENTAR (e não liderar ou governar ou mandar), a menção do nome de Mário Soares e de Jerónimo de Sousa e de António José Seguro e de Passos Coelho serão invariavelmente retorquidas pelo interlocutor com «quem?»

  31. Vitinho

    Luís Lavoura em Fevereiro 3, 2014 às 18:01 disse:

    Esses quadros não devem ser distinguidos de quaisquer outros quadros perencentes ao Estado. Não é por eles terem sido obtidos de determinada forma que podem ser vendidos. É tão ilegítimo vender Mirós obtidos com a nacionalização do BPN como seria ilegítimo vender o Bosch que está no Museu Nacional de Arte Antiga.

    Qual a diferença entre os quadros do Miró e o 1/6 indiviso de um sotao em Marco de Canavezes que foi hoje a leilao??

    O valor historico? o valor cultural? estes valores sao como as leis, cada um dá (interpreta) como bem lhe aprazer..

    Nao troco o NSX do Senna por 10 Mirós.. e esse nao metem PC??

    Se os socialistas e comunistas trabalhassem para pagar as ideologias que apregoam, vendiam tudo, ate o Fidel e o Chavez ( o outro é uma encarnaçao do homem, via piriquito)

    Para satisfazer a “fome” cultural xuxa, tenho de deixar de comer 12 bifanas..

  32. Rogerio Alves

    As elites são livremente escolhidas numa democracia (melhor do que a nossa). As decisões são tomadas por quem sofre as consequências em democracias mais diretas. De outra forma, ou antes, à nossa maneira, as escolhas estão presas e condicionadas e as decisões são ordens vindas de cima.

  33. dervich

    “Nota 1: tanto se me dá que vendam já os quadros, os guardem para vender depois”

    O problema começa logo aqui: É que é muito diferente vender já os quadros todos por atacado e em saldo do que vendê-los numa qualquer data futura, isoladamente e por um preço mais justo.
    Por isso, esta questão não lhe devia ser indiferente, nem a si nem a nenhum português que teve de pagar os 7 mil milhões do buraco do BPN mais os 500 milhões que ainda foram injectados na Parvalorem para fazer não se sabe bem o quê (dar de comer a mais uns amigos?!…)

    Mas, incrivelmente, ainda há quem esteja disposto(a) a fazer fretes a toda uma corja de que não nos vemos livres…

  34. António

    Sim, Maria João, li o seu texto integralmente com a respectiva nota 2, que colocou unicamente, penso eu, para auto-defesa. Não creio que, “Os Insurgentes”, onde se inclui, acreditem verdadeiramente naquilo que defende, ou seja, a liberdade plena no escrutínio. O exercício do escrutínio, na óptica d’Os insurgentes, só se aplica contra aqueles que se insurgem contra aquilo que a insurgência d’Os insurgentes se insurgem.
    Não é assim?
    Acho que é!

  35. tina

    A única consolação neste circo todo é perceber como o PS e o TC estão tão afastados da realidade que não podem senão causar repulsa na população, que não percebe porque é que não eles não querem vender os quadros quando não há dinheiro nem sequer para as reformas.

  36. António

    Cara ‘tina’, a questão não se coloca nesse ponto, mas sim o que ele representa, uma completa ignorância sobre a cultura, recordo que “A custódia de Belém” (não sei se sabe o que é), também esteve quase, com Portugal em situação de crise, para ser derretida e dar lugar a moeda. Valeu o espírito esclarecido de D. Fernando II. É o que falta no Portugal de hoje, oo esclarecimento da classe politica. Toda ela.
    Claro, que por detrás dos quadros, há toda uma história podre, mas isso não invalida que os quadros, de uma das grandes figuras da pintura mundial do século XX, devessem ficar como património cultural público português. Se for-mos a analisar a forma podre como muitas obras chegaram aos museus publicos internacionais, estes, provavelmente, ficariam despidos.

  37. A. R

    “O Insurgente não gosta da Constituição, não gosta do TC, não gosta dos Tribunais (quando decidem contra o governo), enfim não gosta que existem instituições que possam relacionar-se com o governo para além da dinâmica parlamentar”

    Oh, comuna!! És um imbecil. Então qual a razão para o teu camarada Chavez, se é um modelo de democracia, mudar a constituição do Tribunal Supremo Venezuela para conseguir uma maioria? Qual a razão do Chavez mandar prendera juíza Affiuni por devolver à liberdade um preso após esgotado o prazo de prisão sem condenação? Qual a razão da casa da juíza, libertada após estar gravemente doente de um cancro, ser alvejada por sicários bolivarianos?

    Então qual a razão para o violador da enteada menor Rafael Ortega, teu camarada, mudar a constituição do Tribunal na Nicarágua para se perpetuar no Poder.

    Então qual a razão para Evo Morales e Rafael Correa fazerem o mesmo?

    Explica comuna ou então não passas de um simples hipócrita! Explica comuna! Explica

  38. tina

    “Cara ‘tina’, a questão não se coloca nesse ponto, mas sim o que ele representa, uma completa ignorância sobre a cultura, recordo que ”

    Típico, tenta desculpar o indesculpável e no processo insulta e chama ignorantes aos outros.

    O vosso desrespeito pela situação de emergência financeira do país é tão óbvia, tão transparente para todos, e vocês são tão burros, tão burros que nem percebem isso. Vá lá perguntar aos reformados o que é que eles pensam sobre este assunto e vai ver o que lhe dizem. Só os fanáticos continuam a votar em vocês. Bem feito, nunca mais a esquerda poderá governar sozinha!…

  39. António

    Cara ‘tina”,
    eu falo em nome próprio e assino o que escrevo, logo não há lugar a “vosso” nem a “vocês”, as minhas opiniões vinculam-me somente a mim. Não pertenço, nem nunca pertenci, a nenhum partido ou associação politica. Sou um cidadão livre e preocupado pelo seu pais.
    Numa situação de emergência financeira, como foi a II Guerra Mundial, não me lembro de ler em nenhum sítio que Churchill tivesse vendido algo do património cultural britânico.
    Enfim… cada um é como é!
    A esta hora podemos então dizer, que se derreteu “A Custódia de Belém” (provavelmente a esta hora já foste pesquisar do que se trata). Fez-se algo que envergonha o país, algo que qualquer outro país civilizado jamais o faria.
    Posso então dizer, que gostei de ler a tua opinião, extremamente sensata e tolerante para com opiniões contrárias.
    Obrigada!

  40. tina

    “Fez-se algo que envergonha o país, algo que qualquer outro país civilizado jamais o faria.”

    ahahahahah, o algo que se fez que envergonha o país foi tê-lo levado à bancarrota e ter de andar a mendigar dos outros.

  41. António

    Cara ‘tina’,
    quando o argumenta assim, quando não se vê um palmo para além da testa, para quê contra-argumentar!
    Olha, leva a bicicleta!

  42. Francisco Miguel Colaço

    Miguel Cabrita,

    Só o facto de alguém citar o Artigo 202º da Constituição me faz os pelos ficarem em pé. Quem muito fala pouco acerta e a nossa constituição peca por grossa, também no sentido de inebriada.

  43. Miguel Cabrita

    Francisco Miguel Colaço,

    É assim que se consubstancia o príncípio da separação de poderes, este não é um poder de capelinhas e jurisdições exclusivas. Verificar a legalidade democrática é limitar a arbitrariedade do poder político, que sem essa fiscalização tenderia a ser totalitário, como vai sendo hoje em dia cada vez mais, neste estado que ainda se diz estado de direito democrático.

  44. António

    Caro Miguel,
    toda a sua sapiência juridica arrebata-me, que sou eu para a desdizer. Permita-me somente uma sugestão, já que falou em separação de poderes, que é inventariar as primeiras edições das obras de Montesquieu, presumo que saiba quem é, em todas as bibliotecas públicas do país e, vende-las.

  45. Pingback: Provavelmente Gabriela Canavilhas foi muitas vezes praxada com absinto. Já nos senhores do PCP outras substâncias mais potentes devem ter sido utilizadas | O Insurgente

  46. Francisco Miguel Colaço

    Miguel Cabrita,

    Referia-me ao facto de a constituição ter um artigo duocentésimo segundo, uma enormidade. Esta coisa prima em ser calhamássica, insondável, e prometer direitos positivos que são completamente inavaliáveis. A referência de quem muito fala pouco acerta referia-se ao tamanho descomunal da Constituição e não a si.

  47. Pingback: Mais coisas abrilistas | O Insurgente

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