one shot, one off, one qualquer coisa

“Dias depois de terem sido conhecidos os resultados surpreendentemente favoráveis da execução orçamental de 2013, cujo sucesso se deveu ao enorme crescimento das receitas fiscais, é possível que exista ainda espaço para mais um imposto! Pelo menos é essa a mensagem que se retira da recente proposta do Bundesbank, o poderoso banco central alemão, de introduzir uma tributação pontual (‘one shot’) sobre a riqueza privada de países com dívida excessiva.”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.

“(…) o Bundesbank diz que tem de ser uma acção “one-off”, tomada em circunstâncias extremas. Mas quem garante o que são essas condições…e que elas são irrepetíveis? O mais certo é esse imposto despoletar uma monumental fuga de capitais, seja qual for a explicação dadas pelas autoridades. Com consequências imprevisíveis para a estabilidade do sistema financeiro do país e para o investimento estrangeiro.”, no artigo do Camilo Lourenço hoje no Jornal de Negócios.

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5 pensamentos sobre “one shot, one off, one qualquer coisa

  1. k.

    O bundesbank defende legitimamente os interesses alemães – em nosso detrimento.

    Devemos nós defender os nossos interesses, exigindo uma politica expansionária junto do BCE – em detrimento dos alemães

    Alternativamente, podemos estabelecer um sistema de transferências, que coloque ambas as posições num ponto intermédio; Nós implementamos o imposto como eles querem, e eles transferem capital para cá.

  2. Anonymous

    É claro que o bundesbank procura defender os seus interesses e por isso sugere um imposto sobre a riqueza, que teria no mínimo as consequências descritas no artigo.
    A outra opção que Portugal teria, no caso de não conseguir honrar os seus compromissos, é um default na dívida externa (ou um haircut), os custos seriam provavelmente mais baixos do que os de um imposto sobre a riqueza. Obviamente que esta solução não agrada ao Bundesbank, porque directa ou indirectamente seria envolvido. Mas já era hora de quem corre riscos ao emprestar dinheiro deixar de ser sucessivamente bailed-out pelos contribuintes.

  3. Pingback: Uma cautela imperativa | O Insurgente

  4. lucklucky

    “Devemos nós defender os nossos interesses, exigindo uma politica expansionária”

    Pois a política expansionária da ultima década correu tão bem não foi?
    É preciso ser cego.

  5. rmg

    Um “haircut” era mesmo o que vinha a calhar nesta altura de voltar aos mercados buscar dinheiro para pagar as despesas do Estado …

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